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  1. Gostaria de anunciar que estou organizando a vinda do Eng. Gilvan para a Bahia, mais especificamente em Feira de Santana.

    O objetivo é que o curso ocorra no dia 23/05. Quem estiver interessado, mande um e-mail pra curso@rg3.net com o nome completo, nome do provedor e cidade de origem.

  2. Citação Postado originalmente por jpjust Ver Post
    Gostaria de anunciar que estou organizando a vinda do Eng. Gilvan para a Bahia, mais especificamente em Feira de Santana.

    O objetivo é que o curso ocorra no dia 23/05. Quem estiver interessado, mande um e-mail pra curso@rg3.net com o nome completo, nome do provedor e cidade de origem.
    Otima iniciativa JP,

    Pena que sou de Minas.

    Abraço



  3. Gilvan pode me dar mais detalhes sobre o curso, quando é qunto tempo de duração, valores, pois estou em minas se for um dia da pra eu chegar ai pela manha e sair anoite
    rodrigo@eratec.com.br
    abraços

  4. Citação Postado originalmente por jpjust Ver Post
    Gostaria de anunciar que estou organizando a vinda do Eng. Gilvan para a Bahia, mais especificamente em Feira de Santana.

    O objetivo é que o curso ocorra no dia 23/05. Quem estiver interessado, mande um e-mail pra curso@rg3.net com o nome completo, nome do provedor e cidade de origem.
    amigo jpjust, parabens pela iniciativa, tenho certeza absoluta do sucesso que vai ser, ja fiz o curso aqui em POA e recomendo, o Gilvan é inteligente e tem muito a nos ensinar, aqui no forum ele é polémico, mas depois do curso, vc vai entende-lo melhor.....

    Abraços.

    Jodrix



  5. Meu avô era pedreiro, e ele sempre dizia que bastavam três ferramentas. A pá, o martelo e a régua. O resto era só para ajudar. Com essas três ferramentas ele construiria uma cidade. Meu pai ouvia isso enquanto meu avo sorvia um chimarrão O tempo corria lento na ampulheta enquanto a terra girava ligeira.
    Meu pai foi bancário e ele sempre dizia que bastavam três ferramentas. A caneta, a máquina de escrever e a máquina de somar . Com estas três ferramentas, dava para dirigir um banco. Eu ouvia isso em casa, enquanto meu pai sorvia um chimarrão.
    O tempo continuava lento na ampulheta e a terra girando ligeira.
    Quando cresci, comecei a trabalhar sozinho numa oficina de eletrônica. Logo descobri que tudo dependia das antenas e que elas existiriam para sempre, então, comecei a estudar e instalar antenas.
    Três ferramentas eram essenciais para o meu trabalho, Um medidor de sinal para saber qual a quantidade de sinal eu estava recebendo ou transmitindo na antena. Um medidor de onda estacionaria para eu saber se o sinal que eu estava medindo, poderia ser aumentado sem trocar a antena. Um analisador de espectro para eu saber se não havia nenhum sinal concorrente no ar subtraindo do sinal principal de meu interesse. Claro o velho chimarrão para ajudar a pensar.
    Certa feita estava eu no interior, trabalhando em acoplar uma antena com o diâmetro de três metros e sessenta centímetros com um rádio de cinqüenta wats de potência, numa torre de trinta metros de altura, quando um raio caiu na torre. Vocês sabem que com o tempo ruim não se sobe em torres, muito menos se instala antena. É morte certa. Mas sabem como é que é, a necessidade e o trabalho às vezes tem um relacionamento complicado. Quando eu subi na torre a noite vinha pela mão do planeta, mas a ampulheta ainda dizia que tinha tempo para apertar o último parafuso. Não sei como ela se esvaziou tão ligeira. Lembro que de repente a ampulheta e a terra numa profunda discordância confundiram por alguns instantes o dia e a noite.
    A queda terminou no chão. Levantei de vagar sem compreender como eu tinha caído lá de cima sem me pisar. Não havia caído um pingo de água do céu, tinha sido um raio sem chuva. Olhei para cima e não vi a antena, pior, não vi a torre. Fiquei em pé num pulo.
    Eu estivera instalando uma antena repetidora de telefonia na rota de micro ondas da companhia telefônica que ficava num morro chamado Cerro Paloma, no município de Livramento –RS. Este morro parece ter sido feito a mão. Apesar de ser muito alto, tem um chapadão plano no seu topo onde fica a guarita com os rádios dentro e a torre com as antenas em cima. Em volta do Cerro, serpenteia uma estrada de acesso.
    Não conseguia entender o que havia acontecido. Teria o raio arrancado a torre do seu lugar? Mas onde teria ido parar? Caminhei até a beira das escarpas de onde se via todo o vale. Puxei um ar fundo para dentro do peito como se quisesse engolir a noite, então ouvi alguém falando do meu lado.
    -De onde você veio?
    Era um homem, de batina preta e colarinho branco. Era magro e alto, possuía uma testa larga e um rosto liso quase sem barba, tinha um ar de pessoa inteligente. Fui muito cauteloso.

    -Eu estava ali, e apontei para onde estivera a torre sumida, estava trabalhando quando caiu o raio. O Sr. viu alguma coisa estranha? O Sr. é um padre?
    -Vi. E não sou padre, sou irmão marista da ordem de São Francisco.
    -Viu a torre sumir? Viu o raio?
    -Não sei do que tu estas falando o que eu vi de estranho foi o vento minuano soprando forte e caindo em cima de nós sem nenhum aviso. Tive que segurar a máquina de falar para não voar aqui de cima. A propósito meu nome Irmão Roberto e o seu? Dito isso me esticou a mão delicada com dedos finos.
    Depois de nos apresentarmos, contei para o Irmão Roberto aquilo que havia me acontecido. Ele me olhou calmo por um longo tempo e começou a falar assim.
    -O que o Sr. falou, para mim é um absurdo, antenas de micro ondas não existem, de onde o Sr. tirou essas idéias? Eu estou aqui em cima do morro testando a minha máquina de transportar a voz humana. Quero ver se consigo transportas algumas palavras á vinte quilômetros, estou num projeto para a marinha brasileira. Estou tentando fazer com que a minha vos seja recebida lá na cidade de Livramento que fica em linha reta exatamente á vinte quilômetros. Possuo três ferramentas poderosas para fazer isso. Um tanque bobina/capacitor, uma bateria e uma antena.
    -São sempre só três respondi para ele. Mas não deixei que ele perguntasse mais nada, continuei falando. Posso ver seu equipamento?
    Caminhamos até o acampamento onde estavam outros três irmãos igualmente vestidos.
    -Irmão Moura quem é esta pessoa que lhe acompanha? Perguntou um deles enquanto enchia a cuia do chimarrão.
    -Encontrei na beira da escarpa acho que estava delirando, disse ser um técnico de Telecom.. não sei o que.
    Curioso, me aproximei de uma mesa, onde haviam muitos fios e equipamentos elétricos. O irmão tinha como fonte de energia um balde cheio de ácido de onde saiam dois fios, dentro do balde pude reconhecer discos de chumbo e de cobre, sobrepostos alternadamente e isolados entre si. O tanque era descomunal, a bobina era sustentada no ar com fios de cordão e ligava-se á duas placas metálicas paralelas entre si, estas placas quando uma girava, mudava a superfície de inteiração entre elas. Dois fios em paralelo iam até um dipolo de meia onda com mais ou menos dez metros de comprimento. O microfone era um pedaço de taquara cheio de pó de carvão de onde saia dois fios compridos que iam se ligar no tanque.
    -Funciona? Perguntei.
    -Funciona, mas não é constante. Não consigo entender por que. Ora funciona, ora não.
    -Experimentaram melhorar o acoplamento?
    -E como o Irmão faria isso? Perguntou o religioso que estava sentado.
    -Simples, cortando estes dois fios aqui que ligam a antena com o tanque para que fiquem do tamanho certo, assim haverá um melhor casamento. E para provar o que eu tinha dito, cortei dez centímetros dos fios. Ao cortar senti pelo tato que era um fio antigo enrolado com algodão.
    Era fácil perceber naquelas pessoas a admiração desenhada nos rostos e nas bocas entreabertas. Continuei a falar sobre impedância, onda refletida, soma
    vetorial e outras coisas. O Irmão Roberto ficou todo o tempo muito atento com as minhas palavras. Alguém chegou por traz e nos convidou.
    -Vamos ceiar?

    ...






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