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  1. Citação Postado originalmente por abcd Ver Post
    @rubem, quando você falou sobre canal, não seria mais interessante manter uma frequência única e de acordo com a Tensão de amplitude dizer se 0 ou 1.

    Digamos, 10 hertz... Iriamos mantes esta frequência... caso a tensão de amplitude fosse 5 (true), 0 (false)...

    Dai digamos que teríamos em 1 segundo: 0100110001

    Daí se tivéssemos apenas a capacidade 9 hertz em 1 segundo: 011100110

    Dessa forma não iriamos aproveitar toda a frequência, ao invés de pegarmos canais:

    canal de 5 a 8 hertz = 1010

    1º) Temos aparelhos para analisarmos apenas determinada frequência?

    2º) temos aparelhos para verificarmos determinada tensão de amplitude?
    Ih, esse modo simplista é sinal digital que até na 2ª guerra era simples e burlável, isso gera muita perda de dados, o approach usado com sinal digital é bem diferente, se usa esses esquemas de troca de fase pra caber mais bits por canal e como modo do bit ser mais legível. Se transmitir um 0 e 1 em aberto, de forma analógica típica, por variação em nível de sinal ou nível de ruído na prática você teria 0,1, depois 0,4, depois 0,6, (Onde 0 é sem sinal, e 1 é o sinal padrão), como o software define se 0,6 é 0 ou 1? Eles erram quando tentam fazer isso.

    No esquema de modulação por variação na fase, tem um monte de bits, níveis altos e baixos, mas é uma rajada que forma a constelação com 8 pontos, se há ruído ou uma pequena variação o chipset monta a constelação igual, o que varia é a posição exata dele na constelação, algo que seria um meio termo entre 0 e 1 no fim das contas vira um meio termo entre a posição A ou a posição B.

    Digamos isso, olha que tem uns pontos que ficam em cima da "divisa" entre 2 dos 4 pontos:
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    Se o sinal está bom, a definição desses pontos é melhor, você vê 4 pontos nitidamente (Mas em satélite pelo visto só usam 8PSK, seriam 8 pontos, só achei imagem de qpsk (4 pontos), fica tipo isso aqui, a imagem de cima tem sinal bom, e a de baixo tem sinal baixo, isto é, um SNR baixo:
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    São trocentas portadoras transmitindo isso, portadoras de 125KHz de largura se não me engano (Em wifi são portadoras de 325KHz), cada um com seus bits pra formar essa constelação. Com tanto bit, e com esse esquema de posicionamento conforme intensidade, o índice de erros é muito baixo, e o sistema não é afetado por ruído.


    Como tem portadoras de largura baixa, aumentando a largura do canal você usa mais portadoras. Digamos em que num canal de 20MHz tem umas 160 portadoras, com ele em 40MHz de largura serão umas 320 portadoras, logo, passam mais dados. Num canal analógico, aumentar a largura do canal só permite menos ruído por captação de frequência vizinha, e pra aumentar resolução precisa aumentar MUITO a largura do canal.
    (Olha como é, 576i em sinal analógico usa uns 20MHz de largura, e 576i num sistema digital ocupa uns 1Mbps pra mesma qualidade de imagem, cabem uns 20 canais de mesma qualidade quando se troca analógico por digital)



    Essa transmissão de bits a muitos anos umas rádios SW faziam, mandando um jpeg do cartão QSL ou coisa assim, lembro que era coisa tipo meia hora recebendo os dados pra formar um jpeg simples de uns 400x300 px. Fora as falhas no meio da imagem, se perde um bit, o byte fica perdido e aquele ponto tem cor errada ou mais comumente fica sem imagem (Quadricula a imagem, se for vídeo).

    Enfim, esse approach simplista não tem qualidade, funciona pra bandas baixas, mas não tolera ruído, a coisa hoje é muuuuuuuuuuito mais complexa que isso, o processamento usa até transformada de Fournier pra montar e desmontar os diagramas, é algo muito complexo pra ter taxa de erros bem pequena. Imagina que um rádio típico tem som inaudível com sinal tipo -50dBm, mas em wifi um sinal desse permite trafegar alguns KBps na mesma largura, se digitalizar a voz dá pra trafegar tranquilo a voz e mais uns dados de texto (Nome de emissora, horário, textos em geral), com a diferença que a voz sai intacta, sem chiado de fundo. E na verdade até com sinal tipo -80dBm dá pra conseguir isso, numa largura de canal tão baixa como um canal de voz analógico em rádio você pode usar rádio digital com sinal muito mais baixo, num nível onde o analógico seria ilegível. Vide os sistemas de radio digital da D-star, HT VHF que só picota o som quando o sinal é tão baixo que o analógico seria ilegível, mas quando o analógico é cheio de ruído no fundo o digital já tem audio perfeito sem picotar, é uma diferença de uns 30dBm no sinal mínimo pra ter qualidade, e isso é sinal pra caramba.

    (Mas o melhor exemplo acho que é de telefone celular, trafegando menos de 10Kbps você faz ligação, fala e ouve normal sem falhas, isso com sinais tipo -120dBm, e nenhum rádio analógico sequer tem sensibilidade tamanha, impossível usar sinais assim sem usar um esquema de codificação muito complexo, com portadoras e variação de fase)

  2. Citação Postado originalmente por abcd Ver Post
    @rubem, um satélite tem em média 15 anos, se os seus LNBFs são da década de 90, tem grande chance de possuir motor, vertical, horizontal, quase que manual... Essa semana estava mexendo em um que esta jogado fora aqui em casa...

    Acredito que teria sucesso apenas no Star One C2... apenas os 31 canais analógicos...

    http://www.portaleds.com/satelites/l...&sis=Analogico
    É sem motor, é aqueles com tensão alta e baixa (13 ou 14, e 18V), ele manda tensão alta pro LNBF então usa uma antena, com tensão baixa usa o outro (Chaveia entre V e H, digamos).

    No caso do American Bird AB5700, é KU analógico mesmo, nem MPEG1 suporta, nos anos 90 tinha satélite, lembro de apontar bem inclinado pro leste, era satélite africano e europeu.
    Se tem alguém que morreu, foi o uso de banda KU com sinal analógico, nenhum satélite listado usa.

    E o AB5700 é exatamente de 1993 mesmo, tenho ele desde 94 mas a fabricação é de 93, ACHO que muuuuuitos satélites subiram e desceram nesses 23 anos :-)



  3. Tava procurando dados do meu receptor mesozoico e não tem nada na web, a marca faliu antes da web existir pelo visto.

    Mas achei curioso o atraso da industrial nacional, em cima um Tecsat nacional de 1994, em baixo um American Bird também de 1994, mas com 2 bandas, controle remoto, e mais mil features:
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    A única vantagem do Tecsat, e motivo de uso dele: Operar com bateria 12V (Mas olha o naipe do interruptor, coisa dos anos 50).
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    O AB e sua chave pra selecionar banda KU analógica:
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    (São as únicas chaves dele, o resto é no controle remoto)

    Mas tenta achar mais informação disso, eu procurei e nada, internamente não tem nenhum decoder de mpeg.
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    Acho que foi em 2001 última vez que usei em banda KU, até então tinha uso analógico nalgum satélite.

    Suspeito que a saída "Baseband decoder output" é saída pra decoder mpeg ou algo assim, um equipto extra tipo quem pagava Globosat tinha (Pra desinverter o vídeo dos canais pagos em banda C).

  4. @rubem Interessante, tenho um tecsat muito semelhante, mas aparenta ser mais novo.
    A garantia é de 1993...
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    Usava ele até uns 4 anos atrás, daí deu defeito e partir para um digital...
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    Manual (Partes)
    http://www.electronica-pt.com/esquem...049/no_html,1/

    Eu tenho um mais novo do que este, que possui a opção de banda KU analógica, mais como era muleque na época, nunca tinha ideia do que era isso...

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    Gostaria de saber, como saber qual agulha de um LNBF é vertical e qual é Horizontal?

    Pois vejo muito alterando oscilador local, tentei em ku e não deu em nada, ele continuou funcionando na mesma posição... será que funciona apenas para banda C?



  5. Esses colecionadores de velharias...

    Lembro que esse seu Tecsat com dial de girar custava uns 15% a menos que o American Bird que tenho, a diferença não era tão grande por isso minha irmã comprou, já era época de atrelar o Cruzeiro Real ao dolar então lembro que foi o equivalente a 450 dolares, enquanto com o receptor Tecsat igual o seu seria 380 dolares. Por isso digo que Santa Rita do Sapucai (Cidade da Tecsat, polo de eletrônica) sempre esteve atrasada, ter tecnologia mais antiga mas ter preço muito mais baixo seria ok, mas esse American Bird pifou só 1 vez na vida (Queimou diodo na entrada), enquanto os Tecsat reparava aos montes (Trabalhei com eletrônica no fim dos anos 90), eram mais baratos, mais simples, tecnologia mais antiga, mas não duravam mais.


    Sobre a polarização do LNBF, mesmo que o LNBF seja vertical, você pode colocar ele na horizontal, é só girar o LNBF inteiro.

    Até onde eu saiba, aquela marcação nos LNB's e LNBF's não fica sempre a 90º da polarização inicial do aparelho (Que será ativado com 18V), pelo que notei a pol. inicial é a do pino, e o pino fica na vertical ou horizontal, marcando assim a pol. do LNF.

    Tirando a tampa é fácil ver:
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    Mas geralmente também dá pra ver o pino por fora:
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    Colocando ele a 0º com relação ao solo, esse é um LNBF vertical, o pino está na vertical. Pega SBT e cia nos aparelhos antigos.

    Se virar ele em 90º, um aparelho que leia LNBF e faça ajuste automatico de canais, vai funcionar igual.

    Girar o LNBF pode ser útil se quiser usar esses aparelhos antigos que só lêem LNB's, eu uso LNBF multiponto mas meu receptor Tecsat velho não suporta isso, meu LNBF é vertical igual o da imagem, e o pouco de interesse que tenho em TV é na TV Escola, Canal Rural e Terra Viva, então virei ele em 90° pra pol. inicial ser a horizontal. Nos receptores que realmente sabem lidar com LNBF fiz a busca cega de canais e tudo se ajeitou, e o antigão com esse lindo botão de girar pega os canais que quero.

    Como eu mal assisto TV, me divirto mais com eletrônica que com TV, acho que vou adaptar meu receptor mais velho pra mandar 13 e 18V conforme a posição da chave V/H, ele é feito pra girar o motor mas manda 18V pelo cabo coaxial também, acho que tem como fazer essa velharia operar com LNBF!
    (Quer dizer, mudar de polarização, porque receber o sinal na polarização inicial funciona, estou usando assim)






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