• Crescimento do Worm Koobface nas Redes Sociais

    Um novo relatório divulgado pela McAfee Labs mostra que houve um grande aumento nos casos de infecção pelo worm Koobface nas redes sociais, e um aumento também grande nas práticas de spam. A McAfee Labs também divulgou aumentos contínuos no número e complexidade das ameaças específicas, incluindo trojans que coletam informações e se responsabilizam por outras ameaças de igual relevância. Além disso, a McAfee Labs descobriu quase três vezes o número de amostras do Koobface em relação as que foram encontradas no trimestre anterior, o que é um ponto alto para esse worm que tem como alvo o Facebook, Twitter e outros utilizadores do serviço de redes sociais. Depois de três anos de estagnação, o volume de e-mail de spam aumentou.


    Worm em Ascensão e Capitalização das Altas no Mercado de Ações

    Um elemento importante por trás deste crescimento na América do Norte foi o retorno de campanhas de spam "pump and dump", que são direcionadas a investidores na esperança de capitalizar todas as altas nos mercados de ações. O relatório da McAfee Labs mostrou os contínuos aumentos de malwares para Android, URLs web maliciosas e amostras de malware em geral.


    Mas o aumento no número e sofisticação dessas ameaças representa a evolução mais notável nesse cenário, devido a informação se tornar tão valiosa quanto o dinheiro para os cibercriminosos. O relatório constatou um aumento de 30 por cento no volume de malware relacionado e novas ocorrências de roubo de senhas por trojans. Tudo isso com o intuito de capturar informações sobre indivíduos e organizações para além da indústria de serviços financeiros.

    "Os cibercriminosos tem deixado bem claro que as informações pessoais e organizacionais sensíveis são a sua porta aberta para o sucesso financeiro, o que movimenta de forma absurda a economia do mundo cracker", disse Vincent Weafer, vice-presidente sênior do McAfee Labs. "A ressurreição do Koobface nos lembra que as redes sociais continuam a apresentar uma oportunidade substancial para interceptar informações pessoais."


    Roubo de Credenciais e Evolução dos Trojans

    Dentro da empresa, os profissionais podem presenciar roubo de senhas, com os cavalos de tróia evoluindo fortemente para tornar-se instrumentos de coleta de informações para ataques de ciberespionagem. Se eles têm como alvo as credenciais de login ou propriedade intelectual e segredos comerciais, certamente os ataques direcionados estão alcançando novos níveis de sofisticação".


    Profissionais Empenhados no Monitoramento de Ameaças

    A cada trimestre, a McAfee Labs disponibiliza uma equipe de mais de 500 pesquisadores multidisciplinares em 30 países, para monitorar o cenário global de ameaças, identificando vulnerabilidades em aplicativos, analisando e correlacionando riscos e permitindo correções instantâneas para proteger as empresas e o público. Neste trimestre, o McAfee Labs identificou as seguintes evoluções:

    Koobface Trojan. Koobface, um worm descoberto pela primeira vez em 2008, tinha sido considerado relativamente estável durante o último ano; no entanto, suas atividades foram triplicadas no primeiro trimestre de 2013 para níveis nunca vistos anteriormente. Esse ressurgimento demonstra que a comunidade de cibercriminosos, acredita que os usuários de redes sociais constituem um ambiente rico em alvos, especialmente tratando-se de vítimas potenciais.

    Volume de spam. A McAfee Labs descobriu o primeiro aumento no volume mundial de spam em mais de três anos. Além de populares golpes "pump and dump", um surto de ofertas de hormônio do crescimento e intensificação das campanhas de spam em mercados emergentes, representaram fortemente o crescimento da categoria.

    Práticas de Ciber Espionagem. Uma análise feita em relação ao Trojan Citadel descobriu que os criminosos readaptaram as ameaças às contas bancárias para roubar informações pessoais de vítimas, estreitamente direcionadas dentro das organizações, além de serviços financeiros. A indústria deve aguardar para ver mais amostras de malware bancário usados ​​para operações de ciber-espionagem, dentro das organizações não financeiras e organizações governamentais.

    Ataques MBR. O aumento de 30 por cento no 1 º trimestre referente as ameaças MBR relacionadas, incluiu casos de malware StealthMBR, TDSS, Cidox e Shamoon. Sendo a chave para a realização de operações de inicialização, MBR oferece a um atacante uma grande variedade de controle do sistema, persistência e capacidade de penetração profunda. Essa categoria estabeleceu recordes nos dois últimos trimestres.

    URLs maliciosas. O número de URLs suspeitas aumentou em 12%, e os criminosos continuaram seu movimento usando botnets como o principal mecanismo de distribuição de malware. Sites maliciosos que usam o sistema de "drive-by downloads" tem a vantagem de ser mais ágeis e menos suscetíveis a serem pegos pelas autoridades da lei.

    Malware móvel. Enquanto o crescimento do malware móvel diminuiu sutilmente durante o trimestre, o malware para Android ainda conseguiu aumentar em 40 por cento.

    Malware para computador. Novas amostras de malware para PC aumentaram em 28%, somando 14 milhões de novas amostras de malware "zoo" para mais de 120 milhões de ameaças de malware únicas detectadas pela McAfee.


    Saiba Mais:

    [1] Malware News http://www.net-security.org/malware_news.php?id=2509

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