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  1. 1929,

    Essa escala de distância não existe no diagrama de irradiação. O que existe é a indicação do ganho em determinada direção. O que você pode estimar com isso é "qual o tamanho da faixa a partir de uma determinada distância da torre que eu vou oferecer um ganho variando de máximo até -3dB". Esse é o conceito de abertura de meia potência (-3dB), ou ângulo de abertura de uma antena. Essa estimativa pode ser calculada por trogonometria (tangente) a partir da distância da torre pra área em estudo e do ângulo de meia potência. Essa faixa tende a ser curta quando se está próximo da antena e tende a ser maior quando se afasta da antena.

    Exemplo:

    Vamos supor uma grade de 24 dBi vertical que têm ângulo de meia potência (-3dB) de 10º. Isso significa que a partir do centro da antena (ganho máximo de 24 dBi) se você andar 5º para esquerda ou 5º para direita você vai encontrar um ganho de 21 dBi (24 dBi - 3dB (metade da potência)). É como se nessa direção você tivesse uma outra antena de 21 dBi que pra você não importa qual é. O que você precisa saber é o ganho naquela direção. E ver se esse ganho vai ser suficiente pra atender os usuários a uma determinada distância. Ex: a 20º do centro da antena você pode ter um cliente a 100 metros da torre que você sabe que vai atender devido a curta distância, mas nessa mesma direção você pode ter um outro cliente a 10 km que o ganho que a antena tem a 20º do centro seja pouco pra fechar com bom sinal.

    O diagrama de radiação da antena não vem com escala de alcance por que isso depende não só do diagrama mas também da potência de transmissão, do relevo, sensibilidade do receptor, enfim de outros diversos fatores.

    Não sei se deu pra entender, mas espero que ajude.

    Sds,

    Citação Postado originalmente por 1929 Ver Post
    Motacosta, aproveitando que voce citou este artigo bastante técnico, e muito apropriado, gostaria de saber uma coisa que não encontrei neste artigo e nem em nenhum outro que eu já tenha lido.

    Estes diagramas de irradiação, mostram o lóbulo de uma determinada antena, mas nunca encontrei nada que se referisse a distâncias.
    Por ex. um lóbulo indica que uma antena tem um ganho, mas onde na distância é alcançado o ganho de meia potencia? Existe algum parâmetro para isso?
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    Última edição por motacosta; 06-11-2009 às 22:14.

  2. Citação Postado originalmente por motacosta Ver Post
    1929,


    Exemplo:

    Vamos supor uma grade de 24 dBi vertical que têm ângulo de meia potência (-3dB) de 10º. Isso significa que a partir do centro da antena (ganho máximo de 24 dBi) se você andar 5º para esquerda ou 5º para direita você vai encontrar um ganho de 21 dBi (24 dBi - 3dB (metade da potência)). É como se nessa direção você tivesse uma outra antena de 21 dBi que pra você não importa qual é. O que você precisa saber é o ganho naquela direção. E ver se esse ganho vai ser suficiente pra atender os usuários a uma determinada distância. Ex: a 20º do centro da antena você pode ter um cliente a 100 metros da torre que você sabe que vai atender devido a curta distância, mas nessa mesma direção você pode ter um outro cliente a 10 km que o ganho que a antena tem a 20º do centro seja pouco pra fechar com bom sinal.

    O diagrama de radiação da antena não vem com escala de alcance por que isso depende não só do diagrama mas também da potência de transmissão, do relevo, sensibilidade do receptor, enfim de outros diversos fatores.

    Não sei se deu pra entender, mas espero que ajude.

    Sds,
    Desenho bem claro.
    Tenho feito testes em campo. E já notei, por ex, que um Nano2 que tem antena integrada de 10dbi, cobre na prática mais que os 60º anunciados. Mas isso para distâncias curtas, até 1km.
    Por isso que com 4 Nano é possivel atender praticamente os 360º, para curta distancia, como numa micro célula. E se inclinar os Nano para não ir muito longe, elimina bastante da interferencia de uma célula na outra.
    Seguidamente tenho me surpreendido com os resultados inesperados que tenho com Nano. Resultados bons. Tenho um caso que o cliente foi conectado numa torre mais distante, num terreno acidentado, pois o ponto mais perto estava com muitos obstáculos, e o mais distante, que achei impossivel, foi o que deu mais resultado. Não tem nada de visada.
    Daí que estou chegando a conclusão que os diagramas na prática se comportam de forma inesperada.
    Mas é muito bom saber do lado teórico.
    Como radioamador, já tenho uma experiencia com antenas, mas em HF o comportamento é muito diferente.
    Já tive contatos no radioamadorismo com a Groenlândia em 80metros e Japão em 40metros com uma vertical bobinada, e calibrada para as duas faixas. Contatos que na prática seria impossível, mas que nos surpreende. Como tu disse, outros fatores favorecem ou desmerecem.
    Para mim, micro ondas é tudo novidade.



  3. Legal 1929,

    Você falou bem. Os diagramas de radiação se comportam de forma inesperada. Isso acontece por que no mundo real existem variações aleatórias de fatores que influenciam na propagação do sinal. O diagrama de radiação é só mais um deles. As vezes me pergunto: Na prática a teoria é outra? A resposta é não. A teoria as vezes é que não tá suficientemente completa para representar o problema na prática. Como RF a gente não vê, a única maneira de tentar prever a realidade é usando a teoria. E isso sempre ajuda a entender e resolver problemas. Sobre os Nano eu nunca os usei, mas sempre me pareceram rádios sérios.
    Esse lance de reduzir célula é interessante também.

    Sds,

    Citação Postado originalmente por 1929 Ver Post
    Desenho bem claro.
    Tenho feito testes em campo. E já notei, por ex, que um Nano2 que tem antena integrada de 10dbi, cobre na prática mais que os 60º anunciados. Mas isso para distâncias curtas, até 1km.
    Por isso que com 4 Nano é possivel atender praticamente os 360º, para curta distancia, como numa micro célula. E se inclinar os Nano para não ir muito longe, elimina bastante da interferencia de uma célula na outra.
    Seguidamente tenho me surpreendido com os resultados inesperados que tenho com Nano. Resultados bons. Tenho um caso que o cliente foi conectado numa torre mais distante, num terreno acidentado, pois o ponto mais perto estava com muitos obstáculos, e o mais distante, que achei impossivel, foi o que deu mais resultado. Não tem nada de visada.
    Daí que estou chegando a conclusão que os diagramas na prática se comportam de forma inesperada.
    Mas é muito bom saber do lado teórico.
    Como radioamador, já tenho uma experiencia com antenas, mas em HF o comportamento é muito diferente.
    Já tive contatos no radioamadorismo com a Groenlândia em 80metros e Japão em 40metros com uma vertical bobinada, e calibrada para as duas faixas. Contatos que na prática seria impossível, mas que nos surpreende. Como tu disse, outros fatores favorecem ou desmerecem.
    Para mim, micro ondas é tudo novidade.
    Última edição por motacosta; 06-11-2009 às 22:58.

  4. como o pessoal acima citou a interferenia existe!

    eu nunca tive bons resultados em torres usando mais de 3 paineis , anaser deixando as potencias em 10 dbm e ada painel! e uma coisa que ajuda bastante eh no cliente se ele tiver ap+grade baixar para 12 ou 15 tbem

    acima de 3,5 km deixar em 18!

    ai sim tive bons resultados

    outra coisa , esse canais tao muito perto um do outro!

    e eh necessario tudo esse paineis?

    pq nao troca 1 2.4 por 1 5.8 e atende clientes acima de 230k em 5.8



  5. Muito obrigado pela orientação, mas infelizmente não tenho mais como mudar este equipamento devido à quantidade de clientes pendurados neles, mas vou ver o que posso fazer sobre os canais.
    Citação Postado originalmente por motacosta Ver Post
    Companheiro,

    Não existe mágica: Seus painéis estão se interferindo sim. Os únicos 3 canais que não se interferem (sem overlap) são o 1, 6 e 11. Se você coloca 3 do seus 6 painéis nesses canais tudo bem. Mas os outros 3? Se esse projeto fosse meu eu teria colocado 3 painéis em uma polarização os outros três em outra polarização e em alturas diferentes. Ex. três painéis em pol. vertical no topo da torre. Outros três painéis em pol. horizontal no meio da torre. Agora tudo isso depende da poluição aí na sua cidade e do ângulo de abertura dos seus painéis e do espalhamento geográfico dos clientes. Colocá-los em horizontal pode ser complicado por que vai estreitar o ângulo de radiação (veja artigo do link), mas talvez não seja problema. Depende da área que deseja cobrir. Para pol. horizontal você poderia trocar suas setoriais por grades. Repito: depende do espalhamento geográfico dos seus clientes. Se for uma cidade pequena, muito provavelmente vai funcionar.

    Sobre o alinhamento, pra ver o ângulo de inclinação , é só usar trigonometria (tangente) que você vai saber o ângulo. Mas te adianto que é praticamente nulo o ângulo de inclinação, a menos que o desnível entre a altura média dos seus clientes e a altura da suas antenas seja muito grande (tipo 500m) coisa que é muito raro de acontecer.

    Aconselho ler esse artigo da cisco: Diagramas de radiação e seu significado - Antenna Patterns and Their Meaning [Cisco Aironet Antennas and Accessories] - Cisco Systems


    Sds,






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