+ Responder ao Tópico



  1. #201

    Padrão

    Citação Postado originalmente por jpjust Ver Post
    Hummm, acho que agora entendi o que é Geenge (antes não sabia que era do Gilvan). O nome e o logotipo insinuam Gilvan Enricone ENGEnheiro. Acertei?
    R. Na mosca!!!!


    O Gilvan é um bom camarada, tive o prazer de fazer o curso anterior, como já disse vale a pena!, pena que 1 dia é muito pouco..... tem muita duvida pra ser esclarecida...

    Abraços

    Jodrix

  2. #202

    Padrão

    Já salientei isso faz tempo.
    O Gilvan, não iria fazer esta pantominia toda se não tivesse certeza do que diz.
    Afinal, para uma pessoa que tem a formação dele, que tem uma industria com nome a zelar, que foi um dos primeiros a lançar uma antena de dupla polarização, não iria falar por falar.

    O Jodrix que o conheceu pessoalmente pode então dar este relato sobre a personalidade dele.
    Passa a idéia de um "bonachão", pai de todos, o que eu concordo que parece ser.
    Só que a maneira dele transmitir é que complica.

    Ele antagoniza tudo o que fala. Faz mistério, melodrama etc. etc...
    E isso acaba acirrando os animos.

    Afinal, tem muita gente séria, pesquisadora, e experiente no forum, que poderia também estar contribuindo para o desenvolvimento do assunto, não fosse esta característica polêmica dele.
    Mas estes, sentindo-se "pisados", e com razão, acabam se afastando do assunto, como alguns já se expressaram.

    Mas acho que isso faz parte do marketing dele ao divulgar o curso.
    Até agora não apareceu ninguém que tenha feito e falado mal.

    Gilvan, temos de achar um denominador comum para o beneficio do forum.



  3. #203

    Padrão

    Citação Postado originalmente por fernandofiorentinn Ver Post
    montar um enlace de 380 mil quilometros nao foi produtivo então?
    é que não pretendo fazer nenhum do tipo. Sabe, o mais longo aqui vai dar 60km

  4. #204

    Padrão

    Citação Postado originalmente por 1929 Ver Post
    Já salientei isso faz tempo.
    O Gilvan, não iria fazer esta pantominia toda se não tivesse certeza do que diz.
    Afinal, para uma pessoa que tem a formação dele, que tem uma industria com nome a zelar, que foi um dos primeiros a lançar uma antena de dupla polarização, não iria falar por falar.

    O Jodrix que o conheceu pessoalmente pode então dar este relato sobre a personalidade dele.
    Passa a idéia de um "bonachão", pai de todos, o que eu concordo que parece ser.
    Só que a maneira dele transmitir é que complica.

    Ele antagoniza tudo o que fala. Faz mistério, melodrama etc. etc...
    E isso acaba acirrando os animos.

    Afinal, tem muita gente séria, pesquisadora, e experiente no forum, que poderia também estar contribuindo para o desenvolvimento do assunto, não fosse esta característica polêmica dele.
    Mas estes, sentindo-se "pisados", e com razão, acabam se afastando do assunto, como alguns já se expressaram.

    Mas acho que isso faz parte do marketing dele ao divulgar o curso.
    Até agora não apareceu ninguém que tenha feito e falado mal.

    Gilvan, temos de achar um denominador comum para o beneficio do forum.

    Concordo e assino em baixo, tb acho que o forum tem outro proposito, em carater de discusão o topico ficaria bem melhor.... mas nem todo mundo é perfeito...

    Abraços

    Jodrix



  5. #205

    Padrão CONFIDENCIAL

    CARTA CONFIDENCIAL (Por favor, não leiam)



    Sérgio.

    Eu não quero que tu fiques de fora. Tu não és o Artêmio. Sei que não conheces o Artêmio, por isso vou te contar a história dele.
    A alguns bons 20 anos atrás, tive dois empregados. Um se chamava Artêmio e o outro se chamava Viterbo. Gente muito boa, parecidas com nós, amantes de coisas que não se enxergam, assim como as ondas eletromagnéticas. Metaforicamente falando, o Artêmio e o Viterbo estavam em oposição de fase. Não se diziam amigos, mas nunca vi um sem a companhia do outro, Sabes como é essas coisas de fase né? Sempre tem que existir duas grandezas, olha a impedância por exemplo.
    Credo quase me perdi na história.
    A diferença entre os dois era que um falava sempre e o outro nunca falava. O Viterbo não fechava a boca e o Artêmio só balançar a cabeça para o Sim ou para o Não. O Viterbo era um virtuoso em eletrônica, era capaz de achar um defeito sem saber por que. Isso é uma coisa rara. O Artêmio não. O Artêmio era um estudioso profundo que se importava em compreender todas as equações que explicavam o fenômeno elétrico. Os dois trabalhando junto e resolviam qualquer problema técnico. Como é bonito ver a prática e a teoria unidas.
    Um dia o Artêmio que não era mudo chegou perto do Viterbo e disse: - Só tenho seis meses de vida. O Viterbo desenrolou uma verborréia enorme, falou o que precisava e o que não precisava, mas só consegui arrancar mais uma palavra do Artêmio: - Câncer.
    Os dias passavam, os dois eram peritos em maquinar grandes soluções, agiam como se o mundo fosse um campo de esportes onde eles ganhavam todos os jogos técnicos de telecomunicações por conhecerem todas suas leis. Um dia os dois chegaram para mim e me disseram: - Estamos indo para Minas Gerais consultar com o Chico Xavier.
    E foram.
    O médium atendia num sítio perto de uma cidadezinha. Os dois se hospedaram numa pensão na cidade e iam todos os dias para o sítio. Lá, havia muita gente para ser atendida. Havia uma mesa enorme cheia de donativos e uma fila onde as pessoas pobres recebiam, uma a uma, um pacote de mantimento ou de utensílio, que estava em cima da mesa. Engraçado era que alguém poderia entrar naquela grande fila e quando chegasse a sua vez ganhar um saco de sal ou um cabide de roupa. Para que este donativo lhe serviria? Outros poderiam ganhar um pacote de feijão ou um pacote de carne congelada. A fila lembrava o comprimento do cabo coaxial. Tem pontos onde cortá-lo é muito bom e pontos onde é muito ruim. Entendeu Sérgio? Não é uma questão de sorte.
    Fazia muito calor e os dois estavam de baixo de uma mangueira frondosa, quando num intervalo o Chico Xavier se aproximou deles.
    Sérgio, pela primeira vez os vetores se inverteram, o Viterbo ficou calado e o Artêmio falou muito. Contou do diagnóstico médico e da viagem, usou todos os verbos, adjetivos e gestos que sabia. O Chico só olhava.
    Por fim se fez um silêncio grande, desses que a distância provoca. Chico olhava bem fundo nos olhos do Artêmio e o Artêmio que amava o olhar, mergulhava nos olhos do Chico.
    - Vai embora não precisas consultar, tu não tens nada. Isso foi dito com vez mansa, baixa e profunda, mas com o poder de uma ordem militar.
    Tudo isso me foi contado. O tempo que se move com turbinas passou. A semana passada, eu parei meu carro numa sinaleira e quem estava atravessando a rua? O Artêmio. Ele me viu também. Parou na frente do carro e ficou me olhando. Estava envelhecido, tinha os cabelos brancos, trazia na mão uma mala de ferramentas. Só me olhou, mas por muito, muito tempo.
    Sérgio. Sinto falta do silencioso Artêmio como sinto falta dos teus comentários aqui. Tu ai, o fórum no meio e eu aqui, podemos fazer um perfeito acoplamento, mesmo que haja oposição de fase.
    Um abraço
    Gilvan

  6. #206

    Padrão

    Desculpe,


    Sei que era confidência, mas na falta do envelope aguçou a curiosidade.


    Obrigado pela informação: Há pontos em que cortar um cabo é bom e outros que são ruins.


    Sei que é quase impossível obter uma resposta, mas lá vai a pergunta:

    Como é que eu sei qual o ponto é bom e qual é ruim?

    encontrei uma resposta:

    https://under-linux.org/f99146-achei...amanho-de-cabo
    Última edição por JHONNE; 22-03-2009 às 08:51.



  7. #207

    Padrão

    O problema é que esse site e alguns outros falam que devemos cortar em múltiplos de 1/2 onda. Já outros sites e um livro que tenho aqui, faz os cortes em múltiplos de 1/4 de onda. Aí complica né!

  8. #208

    Padrão

    E outros em números impares de 1/4 de onda.

    Durma-se com um barulho destes. hehehe!!!



  9. #209

    Padrão

    Citação Postado originalmente por 1929 Ver Post
    E outros em números impares de 1/4 de onda.

    Durma-se com um barulho destes. hehehe!!!
    Pior que esse assunto já chegou a fazer parte das minhas "filosofias pré-sono" (um momento que tenho antes de dormir onde fico pensando nas coisas). Tem dias que demoooora.

  10. #210

    Padrão Sem Acoplamento

    SEM ACOPLAMENTO

    Ontem dia 24 de Março, estive no 6º Encontro de Associados da Internetsul no auditório da Tecnopuc em Porto Alegre. Foi um evento muito bem organizado, com uma platéia seleta em ótimo ambiente de cordialidade. Tudo sobre a regência do presidente da Internetsul, Sr Fabiano André Vergani.
    Fornecedores de tecnologias wireless como cabos, rádios e antenas, que foram os patrocinadores do evento, tiveram o privilégio de expor e divulgar seus produtos perante a platéia.
    Até ai, Tudo bem.
    O que me surpreendeu foi que não houve perguntas técnicas. Os fornecedores diziam que era bom, bonito e barato, os ouvintes se contentavam com isso.
    Quem garante que o produto não é ruim bonito e barato? O que provoca a diferença entre o bom e o ruim? Acho que deveríamos dar um basta nesta feira de verdureiros. Uma Organização como a Internetsul, Abranet, Abramut e outras, quando negociam a participação de um fornecedor num evento, deveria, em defesa do seu associado, solicitar para o fornecedor a demonstração do produto. Não apenas ligar e fazer funcionar, isso não é demonstração.
    Por exemplo: Havia um fornecedor oferecendo um kit que se compunha de um radinho ligado á uma antena dentro de uma caixa plástica. Esse fornecedor disse que a potência EIRP era a potência do rádio mais a potência da antena, dada em dBm. Ou seja, ele tinha um acoplamento radio/antena perfeito - a eficiência era de 100%. ISSO NÃO EXISTE.
    Outro sugeriu colocar uma fibra ótica em cada casa de usuário. Outro explicou o que era o centro de fomentos do Tecnopuc, que havia firmas lá de quatro funcionários. Pessoal em 90% dos provedores, se tirarem quatro funcionários, não fica ninguém nem para apagar a luz.
    Perguntas? Nenhuma.
    Vocês acham certo que tenham que comprar um produto e testar? Vocês testam um pneu antes de comprar? Uma geladeira? Um televisor? Um apartamento?
    Sugeri no evento para o alto clero que a associação tivesse um corpo técnico que funcionasse como um controle de qualidade, que antes de o fornecedor apresentar o produto, que passasse por um fire wall.
    Encurralei num canto os dois presidentes, o da Internetsul e o da Abranet, e então expus para ele este meu parecer. Sabem o que me disseram? Disseram que a associação não tem dinheiro.
    Os provedores de internet precisam de associações fortes, para que estas possam lutar por eles em campos onde eles não entram. Se as associações não forem fortes, os provedores serão dizimados. A concorrência é implacável. Uma associação é como a cavalaria no exército, ataca primeiro, enfrenta o obstáculo maior, precisam ser bem municiadas, precisam de maior suporte financeiros, para que depois, nós que somos da infantaria possamos fazer o nosso trabalho.
    Não sei dar o remédio, estou apenas apontando o mal. Dentro das associações existe o principal que é a qualidade dos dirigentes, eles que tratem de acender uma luz neste túnel. Por enquanto, digo que o nível técnico dos eventos está muito baixo. A presença dos associados está cada vez menor. Medidas precisam ser tomadas. Temos que nos acoplar eficientemente.

    Um abraço.
    Gilvan



  11. #211

    Padrão

    Bem falado Gilvan. A maioria das empresas não têm técnicos que realmente entendem do negócio, ou que sabem explicar a funcionalidade dos equipamentos que vendem. A maioria só sabe fazer, e mesmo assim porque alguém fez na frente dele várias vezes até ele aprender como se faz. Mas pede pra esse cara explicar porquê é feito assim, ou como pode ser feito em outra situação. Ele não vai saber. Muito provedor de internet tem cara que faz instalação mas nem sabe clicar com o mouse. Um exemplo é um colega meu de sala, estou terminando agora o segundo grau. Ele trabalha em um provedor daqui, faz instalação e tudo mais, mas não sabe nem o que é backbone. Eu passo metade da aula explicando coisas e fazendo esquemas pra ele entender. E o foda é que o cara num tem nem interesse em procurar apostilas, pesquisar na net alguma coisa pra melhorar o desempenho profissional. Pior ainda é o provedor que contrata esses "técnicos".

    Se for pra fazer que faça direito.

  12. #212
    Moderador Avatar de Magal
    Ingresso
    Mar 2007
    Localização
    Rio de Janeiro
    Posts
    2.043
    Posts de Blog
    118

    Padrão

    Gilvan, desta vez concordo com você em gênero, número e grau!!!!

    Abs.



  13. #213

    Padrão

    Vendedor prá ser bom mesmo, precisa frequentar o forum.
    Ler, trocar idéias e assim sentindo que a prática é fundamental. Ver que os comentários dos foristas é muitas vêzes bem diferente daquilo que ele recebe num treinamento de uma semana.

    Logicamente que um conhecimento bem embasado, principalmente se feito numa instituição conceituada vai ser de enorme valia.
    Muita coisa que às vezes falam aqui, para mim é grego, e aí tenho que ir atrás para descobrir alguns detalhes que seriam básicos.
    Por isso que só na prática, como autodidata a coisa demora a evoluir. Mas não podemos ficar parados.

    Esta, de apoiarmos associações é fundamental.
    Eu recebi o convite deste encontro mas com só dois dias de antecedência. Mas valeu, pois assim fiquei sabendo que perto de mim tem uma entidade para nos apoiar. Vou procurar me associar.

  14. #214

    Padrão COMO É DIFÍCIL ACOPLAR


    Meu comentário no texto SEM ACOPLAMENTO, não visava discutir este ou aquele fornecedor, mas sim o modus operante do evento. Eu não estava ali para policiar os conteúdos, não acho que eu devesse fazer comentários críticos sobre os produtos apresentados. Nem eu nem ninguém. Seria grosseiro.
    Ao expor minha opinião aqui sobre o desenlace do evento, penso em contribuir para o enriquecimento do mesmo. Sei que a critica sem uma proposta é mais destrutiva que construtiva, então aqui vai uma idéia.
    E se as associações criassem o SELO DE HOMOLOGAÇÃO? Vou sustentar a minha idéia usando como exemplo o pouco que eu domino que é o produto chamado antena.
    A Anatel homologa qualquer antena. A Anatel homologa sem informar o valor de algumas constantes importantíssimas em uma antena, como a figura de ruído, a eficiência da antena, a impedância da antena na forma complexa, a resistência ao vento, etc. A Anatel informa o ganho e o ângulo de abertura da antena. Só este dado é muito pouco. E tem ainda o problema da homologação dos radinhos.
    E se as associações cobrassem dos fabricantes ou representantes, pelo seu selo de homologação? Não precisa ser os valores absurdos de uma homologação. A GEENGE onde eu trabalho, teria muito prazer em colocar este selo sobre os seus produtos.
    Olha as conseqüências geradas:
    1) Proteção de mercado.
    2) Proteção do seu associado.
    3) Enriquecimento econômico da associação.
    4) Aperfeiçoamento na qualidade dos produtos.
    5) Catálogos técnicos mais completos e úteis.
    6) Um parque instalado de melhor qualidade.

    QUAL É A OPINIÃO DE VOCES?

    Tenho a tendência prosaica de ás vezes ser um pouco chulo, por isso sou colocar aqui um pensamento filosófico de um peão de estância. Qualquer semelhança é mera coincidência.
    EM OBRAS GROSSEIRAS, MEIO PALMO O PREGO PUXA.
    Gilvan



  15. #215

    Padrão

    Citação Postado originalmente por GilvanEnriconi Ver Post

    Meu comentário no texto SEM ACOPLAMENTO, não visava discutir este ou aquele fornecedor, mas sim o modus operante do evento. Eu não estava ali para policiar os conteúdos, não acho que eu devesse fazer comentários críticos sobre os produtos apresentados. Nem eu nem ninguém. Seria grosseiro.
    Ao expor minha opinião aqui sobre o desenlace do evento, penso em contribuir para o enriquecimento do mesmo. Sei que a critica sem uma proposta é mais destrutiva que construtiva, então aqui vai uma idéia.
    E se as associações criassem o SELO DE HOMOLOGAÇÃO? Vou sustentar a minha idéia usando como exemplo o pouco que eu domino que é o produto chamado antena.
    A Anatel homologa qualquer antena. A Anatel homologa sem informar o valor de algumas constantes importantíssimas em uma antena, como a figura de ruído, a eficiência da antena, a impedância da antena na forma complexa, a resistência ao vento, etc. A Anatel informa o ganho e o ângulo de abertura da antena. Só este dado é muito pouco. E tem ainda o problema da homologação dos radinhos.
    E se as associações cobrassem dos fabricantes ou representantes, pelo seu selo de homologação? Não precisa ser os valores absurdos de uma homologação. A GEENGE onde eu trabalho, teria muito prazer em colocar este selo sobre os seus produtos.
    Olha as conseqüências geradas:
    1) Proteção de mercado.
    2) Proteção do seu associado.
    3) Enriquecimento econômico da associação.
    4) Aperfeiçoamento na qualidade dos produtos.
    5) Catálogos técnicos mais completos e úteis.
    6) Um parque instalado de melhor qualidade.


    QUAL É A OPINIÃO DE VOCES?


    Tenho a tendência prosaica de ás vezes ser um pouco chulo, por isso sou colocar aqui um pensamento filosófico de um peão de estância. Qualquer semelhança é mera coincidência.

    EM OBRAS GROSSEIRAS, MEIO PALMO O PREGO PUXA.



    Gilvan



    Concordo plenamente,


    ta faltando um Associação que assuma esse papel, tenho certeza que com certificação que seja realmente técnica, definiria os rumos do mercado quanto a qualidade dos produtos

  16. #216

    Padrão

    Concordo plenamente com as considerações acima, e proponho a contrução de uma cooperativa.

    Já fiz essa proposta no forum, mas não obtive adesão de ninguem praticamente.

    Alquem está disposto a discutir a ideia?

    Abraço



  17. #217

    Padrão Sábado Foi Dia de Festa

    O Barato Sai Caro


    Cheguei cedo para a aula, abri os portões de ferro da fábrica e respirei fundo o ar que vinha do campo em frente. Já não me movo, nem penso ligeiro, mas aprendi a completar as minhas verdades com o conhecimento que está dentro dos outros, isso me deixa em vantagem. Quando fecho os olhos, minha mente é como as ondas eletromagnéticas, atravesso qualquer superfície. Mesmo os crânios que guardam os cérebros mais relutantes. Penetro lá dentro e faço negociações de troca e o resultado é que ao ensinar aprendo também. Ninguém sabe deste meu poder, e eu espertamente vou me aproveitando.
    Sala cheia, todos sentados, eu em pé. Então a magia começou. Eu por ter ouvido os segredos dos ancestrais por primeiro que todos dali comecei a contar, mostrar, demonstrar e provar. Sempre digo que cinqüenta por cento do conhecimento está na pergunta, e à medida que o tempo passava, as perguntas eram cada vez mais ricas mais cheias de verdades.
    De repente o solo tremeu, um gigante núbio abriu a porta e entrou. Disparou um olhar feroz que impôs silencio. Cruzou a sala, foi até o fundo, sentou-se numa poltrona e cruzou os braços. Era o Adelmo, presidente da Abramulti, que vinha conferir de perto. Se os índios charruas que habitavam o Rio Grande Do Sul tivessem dez guerreiros como o Adelmo, os espanhóis teriam sido corridos da América do Sul.
    Enchi os pulmões de ar, estufei o peito e disse: - Provedor de internet não sabe instalar antenas, e todas as antenas que já instalaram, estão mal instaladas. Esta frase soa muito antipática toda a vez que eu pronuncio. Desculpem-me, mas continuo pensando assim.
    Imediatamente o sarcasmo se instalou. Ninguém aceita uma provocação de graça. Eu estava tornando rarefeito o campo que ligava nossas mentes, mas habilidosamente reparei a situação dizendo.
    -Quem no fim do curso ainda achar que eu fui exagerado na minha afirmação, terá seu dinheiro devolvido. Esta frase nos aproximou de novo, novamente entramos em sintonia. Como viram, sintonia é só questão de um parafuso no lugar certo.
    Eu tinha as ferramentas, tinha o material, tinha o meu plano de curso. Comecei a construir o castelo.
    Lóbulo desbeiçado, Caixa verde, Sintonia, Stub, Interferômetro, Lençol, um por um era recebido com carinho e prazer pelos alunos. Quando terminei, parecia que todos haviam tomado um litro de água após um ano sem beber. Estavam cansados, mas satisfeitos. Perguntei no final se alguém queria seu dinheiro de volta. Nem um dedo levantou.
    Na saída ganhei um abraço gigante que os gaúchos chamam de Quebra Costela.

    Gilvan.

  18. #218

    Padrão

    A muito tempo nao visitava a area wireless do under-linux.
    Apesa de novo, com meus míseros 20 anos, ando muito ocupado!
    O Provedor, Especializacao em Redes de Computadores, Curso (ingles, webdesign), Familia.

    Contudo, ao visitar o under, me deparei com esse topico.
    Li ele do inicio ao fim, da 1 pagina ate essa (44º pagina).
    Quanto conhecimento, Quanto poder!!!

    Queria eu ter 10% do conhecimento de alguns aqui!

    As Teorias, os Contos, a Escrita do Gilvan me abalou, meu deixou perplexo.
    Atraves de sua Escrita, vi um certo grau de persuasão e inteligencia incrivel.

    Fico me perguntando, como seria ele (Gilvan) pessoalmente?!?
    Quanto conhecimento teorico, vivido ele deva possuir?!?

    Vendo (Lendo) isso, pergunto a ti Gilvan:
    Quanto é o curso!?
    Juntando-se uma turma de pessoas, ha alguma possibilidade de o curso ser ministrado em outras localidades?

    ~Andrio P. Jasper
    LGM Tecnologia em Informatica
    [email protected]



  19. #219

    Padrão

    Citação Postado originalmente por GilvanEnriconi Ver Post
    Na saída ganhei um abraço gigante que os gaúchos chamam de Quebra Costela.

    Gilvan.
    O senhor é um bom de um provocador; tô doido pra ir aí quebrar as costelas que sobraram, rsrs, o problema é que é tão, tão distante (lembrei de uma animação). E aí Gilvan, quando sairás de seu confortável local para tomar o solzão aqui na Bahia e me passar conhecimento e quem sabe um pouco dessa sabedoria?

  20. #220

    Padrão

    Ai, ai, ai....


    Tô com medo!

    Já estava tentando me programar para fazer o curso do Gilvan, mas agora tô com medo.

    ... imagina só, "provedor wireless não sabe instalar antena". Já pensou eu chegar do curso e ter que instalar todas as minhas antenas novamente!!!

    Santa é a minha ignorância.