- 26-07-2009 #11
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Bem, eu tenho experiência com stub, sobretudo em sistemas de rádio e TV. Nesses sistemas as perdas são grandes devido ao comprimento dos cabos e os cálculos são bem complexos e proporcionais ao tamanho da estrutura. Apesar de questionado o seu uso não pode ser ignorado em "algumas áreas de telecom". Em frequências muito altas e altíssimas o uso do stub é mais crítico, pois poderá ser "tiro pela culatra" sobretudo quando mal aplicado. Eu diria que de fato desnecessário.
Desde que haja casamento de impedância entre cabo, antena e trasmissor o segredo é usar o menor cabo possível. Por esse motivo é aconselhável utilizar cabos de 50 Ohms para rádios e antenas de 50 Ohms em frequências ISM. Cabos cortados em 1/4 de onda são recomendados para cabos de 75 Ohms, pois é o equivalente de 300/4; ou seja, correspondente à velocidade da luz dividido por 4, indicado para 75 Ohms e não para 50 Ohms. Logicamente, que rádio-amadores e outros que usam equipamentos de 50 Ohms (exceto os muito antigos) e cabos de 75 Ohms necessitam de um casador de impedância para acoplar os 50 Ohms do rádio com os 75 Ohms do cabo. Agora, se a antena for de 50 Ohms tem-se aí outro problema (casar 75 Ohms com 50 Ohms - outra vez). Devido a esses problemas de casamento de impedância prefira cabos de 75 Ohms em sistemas de 75 Ohms e cabos de 50 Ohms em sistemas de 50 Ohms. Quando não possível recomendo o stub.
Já visitei sistemas de clientes problemáticos e instáveis, inclusive em 2.4GHz. Eles não sabiam o que é onda estacionária. Também, antenas e rádios de 50 Ohms, cabos de 75 Ohms cortados em vários tamanhos sem nenhum critério, conectores de 50 Ohms e de 75 Ohms misturados em várias partes do sistema, todos no mesmo local, alguns cruzando uns aos outros. Nesse desenho tem tudo para ser problemático. Solução: montar todo o sistema em 50 Ohms e utilizando os menores cabos possíveis (50 Ohms obviamente), incluindo muito cuidado ao confeccioná-los. Stub nesse mesmo desenho desnecessário. Resumo: não podemos aplicar stub em tudo, somente quando necessário, nem podemos ignorá-lo.(62) 9981-8100 // 8240-5604 // 8498-2710 // Skype: marcelogoias
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- 26-07-2009 #12

- 26-07-2009 #13
- 26-07-2009 #14
Eu não e em momento algum disse que consegui ou conseguiria. Só disse que essa piração de ficar fazendo stub a toa é desnecessária.
Em anexo, um programinha que fiz em Java pra vocês verificarem quanto de perda existe em cada combinação de cabo em antena.
E ATENÇÃO: não sou eu que estou dizendo essas coisas, são os LIVROS!João Paulo Just
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- 26-07-2009 #15
Gabriel Mota
Eng° de Telecomunicações
- 26-07-2009 #16
Eu sempre tive a sensação de que em Hogwarts deve ter uma disciplina chamada "Laboratório de Antenas II"...
- 26-07-2009 #17
Gilvan,
não sei quando, mas quero ir presenciar um curso seu e aprender o quanto der,
mas a minha verdadeira ida até o seu curso não será só pra aprender, é pra ver o quanto você é "Louco" (não leve pro mal sentido).
Alb Eins, era considerado louco "naquela" epoca!

- 26-07-2009 #18
Fiz o curso e aprendi o que é lençol digital. É o seguinte: de acordo com Gilvan, pra que todos os clientes de uma base tenham uma conexão boa, todos devem estar com o nível de sinal igual ou pelo menos, próximo uns dos outros. Por exemplo, se todos os clientes da sua base estão com -70 dBm, ou todos com -60 dBm, ou pelo menos, variando 1 ou apenas 2 dBm entre si, então a conexão fica boa. Porém, se tem alguns com, digamos, -50 dBm e outros com -68 dBm (apesar de -68 ser um sinal razoável), eles poderão ter conexões ruins (não necessariamente os de -68 dBm terão conexões piores que os de -50 dBm). Neste caso, a solução seria usar interferômetro nos clientes com sinais mais fortes e fazer eles abaixarem também pra -68 dBm, aí a conexão ia ficar boa pra todos.
Em outro post (Fisica Azul), ele ainda deu um exemplo onde várias TVs de um prédio, ligadas à mesma antena, tinham imagens com qualidade diferentes. Aí um belo dia, o técnico veio e ajustou o sinal em todas elas, instalando atenuadores nas TVs onde o sinal era mais forte, pro sinal delas ficarem mais fracos como o das TVs dos andares mais baixos.
Eu ainda fiz uma pergunta a ele: de acordo com esse lençol digital, se eu tenho um radinho FM na minha casa, e o sinal que ele está recebendo é muuuuuito mais forte que outros radinhos FM que estão ouvindo a mesma estação, os outros radinhos poderão ficar com o som ruim? Ainda aguardo a resposta.João Paulo Just
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- 27-07-2009 #19
Não estou discordando de seus cálculos! Muito menos estou dizendo que os cálculos não são válidos.
Em verdade está de parabéns, afinal são poucos que buscam alinhar a prática à teoria.
Dou meu aval ao Stub do Enriconi porque é sim uma das ferramentas para o casamento de impedâncias. Como você mesmo citou isso é importante para termos eficiência. O stub neste caso está criando uma resistencia variável, trazendo mais similaridade das caracteristicas do cabo, da antena e do rádio. Realmente não é fundamental e imprecindível, mas é sim uma boa ferramenta que pode nos auxiliar.
Cabos e antenas não precisam de stub pra acoplamento ideal. Acoplamento ideal que sabe nem precisamos (ainda bem... pq não existe!), mas TODAS as técnicas e ferramentas são válidas e se não usá-las, respeitá-las...
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