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  1. ...
    Comemos todos sentados em volta de um fogão improvisado que foi feito da raiz de uma árvore tombada. O silencio era sepulcral, os irmãos comiam lenta e silenciosamente. Um deles comentou que naquele lugar caiam muitos raios, ninguém retrucou. No final, com os pratos lavados, o Irmão Roberto chegou-se a mim e disse;
    -Meu filho, a novena para nos é uma hora sagrada. Depois da novena, não podemos falar até as matinas. Teremos que continuar nossa conversa amanhã depois de terminarmos de rezar as matinas.
    Dito isso, me entregou um pelego de ovelha e um cobertor, me mostrou uma pedra dizendo.
    -As pedras guardam dentro o calor do sol que pelas horas do dia a aqueceram, na noite é bom dormir junto á elas. O calor flui para nós carinhosamente.
    Dormi sobre o pelego encostado na pedra quente e sonhei que o tempo escorrendo na ampulheta poderia ter o som do calor da pedra passando para mim e que o movimento da terra era como as ondas periódicas que levavam a voz do Irmão Roberto, e se repetem indefinidamente. Ampulheta, planeta, tempo ondas, tudo se relacionava, assim como as ferramentas do meu avô. Dormi profundamente.
    -Acho que ele está bem, teve muita sorte não quebrou nenhum osso.
    Com essa frase acordei debaixo da torre. Eu estava sendo socorrido pela minha queda, tinha ficado uma noite inteira ali e de manhã quando resolveram me buscar haviam me encontrado desmaiado.
    Passado os comentários gerais sobre a minha queda e a sorte de não ter me pisado, contei para eles o meu sonho. Todos riram e debocharam do nome do Irmão. Um amigo até ironizou, só faltava ser o Landell.
    Quando estava caminhando em direção á caminhonete para descer o morro, uma coisa começou a me coçar na canela. Abaixei-me para averiguar e encontrei preso na bainha da calça um pedaço de fio antigo.
    Estaria a ampulheta e a terra nas mãos de um artífice? Livramento teria conseguido ouvir sem variações a voz do Irmão Roberto depois das matinas?
    Nunca vou ter essas respostas, mas a ampulheta a terra e o Irmão Roberto existirão para sempre. Três, sempre três.
    Uma antena bem acoplada pode modificar o homem. O homem modificado modifica as antenas.

    Gilvan.


    SABADO VAI CAIR RAIOS SOBRE O MEU LABORATÓRIO DE ANTENAS. VENHAM PARA O SÉTIMO CURSO DE ANTENAS E SEJAM A TERRA, EU SEREI O FIO CONDUTOR. A AMPULHETA É O CONHECIMENTO QUE O TEMPO ACUMULOU. TRES, SEMPRE TRES. CLARO, NÃO VAI FALTAR CHIMARRÃO.

  2. Belo conto! Parabéns!
    Digno dos grandes escritores.
    Eu li do começo ao fim. Entretanto, antes eu não estava conseguindo ler este tópico. Aguçou a minha curiosidade..rsrs



  3. Ótimo texto.
    O capacitor a bobina e a resistência. Sempre três.

  4. Acoplamento: Sintonia, Ritmo, Tom, Afinação, Sincronia, Alinhamento são sinônimos num dado contexto. Acoplar é tornar o meio fluido e produtivo.
    Ocasionalmente eu estou em oposição de fase com meu ambiente de trabalho; dou uma volta e estou em sintonia.

    Mestre, Gilvan. Existem três ferramentas/elementos para distribuir wireless em 2,4Ghz num terreno acidentado?



  5. Citação Postado originalmente por bjaraujo Ver Post
    Acoplamento: Sintonia, Ritmo, Tom, Afinação, Sincronia, Alinhamento são sinônimos num dado contexto. Acoplar é tornar o meio fluido e produtivo.
    Ocasionalmente eu estou em oposição de fase com meu ambiente de trabalho; dou uma volta e estou em sintonia.

    Mestre, Gilvan. Existem três ferramentas/elementos para distribuir wireless em 2,4Ghz num terreno acidentado?

    Ainda, faço esse curso, só coincidir com minhas férias!

    O marketing, o mercado e a demanda! Três, sempre três!






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