• LinuxTag: LiMux Firmemente Estabelecido em Munique

    Peter Hofmann, o líder do projeto de migração Linux de Munique negou os rumores de que o cliente LiMux seria "descomissionado" quando a iniciativa se encerrou no final do ano passado de 2012. "A Cidade de Munique não tem intenção de trocar", afirmou Hofmann junto a conferência LinuxTag em Berlin nesta quarta-feira dia 22 de Maio de 2013. Ele também informou que a instrução básica dada pelo Conselho da Cidade de Munique em 2003 foi para a criação de mais independência e autonomia para o setor de TI de Munique. E essa tarefa não estará completa quando o projeto se encerrar em Outubro deste ano de 2013. Hoffman adicionou que ajustes futuros serão necessários nas áreas de aplicações especializadas e servidores.

    De acordo com o líder do projeto, a migração agendada de 80 por cento da administração da cidade de Munique envolvendo 15.000 espaços de trabalho, foi completada em Novembro de 2012. Atualmente 14.200 computadores utilizam o cliente LiMux (nota: fonte em idioma Alemão) e o OpenOffice. Hofmann também informou que os princípios desenvolvidos durante o curso do projeto inclui que os sistemas deveriam ser "migrados com o tempo", ao invés de um "big bang", e que essa ideia foi para "fazer ao invés de gerenciar". Isso significa que quaisquer ferramentas esquecidas deveriam ser desenvolvidas pelo próprio projeto. E, em linha com a iniciativa de política de sustentabilidade, essas ferramentas já estão sendo integradas em uma estratégia de código aberto na qual o projeto ainda está trabalhando.


    Peter Hofmann, o líder do projeto de migração Linux de Munique, na LinuxTag 2013. Fonte: Heise Online.

    Hofmann também informou que, olhando para trás, foi sorte que a coalizão entre os Social-Democratas (SPD) e o Partido Verde (Bündnis 90/Die Grünen) estavam no poder em Munique por toda a duração do projeto, já que ambos os grupos políticos apoiam o LiMux. O líder do projeto também notou que uma grande proporção de apoiadores do Linux continuam a existir no Conselho da Cidade de Munique, e que o projeto poderá sempre contar com a comunidade. Em retorno, o projeto criou vários desenvolvimentos customizados, disponíveis para o público em geral.

    Ainda de acordo com Hofmann, um aspecto organizacional que foi difícil de implementar era a criação de um provedor de serviços de TI centralizado, com cerca de 400 integrantes atuando na cidade. Mas os departamentos individuais de administração gerenciavam seus próprios sistemas. Hofmann afirmou que a introdução do software livre sempre se baseou na boa vontade desses departamentos. Entretanto, Hoffmann explicou que essa estratégia se provou um sucesso (retrospectivamente falando) já que encorajava os departamentos a empregar seus próprios funcionários dedicados que ajudavam no desenvolvimento do cliente e frequentemente introduziam melhorias ao sistema. Outro ponto de destaque, é que esses funcionários são considerados pilares fundamentais no conhecimento técnico, além de um verdadeiro sucesso para o projeto.

    O líder do projeto também informou que foram lançados pelo menos quatro novas versões do núcleo do software LiMux. No futuro "nós iremos trocar para a próxima versão do Ubuntu e LibreOffice", anunciou Hofmann, dizendo que o quadro de TI fragmentado de Munique já foi largamente padronizado e agora está mais fácil administrar. Ele também notou que os acordos de suporte para o framework existem com pequenas empresas nacionais, o que significa que o projeto também afeta o setor local de código aberto.

    O líder do projeto também aproveitou a oportunidade para criticar o controverso estudo compilado pela HP e Microsoft no início de 2013, onde dizia que o custo de migração Linux para a cidade de Munique havia custado € 60 milhões. Hofmann disse que esse quadro e premissas básicas estão incorretos e afirmou: "Eles ignoraram completamente o que nós fizemos". Ele explicou que o projeto defende seus próprios cálculos comparativos e informa que economizou o equivalente a € 10 milhões usando Linux.

    Durante o Open IT Summit (nota: fonte no idioma Alemão), que estava sendo realizado em paralelo a LinuxTag, Jutta Kreyss do provedor de serviços de TI da cidade de Munique adicionou que a qualidade da análise da HP foi "tão ruim" que ela nem deveria ter liberado à público nem como um estudo de pesquisa escolar. Kreyss havia criticado a administração da cidade por inicialmente ditar muitos procedimentos "bizarros" que não garantiam que a compatibilidade com o cliente Linux seria mantida. Ela adicionou que agora isso é um requerimento padrão que aplicações sejam independentes de sistema operacional, e que as soluções nativas para Linux ou Windows são aceitas apenas em circunstâncias excepcionais.

    Saiba Mais:

    - Heise Online: LinuxTag: LiMux firmly established in Munich (em Inglês)

    Sobre o Autor: code

    Administrador e Editor do Portal Under-Linux, desenvolvedor Linux e FOSS para Linux, autor de livros e artigos, atuando na área de Educação Digital e P&D com AI.

Visite: BR-Linux ·  VivaOLinux ·  Dicas-L