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  1. Não é 10MHz? Pelo menos o cristal usado é de 10MHz.

    E nem sei se há diferença real na tensão, geralmente se informa que "parece 1V" ou "parece 2,5V", porque distorce a onda e em osciloscopio comum o que se vê são picos não muito precisos, mas enfim, o que um osciloscopio vagabundo vê como nível de sinal é o que uma placa ou switch veria, no fim das contas "parece" ter tensão maior mesmo.

  2. Taxa de dados NRZI não é a mesma coisa que frequencia central.

    Veja so, em digital é bem dificil determinar a frequencia exata do sinal, por que ele se espalha muito pelo espectro.

    Vamos supor que você vá transmitir um byte que metade dos bits é 1 e a outra 0.

    Se for 10101010 vai dar uma frequencia. Se for 11110000 vai dar outra frequencia.

    Dai, vemos pelo "pior caso", que seria 10101010 ou 01010101. Se vc calcular vai ver que a 10mbit/sec esse sinal equivale a uma onda quadrada de 5mhz. Como é quadrada, vai ter componentes de alta frequencia. Na prática ela ocupa 8mhz.

    Quando o sinal digital é convertido para manchester, a codificação manchester garante que vai haver uma transição por bit. Ou seja, ela torna o sinal estável na frequencia, passa a existir uma frequencia central onde a potência se concentra. Ao mesmo tempo o manchester dobra a frequencia do sinal para uma mesma taxa de bits. Isso faz a frequencia média do sinal subir para 16mhz.

    Quando criaram o fast ethernet, uma das preocupações era o fato de que o sinal iria ter 10 vezes a banda do sinal de 10mbit. Ou seja, precisariamos de cabos de 160mhz, que a industria não estava preparada para produzir.

    Abandonou-se o manchester, adotou-se o MLT-3.

    Segundo a teoria, se vc aumenta a ordem de uma modulação, seu limite passa a ser o signal to noise ao inves do nyquist (bem, ta resumidão). Ou seja, voce aumenta a quantidade de bits por baud mas aumenta a relação SNR pro treco funcionar a contento. No caso o aumento foi de 2 vezes. (2 bits por baud).

    Ou seja, 100mbit seriam 50mhz. Mas como aumentou-se a quantidade de bits por baud por dois, a frequencia do sinal cai de 50 pra 25mhz.

    Já no caso do gigabit, não tinha mt o que fazer. Usa-se cabos com 125mhz de frequencia de corte. Cada cabo transfere 500mbit (2x 250mbit usando mlt-3). São quatro pares por cabo, 2x500 = 1giga fullduplex (Isso é o padrão 1000BASE-T). Mas gigabit tem varios PHYs definidos e tem outras formas de usar o cabo.

    Por que não se usa tensões mais altas em fast-ethernet pra cima ?

    Creio que por que isso iria torna necessárias fontes de tensão mais altas do que existem nos computadores OU por que haveria necessidade de charge-pumps de altissima velocidade.

    Quem mexe com RS-232 sabe que existe uma etapa de conversão de nivel, que adapta do sinal TTL para o padrão usado no cabeamento. Essa etapa normalmente é feita por um componente chamado MAX-232. Ele converte dos 0V..5V TTL para -12V e +12V usado no RS-232.

    Pois bem, nesse componente MAX-232 existe um charge pump que pega 5V da alimentação e transforma em -12V e +12V, via um boost converter que depende de alguns capacitores. Isso opera a 115200bps.

    Agora, imagine a dificuldade de fazer isso a 100mbit/sec ou 1000gigabit/sec ? Transformar os, normalmente 3.3V da alimentação em -12v e +12v ?

    Ethernet é acoplada por transformador. O que acontece é que vc teria que fazer um charge pump com o dobro da tensão e capaz de comutar a uma velocidade mt maior que a dos dados.

    No fim das contas optou-se por um sinal de 0v..2v que quando passa pelo transformador torna-se -1v e +1v do outro lado.



  3. Só pegando um gancho nesse tópico, e aproveitando que há alguma experiência de cabeamento das pessoas que estão participando, tenho uma pergunta, se puderem responder agradeço:

    Qual a quantidade de switch (em média) que usam em cada tronco ?

    Em minha rede a saída de cada tronco é via cloud switch (mikrotik) com porta Giga, trabalho (claro) com 100M, mas tenho essa dúvida. Na minha visão o cabeamento também precisa de setorização, não dá pra pendurar tudo em uma porta LAN/tronco só, mesmo sendo Giga, então em média quantos switchs os colegas penduram em cada tronco ?

    Obrigado.

  4. O máximo que uso aqui é 10, tenhos trechos até com 11...
    Acima disso tem que confiar muito no equipamento, raramente tenho casos de switch que travou, quando acontece algo estranho já troco logo.
    Os Switch tem que resistir a chuva, sol e os técnicos mal intencionado das telecom e cia de energia. O ideal apos uma grande quantidade é fazer a rede em anel.



  5. Olá, boa tarde!

    Obrigado mas seu cenário parece ser menor que o meu, já tenho troncos com 50 switchs e sem problemas de nenhuma espécie, aguardo outras respostas.

    Concordo quando fala do anel.






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