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  1. A IEEE se preocupa mais com o quanto os equip. afetam a rede, do que quanto eles são afetados por ela. Os padrões falam em limites de emissão de EMI e cia, é bem facil seguir esses limites. O problema é que existem equip. que não os seguem, e devia haver normas sobre a necessidade SUPORTAR determinado nível de anomalias, e isso não existe, a IEEE e outros orgão internacionais preferem ficar trancado na sala com ar-condicionado e prever um mundo ideal, com padronizações pra classe media do 1º mundo.

    No mercado internacional quem entrega energia com qualidade é o que no brasil são vendidos como condicionadores de tensão.

    Condicionadores de tensão sim tem filtro LC, tem filtro pra frequencias mais altas, enfim, pra garantir a saída eles ignoram a entrada, alguns até passam pra DC, e então invertem tudo gerando uma senoidal limpa e estável.

    Estabilizador SMS que conheço, ou Ragtech, RGC, TSShara, e os APC feitos no brasil, não tem filtro LC, alguns não tem nem um varistor na entrada (Só na saída), ou seja, pico rapido vai pro trafo e cria harmonicas, eles não tem um misero centelhador normalmente!
    Uma proteção contra ALGUMAS anomalias usa varistores, bobina, capacitor, centelhador, e um ptc. Isso é proteção contra anomalias, não altera a tensão de entrada. Isso são só componentes passivos, tempo de resposta final de 25nS nesse:
    http://www.atera.com.br/produto/ECLA...+telefone+e+PC

    Os estabilizadores no brasil se preocupam apenas com ESTABILIZAÇÃO DA TENSÃO, o pouco que fazem contra anomalias é derivado indiretamente ou involuntariamente de componentes simples ou baratos no circuito, muitas anomalias são evitadas com uma simples bobina no caminho, e o auto-trafo dos estabilizadores é essa bobina. A propria SMS sabe muito bem que seus estabilizadores não protegem contra anomalias ou protegem de forma muito PORCA, olha a tabela DELES:
    http://www.sms.com.br/respostas-sms/...ela/tabela.asp
    Não tem nenhum SIM, só parcial...

    Mas o maior problema que reclamo é: Controle de tensão chaveando reles é lento. Fonte chaveada tem resposta mais rapida a essas variações do que um rele sendo armado. Precisa mesmo evitar uma variação lenta de 6 ou 20V? Numa fonte vagabunda talvez, mas em fonte bem dimensionada não tem problema. Então o problema é mesmo variação na tensão? Duvido. Variação na tensão é causada por mudança no consumo ou entrega, pra muito consumo ou muita entrega mudar precisa ter alteração fisica entre o aparelho consumindo ou entregando energia, nessa alteração fisica do contato são gerados spikes e transientes. Um autotrafo ou um mísero indutor controla isso? Controla parcialmente, um spike de 10uS de 300V vira um spike de 2uS de 150V, bem facil de se lidar numa fonte chaveada vagabunda (Ou sobrecarregada). Precisa um estabilizador pra essa filtragem? Não, um autotrafo com um filtro LC resolve, são muuuuuuuuuuito mais baratos.

    A propria SMS tem um texto sobre as anomalias, não é feito pelo marketing:
    http://www.sms.com.br/respostas-sms/...os-energia.asp
    Veja que eles não citam "Nossos estabilizadores te protegem disso", os eng. deles não são como o pessoal do marketing, que faz textos noobs/agua-com-açucar/sem-utilidade tipo:
    http://www.sms.com.br/respostas-sms/...abilizador.asp
    Filtro de telefone ou FAX, precisa estabilizador pra isso? Pode ficar ligado 24x7? Como calcular o meu consumo? Isso não são duvidas sobre um produto? Cade a ficha técnica esclarecendo que anomalias (Em que nível) existe filtragem nos estabilizadores? Os eng. provavelmente não teriam problema nenhum em divulgar isso, mas as vendas iriam pro chão e o produto viraria piada (Mais do que já é), porque apenas controlar de forma LENTA a tensão não resolve muita coisa, isso é 2% dos problemas no brasil, e um autotrafo e filtro LC ligados 24x7 resolvem 50% dos problemas igual estabilizador, custando mais barato e tendo durabilidade praticamente eterna num ambiente propício (Enquanto estabilizador tem reles de vida previsível, tem micon de vida previsível, capacitores de vida curta, etc, enfim, é circuito ativo, enquanto auto-trafo e filtro LC é circuito passivo, risco de pifar de algo tipo 0,1%).





    Sobre o comparativo UBNT versus Alvariob/Wavion...
    Eu vou pro lado oposto, comparo CPE's baratas, de R$ 140 (No brasil, nada de CONTRABANDO do PY), com UBNT de R$ 180-200. Essas CPE's terão desempenho menor, mas... o gargalo na velocidade do cliente é a CPE usada ou é o controle de banda dentro do provedor?
    Se a velocidade do cliente não vai passar de 1Mbps pelo controle de banda, preciso me preocupar com conexão a 65Mbps com a torre? Só preciso porque o troughput tem relação com os tempos de resposta. CPE barata responde mais lentamente, ou tem variação na qualidade da conexão? Tem. Mas se você não oferece link dedicado isso é um problema mesmo?
    SE existem respostas diferentes entre sites (Google responde a 8mS, Duckduckgo responde a 280mS. Facebook responde a 60mS, GoodReads responde a 260mS), e de uma região pra outra do brasil as respostas mudam (Aqui Google responde a 120mS. A 100Km pro sul responde a 80mS, a 160Km pro leste responde a 200mS, seja ADSL, dedicado, via radio, etc), serio que cliente de internet via radio vai reclamar de CPE que perde 10mS? Se eu quero estabilidade perfeita e banda alta vou querer conexão fisica, vocês vendem via radio como concorrente direto em tempos de resposta e estabilidade com relação a cabo? (Par, coaxil, ou fibra). Aí tem que usar Alvarion ou Deliberan mesmo.


    Enfim, se posso usar uma CPE de R$ 140, e ela só queima a lan em raios, porque vou optar por uma UBNT, de R$ 200, que no mesmo raio também vai queimar a lan?
    Ou pior, a CPE não queima a lan todo ano, e não cai pra 10M, porque vou pagar 40% mais caro se o produto barato não tem esse defeito específico?

    Eu sei que a baixa durabilidade de uns UBNT deriva de problema em instalação do equip. ou da instalação eletrica porca na construção (Talvez tipo de solo, quando falamos da queima por raio), mas são ambientes em que CPE's baratas não terão problema de não funcionar (Por queima de lan), vão ter outros problemas como desempenho inferior, mas se você vende banda tipo 10% da capacidade do radio, uma CPE barata vai ter desempenho tão ruim a ponto de não entregar nem 10% do que promete? Não conheço CPE tão ruim.

    Enfim, UBNT NS ou airGrid são produtos pra cliente, comparem eles com os concorrentes pra clientes com preço similar (OIW, TPLink, GTS, Firemax...) e não com produtos 4x mais caros tipo Alvarion/Wavion/Intelbras-Deliberant. E no comparativo com concorrentes de preço similar os UBNT tem uma lan muuuuito afrescalhada, muuuuuito fragil.

    A gente tem mais é que criticar essas lan vagabundas, criticamos os cartões e um dia os fab. finalmente tiraram os escorpiões do bolso e padronizaram suporte a 10-14KV nos cartões, sumiu a queima desenfreada de cartões.
    (Não falta cap. técnica nos fabricantes, o que falta é apostar na melhoria da lan sem subir muito o custo, falta coragem mesmo)

  2. @rubem como o IEEE é uma instituição de regulamentação de engenheiros eletrecistas e eletrônicos o principal objetivo é a QUALIDADE dos produtos que sem suas normas. Não é simplesmente montar um equipamento, têm toda a parte de pesquisas e testes. Se já é complicado fazer um filtro de 2ª ordem imagina um de 8ª ordem!
    ===
    O IEEE preza por esses aspectos para atenuar os ruídos causados por diversos equipamentos na rede, produzindo uma corrente fantasma que gera muitos gastos a toa. O maior problema do Brasil não é a rede e sim os equipamentos ligados a ela que injetam muito ruído pois são feitos de qualquer forma (As empresas aqui gastam muito pouco em PD&I e como o mercado é fechado a concorrência externa é muito baixa). Pois um dos grandes vilões são as fontes chaveadas que injetam uma enorme quantidade de ruído.



  3. Rubem, eu particularmente não me refiro a CPEs mais caras para cliente.
    Pois os equipamentos nos clientes não são os pontos mais críticos. A meu ver pelo que tenho observado, o problema maior está nos POPs.
    Por isso imagino um pop com rádios robustos e não com UBNT ou Mikrotik.
    Robustos não só na durabilidade mas também robustos no desempenho.

    É o que os projetos mais arrojados de cidades digitais está fazendo. POPs com garantia de SLA alto.
    Já se foi o tempo que um Mikrotik tinha SLA alto. Meses e meses a fio sem travar.

    Nos clientes sempre é mais fácil contornar... pois como você mesmo disse, a exigência nunca é tão grande assim do equipamento.

  4. Citação Postado originalmente por speedpc Ver Post

    Agora acho que a unica soluçao para nos aqui no Brasil podermos sair das maos dos fabricantes de equipamento barato como ubnt e mikrotik seria uma associaçao forte de pequenos e medios provedores "legalizados" para batermos as portas da Anatel e pelo menos precionarmos o governo para liberar faixas de frequencia melhores para trabalhamos e assim poderemos entao motar algo de definitivo e fazer frente as grandes teles . Tenho contato la fora nos USA e ate em Israel para poder comprar radios Alvarion 2.5 e 3.5ghz por 30% do valor de um novo mas logico radios usados e reformados, mas amigo quem diz que podemos pelo menos pensar em trabalhar com os mesmos ....
    A liberação seria muito difícil nestas frequencias primeiro porque o Brasil participa de acordos internacionais no uso de frequencias. E estas são consideradas "nobres" e dificilmente o poder público vai deixar de faturar em cima disso.
    Então imagino que estas só irão para as mãos de grandes players.

    Para nós ainda vai ter que continuar o 802.11. pela compatibilidade com equipamentos mais baratos nos clientes. Como citei antes, o problema maior está nos POPs. Equipamento cliente como o Rubem citou não é tão exigido....
    Mesmo num cenário minado de estações, se conseguirmos um SNR alto não vai importar o número de estações no survey.
    Para isso, CPEs de 60º estariam condenadas... melhor seria equipamentos com antenas de angulo estreito.
    E uma melhora nos firmwares. Melhorias na administração do RTS e CTS...



  5. Citação Postado originalmente por vitorfagundes Ver Post
    -----------------------
    Depende do estabilizador que você usa. Se você utilizar os estabilizadores da APC ou ABB de resposta rápida já resolvem este problema. Não entendo porquê a maioria dos fabricantes não fazem isso é só a questão de um componente e pronto, resolve o problema!
    Não tem nada de diferente num estabilizador ou nobreak APC das outras marcas, a não ser a qualidade da montagem e componentes, mas na essência é tudo mesma coisa! E depois que a APC passou a montar seus nobreaks no Brasil na antiga Microsol, cairam de qualidade na sua montagem interna. Nunca vi um nobreak APC que nao usasse relés na comutação da mesma forma que um SMS por exemplo.






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