• Google Integra Visualizador de PDF no Chrome

    Para quem tiver curiosidade, na versão de desenvolvimento do navegador Web Chrome, o Google integrou seu primeiro visualizador para arquivos PDF, o que torna o plugin da Adobe, o Adobe Reader, desnecessário. E mais! Esse plugin foi projetado para oferecer o máximo em segurança para seus usuários. Como o leitor PDF que virá embarcado no Chrome vai funcionar dentro de uma sandbox, as falhas de segurança que por ventura venham a ocorrer, não irão comprometer de imediato o sistema como um todo. Já no caso do plugin da Adobe, uma falha de segurança pode sim comprometer todo o sistema, já que o mesmo roda de forma "desprotegida" como plugin.

    E vamos falar de outras vantagens dessa novidade. Você não vai precisar ficar se preocupando em atualizar esse visualizador de PDF. Toda vez que surgir uma atualização para o Chrome, o mesmo já virá up-to-date de forma embarcada no navegador. Por outro lado, se a falha for encontrada nessa funcionalidade, outra versão atualizada do Chrome será lançada somente para corrigir esse problema.

    Voltando a vaca fria, é claro que a Abode já havia integrado "atualizações silenciosas" ("silent updates") no seu plugin Adobe Reader, mas ainda existe um grande número de usuários utilizando versões antigas e/ou instalações vulneráveis. Aliás, uma atualização de segurança para o Reader e o Acrobat deve já estar disponível no site da empresa. Mas será que isso é um "tarde demais"?

    Para quem achava que não se paga por não se preocupar com versões desatualizadas e inseguras, essa é a prova de que uma empresa de software pode se dar mal (e perder seu mercado) por falta se segurança. Quem sabe não veremos algo semelhante quando o império dos usuários de IE6 finalmente desmoronarem? Isso irá refletir drasticamente na empresa proprietária do software, pois ao atualizar seus produtos, vão preferir fazer isso com empresas que investem em segurança e propaganda para com o usuário. E o que temos visto constantemente são migrações de usuários de versões desatualizadas do Internet Explorer, para versões atualizadas de outros navegadores "livres" como o Firefox e o Chrome.


    Negligência

    Mas ainda falta muita coisa para o Chrome (pelo menos na versão Linux que estou utilizando). O Google Chrome não é capaz de se atualizar sozinho via função embarcada (algo como um "já encontrei nova versão desse software, clique aqui para atualizar"). Não sei se é desleixo da empresa, que muitas vezes se mostra negligente com o Linux, lançando as novidades ou programas inteiros somente para a plataforma Windows, ou se nesse caso, o problema é do Linux, e suas diversas distribuições.

    Existem duas maneiras de se manter um programa atualizado de forma "decente" no Linux: a nativa e a independente. A nativa seria o fornecimento ou incentivo da empresa criadora do aplicativo/aplicação de ter seus produtos "montados" em pacotes

    Outro grave "problema" (ou seria política) do Google é a falta de código fonte para muitos de seus programas descritos como livres. Para nossa comunidade, não adianta disponibilizar "livre para uso" se o código-fonte não é apresentado. A liberdade que muitos vão defender nesse caso, é vazia, e principalmente, passageira. E o risco de ficarmos dependentes de aplicações "fechadas" como essa é grande. E no futuro se a empresa resolver ser "Evil", todos nós sairemos perdendo, e muito.


    Links de Interesse:

    - Google Integrates Safe PDF Viewer in Chrome



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