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  1. http://img35.imageshack.us/img35/2122/omaestro.jpg


















    Ontem foi dia de curso de antenas aqui na GeEnge. Estiveram presentes técnicos de quatro estados do Brasil. Dás oito horas da manha até as 16 horas da tarde, rolou uma camaradagem entre todos. Foi mais um curso de estufar o peito deste vivente de tanto prazer.
    Assim como eu ensino eu aprendo, a cada curso, uma visão mais clara se forma daquilo que é essencialmente importante para um técnico ou proprietário de provedor de internet. Minha intenção inicial era a de desenvolver o curso sem bandeiras. Ou seja, apresentar os conteúdos de forma que fosse discutido o acoplamento rádio-cabo-antena como o mais importante. Mudei de idéia.
    Os grupos participantes são muito homogêneos e todos querem resolver o problema do seu provedor. Vejam que é um alvo diferente da minha proposta inicial. Decidi mudar o andar da carroça. O curso agora terá como alvo o lençol. Permitam que eu faça um ufanismo. CURSO DE LENÇOL ELETROMAGNETICO PARA PROVEDOR DE INTERNET.
    Convido a quem esteve aqui sábado á postar a sua opinião. Aqui vai a pergunta para vocês que venceram grandes distancias e tempo chuvoso para chegar aqui: Não é o “lençol” o antibiótico necessário para todas as infecções técnicas que afligem os provedores de internet? Claro que para estender este lençol, são necessário ferramentas e estas ferramentas estão no conteúdo do curso, que são o stub, o interferômetro e o sintonizador. O salão da magia é a cavidade ressonante.
    Ontem durante o curso, eu cingi as mentes atentas que me dispensavam atenção e num truque de magia fiz com que eles mergulhassem comigo no salão da cavidade. Lá dentro, como feiticeiros, nós interferíamos na natureza dos fenômenos eletromagnéticos. Ungidos pelo poder que o conhecimento nos dá, todos se transformaram em anteneiros.
    Um anteneiro é como um maestro de uma orquestra sinfônica que faz a orquestra tocar a musica de forma que ela se espalhe como se fosse um lençol. Sem desafinação, sem erro, sem interferência, sem travamentos, sem perdas e sem empirismo. Assim, nenhum instrumento é ouvido sozinho, e o lençol estendido será o som da orquestra. Os maestros deviam estudar e aprender antenas.

    Obrigado pela presença dos que vieram e por acreditarem que eu conseguiria ser a melodia. Sábado que vem o baile será em Belo Horizonte. Espero vocês lá.




  2. Professor Gilvan, quando teremos um curso de anteneiro aqui em São Paulo? vai ter algum com o apoio do Abramult?

  3. Atenção ouvintes de todo o Brasil, vai começar a partida. Esta é mais uma transmissão da rádio “O Anteneiro” para todo o Brasil. Entra em campo a seleção vermelinha para os aplausos da partida no estádio em Minas Gerais que está quase lotado.
    A torcida não acredita que o time possa vencer. A incredulidade é muita no coração dos presentes, nas o técnico Gilvan promete surpresas durante o jogo, declarou para a imprensa que tem quatro cartas na manga para decidir a partida. O campeonato está nas quartas de finais e o time vermelinho está invicto. Ali vai o técnico, vamos pedir uma entrevista aqui para a rádio O Anteneiro.
    -Técnico o Sr. acha que pode vencer esta partida?
    -Claro, o nosso time está preparado e tem consciência do trabalho em equipe e acredita que as condições são favoráveis.
    -Técnico, durante a semana, os correios disseram que o Sr estava com medo. ‘E verdade?
    -Sim, este negocio de avião frances caindo deixa a gente assustado, Não que eu seja em cagão, mas tem horas e lugares que todo o valente se espreme.
    -Técnico, um empate fora de casa seria um resultado bom?
    -Nem pensar, Só jógo para vencer.
    -Mas se o tempo não ajudar?
    -Já falei aqui que o tempo pode ser esticado ou encolhido, vou deixar o tempo de bom tamanho,
    -Técnico, o que o Sr. tem a dizer de ter sido publicado um comentário sobre o Sr. chamando-o de bruxo, mago, louco, e outros estereótipos.
    - Bem, dizem que de médico e de louco, todo mundo tem um pouco. Quem sabe eles não estão 1% certos? De uma coisa nunca me chamaram, de mágico. Muitas vezes na apresentação do meu time, tenho a impressão que fenômenos físicos têm a aparência de magia, mas por certo não é magia minha. Neste momento o técnico olhou para o céu onde nuvens brancas sugeriam um coração.
    -Muito obrigado técnico pela entrevista á rádio O Anteneiro. O microfone para o seu comentário final.
    -Bem, neste sábado, todos os presentes, ficarão mais perto da verdade, sentirão que fazem parte dos processos da natureza, e que não existe longe ou perto, que não existem grande nem pequeno, que não existe melhor ou pior, que nada na natureza é poluído, que nada se interfere que tudo funciona em harmonia, assim como um time de futebol, que a grande ferramenta é o homem. Claro que em minha opinião, a nata da civilização humana é os técnicos.
    -A rádio O Anteneiro se despede aqui e estará com vocês na próxima segunda feira com a equipe de comentaristas da radio. Então, pelas ondas desta emissora que difundi o seu sinal por milhares de antenas em todo o Brasil eu lhes digo:
    -Bom jogo para todos e boa sorte equipe vermelinha.
    Este comentarista imparcial pede desculpa para todos os brasileiros mas a taça do Brasileirão é vermelha.


    http://img246.imageshack.us/img246/7262/coloradob.jpg



  4. A comunicação entre os homens é o grande desafio o qual esteve presente na Av. Afonso Pena em Belo horizonte, lá em cima no décimo quinto andar do edifício onde é a sede da Federaminas que gentilmente, cedeu seu auditório á Abramulti.
    Em frente de mais de cinqüenta pessoas, comecei a construir o castelo. Tenho usado esta metáfora para o longo processo de ensinar e aprender. Gosto da idéia de castelo, porque sugere uma construção forte e duradoura. Assim como deve ser o relacionamento entre os mestres e os discípulos. Todo o castelo é cingido por estradas em sua volta e todas as estradas levam a um castelo.
    Na estrada da vida, sempre somos mestres de alguns que vem atrás e discípulos de outros que vão à frente. Nesta longa estrada o inicio emenda-se com o fim deixando de existir aqueles que não sabem nada e aqueles que sabem tudo. A estrada é o caminho. Nós todos juntos fazemos a romaria da existência do homem, mesmo que não se perceba, estamos todos de mãos dadas, a solidão é impossível.
    Quando o curso de antenas começa, eu sei que estou falando da intimidade de cada um. Nunca precisei dizer: - Vamos demolir tudo e reconstruir de novo. Em todos os cursos que eu administrei os alicerçares eram profundos e as torres muito altas, a mim só cabia fazer as restaurações. Foi o que eu fiz em BH.
    Um parafuso aqui, um corte de fio ali, um conceito fundamental acolá e como um pedreiro de idéias fui dando o acabamento num fabuloso castelo onde contos de fadas e magia imperava.Retirei pedras de orgulho e majestade. Deixei todas de humildade. Coisa de Chico.
    Meu plano de obra lá em BH foi igual ao de sempre, mostrar que para fazer comunicação entre dois pontos a grande ferramenta é o técnico, o resto é só parafusos e luzinhas piscando. Digo sempre para quem me ouve: - Não existe antena boa ou ruim, não existe radio bom ou ruim, não existe cabo coaxial bom ou ruim, existe sim, técnico bom ou ruim. Comunicar-se a distancia, é uma arte do homem, não dos artefatos.
    O homem para mandar informação á milhares de pessoas já usou o sino a fumaça o fogo, a bandeira e a estrada como artefatos de telecomunicação. Os Incas construíram 23 mil quilômetros de estrada onde corredores se revezavam trocando de mão em mão a informação entre duas cidades. Alguém numa ponta da estrada era o sistema de transmissão, outro alguém na outra ponta da estrada era o sistema de recepção. A estrada era a linha de transmissão, os corredores eram a radio freqüência. O pacote de informação era o que estava escrito no documento na mão do corredor. Os Incas estavam fazendo telecomunicação.
    O tempo passou e eu estava ensinado telecomunicação para uma turma de técnicos de Telecom e não era no Peru, era em BH, não ensinava a correr no barro ou nas pedras, mas ensinava a orientar o lóbulo da antena, Não ensinava a se defenderem de um animal na estrada ou ultrapassar uma ponte pencil de cordas, mas ensinava a tirar uma interferência. Não ensinava a trilha da estrada, mas ensinava a usar o cabo coaxial. Os mineiros comigo, assim como os Incas, estavam fazendo telecomunicação.
    Todos os que têm paciência de lerem, sabem que eu sou um devoto amante das telecomunicações, porem, no Brasil existem dois homens que em mim superam este amor. Um era o Alferes Joaquim José da Silva Xavier e o outro se chamava Antonio Francisco Lisboa. Estas duas pessoas fizeram a sua telecomunicação capaz de atravessar a fronteira do tempo. Os dois eram mineiros.
    A todos aqueles que estiveram presentes no curso de antenas administrado por mim em BH, muito obrigado pela presença e meus cumprimentos por pertencerem a um povo capaz de gerar anteneiros como o Tiradentes e o Aleijadinho.

    PS.
    O mal das telecomunicações é a poluição. Aquela mesma que eu digo para todos vocês que não existe. Vou poluir um pouquinho:
    - Dia 24 do corrente mês, estarei realizando o sistemático curso de antenas aqui em Porto Alegre. Matriculem-se enquanto ainda existem vagas. Se você se arrepender pode passar no departamento de reclamações e exigir o seu dinheiro de volta. Venham fazer retoques no seu castelo. Estou esperando vocês.






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