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  1. #41

    Padrão

    Citação Postado originalmente por jpjust Ver Post

    No período da tarde, Gilvan matou a interferência, acoplou a antena e o cabo com o rádio e deu um basta na onda estacionária além de nos ensinar como podemos cobrir nossos clientes com um lençol eletromagnético pra mantê-los protegidos de tudo. Feliz naquela hora foi a RouterBOARD, que só enxergava o sinal do outro AP, mesmo com outros dois APs dentro da sala e com toda a interferência de outras redes que vinham de fora.
    Comprimento de cabo é um conceito que trago lá dos meus tempos de radioamador, mas este negócio de lençol é o que tem me deixado mais curioso em tudo isso.
    Já perguntei para o Gilvan, mas ele não responde no forum. Com estes rádios que estão na moda com antena integrada, tem como conseguir isso também?

  2. #42

    Padrão

    Citação Postado originalmente por 1929 Ver Post
    Comprimento de cabo é um conceito que trago lá dos meus tempos de radioamador, mas este negócio de lençol é o que tem me deixado mais curioso em tudo isso.
    Já perguntei para o Gilvan, mas ele não responde no forum. Com estes rádios que estão na moda com antena integrada, tem como conseguir isso também?
    Com antena integrada, não há nada o que fazer.



  3. #43

  4. #44

    Padrão O BATISMO DE UM ANTENEIRO

    http://img190.imageshack.us/img190/9866/cruzado.jpg
    Ola Rapaziada.
    Sábado foi dia de curso na Bahia. Todos os que lá estiveram tinham sangue nobre. Descendiam de ancestrais que tiveram a capacidade de tornar matas virgens em cidades lindas. Assim é Feira de Santana.
    O curso rolou das 8h da manhǎ até as 19h. No final fiz um por um se aproximar de mim. Entǎo fiz o seguinte pronunciamento para um a um.


    Põe-tede joelhos.

    Desembainhei a espada escalibur e a coloquei sobre o ombro do ajoelhado.

    Não tenhas medo ao encarar os inimigos
    Se corajoso e correto para que Deus te ame.
    Fale sempre a verdade, mesmo que te conduza a morte.
    Cuida dos indefesos e não ajas injustamente
    Este e o teu juramento.
    E isso é para te lembrares. ( tapa na cara)
    Erga-te cavaleiro e barão de Ibelim
    Defende o Rei. Se ele deixar de o ser....
    Protege o povo
    TODOS NAQUELE DIA SE TRANSFORMARAM EM ANTENEIROS.

    SABADO DIA 30 ESPERO OUTRO GRUPO DE CAVALEIROS AQUI EM PORTO ALEGRE ONDE ´E REALIZADO O MELHOR CURSO DE ANTENAS DO BRASIL. VENHA SE TRANSFORMAR NUM ANTENEIRO.
    Gilvan



  5. #45

    Padrão

    Citação Postado originalmente por GilvanEnriconi Ver Post
    Hehehe, gostei da figura. E olha que quando eu jogava bola sempre era o goleiro mesmo

  6. #46

    Padrão O MAESTRO

    http://img35.imageshack.us/img35/2122/omaestro.jpg


















    Ontem foi dia de curso de antenas aqui na GeEnge. Estiveram presentes técnicos de quatro estados do Brasil. Dás oito horas da manha até as 16 horas da tarde, rolou uma camaradagem entre todos. Foi mais um curso de estufar o peito deste vivente de tanto prazer.
    Assim como eu ensino eu aprendo, a cada curso, uma visão mais clara se forma daquilo que é essencialmente importante para um técnico ou proprietário de provedor de internet. Minha intenção inicial era a de desenvolver o curso sem bandeiras. Ou seja, apresentar os conteúdos de forma que fosse discutido o acoplamento rádio-cabo-antena como o mais importante. Mudei de idéia.
    Os grupos participantes são muito homogêneos e todos querem resolver o problema do seu provedor. Vejam que é um alvo diferente da minha proposta inicial. Decidi mudar o andar da carroça. O curso agora terá como alvo o lençol. Permitam que eu faça um ufanismo. CURSO DE LENÇOL ELETROMAGNETICO PARA PROVEDOR DE INTERNET.
    Convido a quem esteve aqui sábado á postar a sua opinião. Aqui vai a pergunta para vocês que venceram grandes distancias e tempo chuvoso para chegar aqui: Não é o “lençol” o antibiótico necessário para todas as infecções técnicas que afligem os provedores de internet? Claro que para estender este lençol, são necessário ferramentas e estas ferramentas estão no conteúdo do curso, que são o stub, o interferômetro e o sintonizador. O salão da magia é a cavidade ressonante.
    Ontem durante o curso, eu cingi as mentes atentas que me dispensavam atenção e num truque de magia fiz com que eles mergulhassem comigo no salão da cavidade. Lá dentro, como feiticeiros, nós interferíamos na natureza dos fenômenos eletromagnéticos. Ungidos pelo poder que o conhecimento nos dá, todos se transformaram em anteneiros.
    Um anteneiro é como um maestro de uma orquestra sinfônica que faz a orquestra tocar a musica de forma que ela se espalhe como se fosse um lençol. Sem desafinação, sem erro, sem interferência, sem travamentos, sem perdas e sem empirismo. Assim, nenhum instrumento é ouvido sozinho, e o lençol estendido será o som da orquestra. Os maestros deviam estudar e aprender antenas.

    Obrigado pela presença dos que vieram e por acreditarem que eu conseguiria ser a melodia. Sábado que vem o baile será em Belo Horizonte. Espero vocês lá.



  7. #47

  8. #48

    Padrão

    Professor Gilvan, quando teremos um curso de anteneiro aqui em São Paulo? vai ter algum com o apoio do Abramult?



  9. #49

    Padrão ESTE JOGO NAO PODE SER UM A UM

    Atenção ouvintes de todo o Brasil, vai começar a partida. Esta é mais uma transmissão da rádio “O Anteneiro” para todo o Brasil. Entra em campo a seleção vermelinha para os aplausos da partida no estádio em Minas Gerais que está quase lotado.
    A torcida não acredita que o time possa vencer. A incredulidade é muita no coração dos presentes, nas o técnico Gilvan promete surpresas durante o jogo, declarou para a imprensa que tem quatro cartas na manga para decidir a partida. O campeonato está nas quartas de finais e o time vermelinho está invicto. Ali vai o técnico, vamos pedir uma entrevista aqui para a rádio O Anteneiro.
    -Técnico o Sr. acha que pode vencer esta partida?
    -Claro, o nosso time está preparado e tem consciência do trabalho em equipe e acredita que as condições são favoráveis.
    -Técnico, durante a semana, os correios disseram que o Sr estava com medo. ‘E verdade?
    -Sim, este negocio de avião frances caindo deixa a gente assustado, Não que eu seja em cagão, mas tem horas e lugares que todo o valente se espreme.
    -Técnico, um empate fora de casa seria um resultado bom?
    -Nem pensar, Só jógo para vencer.
    -Mas se o tempo não ajudar?
    -Já falei aqui que o tempo pode ser esticado ou encolhido, vou deixar o tempo de bom tamanho,
    -Técnico, o que o Sr. tem a dizer de ter sido publicado um comentário sobre o Sr. chamando-o de bruxo, mago, louco, e outros estereótipos.
    - Bem, dizem que de médico e de louco, todo mundo tem um pouco. Quem sabe eles não estão 1% certos? De uma coisa nunca me chamaram, de mágico. Muitas vezes na apresentação do meu time, tenho a impressão que fenômenos físicos têm a aparência de magia, mas por certo não é magia minha. Neste momento o técnico olhou para o céu onde nuvens brancas sugeriam um coração.
    -Muito obrigado técnico pela entrevista á rádio O Anteneiro. O microfone para o seu comentário final.
    -Bem, neste sábado, todos os presentes, ficarão mais perto da verdade, sentirão que fazem parte dos processos da natureza, e que não existe longe ou perto, que não existem grande nem pequeno, que não existe melhor ou pior, que nada na natureza é poluído, que nada se interfere que tudo funciona em harmonia, assim como um time de futebol, que a grande ferramenta é o homem. Claro que em minha opinião, a nata da civilização humana é os técnicos.
    -A rádio O Anteneiro se despede aqui e estará com vocês na próxima segunda feira com a equipe de comentaristas da radio. Então, pelas ondas desta emissora que difundi o seu sinal por milhares de antenas em todo o Brasil eu lhes digo:
    -Bom jogo para todos e boa sorte equipe vermelinha.
    Este comentarista imparcial pede desculpa para todos os brasileiros mas a taça do Brasileirão é vermelha.


    http://img246.imageshack.us/img246/7262/coloradob.jpg

  10. #50

    Padrão ACONTECEU EM BH

    A comunicação entre os homens é o grande desafio o qual esteve presente na Av. Afonso Pena em Belo horizonte, lá em cima no décimo quinto andar do edifício onde é a sede da Federaminas que gentilmente, cedeu seu auditório á Abramulti.
    Em frente de mais de cinqüenta pessoas, comecei a construir o castelo. Tenho usado esta metáfora para o longo processo de ensinar e aprender. Gosto da idéia de castelo, porque sugere uma construção forte e duradoura. Assim como deve ser o relacionamento entre os mestres e os discípulos. Todo o castelo é cingido por estradas em sua volta e todas as estradas levam a um castelo.
    Na estrada da vida, sempre somos mestres de alguns que vem atrás e discípulos de outros que vão à frente. Nesta longa estrada o inicio emenda-se com o fim deixando de existir aqueles que não sabem nada e aqueles que sabem tudo. A estrada é o caminho. Nós todos juntos fazemos a romaria da existência do homem, mesmo que não se perceba, estamos todos de mãos dadas, a solidão é impossível.
    Quando o curso de antenas começa, eu sei que estou falando da intimidade de cada um. Nunca precisei dizer: - Vamos demolir tudo e reconstruir de novo. Em todos os cursos que eu administrei os alicerçares eram profundos e as torres muito altas, a mim só cabia fazer as restaurações. Foi o que eu fiz em BH.
    Um parafuso aqui, um corte de fio ali, um conceito fundamental acolá e como um pedreiro de idéias fui dando o acabamento num fabuloso castelo onde contos de fadas e magia imperava.Retirei pedras de orgulho e majestade. Deixei todas de humildade. Coisa de Chico.
    Meu plano de obra lá em BH foi igual ao de sempre, mostrar que para fazer comunicação entre dois pontos a grande ferramenta é o técnico, o resto é só parafusos e luzinhas piscando. Digo sempre para quem me ouve: - Não existe antena boa ou ruim, não existe radio bom ou ruim, não existe cabo coaxial bom ou ruim, existe sim, técnico bom ou ruim. Comunicar-se a distancia, é uma arte do homem, não dos artefatos.
    O homem para mandar informação á milhares de pessoas já usou o sino a fumaça o fogo, a bandeira e a estrada como artefatos de telecomunicação. Os Incas construíram 23 mil quilômetros de estrada onde corredores se revezavam trocando de mão em mão a informação entre duas cidades. Alguém numa ponta da estrada era o sistema de transmissão, outro alguém na outra ponta da estrada era o sistema de recepção. A estrada era a linha de transmissão, os corredores eram a radio freqüência. O pacote de informação era o que estava escrito no documento na mão do corredor. Os Incas estavam fazendo telecomunicação.
    O tempo passou e eu estava ensinado telecomunicação para uma turma de técnicos de Telecom e não era no Peru, era em BH, não ensinava a correr no barro ou nas pedras, mas ensinava a orientar o lóbulo da antena, Não ensinava a se defenderem de um animal na estrada ou ultrapassar uma ponte pencil de cordas, mas ensinava a tirar uma interferência. Não ensinava a trilha da estrada, mas ensinava a usar o cabo coaxial. Os mineiros comigo, assim como os Incas, estavam fazendo telecomunicação.
    Todos os que têm paciência de lerem, sabem que eu sou um devoto amante das telecomunicações, porem, no Brasil existem dois homens que em mim superam este amor. Um era o Alferes Joaquim José da Silva Xavier e o outro se chamava Antonio Francisco Lisboa. Estas duas pessoas fizeram a sua telecomunicação capaz de atravessar a fronteira do tempo. Os dois eram mineiros.
    A todos aqueles que estiveram presentes no curso de antenas administrado por mim em BH, muito obrigado pela presença e meus cumprimentos por pertencerem a um povo capaz de gerar anteneiros como o Tiradentes e o Aleijadinho.

    PS.
    O mal das telecomunicações é a poluição. Aquela mesma que eu digo para todos vocês que não existe. Vou poluir um pouquinho:
    - Dia 24 do corrente mês, estarei realizando o sistemático curso de antenas aqui em Porto Alegre. Matriculem-se enquanto ainda existem vagas. Se você se arrepender pode passar no departamento de reclamações e exigir o seu dinheiro de volta. Venham fazer retoques no seu castelo. Estou esperando vocês.



  11. #51

    Padrão O PESAO

    Sempre digo que existem três cursos. O primeiro é no domínio do tempo, o segundo no domínio da freqüência e o terceiro é a soma do primeiro com o segundo.
    http://img14.imageshack.us/img14/9059/pesao1.jpg
    O terceiro curso só é dado para alunos bem treinados nos dois primeiros. Geralmente são empresas que me contratam para dar este curso para os seus funcionários, pois uma dessas empresas em Minas Gerais convidou-me para ministrar o terceiro curso para vinte colegas. Lá fui eu. Costumo chegar um pouco antes do horário, esquentar a água e preparar o meu chimarrão.
    Estava eu entretido em colocar a erva na cuia, quando ouvi alguém falando atrás de mim.
    - Não da bola para o Pesão. Era um dos organizadores que eu não vira chegar. Alarguei o sorriso e perguntei: Pesão é um estereótipo, um adjetivo ou um substantivo?
    Meu interlocutor trabalhava naquela empresa mineradora e era formado em geologia. Perguntei a ele se iria participar do curso, respondeu-me que sim que tinha muito interesse em algumas respostas as quais eu daria, mas que estava ali também, porque tinha muito gosto nos assuntos que falem sobre Antenas. Conversamos durante uma hora e fiquei sabendo que aquela empresa tinha mais de cem anos de existência, sendo de propriedade de uma família natural da região, Entretanto o que me provocou maior curiosidade foi a explicação, que o geólogo me deu, sobre o Pesão.
    “É filho do dono da empresa”, disse ele mas é uma pessoa diferente, foi criado no sertão onde a família possui uma grande extensão de terras, dizem que até os vinte anos era uma pessoa anormal, um altista eu acho, andava só com os jecas da região e copiou muita coisa deles. Um dia, ninguém sabe por que, ele levantou a cabeça e disse assim

    : Não quero mais ouvir. Todos perguntaram para ele o que quis dizer com aquela frase, mas ele nunca respondeu. Desse dia em diante começou a se interessar por tudo: Pelas terras da família. Pelos rios onde se garimpavam as gemas , pelas ferramentas e maquinas usada para a extraí-las, cuja empresa processa, e que são a ametista, o topázio e a turmalina. Mas aquilo que mais o atraia era a boca das minas. Tinha dias que ele ficava horas olhando sem dizer nada, parecia estar ouvindo alguma coisa, porque muitas vezes fazia sinal de afirmação ou de negação com a cabeça,
    -Mas porque Pesão!?
    -Bom isso foi coisa da gente lá de fora, quando ele chegar aqui, da uma olhada para os pés dele. Uns dizem que foi porque se criou descalço, outros dizem que é uma anomalia, os mais antigos dizem que o avô era assim também. Não sei, mas uma coisa é certa, o Pesão é alguém diferente, e não só nos pés.
    Minha curiosidade estava aguçada, eu ia continuar a conversa, mas a sala começou a encher e eu tive que dar atenção para a turma de alunos que chegava. Um por um iam alegremente me cumprimentando e sentando-se nos lugares destinados. Cumprimentei a todos e quando ia iniciar o curso o Pesão entrou.
    http://img196.imageshack.us/img196/4250/pesao2.jpg

    e seus cabelos eram negros e crespos. Entrou olhando para baixo com a coluna encurvada para frente com passos largos e lentos. Usava um casaco apertado e sua calça era um pouco curta. Contornou todas as cadeiras da sala e sentou-se na primeira fila. Quando olhei para os seus pés compreendi. Ele usava umas botinas sem cadarço, que devia ser de fabricação especial. Seus pés eram enormes, não só no tamanho, mas na largura também, pareciam ter mais que cinco dedos dentro da bota de tão larga que era o bico. Notei também que ele tinha a aprovação de todos, a sua presença parecia criar um ambiente muito afável. Comecei a aula.Não tive nenhuma dúvida sobre quem era aquele retardatário. Não era alto, era magro
    Como todos ali tinham intimidades com a matemática, foi fácil desenvolver as equações de Maxwel e discutir a forma da onda dentro do cabo coaxial. O curso ia bem e eu estava empolgado, no mundo das idéias, quando fiz a seguinte afirmação, (Por pouco que Maxwel não prova que matéria não existe, que tudo são ondas). Neste momento o Pesão levantou o braço e disse: é porque ele não nasceu em Barbacena.
    O aparte impunha uma resposta minha, todos ficaram me olhando e quietos, se eu não questionasse estaria ignorando aquela pessoa tão singular e desapontando o grupo. Delicadamente perguntei.
    ...

  12. #52

    Padrão

    ...
    -Porque tu dizes isso?
    -Porque eu posso ouvir. Aprendi lá no interior de Barbacena com os outros caboclos a ouvir as pedras nas minas, e a inchada quando bate no chão.
    -E o que eles dizem? Fiz esta pergunta com medo que ele interpretasse como um deboche. O Pesão, sem se incomodar respondeu.
    -Não sei dizer não senhor, às vezes parece um apito longo como se fosse o grito da siriema. Mas me parece que as pedras gostam de dar lugar para a semeadura quando se capina com a enxada, quando eu faço isso estou ouvindo as ondas que o Sr. fala?
    Todos continuavam quietos, nenhum comentário, todos me olhavam. O Pesão continuou. O Sr. Podia explicar melhor o que o Sr. quis dizer quando falou que tudo é ondas? Ninguém acredita, mas eu posso ouvir as pedras, vim aqui hoje porque me disseram que o Sr. ia dar aulas de ondas. O Sr. também ouve as pedras?
    -Não! Não as ouço. Nunca me ocorreu que uma pedra pudesse irradiar a sua natureza ondular. Muito menos que esta onda pudesse ser captada por um cérebro humano. Falei assim com voz arrastada e dentro de um profundo silencio criado por todos os presentes. O Pezão e todos ali continuavam me olhando como que pedindo uma explicação. Comecei devagar. Sabe-se que as ondas se propagam no espaço sofrendo dificuldades nessa propagação. Chamamos essa dificuldade de atenuação do espaço livre. Percebemos também que quanto maior a freqüência, mais difícil é para a onda se propagar. Isso nos leva a crer que existem freqüências tão altas que quase não se propagam, ou mesmo que não se propagam no espaço livre. Assim, mesmo que as pedras sejam ondas de freqüência muito elevadas, elas não conseguiriam vencer a atenuação do espaço livre. Não se propagariam.
    Eu não queria responder, queria perguntar, queria fazer um grande interrogatório para o Pesão, mas percebi que o momento esperado por todos aqueles que ali estavam, era este. Foi quando o geólogo se dirigindo a mim perguntou: mas se o Pesão modifica o espaço entre ele e a pedra?
    -Bem para isso acontecer, seria necessário estar sobre influência de velocidades muito altas, ou sobre a ação de uma gravidade gigante. Ou então.... Parei de falar, coloquei a mão na testa. Nenhum som pairava no ar. Todos esperavam por alguma contribuição minha. Mas foi o geólogo quem concluiu em voz alta os meus pensamentos.
    -O Pesão simplesmente faz isso.
    Neste momento o grupo que não era tão grande se levantou das cadeiras e vieram para perto de mim. Só o Pesão ficou sentado, como vocês sabem que isso é verdade? Perguntei.
    Porque ele aponta para o lugar exato onde esta uma pedra por mais escondida que esteja. Já fizemos inúmeras experiências e ele nunca erra. Pegamos um saco pequeno de turmalina, de topázio ou de ametista e enterramos num morro ou numa mata, por mais bem escondido que esteja, o Pesão vai até o saco como se este estivesse sinalizando a sua presença. O Pesão nunca erra nem demora para encontrar.
    As histórias sobre o Pesão rolaram uma após a outra. O curso de antena tinha se transformado num curso do Pesão. Perguntei:
    -Vocês nunca pensaram em encaminhar o Pesão para uma universidade para uma pesquisa? Quem sabe que descobertas poderiam ser feitas.
    -A família não permite. O Pesão é um tesouro de afeto para eles. Nem pensar, ou melhor, só em pensar nesta hipótese pode-se perder o emprego aqui.
    -Tive uma idéia. Peguei a cuia e lentamente enchi com a água que borbulhava na térmica menos que, as ideias em minha cabeça. Os olhares se arregalaram. O meu gerador de freqüência e o analisador de espectro tem saída, que vai até freqüências muito altas. Vamos ver se o Pesão ouve alguma destas freqüências. Se ouvir, vamos ver a forma de onda.
    Todo mundo aprovou, sentamos o Pesão numa cadeira ao lado dos equipamentos e envolvemos a cabeça dele com uma espira de fio. Lentamente comecei a varrer as freqüências altas, mudulei de diversas maneiras um tom nestas freqüências e variei a amplitude e a polarização. Todos em silencio olhavam para o Pesão que calmamente tirou um canivete do bolso e começou a picar um fumo na palma da mão.
    De repente, o Pesão levantou a mão e disse.
    -Esta eu nunca ouvi.
    Dei um pulo, tirei o cabo do gerador de freqüência que alimentava a espira em volta da cabeça do Pesão e coloquei no analisador de espectro, para ver que forma de onda era aquela que havia sido recebida pelo Pesão . Sabem o que apareceu? Apareceu uma onda que tinha uma banda com um ganho maior na freqüência inferior e na freqüência superior. O Pesão levantou da cadeira, olhou para mim, deu uma piscadela de olho e saiu lentamente da sala. Seus passos eram largos, os pezões virados para dentro e as costas curvadas para frente. Nunca mais vi o Pesão.
    http://img268.imageshack.us/img268/3346/pesao3.jpg


    PS
    Bem, vocês podem não querer acreditar, mas um anteneiro é um homem muito poderoso, pode até fazer a recepção emitida pelas pedras. Melhor ainda, de um bom anteneiro nem as pedras escapam.

    Dia 24 de Junho estarei fazendo um curso de antenas aqui no meu laboratório. Cuidado, se tens algum segredo muito grave não venha eu posso decifrá-lo. Porem se você quiser ser um anteneiro, aqui é o lugar de aprender. Estou esperando vocês no alto da escada com os cabos de teste na mão.



  13. #53

    Padrão REPETIDORA

    OLA RAPAZIADA.
    Quarta feira dia 24 de Junho estaremos juntos no laboratorio da GEENGE realizando o curso de antenas. Espero voces.
    Um abraço
    http://img269.imageshack.us/img269/756/repetidora.jpg

  14. #54

    Padrão DOMINGO NA PRAIA DEPOIS DO CURSO

    Rapaz, ontem houve outro curso de antenas aqui na Geenge. Gosto de ver a sala cheia, sempre me diverte os olhares, onde a curiosidade está instalada. Este sentimento, a curiosidade, é o traço mais importante que define o anteneiro. Certa vez vi uma obra do genial pintor espanhol Pablo Picasso, que se chamava “O Touro” que era composta de três telas. A primeira tela o touro estava vigoroso numa arena espumando suor e sangue, mortalmente ferido pelo toureiro, mas ainda corcoveava enfurecido, levantando poeira do chão. Esta tela valia um milhão de dólares. No segundo quadro, ele estava parcialmente descarnado aparecendo a carne exposta, noutros lugares apareciam ossos brancos e o coração inteiro e batendo. Esta tela valia dois milhões de dólares. Incrível era a terceira tela, valia três milhões de dólares, nela havia os mínimos traços necessários para se reconhecer um touro, se fosse tirado uma só pincelada não daria para dizer que era um touro, uma pincelada a mais e deixaria de ser um touro. Coisa de gênio.
    Na primeira tela Picasso pintara a morte, na segunda tela pintara o sobrenatural e na terceira tela pintara o curioso. Somos assim razão, imaginação e curiosidade, com nada a mais e nada a menos. Picasso deve ter sido um anteneiro para poder captar o essencial para os olhos de um observador curioso.
    Todos que estiveram presentes, ontem, usaram a razão com muito talento, traziam as emoções para imaginarem os fenômenos físicos que apresentei e a curiosidade de todos entrou junto com cada um grande e agitada mas saiu pequena e calma.
    Sábado estarei no Rio de Janeiro repetindo este curso, se quiserem me encontrar, procurem o velho mais bonito que estiver de bermuda chapéu de palha e tomando água de coco com canudinho. Daí poderemos juntos dar uma olhada no LENÇOL DIGITAL, ou vocês acham que nas areias de Copacabana alem do mar maravilhoso tem alguma coisa melhor para olhar?



  15. #55

    Padrão A LAN DO CORCOVADO

    Pois o último curso foi no Rio de Janeiro.
    Durante todo o sábado navegamos nas asas da imaginação digital. Agradeço aqui aqueles que tiveram paciência comigo e acreditaram na possibilidade de eu ascender às lamparinas em suas cabeças, e olha que não estou na novela.
    Como eu sempre digo aos provedores de internet o conhecimento mais importante quando instalam antenas é saberem cortar fio e apertar parafusos. Pensam que isso é fácil? É não! Vocês precisam vir no curso para aprenderem a fazer isso direito.
    Os que já fizeram o curso viram que durante o período da manhã o curso é como desbravar mata virgem, cansativo, lento e de progresso áspero. Mas, à tarde tudo muda, aquilo que era duvidoso, se transforma em certeiro, o conhecimento que faltava complementa e assim todos se une no amém da verdade soberana.
    Durante o curso os ouvintes aprendem a usar as ferramentas que edificam um anteneiro e que passam a ser para eles um patrimônio cultural. O final é sempre camarada e as críticas que me fazem são sempre construtivas.
    No final da tarde quando o curso acabou, estiquei os braços para endireitar a coluna e fui para a boa cama do hotel, no outro dia eu iria conhecer o Museu Nacional, em Petrópolis. Duas coisas lá me deixaram boquiaberto, uma foi a rica coroa do imperador, outra foi os Dom Pedros. Estes cariocas não eram moles, a biografia deles encanta, não eram homens de deixar nada mal apertado. Não vou dar aula de história para vocês, se cada maometano deve um dia ir a Meca, penso que cada brasileiro deve um dia ir ao Museu Nacional, embora, haja um provérbio aqui no sul que diz que comer um churrasco e não se lambuzar de farinha é como ir ao Rio e não ver o Cristo. Subi o morro...
    Depois de me deliciar com as curvas sensuais da cidade lambida pelo mar, coloquei-me de costas e comecei a olhar o cristo de pedra. A sua imponência deslumbra. No grande terraço aberto, gente de todas as nacionalidades se extasia entre os encantos da paisagem e o magnetismo da estátua.
    Soube, então que a estrada de acesso até o alto fora desbravada por Dom Pedro I, o imperador abrira o caminho de facão na mão. Que feito?! E Dom Pedro II dá a permissão para a construção da estrada de ferro do Corcovado. Os Imperadores foram os instaladores da maior LAN brasileira. Por quê? Vou explicar.
    Jesus por certo foi o maior anteneiro de todos, Jesus conseguiu acoplar os homens. Bem lá em cima do corcovado pode-se perceber a magia, ele é o grande AP, todos os que estavam ali no terraço, estavam interligados através da estátua, de alguma forma mágica formávamos uma LAN humana que se derramava morro abaixo por todo o estado do Rio. Ninguém ficava com mais ou com menos importância perante o gigante.
    Precipitado seria dizer que o protocolo que faz a estátua agir como se nos capilarizase em torno dela, fosse a fé, acho a fé um valor pequeno que reduz todos nós. Porém, para a estátua estavam todos apontados e todos sabiam o porquê. Alguma coisa nos deixa em harmonia espiritual quando estamos lá, formamos um grande lençol que não é digital.
    Comecei a pensar!!! Se um POP tem muitos usuários, onde se mexe para criar um lençol digital? Ora, no usuário. Sendo assim, ali em cima do Corcovado não era a rocha em forma de Cristo que nos unificava, era a nossa compreensão de que somos iguais, que estamos interligados por poderes maiores, assim como numa LAN de internet. Mas se isso acontecia ali, deve ter acontecido também na sala durante o curso. Ou seja, todos que participam do curso sentem a necessidade da LAN digital independentes de mim, sabem por quê? Porque, assim como os Pedros, somos todos anteneiros. Cristo é o AP, nós somos os clientes. Desci o Corcovado me sentindo poderoso.

    Obs.:
    Sábado, 4 de julho, o curso será em Foz de Iguaçu. Quem quiser entrar em sintonia entre em contato com a GEENGE.
    Não sou a estátua e vocês fazem parte da LAN humana que será capilarizada no curso em Foz.
    Um abraço.
    Gilvan

  16. #56

    Padrão ANTENEIROS DE BINÓCULO

    Vamos supor que no quadro negro estivesse escrito a fórmula para transformar chumbo em ouro. Cada anteneiro usando de um binóculo iria ler e usar a fórmula para uso próprio. Gostaram desta?
    Pergunta!? Os binóculos dos anteneiros estão todos regulados iguais?
    Respeitando os limites de uma metáfora, isso é um lençol digital, cada radinho necessita ser regulado diferentemente do outro, para que o AP possa fornecer a sua informação com igual qualidade para todos.
    Sábado o baile do curso de antenas foi em Foz de Iguaçú. Chovia muito e as cataratas faziam o seu estrondo característico, mas o curso estava muitos dB acima do ruído ambiental.

    PS.
    Espero vocês no dia 18 em Florianópolis. Vamos, juntos, discutir o lençol digital saboreando um delicioso camarão?! Como é duro ser anteneiro!!!
    Um abraço.

    Gilvan



  17. #57

  18. #58

    Padrão CURSO DE ANTENAS EM FLORIANÓPOLIS

    Venha aprender a construir um Lençol Digital na sua LAN wireless, utilizando-se das 12 ferramentas de instalação de uma antena.
    No dia 18/07/2009 estarei esperando vocês para participarem de curso de antenas que será realizado em Florianópolis.
    Venham aprender a construir um lençol digital com as ferramentas de acoplamento.
    Não deixe a LAN wireless de o seu provedor crescer errado.

    Único Curso Em Florianópolis

    FERRAMENTAS DE INSTALAÇÃO ENSINADAS

    1) Canal de RF... Canal de operação na antena
    2) Polaridade... Qual das quatro polaridades usar
    3) Elevação Azimute...Correção no lóbulo da antena
    4) Interferômetro... Margem contra interferência
    5) Stub... Casamento de impedância
    6) Sintonizador... Curva de resposta da antena
    7) Superposição... Posição da antena na torre.
    8) Fresnel... Estudos na obstrução da visada
    9) Redoma... Como construir uma
    10) Eficiência... Potencia irradiada e refletida
    11) Equalização... Determinação da potencia ERP
    12) Implantação... Escolha de cabo rádio e antena



  19. #59

    Padrão QUANTOS CLIENTES UM AP SUPORTA?

    Quantos clientes podem conectar em num AP? Claro que depende do AP, porem o número de clientes que conseguimos dependurar num AP nunca é igual ao número de clientes que o fabricante do AP afirma no seu catálogo. Por quê? Estaria o fabricante mentindo? Os fabricantes são multinacionais que zelam pelo seu nome. Estaríamos todos nós com o passo errado? Porque essa contradição entre a opinião de todos os instaladores e a opinião dos fabricantes?
    Para conservar a qualidade do enlace entre o AP e a sua capilarização, o número de usuários deste AP, na opinião dos instaladores, é um número muito aleatório. Assim, se o AP for uma RB 433, dizem alguns que conseguem colocar 100 cliente, outros dizem que conseguem só 80 clientes e outros ainda afirmam que mais de 50 não dá. Existem até os exagerados que defendem o número máximo de 30 clientes. Credo, nunca vi tanta divergência.
    Uma coisa é certa, entre os fabricantes não existe uma divergência tão grande. Por quê?
    Vamos fazer uma analogia hipotética. Imagine um baile, um baile do tempo antigo, (que saudade) Este baile era feito com três componentes indispensáveis: A orquestra, o salão e os pares de dançarinos. Pergunta: Quantos pares de dançarinos poderiam dançar simultaneamente? Ora, a orquestra tem um limite de alcance, o salão também tem um limite de tamanho, mas o número de pares dançantes depende de como é feito o acoplamento dos três. Pode ser muitos pares ou poucos, depende de quem organiza a escolha da música que toca. Se o salão começa a encher, a música tem que ser lenta, se o salão começa a esvaziar, a música pode ser ligeira para encher novamente. Então como se escolhe a música que deve ser tocada? Resposta: Acoplando os três com sapiência.
    Apesar de ter dançado mil bailes, nunca acoplei nenhum, mas mesmo sem ter instalado mil antenas, já acoplei muitas. Este é um dos temas importantes do curso, como dobrar o número de clientes num AP sem trocar nada e sem perder qualidade. Boa essa né? Espero vocês em Florianópolis sábado dia 18/7 para o curso que era só de antenas mas que não se agüentou e virou um curso de Lençol Digital. Vamos aprender a acoplar. Os bailes ficam na saudade.

    Um abraço.

  20. #60

    Padrão

    O PROBLEMA SÃO OS OUTROS

    Olá rapaziada.

    Lençol é lençol, histórias a parte.
    Aconteceu na casa da minha irmã, que na verdade é um apto num edifício classe ж. Estávamos sentados na sala eu e a família quando minha irmã sacou do telefone e discou para uma firma de anteneiros.
    -Vocês podem mandar alguém consertar a imagem da televisão? Aqui é casa de ferreiro, mas os espetos são de pau. Muito obrigado, estou esperando e desligou o telefone. Antes de sair da sala ainda fez um último comentário: Se não adiantar quero uma TV nova, não agüento mais essa imagem ruim. Não entendo como é que no edifício tem apartamentos imagem boa e apartamentos com imagem ruim se todos estão ligados na mesma antena lá em cima.
    Ficamos todos mudos e quietos, meu cunhado que também é engenheiro, fingiu que estava lendo o jornal, eu tratei de encher os copos de vinho na mesa pequena da sala, assim minha cabeça ficava virada para baixo. Minha irmã se retirou da sala e nós ficamos decifrando a imagem da TV que estava cheia de fantasmas pálidos, quando os olhos cansaram, desligamos o aparelho.
    Passado vinte minutos tocou a campainha. Entrou um cara gordo, com uma camisa branca, sapatos de verniz preto e calça com um vinco perfeito. Trazia na mão uma maleta de couro marrom muito lustroso e se dirigiu a minha irmã que o havia recebido.
    -Vou fazer uma análise do problema e venho lhe dar o orçamento. Minha irmã concordou.
    Muito elegantemente, o anteneiro gordão colocou a maleta sobre o tapete e abriu. Retirou um avental branco e vestiu, colocou sobre o sapato uma galocha, na cabeça colocou um boné que possuía uma cortina que tapava a nuca, era para não queimar o pescoço com o calor do sol lá em cima do prédio. No rosto colocou um óculo de lente amarela, pegou a mala e se retirou da sala rumo ao topo do prédio onde estava às antenas e a central da antena coletiva VHF.
    Passado quarenta minutos a campainha tocou, era o anteneiro gordo, quando entrou na sala, entrou junto um perfume suave de lavanda.
    -O problema são os outros. Falou o anteneiro. O sinal está mal distribuído no prédio, não fizeram a equalização na instalação. Precisa ser colocado cada um no seu lugar, foram todos instalados sem se importar com o nível de sinal distribuído.
    Minha irmã ordenou! Conserte.
    O anteneiro pediu licença e elegantemente sentou-se à mesa, pegou um bloco e desenhou um diagrama ( vide abaixo) encerrou dizendo:
    Dentro de meia hora estará pronto, vou passar pelos apartamentos abaixo e equalizar toda a coluna.
    Meia hora depois, a campainha tocava e era o esperado.
    -Pronto é só ligar a TV.
    Minha irmã ligou a TV e a imagem era perfeita, as cores estavam realçadas, os contornos de imagem eram bem definidos as bordas da tela não deformava e o som ficara claro e limpo, a TV parecia nova.