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  1. Muito bom o seu texto Rubem!

    Atendo atualmente a clientes via rede Wireless, e sempre estive em busca de números que me alertassem quanto a aproximação de um possível nível de saturamento de rádios (ubnt) e RouterBoards, seja em relação ao número de clientes, e/ou banda e/ou PPS.

    Por exemplo, considerando uma região real em específico que atendo atualmente, que assim está desenhada:

    Backbone Internet (Meu data-center) -> Back Haul (ptp Intelbras APC5M+) -> Torre

    Na torre, possuo 4 Rocekts com paineis setoriais fechando 360°, além de 4 NanosBeam fechando ptp com alguns clientes mais distantes. Todos estes rádios estão ligados localmente a uma RB1100, que oferece o serviço de PPPoE, com autenticação via Radius no meu Data-Center e IP de Internet válido para cada usuário PPPoE.

    Todos esses equipamentos tem seus respectivos gráficos sendo gerados via MRTG.

    Mas eu olhando para os gráficos, me falta sensibilidade (números de alerta) que eu interprete como sendo um possível problema de saturamento. Por isso fiz aquela argumentação sobre o número 30 de clientes PPPoE por Rocket M5 acima.

    Estou atrás destes números, mesmo que medianos, somente para que eu tenha um ponto de partida:

    Rockets M5:
    Limite de CPEs: x
    Limite de Usuários PPPoE: x
    Limite de banda: x
    Limite de PPS: x

    RB1100:
    Limite de Usuários PPPoE: x
    Limite de PPS: x

    PBE-M5-300:
    Limite de Usuários PPPoE: x
    Limite de banda: x
    Limite de PPS: x

    Desta forma, poderia agir de forma preventiva, sendo alertado via Nagios.

    Hoje, de forma geral, estes são alguns números desta torre:

    Clientes PPPoE: 215
    Banda: Picos de 75MB down/15MB Up.
    PPS: Picos de 14.000 (up + down) -> esta foi a razão de eu ter adicionado um novo fabricante na minha rede wireless (Intelbras no Back Haul). Já tive experiências práticas ruins nos Rockets M5 com números próximos aos 9/10K PPS (up + down).

  2. Sobre um numero diferente de CPE's e clientes PPPoE por AP eu vou ficar devendo, nunca ví uso onde a CPE não fosse o autenticador PPPoE.

    (Uma CPE por cliente, autenticação feita pela CPE, logo, uma sessão pppoe por CPE)

    E tenho visto reclamação com poucos usuários e gente feliz com muitos, então repasso o que já ví:

    Rocket M5
    CPEs: 20 a 40 simultaneos
    Limite de banda: 20 a 40Mbps em PTMP
    Limite de PPS: 8Kpps em PTP ótimo, 5Kpps em PTP ruim, 5Kpps em PTMP (Não ví ptmp com trafego maior).

    RB1100
    300 usuários PPPoE num e CPU estrangulada, 450 noutro e com CPU abaixo dos 50%.
    Mas a AH x2 é pra ir pra casa dos 600-800 usuários pppoe.

    PBE-M5-300 só ví em PTP (Ou cliente comum de internet), 10Kpps em PTP bom passando 80Mbps foi o que testei, mas tem quem diga que vai muito além. Não ponho a mão no fogo por ela, não é um grande hardware poderoso pro meu gosto.

    Também não ví o Rocket operando bem depois dos 8Kpps, é um hardware meio velho e pobre pra isso (Pro meu gosto), mas tem quem diga que usa com mais de 15Kpps, talvez em PTP curto com sinal altíssimo dê sim, não posso afirmar mais do que já medi.

    E o fator instalação pesa muito, aqui do lado numa cidade um colega trocou Rocket M5 por Rocket AC e igual tem desempenho meia-boca com uns 20-25 simultaneos de 1 a 5Mbps, porque faz muita instalação porca com CPE baixa demais, a maior capacidade de processamento do Rocket AC não fez nenhuma diferença porque o gargalo da coisa são os pacotes perdidos por problemas físicos.



  3. Citação Postado originalmente por rubem Ver Post
    Sobre um numero diferente de CPE's e clientes PPPoE por AP eu vou ficar devendo, nunca ví uso onde a CPE não fosse o autenticador PPPoE.
    Mas existe alguma razão para ser assim? Aqui todos os meus clientes fazem a conexão PPPoE, seja no próprio PC ou em um roteador.

    Todos os meus clientes recebem endereço IP válido, não faço NAT.

    A maioria dos meus clientes estão em condomínios verticais (prédios) então coloco um rádio no terraço do prédio e todos ali abaixo do rádio são atendidos via cabo ethernet.

    Também nos condomínios horizontais (de casa) fecho um ptp para aquele condomínio, e na lan do rádio cliente do ptp eu ligo rádios setoriais (normalmente NS5, interno ao condomínio) e cada casa tem uma CPE (NanoBeam) fechando enlace para esse AP interno ao condomínio.

    Citação Postado originalmente por rubem Ver Post
    E o fator instalação pesa muito, aqui do lado numa cidade um colega trocou Rocket M5 por Rocket AC e igual tem desempenho meia-boca com uns 20-25 simultaneos de 1 a 5Mbps, porque faz muita instalação porca com CPE baixa demais, a maior capacidade de processamento do Rocket AC não fez nenhuma diferença porque o gargalo da coisa são os pacotes perdidos por problemas físicos.
    Bem interessante isso. Até hoje eu não consegui achar um parâmetro (ou conjunto deles) que me desse uma boa referência de alinhamento de rádios, isso falando de Ubnt, somente trabalho com eles.

    Então tenho enlaces com um CCQ baixo mas bomthoughtput, com CCQ em 100% mas praticamente inavegável, nível de sinal bom (-55) mas com thoughtput péssimo, nível de sinal alto (-75/80) e com thoughtput elevado. Também a mesma relação (inversa) com ranges de frequências poluídos e sem poluição, e por aí vai. Enfim, ainda não encontrei uma combinação de sinais que me garantisse: este enlace terá um ótimo thoughput, sem mesmo testa-lo antes.

  4. Sobre a autenticação na CPE, em cliente doméstico ou empresarial não faz o menor sentido colocar a autenticação no PC (Ah o MALDITO hotspot), porque ele pode ter mais de um roteador wifi (Ou trocar, os baratos pifam todo ano), pode ter desktop ou notebook com problema no wifi (Ou que não conecta na encriptação default do roteador e o cliente não sabe mudar), pode ter TV pra plugar (E elas raramente tem discador PPPoE), enfim, é só questão de tirar a necessidade daquele produto velho e ridículo de senhorinha de 70 anos que é o desktop ou notebook, e pra não escravizar o cliente (Ou tratar ele como burro incompetente por não poder fazer algo tão simplório quanto trocar um roteador porque o provedor não passa os dados de autenticação pro cliente (Ou pior, coloca senha no roteador DO cliente e não passa pra ele).
    Em condomínios não sei como isso funcionaria, mas pra cliente isolado se você tratar ele como burro e castrar o acesso a tudo ele vai fazer coisas de burro tipo resetar roteador e etc, já onde você entrega o cabo ethernet pronto pra usar internet (Com autenticação na CPE, ou num roteador interno), e explica que daquele cabo pra frente (PC, outro roteador, TV, voip phone) é responsabilidade dele, dá muito menos dor-de-cabeça.
    (E nesses casos é bom vender pro cliente roteador com WPS e que já venha de fábrica com um pin configurado escrito em etiqueta debaixo do roteador, insiste pra que ele use do jeito que veio (Porque colocar nome em rede é um prato cheio pra malandro, assim se sabe quando o inquilino está em casa, ou de quem é o apto, ou o nome do morador/filho (Sequestro simulado, já dá o nome do filho...), enfim, não vejo NENHUM motivo pra não usar o SSID original dos AP's, se o cliente tiver problemas ele reseta e conecta sem dificuldades, é um mundo muito mais tranquilo)


    Throughput varia muito conforme reflexos de sinal, SNR, e o ruído indicado não se refere ao uso do canal, pode ter um cliente ou AP na vizinhança usando o canal e como são sinais legítimos eles não aparecem como ruído (E se for cliente não adianta escanear SSID que não aparece nada no canal, tem que ver isso por uso do canal ignorando se é ruído ou sinais legítimos de wifi, nos UBNT é o Airview, em MK é Channel Usage, Frequency Usage, ou Spectral Scan conforme o modo/versão/produto), os reflexos das costas e laterais (Paredes! Antena do lado de parede é um erro terrível) tem efeito pior com grandes bandas, pra coisa pouca tipo 1 ou 2Mbps pra 1 cliente não tem problema, mas hora que o tráfego aumenta o numero de pacotes refletidos e captados de volta aumenta e por isso aumenta ainda mais o numero de pacotes enviados (Tem que reenviar os perdidos e os novos), que só aumenta o numero de refletidos captados de volta, e assim tudo só piora.
    Faço muito PTP da cidade pra fazendas, na cidade é bem comum ter uso baixo em canal que incomoda, tem que testar 2 ou 3 canais de baixo uso até chegar num onde dá throughput bom, mas no campo não há ruído, em PTP de fazenda pra fazenda qualquer coisa serve, o único problema é zona de fresnel e reflexos.

    (E as vezes fazem torres com cantoneiras largas (Amadorismo), mas tão largas que lá no fim do mundo onde nenhum SSID se escaneia, aparece coisa tipo ruído -85dBm, oras, é impossível isso! Aí você vai e põe a antena uns metros ACIMA da torre mal-feita, ou faz uma estrutura lateral pra colocar a antena mais longe da torre, e o ruído milagrosamente some, porque não era ruído mas sim só reflexo dele mesmo na torre! Em casas também sempre ví isso, antena com telhado ou parede nas costas dando throughput péssimo, ou então com calha de aço na frente e abaixo da antena, num angulo perfeito pra pegar reflexo em cheio, as vezes é mecher a antena uns 50cm de lugar e resolve)

    Throughput também depende do tipo de pacote, trafego de internet vai ter pacote de tudo que é tamanho, mas os testadores de throughput dos roteadores é meio porco e usa pacote de tamanho fixo (Só 64B, ou só 512B, ou só 1400B), no mundo real isso nunca existe então o trafego real nunca baterá com o throughput de medidor. Eu faço muito PTP pra empresa (Fazendas são empresas...), trafego de rede interna corre solto, serviços do Windows futricando a rede atrás de novos dispositivos gera muito tráfego por isso evito bridge a todo custo, mas onde não dá é fácil ver trafego esporádico mesmo sem nada aberto nos desktops ou notebooks (Desplugado de internet, digamos), e fazendo teste de trafego de um micro ao outro, o trafego de um 3º pro 4º dá uma leve oscilada na velocidade dos primeiros, tipo, micro 1 e 2 trocam um arquivo de 500MB a 10Mbps, no mesmo PTP o micro 3 manda uma requisição besta de snmp pro micro 4, rajadinha de 50Kbps, mas... o trafego do 1 pro 2 oscilada caindo por uns instantes pra uns 9Mbps! Porque o pacote pequeno tomou tempo de processamento pra montar tudo exatamente como um pacote grande tomaria, trafegar um pacote de 200B toma o mesmo tempo e processamento que um pacote no limite do tamanho, de uns 1480B, e obviamente com pacotes maiores o throughput será maior.

    Em firmware que exibe o trafego em PPS é fácil ver o numero enorme de pacotes e o tráfego pequeno, culpa de softwares tipo skype, whatsapp, p2p mal configurados, antivírus e ferramentas de segurança inúteis, adwares instalados na forma de complementos ou serviços (E o usuário nem nota), problemas que a 10 anos atrás não tinha (Só messengers tinha pacotes pequenos e constantes). Há uma economia de trafego por cliente fazendo isso, mas quem se ferra é o provedor, são os concentradores e PTP's que se lascam pra levar milhares de pacotes com tráfego de apenas centenas de bytes, pra minimizar esse problema dá pra fazer vlan e rotear totalmente o transporte, mas não resolve tudo.



  5. Citação Postado originalmente por nelsonjrvoz Ver Post
    Boa noite amigos do Under Linux, Estou com uma dúvida: Tenho um município pequeno para atender, apenas Oito Mil habitantes.. 01 Km de Largura e 2,49 Km de comprimento..
    Nelson, me desculpe por ter alugado o seu post!

    Rubem,

    A visão que tinha sobre entregar a responsabilidade da conexão PPPoE diretamente ao usuário final é justamente ao contrário da sua. Penso que desta forma eu dou independência a ele (usuário) a fazer o que bem entender com sua conexão. Ou seja, atendo desde os usuários mais leigos, onde uma simples configuração em um roteador wireless caseiro já resolve tudo, desde a aquele usuário mais avançado, que pretende colocar o seu endereço IP válido em uma RouterBoard e realizar redirecionamento de portas para poder assistir as suas câmeras de segurança residenciais do trabalho, por exemplo. E isso sem a minha intervenção, já que não tenho nada configurado por lá, ao contrário se eu configurasse a CPE com PPPoE, Nat e etc. Teria que ter a minha intervenção (realizar o redirecionamento de portas, no exemplo citado das câmeras) gerando mais demanda para mim e menos autonomia ao usuário.

    Ou estamos falando de coisas diferente?

    "(E as vezes fazem torres com cantoneiras largas (Amadorismo), mas tão largas que lá no fim do mundo onde nenhum SSID se escaneia, aparece coisa tipo ruído -85dBm, oras, é impossível isso! Aí você vai e põe a antena uns metros ACIMA da torre mal-feita, ou faz uma estrutura lateral pra colocar a antena mais longe da torre, e o ruído milagrosamente some"

    Você teria uma noção de medida do que seria um cantoneira larga?

    Eu aqui costumo utilizar polimontes, que são justamente para afastar a antena da torre, mas segundo sua informação, por xemplo, se a haste deste polimonte (onde é fixado a antena), for também muito larga, então o problema continuaria, correto?

    Para mim o objetivo destes polimontes seria para poder otimizar o número de rádios em uma cantoneira da torre (poder usar mais rádios no mesmo espaço) mas pela sua citação, me parece que a coisa vai além disso.

    Uma shield (escudo) na antena setorial resolveria esse problema?






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