• A Grande Oportunidade da Apple

    Depois de todo o sucesso de vendas esgotando seu estoque em poucos dias, você acha que o iPhone atingiu seu pico? Enquanto o iPhone detém 23 por cento do mercado de smartphones nos Estados Unidos, no Japão ele tem quase que total hegemonia, com 72 por cento do mercado. O iPhone pode até ser considerado um "grande sucesso" em território americano, mas sua real força e estratégia está sendo aplicado fora de seu país de origem, onde seus números tem crescido de forma assustadora. Afinal, o que são 32 por cento de mercado para a Apple em solo americano, se eles conseguem 72 por cento num dos países mais populosos do mundo. Lembrem-se que o Japão é um dos países com maior "densidade demográfica" de celulares.

    Agora resta a pergunta: como a Apple conseguiu essa "façanha" no exterior? Principalmente, num dos países mais competitivos tecnologicamente? Fácil, ela usou a estratégia de ter múltiplas empresas de telecomunicações trabalhando com seu iPhone. Diferente dos Estados Unidos onde a Apple "perde seu tempo" fechando contratos de serviços exclusivos com apenas uma operadora (no caso a AT&T), no Japão, a "competitividade é livre". E não é somente no Japão que a Apple resolveu soltar as rédeas das operadoras. Onde a empresa da maçã ataca com essa estratégia, vê seu mercado disparar no páis.

    Mas quanto é, em números, o sucesso do iPhone no exterior (i. é, fora dos Estados Unidos)? De acordo com um relatório da Gartner e Morgan Keenan, é bastante interessante. Mas antes de falarmos em números, vale ressaltar que o mercado de tecnologia móvel não se restringe apenas a smartphones, mas sim a todos os tipos de telefones. E se for contar todo esse universo, o mercado interno da Apple será bem menor que os atuais 23 por cento.

    Vamos começar pelas proximidades e analisar o seu vizinho. No Canadá, onde o iPhone está sendo comercializado por duas operadoras, o mercado gira em torno de 12,4 por cento. Já na França, do outro lado do Atlântico, são três operadoras distintas, sendo uma delas a Orange, vendendo o iPhone. Seu mercado em telefonia móvel chega a 11,6 por cento. Logo acima, no Reino Unido, temos seis operadoras comercializando o iPhone, e a fatia de mercado da Apple chega a 10 por cento.

    Acha pouco? Em contraste, a real fatia de mercado da Apple nos Estados Unidos não passa de 6,5 por cento. E justamente nesse país, a companhia de Steve Jobs havia firmado um acordo com a AT&T para que a mesma operadora tenha exclusividade nas vendas de seu iPhone. Realmente uma oportunidade perdida.

    Porém, de acordo com rumores que muitos consideram concretizado, a Apple deverá lançar seu iPhone em território norte-americano, também pela Verizon. Os rumores ainda dizem que as vendas poderiam ter data para começar, em janeiro de 2011. As informações se baseiam em análises de pedidos de chipsets efetuados pela Apple, recentemente, para a Qualcomm, a maior produtora no mundo deste mercado eletrônico. E o pedido? Milhões de chipsets para tecnologia CDMA, que a Verizon utiliza.

    Será que essa informação se concretiza? Se positivo, mostrará que a Apple pretende mudar de forma radical sua estratégia de mercado nos Estados Unidos. Ampliando as possibilidades dos consumidores, aumenta-se o mercado da fabricante, não somente pela competitividade, mas pela aceitação de usuários de outras operadoras, que não precisarão trocar seus contratos para adquirir o novíssimo iPhone. Outro ponto interessante para concretizar esses rumores está na necessidade da Apple se redimir com seus consumidores, e lançar o iPhone com com o problema de recepção de sinal corrigido de fábrica, sem forçar o usuário a utilizar uma capa protetora.


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    Links de Interesse:

    - The iPhone’s Massive Opportunity


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