• Segurança Cibernética Precisa de Maior Investimento do Governo

    O governo tem investido pouco em segurança cibernética, e por esse motivo, o próximo desafio a ser enfrentado pelos órgãos de segurança cibernética serão os possíveis ciber ataques que vierem a ocorrer. Quem fez o alerta sobre esse assunto, foi o especialista Eugene Kaspersky, fundador do Kaspersky Lab, que esteve no Brasil na semana passada. De acordo com o executivo, as máquinas governamentais mundiais não demonstra que esteja preparada para este tipo de ameaça, e assim, os governos tem a necessidade de começar a se preocupar com estas questões.

    Segundo as ponderações de Kapersky, a quinta onda de ataques está se aproximando, e deve afetar empresas e governos. Porém, estes estão bem menos preparados para enfrentar essas ameaças do que as corporações. A primeira fase desses ataques foi a dos vírus criados por diversão, onde a única finalidade de seus desenvolvedores era ficar conhecidos devido às suas invenções.

    Em seguida, veio o tal do "ciberativismo", com o roubo de dados de grandes grupos como forma de penalização. Nessa sequência, vieram os cibercriminosos tradicionais, os famosos "carders" e "bankers", que clonavam cartões e roubavam dados referentes a contas bancárias, que se profissionalizaram ainda mais, passando a realizar ataques direcionados.

    Agora, o mundo chega a ataques ainda mais complexos, que têm como objetivo a espionagem e o uso de armas cibernéticas, para realizar atividades terroristas através da grande rede. Conforme as previsões de Kapersky, isso tende a crescer cada vez mais, porque hoje todos dependem da Internet para tudo. Dessa forma, a quantidade de ataques como estes, será vista com maior frequência no futuro.

    Mesmo com tantos alertas, o executivo afirma que os governos mundiais têm demonstrado preocupação com o tema, mas não sabem qual atitude tomar diante de tal cenário. Os que tomam providências, estão agindo de maneira incorreta, começando pela direção contrária. Alguns têm utilizado "crackers" para criar meios de atacar outros governos, mas não para criar mecanismos de defesa, e a maior prova disso é que, na maioria dos casos, a questão está sob a alçada de militares.

    Kapersky também diz que a Internet deveria ser uma zona desmilitarizada. Em sua passagem por Londres, há cerca de três semanas, representantes de vários países estiveram reunidos para discutir o tema, mais especificamente o controle governamental sobre a Internet, com o qual ele concorda. Na opinião do executivo, este é um dos caminhos para coibir o cibercrime.


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    Sobre o Autor: Camilla Lemke


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