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  1. Citação Postado originalmente por rubem Ver Post
    Eu não veria por esse lado.
    Os cartões mini-pci já foram uma porcaria que queimava só do ceu ficar nublado, era só gritar meio alto "Raio!" que um cartão 123AG, emp8602, ou wlm54g queimava.

    Aí chegou um ponto em que EXISTIA mosfet que suportava alta tensão, e surgiram essas etapas de RF com suporte a "14KV" e cia.
    O tchã do XR2 era não queimar por raio como os wpea-123ag ou os Orinoco queimava.

    O problema com lan é que precisa aquele trafo/drivers pra isolar, o trafo/driver precisa fio fino no enrolamento, porque se for grosso ele perde sensibilidade e um cabo ethernet de 30m não detecta rede. Ele precisa ser fino e frágil pra ser plenamente compatível com o padrão ethernet 10/100.
    Falo desse trafo/driver:
    Anexo 56795

    O circuitinho que passei (Que a L-com e varios outros fabricantes vendem), com uma ponte retificador e um zener no meio é pra proteger o enrolamento desse componente, com esse circuito nunca teria tensão maior que a tensão do zener, essa tensão não iria danificar o enrolamento nos pinos 1 e 3, e 5 e 7 (Que corresponde a 1 e 2, e 3 e 6, no RJ45).

    Já pra evitar descarga que passe disso e chegue no chipset de rede, aí precisa aterramento mesmo, que vem a ser RJ45 blindado, cablo blindado, e aterrar a blindagem lá em baixo.

    Nenhum fabricante colocar essa porte retificadora como proteção antes da rede, os fabricantes vendem separado o protetor, porque? Porque boa parte do mundo não tem problemas com raios, CPE tipo NS ou Bullet são usados em lateral de prédio, em lateral de casa alta, são locais sem chance de descarga proxima, ou falando em prédios, são locais onde há um para-raio por perto.

    Receptor de satelite também tem esse problema, no interior queima LNBF adoidado! O problema passa pela malha do cabo, vai pelo gnd do aparelho, segue pelo gnd do cabo HDMI (A carcaça dele é ligada ao gnd) e vai queimar porta HDMI da TV lá dentro de casa. O fabricante do receptor de satelite NUNCA é o mesmo da TV, ninguém que fabrica receptores fabrica TV's, não há maldade em não colocar proteção. O que há é: O brasil tem raio pra caramba! O resto do mundo não sofre com isso, 1000 receptores de satelite na Russia duram 20 anos porque nunca tem raio, os mesmos 1000 no brasil, se for aqui no interior uns 150 iam queimar o lnbf por ano, e uns 100 iam queimar porta hdmi da tv, se estivessem em SP, na lateral de predio ou em casa em area residencial uns 15 por ano iam ter problema por raio. Então não é sacanagem do fabricante não colocar proteções, elas tem custo e colocar esse custo num produto pra venda mundial não dá, o concorrente não põe a proteção e portanto tem produto mais barato, que vende mais e te tira do mercado.

    Digamos que é então 30% de culpa do fabricante, 30% de culpa do "custo brasil", 10% de "sorte" (Aleatoriedade nos raios, nuns componentes), e 30% de culpa do usuario brasileiro que não percebe que está num país com mais raios que o normal e que portanto precisa aterramento.
    Boa Explicação, porém na época dos RTL8186, nunca queimou a lan de algum!, e as instalações eram nos mesmo padrões ou até piores do que as que faço atualmente para os UBNT.

    De qualquer sorte vamos esperar, quem sabe as novas versões de hardware dos UBNT, sejam mais resistentes.

  2. A ubnt tem um protetor de surto tambem
    http://michigan.com.br/web/?p=3253
    alguem ja usou ele parece que o parafuso do meio encosta na haste
    Clique na imagem para uma versão maior

Nome:	         3rd-Party_ESD_Protection_01.jpg
Visualizações:	149
Tamanho: 	54,1 KB
ID:      	56800
    http://dl.ubnt.com/datasheets/ETH-SP...otector_DS.pdf

    Aqui parece que eles recomendam usar 2 desses



  3. Interessante o equipamento mais ele ira proteger os equipamos q estão abaixo dele correto? Tipo o bullet e a omni ficarão desprotegidos? Caso venha ocorrer uma descarga

  4. Na minha residência possui aterramento de 3 barras caso eu utilize um cabo blindado com conectores blindados ja ajuda? Ou precisa de algo mais? Mesmo n ocorrendo uma descarga eu já vi muitas vezes ponta de torres e para raios ficarem faiscando enquanto ta acontecendo um temporal...



  5. Esse da Ubiquiti é praticamente esse que passei da l-com:
    http://www.l-com.com/images/lightnin...-data-line.gif
    Só que obviamente nos pinos 4, 5, 7 e 8 não tem nada, só tem um varistor de uns 75V entre eles e o gnd (Terra).

    É um circuito simples, evitar mais que 10V em linha de dados é simples, jogar os excessos pro terra é simples, é só ter o terra. Mas pouca gente faz.

    Nesse desenho do protetor da UBNT tá tudo protegido, não se preocupe.

    A sugestão da UBNT de colocar 2, um em cima e um em baixo é por um motivo simples: Cabo trançado se comporta como indutor quando tem descarga atmosférica perto. A descarga cria um campo eletromagnético que induz tensão em tudo que é fio, um condutor esticado não terá indução suficiente, mas um par trançado, indo de um trafo ao outro, é um ótimo indutor em potencia. Nesse caso de indução de alta tensão em fios o para-raios ou simplesmente aterrar GND de equipamento não resolve muito, PRECISA limitar a tensão no par trançado, e o jeito é colocando varistor (que tem indutancia e capacitancia meio preocupante pra esse uso pelo visto, já usei mas não notei perda em velocidade porque nunca medi...) ou então o circuito do link, uma ponte retificadora com um zener de 10V no meio, com o negativo do zener ligado no aterramento. Vou desenhar melhor e posto depois, circuito bem barato.


    Quanto a omni, omni não queima, antena não queima, não se preocupe.
    Tá... antena é danificada em raio direto. Mas... se cair um raio na sua antena não terá protetor da l-com, da Ubiquiti, ou da Nasa que te proteja, raio direto estoura tudo, pra evitar isso se coloca para-raios ACIMA das antenas, com um cabo SEPARADO até o aterramento.

    Quem coloca antena em mastro tem problemas, mas quem tem tudo certinho em torres com modulos se sai melhor, a pintura entre os modulos ("Gomos") atrapalha a condutividade, por mais que a torre modular conduza, a pintura vai atrapalhar a condução, e o cabo DO LADO E ISOLADO direto do para-raios até o aterramento não tem problema de condutividade, o raio vai seguir por ele e pouca coisa vai circular pela torre.

    (Numa torre inteiriça é outra estória, mas em torre modular é bom colocar cabo do para-raios isolado do lado, minha torre de 46m com para-raios simples em cima tem ele todo preto, chamuscado, equipto 1m abaixo está lá desde 2009 sem queimas. Na torre de 30m sem para-raios tive algumas queimas, agora coloquei umas astes no chão perto dos estaios, usando os estaios como cabo de descida, e nessa temporada de chuvas (Começa em setembro) nada queimou, mas também coloquei esse circuito com ponte retificadora e zener (Até ano passado tinha varistor e centelhador pra "proteger" e não protegeram muito))

    Sobre roteador ou pcba com rtl8186 ter lan queimada, eu tenho alguns assim, mas realmente o trafo/driver que eles usam é bem mais grande, a resistencia é menor o que indica fio mais grosso, e se medir verá que nalguns tem resistencias diferentes em TX e RX. Outro "problema" é que circuitos sem chumbo (De hoje) tem wafer (Core dos chipsets e CI's) feito com litografia menor, rtl8186 deve ter litografia nuns 240nm, um chipset recente da Atheros deve usar 45nm, isso torna o componente mais sensível a alta tensão (Estática, daí a necessidade de aterrar o gnd do equipamento), faz ele gastar menos ou ter capacidade de processamento melhor mas queima mais fácil. Nos computadores isso tem outros efeitos, tem muita queima de CI de rede em desktop e notebook, muito chipset queima quando tem mal-contato na solda BGA, as placas-mãe de notebook são praticamente descatáveis porque a mão de obra pra troca de chipset ou reballing não compensa frente ao custo da industrialização da placa (Insersora e cia automatizam tudo), não que a mão-de-obra seja cara, é que é tanta esfere num espaço tão pequeno que é difícil acertar manualmente, a chance de dano por calor é grande, a chance de dano por placa umida estufando também, tudo derivado de componentes menores. E são menores porque podem, com litografia mais avançada um mesmo wafer de 18cm produz digamos 500 cores de chipset Atheros, enquanto um wafer de 18cm produzia só uns 200 cores de rtl8186, o custo do chipset cai muito com isso, fica mais sensível a estática mas paciência, a etapa de RF pelo menos não morre mais como antigamente (Uso em casa um EMP8602 que perdeu potencia numa tempestade, dá uns 15dBm (Chuto porque coloquei outro no lugar em 15dBm e deu o mesmo nível de sinal) ao invez dos 25 que devia dar, isso não me parece ocorrer em MK ou UBNT modernos, o problema nessa parte foi resolvido. Na rede acho complicado resolver, teria que aumentar o espaço e tal, mas... a UBNT tem poucos raios na California pelo visto (Vide: http://en.wikipedia.org/wiki/Distribution_of_lightning ), não é bem um problema por lá. Idem pra MK na Letonia, ela insiste em capacitor eletrolítico comum (Não-solido) porque nem calor eles tem, me parece que eles não olham muito pro feedback do 3º mundo.






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