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Regulamentação da Profissão na área de informática

“A missão de um conselho de profissão é normatizar a atividade profissional na área, pela fiscalização da atuação dos profissionais, pelo julgamento de possíveis desvios de conduta, e se necessário pela aplicação das punições cabíveis . eventualmente suspendendo ou até mesmo impedindo para sempre o exercício da atividade por maus profissionais. Mas a impressão que se tem é que algumas categorias profissionais imaginam que a regulamentação da profissão, ao invés de proteger a sociedade, deveria ser utilizada para proteger os interesses dos próprios profissionais, ajudando a resolver todos os problemas que a categoria enfrenta .” Leia a íntegra desse interessante artigo no Jornal da Unicamp.


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Sobre o Autor

author photo Professora da UFMG, coordenadora dos grupos SEMIOFON (pesquisa sobre fala, semiótica e fonética acústica e desenvolvimento de softwares associados) e Texto Livre (grupo de suporte à documentação em software livre, incluindo desenvolvimento de software didático). Editora da Underlinux.

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Comentarios

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  1. Por Sergio Figueras | maio 28, 2008, 13:44

    Apoio a regulamentação, mas utilizar como parâmetro o diploma do cara - é RIDICULO.

    Quantos de nós programadores já não vimos bachareis formados que não sabem nem dar um laço for???

    Defendo que deveria ser por provas, por exemplo: Você quer ser certificado como um cargo (desenvolvedor pleno, vamos dizer), uma prova da linguagem em questão e de lógica, OO, e atualidades deveria ser feita.

    A maioria dos estudantes hoje, são umas grandes grandes ******, digamos assim.

  2. Por Christian Piva Franzen | maio 28, 2008, 17:15

    Sou contra. Se a regulamentação fosse a solução dos problemas, não teríamos tido engenheiros como o Sérgio Naya e prédios como Palace I e II. Bastaria a fiscalização do CREA para evitar que maus profissionais prejudicassem a categoria, os consumidores e a sociedade.

    Sou Técnico em Eletrônica e Bacharel em Sistemas de Informação. Comecei na informática através da eletrônica. Se houvesse a regulamentação eu não teria podido atuar como profissional da informática.

    Um exemplo em nível nacional é o Marcelo Tosatti que manteve a árvore 2.4 do Linux. Se a lei estivesse em vigor ele teria sido multado ou algo parecido por exercício ilegal da profissão privando o Brasil de projetar-se no cenário internacional do software livre.

  3. Por Sergio Figueras | maio 28, 2008, 20:48

    Sergio Naya é mais empreiteiro que engenheiro cara.

    Eu sou a favor, MUITO. CONTANTO, que faculdade não seja o exigido e sim uma especie de prova de certificação para o cargo pretendido.

  4. Por Christian Piva Franzen | maio 29, 2008, 00:10

    Empreiteiros contratam engenheiros que supervisionam obras e, supostamente, não devem permitir que areia da praia seja usada na construção.

    Na minha opinião será apenas uma conta anual para todos os profissionais de informática pagarem. Se tiver que ser, que seja com prova, como o Sérgio sugeriu.

  5. Por Aldemari Borges | maio 30, 2008, 09:00

    Viva a regulamentação da Profissão.
    Se a regulamentação fosse ruim, Advogados destituiriam a OAB, e Médicos o CRM.

  6. Por Sergio Figueras | maio 30, 2008, 11:29

    Larga de ser ridiculo, Aldemari.

    Advocacia e médicos são BEM diferentes do que informatica. Lá eles fazem prova, agora o que esse animal tá propondo é que só o diploma valha.

    E se você não sabem, advogados fazem uma prova muito dificil (OAB). Coisa que esse animal nao tá pensando, tá dizend oque é só o diploma.

    Se fosse por certificação que seria bom.

  7. Por Christian Piva Franzen | maio 30, 2008, 13:59

    A informática foi construída por engenheiros, médicos, advogados, etc. Ou seja, enquanto a área estava sendo construída eles serviam para a área, agora que está estabelecida não servem mais?

    Se for por diploma excluiremos estes profissionais da profissão. Se for por prova, fica MENOS RUIM.

    Mas continua não me agradando a idéia de existirem pessoas ganhando dentro de um conselho para não propiciarem nada de útil a nós, que teremos que mantê-lo.

    Sou do CREA e a única coisa que recebo dele todo o ano é uma conta para pagar.

  8. Por Christian Piva Franzen | maio 30, 2008, 14:01

    Um texto que achei interessante:

    http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/jornalPDF/ju392pag02.pdf

  9. Por Douglas Cordeiro | maio 30, 2008, 21:22

    Bom pra começar, o que foi proposto é de que o cara formou, e já possa atuar plenamente na informática, sem um exame nem testes de aptidão.

    Pô fica dificil assim, advogados que não passam na OAB não podem ser advogados não importa o quanto eles pagaram nas suas faculdades.

    E o que é isso de um cara recem-formado tem mais valor do que alguem que fazem 10 anos que trabalha com computadores, e não tem meios de provar que sim, pois na época não havia nem curso que ensina-se a usar o windows 98. Quem derá cursos tecnicos e certificados!

    Isso é uma injustissa se for pra ter conselho que seja por prova, e não por canudo.

  10. Por Ânderson Rodrigues | junho 2, 2008, 12:03

    Olha eu sou muito a favor dessa regulamentação… mas acredito também que apenas uma simples “prova” não resolveria… e sim um diploma não necessariamente de graduação mas sim um diploma profissionalizante e com uma prova que realmente exige a capacitação do profissional, pois caso contrário qualquer um que se diz programador ou qualquer coisa que tenha um pouco conhecimento passaria na prova e estaria tirando lugar no mercado de bons profissionais aos quais já estão por aí a muito tempo esperando tal “reconhecimento”.

  11. Por Christian Piva Franzen | junho 2, 2008, 12:12

    Ânderson,

    o mesmo raciocínio, aplicado ao contrário retira profissionais que não tem diploma (nem profissionalizante) mas tem capacidade técnica. Acho que o cara que tem diploma de curso superior na área tem que ser reconhecido. Mas todos que se julgarem capazes e puderem demonstrar esta capacidade por um exame do tipo realizado pela OAB também devem poder atuar no mercado.

    Um detalhe quanto a esta prova. Minha especialidade é administração de sistemas Unix e segurança de sistemas computacionais. Se a prova for principalmente sobre, por exemplo, banco de dados, terei dificuldades nela. Mas se for focada em Unix e segurança, talvez os programadores ou analistas é que tenham muita dificuldade para passar numa prova cujos conhecimento talvez nunca venham a utilizar.

    Obs.: Tb sou contra picaretas na informática. Só não quero ver bons profissionais que dignificam a profissão excluídos dela.

  12. Por Aldemari Borges | junho 2, 2008, 18:01

    Os Médicos não precisam fazer provas para tirarem o CRM.

  13. Por Sergio Figueras | junho 3, 2008, 12:19

    Não? E o estágio obrigatório, é uma espécie do que?

  14. Por ale x | junho 22, 2008, 02:13

    A informática é do tio Bil! Nossa onde é que eu tó?
    Essa manezada graduada não esturam a história da informática.A informática é livre, é de quem conhece, é projeto de fundo de garagem ou de um quarto escuro. conheço moleque de 16 anos que faz segurança pra empresas nos EUA e futura mais que professor de universidade.
    Pra falar a verdade tem muita gente graduada que entende e sabe trabalhar, mas na realidade não é necessário um laboratório de anatomia da informática ou um laboratório de histopatologia da programação em Linux para aprender e exercer sua profissão em páz com nosso senhor.

  15. Por ale x | junho 22, 2008, 02:41

    Gostaria muito de parabenizar a autora do blog e do assunto em questão já que ela expressa o verdadeiro desejo de ver um dia um Brasil incluído digitalmente e mais justo com os que procuram com muito esforço se espaço profissional. E também parabéns á aqueles que com muito esforço $$$ conseguiram seu diploma, mas que sabem também atender bem seu clientes na hora marcada e com ética.
    E mais uma vez para a autora, eu gostaria de dizer que meu processador fica em overclock quando acesso seu blog e vejo sua foto.

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