• Apple Clama ter 22 Porcento do Mercado de eBooks

    Com certeza esse patamar foi alcançado com o iPad. A Apple anunciou em pleno WWDC 2010 (World Wide Developers Conference) que detém uma fatia de 22 porcento de todo o mercado de livros digitais e similares. De acordo com Steve Jobs, criador e CEO da Apple, a companhia já vendeu mais de 5 milhões de livros digitais somente para os novos proprietários do tablet da empresa. E de cola, em plena San Francisco, Jobs anunciou que os livros digitais estão sendo atualizados, e que permitirão suporte a bookmark, notas, marcações (highlight) em o uso de PDFs para leitura.

    Jobs afirma que "os editores nos informaram que as vendas de eBooks estão em 22 por cento neste exato momento, sendo 22 porcento somente em iBooks". Ele ainda completa dizendo que "nós estamos fazendo algumas mudanças hoje, [por exemplo], notas, você já pode fazer anotações aqui, novos bookmarks, e uma nova página mostrando as suas anotações e bookmarks".

    Enquanto isso, Marco Tabini da MacWorld notou que os iBookx já suportam arquivos PDF, o que expande a capacidade do aplicativo de apresentar livros em um grande número de títulos. Tabini completa, comentando que "[esse é um extra] a todos os tipos de documentos salvos no formato da família Adobe Portable Document". Entretanto, Jobs não menciona se o suporte a PDF estende-se para o LADO proprietário da Adobe e sua tecnologia DRM, o que permitiria a importação e uso de livros adquiridos através de livrarias que suportam esse formato".

    Essa é uma verdadeira inovação (mesmo que tímida), para os ainda estáticos livros digitais, que de nada aproveitam a imensa capacidade de interação com seus usuários, que a Web 2.0 tem a oferecer. Agora o problema é outro. Será que a Apple seguirá neste mercado utilizando tecnologias abertas como HTML5, CSS3, SVG, XML e Javascript? Ou a empresa da maça ficará com os pacotes de desenvolvimento da Adobe, só para criar um padrão fechado que beneficie a manutenção e crescimento de seu mercado?

    Acredito que o uso de tecnologias abertas realmente beneficiariam o mercado como um todo, aperfeiçoando os atuais (e ainda desatualizados) padrões abertos como DocBook, permitindo uma migração definitiva do papel para o meio digital. O único entrave seria o hardware, que precisa permitir a segurança dos dados contra qualquer tipo de acidente ou catástrofe. Como todos sabem temos vantagens e desvantagens tanto no meio físico (papel) quanto no meio digital. Mas o número de desvantagens do meio digital ainda são tantos, que o meio físico consegue manter com folga e facilidade a sua supremacia, mesmo com a constante desatualização do mercado de impressos, a falta de espaço, e o famigerado mofo :-D

    Afinal de contas, quem não gostaria que nossos livros impressos viessem com pelo menos um CTRL+F? Depois de tanto utilizar livros digitais, você pelo menos deve sentir falta de um "sistema de busca" mais eficaz nos livros impressos. Mas por outro lado, um EMP nem faz cócegas em uma obra impressa. Já o seu disco rígido... são outros 500.

    Sabemos que hoje em dia, nenhuma sociedade consegue mais acompanhar o volume diário de informação gerada em todo o mundo. Por isso precisamos pensar em um meio de armazenar com segurança, não somente todo esse conteúdo digital, assim como, meios para a reprodução dos mesmos.


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