• Receita de Serviços no Brasil: Destaques para Telecomunicações e Área de TI

    Conforme a Pesquisa Anual de Serviços - PAS - que utilizou dados de 2011, divulgada nesta última quarta-feira, 28 de agosto, pelo IBGE, os setores de Telecomunicações e de Tecnologia da Informação tiveram forte impacto na receita de Serviços no Brasil. Os dados vieram através de um levantamento os serviços de informação e comunicação - que incluem as atividades ligadas à criação, disseminação, transmissão e armazenamento de produtos com conteúdo informativo - com empresas que apresentam, em média, uma alta taxa produtividade e salários elevados.


    De acordo com dados do IBGE, em 2011 houve um destaque para as atividades de telecomunicações, que em geral, são de grande porte e intensivas em capital, representando quase 5% do total e acabam sendo responsáveis pela maior receita operacional líquida (R$ 142,4 bilhões ou 54,9%), pela maior média de pessoas ocupadas por empresa e pela produtividade (R$ 335,4 mil).

    Os serviços de tecnologia da informação, obtiveram a maior participação no número de empresas com 63,6%, o equivalente a 57,0 mil; de pessoal ocupado 49,6%, sendo o equivalente a 442,2 mil e de massa salarial com o equivalente a 52,9%, que representa R$ 18,4 bilhões, apresentando, também, o maior salário médio, que são 6,0 salários mínimos.


    Indicadores de Produtividade, Crescimento e Adição de Valores

    Além desses números acima, a pesquisa também mostrou que a produtividade do trabalho no setor de serviços cresceu em média 3% ao ano entre o período de 2007 e 2011, com um aumento superior à variação do salário médio mensal. O valor adicionado, que foi de praticamente 12% cresceu na média anual, mais que o número de pessoas ocupadas (8,2%). O indicador de produtividade é o resultado da divisão do valor adicionado, valor esse que a atividade agrega aos bens e serviços no processo produtivo, pelo número de pessoas ocupadas.


    Crescimento nos Serviços de Manutenção

    O setor que alcançou o maior crescimento da produtividade foi o de serviços de manutenção e reparação, com pouco mais de 8% ao ano, seguido das atividades imobiliárias, ambos com variação da produtividade superior à dos salários, apresentando percentuais de 4,0% e 2,1%, respectivamente. Além do mais, dos sete setores pesquisados, cinco apresentaram um crescimento médio da produtividade superior ao aumento médio dos salários, o que revela uma diminuição do custo do trabalho no setor de serviços.

    Isso engloba os serviços de manutenção e reparação; atividades imobiliárias; outras atividades de serviços; serviços profissionais, administrativos e complementares; e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio.

    Na sequência, o levantamento (PAS 2011) também mostra que o setor de serviços contava com aproximadamente 1,1 milhão de empresas. Juntas, essas empresas conseguiram gerar cerca de R$ 1,0 trilhão em receita operacional líquida, ocuparam mais de 11 milhões de pessoas e pagaram cerca de R$ 200 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. Já as 60,1 mil empresas com 20 ou mais pessoas ocupadas, geraram uma receita de praticamente R$ 780 bilhões (77,6%), R$ 431,6 bilhões de valor adicionado (73,0%), empregando 7,6 milhões de pessoas e pagando pouco mais de R$ 154 bilhões em salários. A região Sudeste representou 66% da geração de receita, pagando 67,4% dos salários e empregando 60,7% das pessoas ocupadas no setor, em 2011.


    Saiba Mais:

    [1] Convergência Digital http://convergenciadigital.uol.com.b...5#.Uh-qYRs71ZY

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