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Artigo: Software Livre, interoperabilidade, padronização e usuários leigos

High Performace ComputingHoje me deparei com uma discussão, um tanto acirrada, com um usuário leigo sobre o openoffice. Deixando de lado demagogias e ideologias, fui obrigado a analisar algumas afirmações.

Dificuldades todos temos, seja com um sistema ou aplicação, serviço ou algo do gênero. Se nós, administradores de sistema ou mesmo “hard users”, temos dificuldades, imagine um usuário leigo. Com isso vem a pergunta: Até que ponto devemos tentar quebrar paradigmas e alterar o que já virou padrão. Novas implementações com mais opções e recursos logicamente são bem vindos, mas até que ponto isso deve alterar o padrão anterior? Será que, no desenvolvimento, não estamos nos preocupando mais com nós mesmos do que com os usuários que utilizarão as aplicações desenvolvidas?

Não podemos ser demagogos. Temos de admitir que alguns sistemas tornaram-se padrão, como é o caso da suíte de escritório da Microsoft. É a larga utilização que determina os padrões. Se é melhor ou pior, não vem ao caso. A questão é o usuário. Para ele o que é mais importante? Para o usuário o que mais interessa é que ele possa utilizar o sistema sem pensar. Utilizar como ele já utilizava. Se aprender algo novo já é difícil, mudar isso é quase impossível. Como eu posso dizer para um usuário que tudo que ele aprendeu até o momento deve ser esquecido e reaprendido pois o novo sistema trabalha de outra forma?

Devemos nos preocupar em desenvolver soluções novas, mas mantendo a facilidade de operação para os usuário, o que implica, sim, utilizar padrões. Se em um sistema para fazer tal procedimento o usuário seguia tal passos, em outro esses passos devem ser mantidos.

Talvez não nos preocupemos em sistemas simples mas em sistemas complexos onde a produção do usuário deve ser mantida. Logicamente, mudar um procedimento já assimilado vai despender um esforço maior do usuário, o que consequentemente vai diminuir o seu rendimento.

Padronização. Esta palavra deve estar na mente dos desenvolvedores e administradores de sistemas. Vejamos um exemplo:

Você possui um teclado no padrão ABNT2 (meu preferido) e então a empresa em que trabalha decide só comprar teclados modelo alemão porque são mais baratos. O que ocorre quando o seu teclado quebra e é obrigado a trocar por um novo disponibilizado pela empresa?

Reposta: você perde mais tempo procurando a localização das teclas do que produzindo seu trabalho.

Então voltemos à nossa análise. Até que ponto a fuga dos padrões deve ser buscada? Os padrões devem ser alterados e, se devem, quem deve definí-los? Ao alteramos padrões, os usuários devem ser consultados e estarem em conformidade com as mudanças. Eles utilizarão as funções.

Já ouvi de alguns técnicos que usuário não sabe o que quer. Discordo. Eles sabem o que querem, apenas não sabem como faze-lo. Devemos ouvi-los,  abstrair as informações obtidas e sempre evitar a exclusão de opções que eles utilizavam anteriormente.

Interoperabilidade é outra questão importante para os usuário. De maneira alguma o usuário deve ser incapaz de consultar e alterar dados que já possuía. A alteração de um sistema deve manter a capacidade de utilizar as informações que ele já possuía. Nestes casos a importância de um sistema poder abrir as outras informações é gigantesca. Neste ponto voltamos à importância do padrão. Padronização de formatos e não só de processos e funções.

Neste ponto os adeptos do software livre querem a padronização. No entanto, apenas querem que seus produtos sejam o padrão e não seguir alguma padronização já existente, simplesmente por preconceito e ideologia. A expressão que melhor caracteriza a situação é hipocrisia. É exatamente isso que o Software Livre está sendo. Hipócrita.

Espero que em um futuro bem próximo a mentalidade e convicções “religiosas” dos desenvolvedores sejam deixadas para trás em busca de satisfazermos nosso clientes. Em algum lugar da vida (internet) eu li algo assim: “Todas as pessoas tem clientes. Apenas analista de sistemas e traficantes têm usuários”. Acho que isso explica porque a classe é tão mal vista. Não tratamos nossos usuários como clientes e sim simples usuários, que são obrigados a utilizar os sistemas da forma como disponibilizamos para eles, sem a menor preocupação com seus interesses, vontades e necessidades.

Que Alá, Buda, Jesus, Deus e Jeová ajudem nossos usuários a ter paciência e clareiem a mente dos administradores e analistas de sistemas.

Autor: White_Tiger - willian (at) underlinux.com.br


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Comentarios

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  1. Por Gustavo | janeiro 5, 2007, 20:30

    Hmmmm… Parabéns!! Você é mais um felizardo que descobriu a verdadeira razão da dominação da Microsoft nos ambientes familiares e corporativos!!!! Vamos deixar de ser hipócritas aqui ok!?

    O grande problema do Linux não é apenas “cultural”, como muitos pregam por aí. Também!! Mas, é a “falta de padronização” que transforma uma alternativa estável, bonita e GRATUITA de sistema operacional, inviável para a maioria das corporações.

    Pare e pense, na industria (SEJA ELA QUAL FOR!!!)!!! Quando que uma alternativa boa, bonita e GRATUITA não arrasou com uma alternativa ruím, feia e CARA???

    Essa é a primeira vez galera!! O único problema da alternativa gratuita é que ela é uma ilha… e em uma ilha você não vai muito longe num mundo globalizado com necessidades cada vez mais reais de integração de processos e intercâmbio de informações… Além disso, existe uma constante nos negócios. “Para quem eu eu devo ligar quando isso aqui der problema?”. A Red Hat percebeu isso antes de todo mundo e começou a vender o suporte… Outra que se antecipou foi a Fundação Ubuntu, alguém aqui duvida que era só hobista mesmo pra baixar uma distro de 5 CDs (mesmo q seja por banda larga) para poder “experimentar” o Linux!?

    Bom, é isso..

    Só um detalhe: Suíte de aplicativos se escreve assim: “Suíte” e não “Switch”, esse último é ativo de rede!!

  2. Por Educarrega | janeiro 5, 2007, 20:46

    Cara, a gente vê muito defensor xiita de Linux, ou softwares livres, simplismente por ser livre. Tá na hora de romper este paradigma, só porque é livre, não é 100% bom, apenas é grátis!

    Eu mesmo sou um usuário apaixonado pelo Linux, adoro softwares livres mesmo antes de conhecer o poder do Linux, mas como menciona, sou um hard-user, fuçador, e me adapto rapidamente. Já meus clientes (funcionários, equipes…), apanham muito num openOffice da vida, e é sim uma das mais árduas tarefas ouvir aos comentários desse tipo: “No outro eu fazia assim, cadê aquilo nesse? põe o outro de volta!”.

    Creio que na abordagem de troca de softwares por alternativas open-source, o que mais pesa é o valor da conscientização do operador do equipamento, o porque da mudança, a paciência com a adptação, e a boa vontade em não desistir nas primeiras dificuldades, e principalmente, deve sempre haver um “Oráculo” por perto, para sanar as duvidas e falhas no momento em que elas acontecem, senão a dúvida esfria, a tarefa fica de lado inacabada, e os comentários negativos se propagam pelos corredores…

  3. Por RYUDO | janeiro 5, 2007, 21:45

    Concordo plenamente com tudo que o autor do artigo falou, bem vejamos o caso do openoffice, ele é sim bem inferior a um office 2003 da vida se assemlha a um office 97, cruzes, não é nada pratico … aquela sua pagina onde vc escreve insisti em ficar alainhada a esquerda da sua tela … akilo ali os usuarios odeiam (alguem sabe como poe no meio igual o word) fora outras coisas. Linux amigavel ? ah tah bom papai noel e duendes existem :D … nem mesmo o ubuntu consegue ser amigavel uma hora o outro vc vai ter q usar seus poderes ocultos de hard user pra resolver um problema. codecs plugins etc … um usuario leio sabe instalar isso ? eu acho q nao … linux só é bom mesmo pra servidor pra desktop não compensa ainda ta longe demais, é muito despadronizado.

  4. Por White_Tiger | janeiro 5, 2007, 21:49

    Primeiro ao Gustavo.

    Obrigado pela correção. Alterei o texto

    Agora a questão do software livre é muito complicado. Ainda há muito amadorismo. Não há consiência que o software livre também tem de ter características profissionais. Temos sim alguns exemplos a seguir. A mozilla é um ótimo exemplo. Alguem duvida que ela pensa no usuário na hora de produzir os seus softwares? Eu nunca ví um jeito mais fácil de instalar um plugin do flash como o firefox faz. O outlook express já foi deixado pra trás pelo thunderbird desde a primeira versão.

    É isso que está faltando aos técnicos. Proficionalismo e real preocupação com os usuários. Deixemos de lados picuinhas, entreigas, ideologias absurdas e religiosidade (pois para uns SL é religião).

  5. Por White_Tiger | janeiro 5, 2007, 22:12

    Ryudo, Clique na lupinha e vai aparecer a tela de configuração de joom (ou pode ir em exibir e joom) e coloque em largura da página. É a melhor posição. Detalhe. Eu aprendi isso com um usuário.

    Agora pessoal me desculpem as palavras mas vou agir como usuário:

    Que porra de sistema é esse que dá tanto trabalho pra ouvir um mísero mp3?
    Que porra de sistema é esse que eu não posso ver direito um vídeo avi pq o codec não é padrão?
    Que porra de sistema é esse que um DVD precisa mecher em código para rodar?
    Que porra de sistema é esse que uma impressora multifuncional não funciona 100%?

    O linux (diga-se os desenvolvedores) se preocupam com eles e não com os usuário.

    Olha só. Eu vou dar aqui o segredo para o sucesso do linux como desktop. Se vocês disserem que fui eu que disse eu nego.

    O linux precisa de:

    *Uma suíte (escreví certo gustavo?) de escritório que o usuário possa escrever seus textos sem pensar em como fazer e sim simplesmente fazer, criar uma planilha e mandar imprimir e não ter que alterar a opção padrão do software para que ele consiga imprimir apenas a planilha atual e não todas (mesmo que ele tenha 200) planilhas do documento e que a apresentação qe ele fizer seja cheia de frescura, animações, vídeos e som (Sim. É isso que eles querem).

    *Um browser que funcione bem, não trave e que ele possa ver todos os vídeos do charges.com.br (Esse até que tah fácil de resolver com a nova versão do flash que já está funcional na versão beta).

    *Um player de som (não 800 diferentes) que tenha por padrão plugin para mp3, wav, wma, rma, ogg (Não precisa de outros formatos)

    *Um player de vídeo (Não 1000 diferentes)(Pode ser como o concorrente (le-se microsoft) e colocar no mesmo programa do de cima) que leia wmv, divx (avi), dvd, rmv, mpg (Pra que outros formatos?).

    *Um messenger que funcione com msn (esse já tem mas tem como fazer funcionar direito atrás de um proxy?).

    *Um visualizador de imagens integrado ao desktop e que ao apertar as setas direcionais ele passe pra próxima foto da pasta

    *Uma janela bunitinha com menús fáceis.

    Aeee galera. É tão difícil. Com essas coisas eu consigo resolver o problema de 60% dos meus usuários.

    Se você quiser pegar mais 20% acrescente o gimp (sisteminha bom esse) um editor vetorial (inskape falta muito pra alcaçar o corel) e jogos de matar os outros emk rede e não aqueles de fazer a bolinha acertar as outras lá em cima (calma. eu adoro frozen-bubble).

    Não acho que o Linux terá dificuldade para satisfazer o usuário. Depende apenas de uma clareza de objetivos por parte dos técnicos.

  6. Por Gustavo | janeiro 6, 2007, 08:11

    Fala galera!!!

    Acho que o Linux (específicamente ele) precisa de algum órgão certificador com notoriedade internacional (como o W3C é para a web) que aprove sua acessibilidade e usabilidade mínima para usuários leigos!! Hmmmm…

    A idéia seria definir, junto com estudos de usabilidade e enquetes entre os hardusers das distros quais são os pacotes e softwares que tornam o Linux mais acessível e usável. Tô falando sério agora galera!!! Tem alguém interessado em fazer isso?? Não sei pq, até hoje, ninguém pensou nisso antes… White_Tiger… Acho que isso vale até um post no Under-Linux hein!? A idéia pode propagar e, se quisermos atingir algum tipo de notoriedade, temos que utilizar todos os sites especializados em Linux possíveis. Fica aberto aqui o meu email e MSN para podermos conversar… alguém aí interessado em fazer história??

    email: gustavo.hrc arroba gmail.com
    MSN: gustavohrcardoso arroba hotmail.com

    Concordo com RYUDO quando ele diz que nem o Ubuntu conseguiu essa façanha, embora sua técnica de distribuição seja extremamente eficiente (talvez, por isso ela seja a distro mais conhecida para uso doméstico no mundo).

  7. Por Dienis Ulguim | janeiro 6, 2007, 12:11

    Culturas e Hábitos!!!!

    Queria somente fazer uma comparacao….
    Praticamente todos nos possuimos aparelhos celulares…certo?
    E os softwares que compoem tais aparelhos nao tem nada de padronizado.
    e mesmo assim usamos sem problemas os celulares.

    Então vamos pensar juntos: Se no inicio da computacao baseada em interface grafica nao existisse um Sr que foi mais esperto que os outros porque descobriu que deixando seu sistema ser pirateado a vontade ele iria dominar o mercado em pouquissimo tempo e torna-lo “padrão”, hoje teriamos varios Sistemas Operacionais parecidos no seu uso mas nao iguais, como é com os celulares, e todos nos usariamos sem problemas e sem falar na tal padronizacao.

    Sei que podem dizer que teriámos menos aplicativos pois sem padronização seria mais dificil desenvolve-los, mas com certeza o mercado se adequaria a isso como vem acontecendo com os celulares que ja estao cheio de aplicativos.

    Sei tambem que podem dizer que estou usando somemte o exemplo da industria de celulares, mas lembrem-se, todo aparelho com lógica digital tem um SO que esta mais longe ainda de estar padronizado.

    Então nao vamos deixar que uma cultura ou hábito criado por uma “jogada de mestre” de um dos maiores executivos do planeta (com todos os méritos diga-se de passagem) dite toda uma era baseada na tecnologia que esta se iniciando.

    Quero dizer que sou usuario de varios sistemas operacionais e estou longe de ser um fanático por Linux, mas a Historia nos mostra que nenhum Monopólio ou dominio exagerado gera um bem comum por muito tempo.

    dienis.ulguim at gmail.com

  8. Por Dienis Ulguim | janeiro 6, 2007, 12:25

    Acabei colocando o e-mail com arroba, peço pra algum administrador remover e colocar outro caractere.

  9. Por White_Tiger | janeiro 6, 2007, 13:42

    Dienis, eu alterei o comentário tirando o arroba, agora vou voltar ao assunto.

    Quanto a usuário de celular não acho que eles consigam mecher. Vou dar um exemplo da minha namorada. Ela tem um celular que sabe fazer algumas coisas. São elas:

    *Telefonar
    *Manipular a agenda (le-se apenas acrescentar telefones e discar)
    *Tirar foto
    *Atender um telefonema
    *Ver as chamadas discadas, recebidas e perdidas
    *Ver mensagem

    Isso no telefone dela com eu dando uma mão pra ensinar.

    Agora se ela pega o meu telefone ela mal faz telefonema. Ae vem a pergunta. Ela é usuário leigo (é disso que estamos falando). O que ela consegue fazer no celular é diferente em cada celular? A resposta é simples. Pouca coisa muda.

    Fazer tranferência de fotos para o computador já eh hard user. Usuário leigo não tem nenhuma facilidade com essa falta de padronização dos celulares. Eles não usam 98% do poder do celular assim como não usam 99,999999999% do computador mas mesmo assim eles são de 60 a 80% dos uauários. Dae temos 15% de hard user, 4% de técnicos e 1% de técnico extremo. Dae vc me diz que não tem tanto técnico assim. É que não entrou na onda os 85% da população mundial que não usa computador. Quer ver uma coisa. Quantas vezes você teve que ficar na fila esperando um lerdo que não consegue utilizar um caixa eletrônico? E olha que o sistema de caixa é contruído pensando neles. Imagine se para poder sacar um dinheiro uma pessoa tivesse que acessar o terminal do caixa e digitar:

    # saque -a -c -v -100 -50 -20 -10

    É isso que os administradores do SL queremos que os usuários consigam fazer. Por isso que o outro sistema que ele clica duas vezes num ícone na área de trabalho e aparece uma telinha para ele digitar apenas o valor (pq os dados da conta ele pega do cartão e a quantidade de notas ele mesmo calcula) e apertar Ok atrai tanto os usuário. Eles não tão nem ai se os administradores de sistemas conseguirãop fazer 99% do que querem. Mas o usário que eh 95% dos clientes deles vão conseguir.

    É tudo uma questão de visão de negócios que o SL ainda não tem e se continuar assim nunca terá.

  10. Por Gustavo | janeiro 6, 2007, 14:29

    Assino em baixo do último parágrafo do comentário acima.

    Enquanto a comunidade livre continuar com essa concepção de que a padronização é algo ruím ou desnecessário, ou que isso tiraria toda a liberdade por trás da filosofia… o Linux estará fadado à ser uma eterna promessa… como o Brasil é!!

    ^^

    Eu acho que nos celulares deveria haver uma movimentação semelhante, nesse sentido… Mas, infelizmente não é o que acontece. Saibam que símbolos e certificados exercem forças interessantes nas cabeças das pessoas. Basta ver o esforço do W3C para padronizar a internet… você pode até achar que isso seria limitador e desagradável, mas, é exatamente o contrário!! Valida o site quem quer!! Se você quiser fazer um website completamente incompatível com os padrões (webstandards) da internet (be my guess!!), vá em frente!!! Mas, se você quiser validar seu site e usar a etiqueta xHTML compilante, você terá que ralar para fechar suas tags, escrever um site semântico, dar significado à cada imagem, etc.

    Com o Linux (específicamente), pode ser da mesma forma!! Se você quiser o (ainda não elaborei bem a idéia, maaas!!) “certificado de usabilidade”, você terá que oferecer X software de escritório, Y gerenciador de janelas, W posicionamento de menus, Z gerenciador de pacotes e, claro, se não quiser!! Vá em frente!! Faça sua distro da forma como bem entender (ou “como só você irá entender”, no lugar do “bem”)!! =)

    OBS.: As variáveis X, Y, W e Z estariam sujeitas à alterações com os resultados de testes de usabilidade periódicos …

    Quem gostou da idéia levanta a mão!! Ninguém entrou em contato até agora!!!

  11. Por Fernando | janeiro 6, 2007, 16:44

    A padronização é certamente o pŕoximo passo para o crescimento do software livre. Além de ser um conceito que trará benefícios aos usuários leigos os desenvolvedores também se benificiam, porque quando há um padrão estabelecido não há mais necessidade de \

  12. Por Fernando | janeiro 6, 2007, 16:47

    A padronização é certamente o pŕoximo passo para o crescimento do software livre. Além de ser um conceito que trará benefícios aos usuários leigos os desenvolvedores também se benificiam, porque quando há um padrão estabelecido não há mais necessidade de “reinventar a roda”.

  13. Por Luiz ^RedDevil^ Stefanski | janeiro 6, 2007, 21:19

    ola pessoal,

    eu concordo em termo e genero com o que o Dienis Ulguim escreveu…

    a gente tem que ter em mente que a “era wintel” ja era, ja chegou ao seu final, a gente tem que, de alguma maneira, colocar na nossa cabeça que nao vai mais existir aquela historia de todo ano a gente ser obrigado a comprar um micro novo com processador intel para “aguentar” uma nova versao do windows…

    diante disso, nada eh mais justo que, juntamente com a “era wintel”, tambem morram os padroes impostos por ela, padroes esses que, durante muito tempo, foram enfiados goela a baixo de todo mundo…

    alem do mais, essa historia de “usuario leigo” eh balela… hoje em dia a gente coloca um carinha na frente de um micro e em poucos dias ele ja pega todo o principio da coisa no que diz respeito a qualquer nova ideia, a qualquer nova tecnologia, tendencia ou padrao, se preciso for, qualquer ideia preconcebida que lhe tenham incutido anteriormente, pois la pela metade do seculo passado ja se dizia que o analfabeto do seculo 21 nao seria mais aquele que nao saberia ler e escrever, mas sim aquele que nao saberia aprender, desaprender e aprender novamente uma historia, devido a rapidez como as coisas iriam mudar, e felizmente o analfebetismo, nesse sentido, eh bem pequeno hoje em dia… apenas para dar uma ideia do que eu quero dizer, acessem o site oficial de todo linuxer, o google, e procurem por “crianças indigo”…

    o que eu li nesta pagina, neste artigo, para ser mais preciso, diz respeito a tendencia que algumas pessoas ainda possuem de continuarem presas a “padroes” (com o perdao do trocadilho…;o) que ja deveriam estar mortos na cabeça de todo mundo a muito tempo, como a historia de um contador que, antigamente, “protegia” as suas informaçoes dispondo os objetos que ficavem em sua mesa e em suas gavetas de tal maneira que, no dia seguinte, ele saberia se alguem entrou na sua sala e mexeu em alguma coisa na sua ausencia e hoje em dia continua fazendo a mesma coisa com o micro que foi colocado na sua sala, sem nem mesmo se dar conta de que as informaçoes que ele pensa estar “protegendo” nem estao no seu micro, mas sim no servidor da rede, e que nao sao acessadas somente pelo micro no qual esse contador, ao sair de sua sala, coloca as capas protetoras, objetos sobre essas capas, etc e talz, de uma maneira que, no dia seguinte, ele saiba se alguem mexeu no seu micro…

    eu peço perdao ao Mr. White_Tiger, mas nao resisto a uma brincadeira… sobre essa dificuldade que a namorada do Mr. White_Tiger tem com o seu celular, isso eh mais uma prova de que as loiras nao estao sendo afetadas pelas mudanças necessarias para os novos tempos, as mudanças necessarias para os dias de hoje… os pais e as maes das loiras tentam de tudo, desde tingir os seus cabelos (e tambem os demais pelos…;o) desde que elas sao pequenas ate coloca-las nas melhores escolas e faculdades particulares durante o seu aprendizado, pagar para elas os melhores cursos, etc, etc etc e talz, e nada disso adianta…
    ;o)

    []s
    força sempre!!!
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    Luiz “RedDevil” Stefanski - Linux User 9026
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  14. Por Gustavo | janeiro 6, 2007, 21:56

    Red Devil,

    Muito bonito seu discurso, fiquei até emocionado agora!! Vai falar isso com um gerente de TI de qualquer multinacional pra você ver o que vai dar…

    [quote comment="3485"]alem do mais, essa historia de “usuario leigo” eh balela… hoje em dia a gente coloca um carinha na frente de um micro e em poucos dias ele ja pega todo o principio da coisa no que diz respeito a qualquer nova ideia[/quote]

    Meu caro, isto está um tanto longe da realidade… você sabe disso né!? Se assim fosse realmente, eu economizaria no mínimo 40 mil reais onde eu trabalho só em treinamento no sistema de gestão que estamos implantando. Imagina o que seria economizado mundo afora com treinamento?! Nossa!! Isso é está tão afastado da realidade, que nem vale a pena me alongar…

    OBS.: Temos a péssima propensão a projetar nossas capacidades e aptidões às pessoas que nos cercam. É por isso que nos enfurecemos facilmente quando alguém não consegue entender o que pra gente parece óbvio.

  15. Por White_Tiger | janeiro 7, 2007, 14:12

    Concordo com o gustavo. Só porque a pessoa é nova não quer dizer que saiba mecher com coisas tecnológicas. Minha área é tecnologia, a da minha namorada é direito e contabilidade (tem 25 anos e está terminando a segunda faculdade). Alguem duvida que ela é inteligente? O problema é termos a visão de o que sabemos e temos facilidade os usuários leigos também terão. Para minha namorada falar de kernel, console, dependencias é o mesmo que falar pra mim de insiso, capílulo, parágrafo (nunca sei qual é qual) ou ainda ativo, passivo, passivo permanente, passivo operante. Eu fiz contabilidade na faculdade durante um semestre e te garanto que eu não consegui aprender a diferenca de ativo e passivo.

    O luiz ainda está confundindo usuário leigo com hard user. Quando eu falo de usuário leigo eu falo de 50% da população que tem dificuldade para usar o caixa eletrônico (isso pq é um sistema voltado pra eles) e 30% que senta no computador para a digitar seu texto como se fosse uma máquina de escrever e manda imprimir (pq o ícone já está alí onde ele foi ensinado a estar).

    Eu trabalho na procuradoria da república. Alí só quem tem nivel médio são as copeiras, faxineiras, motoristas e segurança. O resto é no mínimo bacharel e não é incomum (acontece no mínimo 2 vezes or dia) que uma pessoa não consiga logar pq ela só digitou a senha e como teve outra pessoa que logou antes o login era outro, ou ainda que ela manda imprimir e sai em outra impressora que ela não queria apenas porque ela só sabe mandar imprimir clicando lá no botãozinho e não tem a mínima idéia do que é impressora padrão.

    É deste tipo de usuário que estamos falando. É este tipo de usuário que paga as nossas contas mas não damos a devida atenção.

  16. Por Josie Reis | janeiro 8, 2007, 08:38

    Concordo com certos tipos de padronizações (smtp,pop,autenticação,etc) mas em aplicativos eu discordo, quando uma empresa troca o seu software corporativo já vem embutido no seu valor uma coisinha chamada treinamento, que quando se muda pra software livre ninguém lembra desse detalhe, apenas diz a seguinte frase \

  17. Por Josie Reis | janeiro 8, 2007, 08:46

    Desculpem, segue o comentário completo.

    Concordo com certos tipos de padronizações (smtp,pop,autenticação,etc) mas em aplicativos eu discordo, quando uma empresa troca o seu software corporativo já vem embutido no seu valor uma coisinha chamada treinamento, que quando se muda pra software livre ninguém lembra desse detalhe, apenas diz a seguinte frase “é igual ao outro, só muda umas coisinhas”, bom todos sabem que não muda só uma coisinha.
    No começo foi uma febre por cursos do Office, todo mundo queria fazer e um acabava ensinando o outro. O que precisa ser feito é isto, treinamento.
    Empresas de softwares corporativo, que muitas vezes são muito mais usados que office, não se preocupam em padronizar, em criar sua interface igual ao software anterior que existia na mesma, mas eles se preocupam com treinamento e acredito que este seja o principal ponto.
    Amigos acredito que a fonte de renda de muitas pessoas depende de treinamentos.

    Padronização sim, estagnação não, o que seria dos novos softwares se todos quisessem apenas manter o padrão.

    Abraço a todos

  18. Por Gustavo | janeiro 8, 2007, 09:18

    Josie Reis,

    Concordo em partes com o que você disse. Realmente, a padronização de uma interface gráfica não deve ser estagnante. Mas, sim, evolutiva… pense nisso quando abrir um Photoshop, ou até mesmo o Office, a maioria dos botões não mudam bruscamente de posição (com excessão do 2007 que é uma outra história! Mas, até ele foram 11 versões muito semelhantes umas das outras). Além do mais, determinados aspectos podem (e DEVEM) ser alterados pelo usuário. É o caso de temas, menus personalizados e funções extras que a Mozilla e a Autodesk sabem muito bem o sucesso que isso faz com o usuário mais exigente!!!

    Porém, não podemos perder de vista que o Linux possuí um núcleo padronizado. Pq também não pode ter um ambiente operacional padronizado? Não digo ambiente gráfico pq vai mais além. Tenho certeza que a maioria dos administradores de rede sentem falta dos caminhos simples do Windows quando migra-se para Linux (tipo: Iniciar -> Configurações -> Painel de Controle). Com um ambiente operacional padronizado, fica muito mais fácil dar suporte. É bem por isso que a mairia dos provedores de internet não oferece suporte a Linux, pois, pra cada distro o caminho muda!! Ai fica complicado… Isso poderia ser padronizado sim!! Os “caminhos”, por assim dizer. Mas não sem um grande esforço para otimizar a arquitetura da informação e trazer maior usabilidade para a experiência do usuário!!

  19. Por White_Tiger | janeiro 8, 2007, 09:20

    Concordo Josie. Mas isso sim é preocupação com o usuário e visão profissional da coisa que o SL não tem. Treinamento é essencial.

    Mas quando me refiro a usuário eu quero dizer não só dentro das empresas. Usuários domésticos também.

    Quanto a interface e ter 50 softwares diferentes blz. Agora um usuário ter de reaprender como instalar um programa a cada distribuição que ele for, e ainda ter que ser via linha de comando é mais velho que a minha vó. Isto está estremamente ultrapassado.

  20. Por Gustavo | janeiro 8, 2007, 09:23

    Você pode perceber isso dá seguinte forma. “Documentações”. Elas carregam os caminhos absolutos para se resolver um problema no software. Você nunca verá uma documentação que lhe pede para clicar num botão que pode não estar lá pq você o removeu. É bem por isso que a barra clássica “Arquivos Editar Exibir Ferramentas Ajuda Etc” sempre estará lá em cima… pois, as grandes empresas sabem que um ambiente operacional padronizado ajuda bastante na hora do suporte e na utilização do software também…

    Isso falta ao Linux D+ e um esforço nesse sentido pode ser capaz de atuar como um divisor de águas!!

  21. Por Luiz ^RedDevil^ Stefanski | janeiro 9, 2007, 18:15

    ola pessoal,

    quando eu postei o meu comentario eu esqueci de mencionar que sou adepto daquela filosofia que diz mais ou menos o seguinte:

    “mesmo que eu nao acredite em nenhuma palavra do que falas, defenderei ate a morte o teu direito de dize-las”…

    eis o porque de eu nao ter respondido as “criticas” ao meu post…
    ;o)

    cada um tem a sua ideologia, o seu modo de pensar, a sua opiniao, etc, etc, etc e talz, e eu respeito a opiniao dos demais, assim como peço que respeitem a minha…

    Post Scriptum: por estas bandas os pais das loiras, em alguns casos, quando elas concluem a faculdade, costumam coloca-las em empregos nos quais elas ficam empacando o trabalho dos outros, mas, pelo visto, em outros lugares esses pais desnaturados fazem pior…

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    “sê fiel até a morte!” - (Apocalipse, 2)

  22. Por Rafael Gil | janeiro 12, 2007, 09:29

    Ha ha ha ha ha ha, desculpem, mas não pude deixar de notar este comment:

    *Um browser que funcione bem, não trave e que ele possa ver todos os vídeos do charges.com.br (Esse até que tah fácil de resolver com a nova versão do flash que já está funcional na versão beta).

    Pergunta: o IE é bom? NÃO. Vem com flash de fábrica? NÃO. Sem mais perguntas.

    *Um player de som (não 800 diferentes) que tenha por padrão plugin para mp3, wav, wma, rma, ogg (Não precisa de outros formatos)

    Pergunta: WMP toca rma, ogg ou mp3 de fábrica? NÃO. Sem mais perguntas.

    *Um player de vídeo (Não 1000 diferentes)(Pode ser como o concorrente (le-se microsoft) e colocar no mesmo programa do de cima) que leia wmv, divx (avi), dvd, rmv, mpg (Pra que outros formatos?).

    Pergunta: WMP toca rmv, dvd ou divx de fábrica? NÃO. Sem mais perguntas.

    *Um messenger que funcione com msn (esse já tem mas tem como fazer funcionar direito atrás de um proxy?).

    Pergunta: o Windows NÃO vem de fábrica com o Msn Messenger, o mesmo deve ser instalado.

    *Um visualizador de imagens integrado ao desktop e que ao apertar as setas direcionais ele passe pra próxima foto da pasta

    KDE/GNOME já possuem este tipo de “aplicação” integrado ao gerenciador de arquivos há um bom tempo.

    *Uma janela bunitinha com menús fáceis.

    Mais bonito q o GNOME/KDE? só OS-X… sem comentários.

    Abraços

  23. Por White_Tiger | janeiro 12, 2007, 10:49

    Rafael, Vamos por portes

    Quanto a questão do IE eu prefiro 1 Tera vezes mais o Firefox. O que falta é o plugin do flash 9 versão estable que ae para instalar fica tão fácil que fica sem graça. Hoje dah trabalho instalar o flash beta.

    Quanto ao WMP, ele não vem com suporte aos formatos mas para instalar os plugins é tão fácil que o usuário consegue. Ou você acha que o Linux é simples instalar esses codecs como é no windows que é next, next, next? Lembre-se que estamos lidando com usuário leigo.

    Quanto ao messenger, o windows não vem mas para instalar é fácil. Ae vc pode me dizer que diversas distrribuições rodam o gaim, kiopete, amsn e outros. O caso é que estou a 3 meses tentando fazer qualquer um desses funcionar atrás de um proxy e o messenger da microsoft faz isso apenas com next, next, next.

    Quanto ao ambiente e visualizador de imagem não vou discutir pq concordo com você. Eu acrescentei pq isso é algo que o usuário quer (não necessáriamente que não tenha no linux).

    Para mim o que atrasa o linux como desktop é o gerenciamento de pacote (o suse tah fazendo isso bem com o yast) e os codecs. Esse é o problema com linux. Codec para vídeo se som a maioria é proprietária. O dia que os codecs já vierem instalados ou que para o usuário instalar um pacote de codec seja simplesmente next, next, next o linux desbanca o windows como desktop.

  24. Por Rafael Gil | janeiro 12, 2007, 12:08

    Internet explorer bom? Não faça-me rir… Next, next , next??? acha isso fácil? Sem comentários… É muito mais simples instalar um pacote, COM UM ÚNICO CLIQUE…. Pois bem, a maioria dos usuários LEIGOS como vc mesmo disse, não sabe instalar, ou se quer sabe o que é, um codec. Seja no windows ou no linux. A maioria dos usuários não sabe nem aonde guardou os documentos, daí eu te faço uma pergunta: Para o usuário realmente leigo, qual a diferença entre clicar no icone do deskop do windows ou do Gnome? Ah, e algum deles sabe/conseuge instalar o prórpio windows? configurar drivers e etc? claro que não, simplesmente por que o windows não é tão simples assim. E sempre constumo mencionar minha família, minha mãe e irmã usam linux para tudo, e até hoje não reclamaram de nada. Acessam bancos, msn messenger, gtalk, ouvem musicas mp3 e ogg, assistem vídeos, gravam programas de TV, compras on-line e etc etc etc, e , até onde eu sei, nenhuma delas é PHd em Matemática ou algo do tipo…

    flws

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