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From UnderLinux WikiSistemas de Arquivos no Linux
[editar] IntroduçãoEntende-se por Sistema de Arquivo, a maneira pela qual o Sistema Operacional organiza e administra os arquivos em um disco ou partição. Após a formatação de um disco, o próximo passo é colocarmos nele um Sistema de Arquivo, pois a maioria dos programas trabalha em um Sistema de Arquivo e não funciona em uma partição que não contenha um ou mesmo um de tipo errado. O processo de criação de um Sistema de Arquivo envolve a inicialização da mídia e a gravação de uma estrutura básica de dados nesta mídia. A estrutura de um sistema Unices, apresenta alguns detalhes que podem ser encontrados em quaisquer outro Sistema Operacional que segue o padrão POSIX, com algumas variações. [editar] Os conceitos básicos para entender esta estrutura são:[editar] SuperblocoContém toda a informação do Sistema de Arquivos como um todo, como seu tamanho, data de criação, hora, tipo, etc. [editar] I-NodeCada arquivo quando criado, recebe um número que identifica, chamado i-node. O i-node contém informação sobre os espaço alocado para determinado arquivo, menos o seu nome. O i-node serve para informar ao Sistema Operacional, o quanto de espaço um arquivo ocupa na partição atual. [editar] Bloco de dadosSão usados para armazenar as informações do arquivo. [editar] Bloco de diretórioDiretório nada mais é, que um arquivo especial, com o a finalidade de armazenar outros arquivos. Assim como os arquivos, o diretório também recebe um número de i-node, quando é criado. O inode e o nome deste diretório, é o que chamamos de bloco de diretório. [editar] Bloco de indireçãoO i-node suporta poucos blocos de dados e quando o arquivo é maior do que aquele suportado, o Sistema Operacional aloca dinamicamente, mais blocos para armazená-lo. Estes blocos recebem o nome de bloco de indireção e contém um endereço para outros blocos. [editar] Sistemas de arquivos suportadosO Linux suporta uma diversidade de Sistemas de Arquivos, dentre os quais podemos destacar: [editar] MinixO mais antigo e, que segundo alguns, um dos mais confiáveis, porém muito limitado. Foi muito popular no final da década de 80 e começo da de 90. [editar] Características
[editar] XiaO Xia é um aperfeiçoamento do Minix, porém muitos dos problemas anteriores continuaram a existir. [editar] ext2O mais popular e poderoso Sistema de Arquivo nativo do Linux. [editar] Características
[editar] MsdosEste é o Sistema de Arquivo tradicional da Microsoft. O Linux possui compatibilidade com MS-DOS (e OS/2 , Windows NT) através do Sistema de Arquivos FAT16/FAT32. [editar] UmsdosO Msdos original não suporta nomes com mais de oito caracteres e três extensões. Para isso foi criado o umsdos, que é uma extensão do Msdos, com suporte a nomes longos, donos, permissões, links e arquivos de dispositivos do Linux. Isso permitiu que muitas distribuições (Phat, Win2001, entre outras), pudessem ser instaladas em cima de uma partição Windows, sem necessidade de reparticionamento de disco. [editar] Iso9660O iso9660 é o Sistema de Arquivo padrão nos CD-roms e é totalmente suportada pelo Linux, bem como a sua extensão, a Rock Bridge, para nomes longos. [editar] NFSNFS significa Network File System. Permite que um computador compartilhe um diretório inteiro, exportando-o para outro computador, de forma que para o computador que esta recebendo o compartilhamento, parece que o diretório faz parte dele próprio. Isso facilita em muito o compartilhamento de informações. Ë muito usado em Sistemas Unices. [editar] SmbfsEste é o Sistema de Arquivo usado pelo Samba para permitir compartilhamento entre um Servidor Linux e estações Windows. Ele basicamente permite montar partições de uma estação Windows em algum ponto da partição Linux. [editar] HpfsSistema de Arquivo do OS/2 e Mac. [editar] SysVSistema de Arquivo usado no System Release V/386 e Xenix. [editar] ResisefsEste Sistema de Arquivo foi criado nos laboratórios da Suse, distribuidora de Linux da Alemanha em conjunto com outras empresas,para oferecer um Sistema de Arquivo seguro e confiável. Um dos problemas que podemos encontrados no ext2, é quando por exemplo, o sistema cai por falta de energia, e a máquina volta a funcionar, o ext2 obrigatoriamente, passa um utilitário de disco, o e2fsck, para verificar as partições que foram desmontadas abruptamente, em busca de erros, e creiam, isto é um saco quando você precisa que seu servidor esteja sempre no ar. [editar] ConclusãoHá muitos outros (um total de 38 aproximadamente) Sistema de Arquivos suportados pelo Linux, sendo que alguns somente leitura (NTFS) e outros com total acesso. Falar sobre eles fica para uma próxima oportunidade. No Linux há ainda o Sistema de Arquivo /proc, que na realidade não existe. O /proc é uma maneira do sistema disponibilizar o acesso as estruturas do kernel mais facilmente, como por exemplo, o quanto há de memória na máquina (meminfo), qual o tipo de CPU (cpuinfo), ente outras coisas. Lógico que estes arquivos, não existindo, toda vez que alguém quiser visualizar seu conteúdo, o kernel torna esta parte visível em algum local. Se tentarmos abrir algum arquivo abaixo de /proc com algum editor de texto, nada veremos, pois ele não existe. Para visualizá-lo use tail ou cat. Mas como criarmos um Sistema de Arquivos? Em Linux podemos criar um Sistema de Arquivo com o comando mkfs. Apesar de que o comando mkfs aceitar muitos parâmetros, o mais importante deles é o -t. Este parâmetro indica ao programa, para criar um Sistema de Arquivo específico, como minix, msdos, vfat, ntfs, e tantos outros quanto seu kernel suportar. Note que nem todos os Sistemas de Arquivos são criados direto no kernel. Isso é proposital, pois se não fosse desta maneira, o kernel ficaria muito inchado, isto é, poderia ocupar muita memória. Muitos Sistemas de Arquivos são criados como módulos carregáveis durante a inicialização do Linux. |