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  1. O número de clientes que você consegue colocar no seu AP sem que ele fique muito lento confere com o número que o fabricante informa no catálogo do equipamento?
    Poderíamos colocar outro planeta no nosso sistema planetário sem que perturbássemos o equilíbrio dos nove planetas que lá estão? A resposta é SIM. Porem não seria moleza.
    O que aconteceria se colocássemos empiricamente o décimo planeta no nosso sistema? Vou responder: Colapso no equilíbrio das forças que os mantém em equilíbrio na sua órbita.
    Podemos colocar um novo cliente numa rede wireless sem perturbar os que já estão nesta rede? A resposta é SIM. Porem, não é moleza também.
    O que acontece quando colocamos mais um cliente na rede empiricamente? Vou responder: Os AP ficam suportando muito menos clientes.
    Se você quiser dobrar o número de clientes sem precisar comprar mais banda, com os mesmo números de AP e com a mesma velocidade que já possuia você tem que acabar com a desordem no Lençol Digital da sua LAN.
    DIA 27 DE AGOSTO ESTAREMOS EM SÃO PAULO DISCUTINDO ESSE ASSUNTO. PARTICIPE. INFORMAÇÕES PELO SITE Geenge - >>>>>>>>>>

  2. Foi o filósofo alemão Karl Marx quem disse: “O homem é o seu trabalho. Para digeris esta frase precisa-se debulhar um livro enorme. Levam-se anos para compreendê-lo e no fim chegar-se a conclusão que o cara era um naturalista, sabe por quê? Porque ele disse que o trabalho é a única coisa que modifica a natureza. Bonito isso gosto de pensar que com as nossas antenas tornamos o mundo um pouco diferente.
    Tenho certeza que para bem entender os fenômenos que cercam uma antena, precisa-se de tanto esforço quanto entender Marx. Para que isso aconteça, duas coisas são essenciais entre nós, explicar e entender.
    Porem às vezes na vida vivemos situações que servem de exemplos didáticos para compreendermos fenômenos de maior complexidade. Vou contar um.
    Convidei o meu amigo Garcia e subimos a serra em direção a Caxias do Sul no verão de 1.968. Íamos para o pavilhão onde acontecia a famosa Festa da Uva e onde seria inaugurado no Brasil, imagem de TV á cores. Íamos muito excitados, pois naquela época imaginar uma imagem de TV colorida era quase como ver magia.
    Chegamos a Caxias e fomos direto para os estúdios da TV Difusora onde estava trabalhando um amigo nosso, o Sossa, que nos facilitaria a entrada. Ao encontrá-lo, senti que alguma coisa estava errada, nosso amigo que trabalhava na antiga Embratel, estava suando e com ares de que não havia dormido na última noite, mesmo assim, gentilmente nos disse.
    -Não posso falar com vocês agora fiquem á vontade por aqui, estamos com um problema técnico no transmissor e não estamos conseguindo resolver, já estamos muito atrasado, eu preciso de mais meia hora para terminar e colocar o transmissor no ar.
    O Sossa era um técnico anteneiro de rara competência e, alem disso um homem fechado que pouco ria muito dedicado ao trabalho, pessoa de muita integridade e caráter. Não existia ninguém no meio que não o admirasse acho que o Sossa havia durante a vida, muito mais estudado eletrônica do que aproveitado o travesseiro na cama. Coisa de anteneiro fanático. Todo mundo se referia a ele como um poço de sabedoria. O Sossa nunca transigia, agia na vida conforme as leis severas que os teoremas anunciavam, o Sossa era sempre meticuloso e preciso no que fazia.
    De longe, meio encostados numa parede, eu e o Garcia ficamos assistido os anteneiros resolver o problema que atrasava a inauguração, quando entrou no recinto um coronel com uma escolta atrás de si. O coronel foi direto para o Sossa e disse:
    -Você tem dez minutos para ligar tudo e botar uma imagem no ar.
    O Sossa que estava agachado no chão levantou-se devagarzinho com o ferro de soldar na mão e respondeu para o coronel, esticando o braço que empunhava o soldador elétrico.

    Continua ....



  3. Continuação....
    -Se o Senhor Está com pressa, faça o Senhor mesmo.
    O coronel não era um homem qualquer, sabia o que esperar de um ser humano, sabia que para exigir competência, precisava dar exemplo, sabia também levar um homem ao seu limite, olhou dentro dos olhos do Sossa que aprumado e de queixo erguido esperava pelo pior. Segundos se passaram e dentro do pavilhão ninguém respirava, o silêncio era de cemitério na madrugada. O coronel disse:
    -O Senhor Está preso.
    Imediatamente dois PM se aproximaram do Sossa e o levaram para um canto da grande sala. Eu estava com as mãos úmidas e geladas. O ambiente então como uma bomba estourou numa balburdia, todo mundo agora falava junto, os técnicos e os engenheiros se sentiam ofendidos pelo coronel e os militares presentes se sentiam ofendidos pelo Sossa. A inauguração da TV em cores foi esquecida. Havia ali dois mundos em choque, a espada de aço e o PalM que não funcionava.
    Um tempo enorme se passou sem que chegassem a nenhum acordo, lá fora a Festa da Uva seguia junto com o Brasil na espera das imagens coloridas. Foi quando o inusitado aconteceu. O meu amigo Garcia levantou-se do bando onde estivera nos últimos minutos e dirigiu-se ao Sossa, lá chegando, pegou o amigo pelo braço e cochichou no seu ouvido. Depois disso, atravessou o pavilhão e se aproximou do coronel e cochichou também no ouvido do coronel. Ninguém ouviu nada, feito isso, voltou para o seu lugar.
    Acreditem, o coronel imediatamente com passos firmes, caminhou até o Sossa e falou.
    -Quanto tempo precisa?
    -Meia hora respondeu o meu amigo.
    -Tens vinte minutos.
    -Entendido coronel.
    Sem qualquer comentário o Sossa se botou a trabalhar com o apoio da sua equipe, enquanto o coronel se retirava junto com os outros militares. Vinte minutos depois, entrou no ar a TV em cores.
    Fiz sinal para o Garcia para sairmos dali, mas não larguei o braço dele e quando estávamos fora do alcance dos ouvidos dos técnicos, despejei a pergunta que me queimava a garganta.
    -O que tu disseste para eles?
    O Garcia deu uma risada e falou:
    -Simples, disse para o Sossa que o coronel é um anteneiro apaixonado e para o coronel disse que o Sossa é um sargento reformado.
    Minha boca não parava fechada, só conseguia pensar no velho Marx e na sua máxima. O homem é o seu trabalho.

  4. Olá Rapaziada.
    Tenho Procurado mostrar a vocês que os valores ecléticos pertencem a todos os tipos de pessoas e quando saem de dentro de nós, servem para justificar a física azul do nosso planeta. Faço isso, porque acho que todos que chegam á este plot, são pessoas que se identificam no ramo da criatividade humana que se chama telecomunicação.Somos anteneiros. Todo anteneiro é preocupado com o próximo, sabem qual é a sua necessidade maior? Ora, sua necessidade maior é comunicar.
    Somos todos grandes ouvintes e grandes conversadores. A língua do anteneiro tem o tamanho dos cinco continentes e seus ouvidos ouvem os cochichos em todo o mundo. Houveram anteneiros que em 1.965 conseguiram ouvir o som de fundo do universo, o som da criação do mundo. Merecidamente ganharam o Premio Nobel. Alguém tem que ser o melhor.
    Acredito que o prazer que a comunicação causa no anteneiro, é causado pelo fado de o anteneiro ser dotado de um grande sentido de humanidade e porque a despeito de toda a tecnologia que ele usa nos enlaces, o alvo é o seu semelhante e isso é eclético, puro e essencial. Façam uma enquete na firma de vocês, de todos colegas, qual é o mais querido? Não é o anteneiro? Coitado do patrão, ele se esforça, mas não sabe apontar antenas, não sabe “fazer” comunicação.
    Nesses tempos de hoje, onde existem leis soberanas como a lei da vantagem, onde quase todos se empenham na luta livre pela vitória econômica, ainda são raras as pessoas que entendem a diferença entre mágica e física azul, porem estes dois valores ainda são as colunas dorsais da nossa sociedade. Assim como as torres de micro ondas onde moram as antenas.
    Embora a fumaça das fábricas que produzem tecnologia nos embacie o olhar e a ambição, e o “ter” admita regras desleais, assim mesmo pode um garimpeiro de homens, encontrarem aqueles que guiam seus pensamentos com os fenômenos ecléticos da natureza. Uma dessas etnias que eu conheço, são os anteneiros. Essas pessoas vivem em castelos de idéias cercados por muitas torres de ferro que se intercomunicam, são caçadores dos sinais invisíveis, as ondas eletromagnéticas.
    Anos atrás, tive a oportunidade de espiar para dentro de um grupo estranho de anteneiros e enxergar coisas do coração. Estava eu na cidade de Jersey City no estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos onde fora participar de um congresso de telecomunicações e procurar um softwere que transformasse meu micro num medidor de onda estacionária, naquela época isso era muito raro. Comigo no carro, deslizando pela express way velozmente, ia a minha amiga Rosi Mari
    Rosi conhecia bem a cidade, morava ali a vinte anos e trabalhava na Cruz Vermelha Internacional como Diretora do Serviço de Sangue. O foco do seu trabalho era o de coletar sangue humano para salvar vidas. Para alcançar seu objetivo, usava de diversas estratégias para coletar doadores.
    -Não é fácil conscientizar as pessoas a doarem sangue. Dizia a Rosi Mari para mim, enquanto eu apreciava de longe a moldura da cidade de Nova York que fica a poucos quilômetros da cidade onde estávamos separadas apenas pelo rio Hudson
    -Eu busco doadores através do recrutamento em empresas, colégios, quartéis e todos os lugares onde consigo imaginar. Nas igrejas, o padre me cede o púlpito para eu fazer a minha súplica, mas mesmo assim é muito difícil de conseguir que as pessoas doem algo de si para um estranho, sem ganharem nada em troca. Sempre uma coleta de sangue, que aqui se chama de blod drive, tem poucas pessoas doando.
    Continua...



  5. Continuação...

    Lembro que bem longe, eu enxergava o então existente Trade World Center que os americanos gostavam de chamar de torres gêmeas Twin Towers e que se sobressaiam naquela época sobre toda a cidade. Dois gigantes erguidos que de longe pareciam as torres de um castelo em Manhattan. Dizem que as idéias boas são meteóricas, girando no banco do carro falei para a Rosi.
    -Eu sei como tu podes conseguir um grande número de doadores de sangue de uma só vez. Basta tu tirares gente de uma torre e colocares na outra.
    A Rosi me olhou com uma cara de espantada e soltou um sonoro. O QUE?
    Não tentei explicar os meus pensamentos, a idéia, era perfeita, assim como a ponte Pulaski interliga NY a NJ a minha idéia era interligar as duas torres do castelo com as torres de ferro de Telecom. Então falei entusiasmado.
    -Rosi, precisas ligar para as firmas de Telecom, pedindo que seus funcionários doem sangue. Vamos recrutar anteneiros.
    Com paixão expliquei para a Rosi o que era um anteneiro, do caráter humano desta gente. Sustentei a idéia que a maioria deles iria atender aquele chamado. Estava no sangue deles a obsessividade pelo vencer distancias e montanhas. Eles haveriam de aparecer no blod drive.
    Tudo foi feito. Com a penetração que a Cruz Vermelha tem nos Estados Unidos, foi fácil contatar com o departamento de recursos humanos das empresas de Telecom e fazer o pedido de doação.
    No ar infestado com ondas eletromagnéticas moduladas com business, nasceu um brado de socorro. A Torre da Cruz Vermelha irradiava para todas as torres de ferro de NJ e de NY onde um anteneiro trabalhava, o pedido de solidariedade.
    Passada uma semana com extremo interesse, me dirigi para o Clark Volunteers Squad, onde se realizava o Blood Bank. Estacionei no meio de um mar de caminhonetes. Com dificuldade cheguei no Office onde estava a Rosi, porque havia gente por todos os lados para doar sangue. A balburdia era total. Aquela massa havia se organizado em grupos parecendo buquê de flores num jardim, cada um esperando a sua vez para doar sangue. Enquanto esperavam, falavam, falavam e falavam...
    Como vocês podem imaginar, o assunto deles não era o sangue, a Cruz Vermelha ou qualquer tipo de solidariedade humana. Claro que não. Eles falavam em antena, em onda refletida, em ruído, em cabos coaxiais e todos, todos eles se exibiam com um super enlace que haviam feito. Pareciam pescadores mentindo o tamanho do peixe. Orgulho para eles não era doar sangue, era se comunicar de muito longe isso sim é desafio.
    Quando cheguei perto da Rosi, ela me disse com um largo sorriso de alegria no rosto.
    Amei a tua idéia, mas cá entre nós, QUE GENTE ESTRANHA.

    DIA 19/9 ESPERO VOCES EM LONDRINA PARA DISCUTIRMOS AS DOZE FERRAMENTAS TEÓRICAS NECESSÁRIAS PARA A CONSTRUÇÃO DO LENÇOL DIGITAL. ATÉ LÁ.






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