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  1. Citação Postado originalmente por emilidani Ver Post
    1929, tem dois tipos de torres utilizadas em Brasil para rádio Ondas Medias . A convencional monopolo , que possui isolador na base e uma versão mais nova que utiliza "Saia" , são cabos que descem do topo nas laterais (normalmente 6) , separados da torre e isolados , que servem para aumentar diâmetro eficaz das torres mais fininhas. Com esse aumento diâmetro aumenta a largura de banda do conjunto irradiante permitindo mais fidelidade.
    As emissoras com mais de 1KW, é provável que a tensão na base seja de mais de 400V.

    Então, foi isso que aprendi com o @brunozerves. Eu um pouco acima citei que não conhecia. Achava que era só o monopolo que não permite que se fixe nada na torre.
    Depois que o Bruno comentou em outro tópico alguns meses atrás, eu fui buscar informações e realmente é assim. Dois modelos. Foi o que citei. E neste modelo com cabos dá para alugar espaço no topo da torre tranquilamente. E como é uma solução técnica, não dá para colocar a culpa em interferências de AM. Se há precisa ser solucionada tecnicamente e não condenada.


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  3. Citação Postado originalmente por rubem Ver Post
    Tô por fora dos produtos de hoje, mas torre isolada nesse estilo era comum ter até mais de 40kV mesmo.

    É fácil queimar transistor e válvula excitadora nuns sistemas de alta potência, mas com um trafo passando pra 100kV as chances de dano em tempestade são quase zero. E na verdade o custo de transmissor desse tipo é muito mais baixo, o custo dos isoladores na torre é pago 10x pela economia nos transmissores.

    Na Radio Nacional de Brasilia (Junto com a rádio Nacional do Amazonas foram as únicas rádios que eu ouvi até uns 7 ou 8 anos de idade) são usados mais de 120kV. Há uma linha de 138kV vindo de uma hidroelétrica por perto mas pra torre chegam uns 120kV, em corrente tipo uns 2A. O isolador tem "só" cerca de 1,6m de altura, é bem nesse estilo:


    (E daria pra fazer isso se permitissem a entrada de qualquer criança pra brincar com capim e se eletrocutar do lado)

    O equipto de exatos 1kW que lembro era de 3kV na saída, valvulado porque assim como áudio ainda tem vantagens em usar válvula nisso (Válvulas especiais de 4 ou 5 eletrodos, ou minimamente especiais já que as comuns trabalham fácil com 2kV no anodo).

    Se a rádio tem transmissor desse tipo, o equipamento está a centímetros de uma fonte de pelo menos 3kV, apesar da frequencia ser muito distante a intermodulação no circuito do roteador será enorme, uma bobina de 10 espiras no VRM do roteador vira um receptor de sinal AM ou OC, que intermodula ripple, deve dar uns spikes malucos chegando no chipset, isso se o circuito interno do chipset não estiver sendo afetado pela EMI/RFI da torre.
    Para Rubem. Não me faz lembrar o tempo que eu tinha transmissor de 80 e 40m em AM com duas válvulas 813 no tanque de saída... e 811 no estágio de modulação. Modulação super "aveludada". Parecia até de estúdio..
    Houve época que isso era o supra sumo para o radioamadorismo.
    Depois tive outro com AM e SSB com uma 8146 se não me engano.
    O Deltinha tinha a 6kd6, válvula mais barata mas que também fazia sucesso..
    Mas estas coisas não nos pertencem mais... Agora uns poucos que ainda tem. E fortes candidatos a museu...

  4. Acontece que mesmo a torre não esteja energizada, a indução é muito alta para rádios convencionais de plástico, e vai ter todo tipo de problemas.

    Para radios profissionais , com housing em alumínio, só teria que tomar cuidado com a filtragem na alimentação 48VCC.

  5. Citação Postado originalmente por 1929 Ver Post
    Para Rubem. Não me faz lembrar o tempo que eu tinha transmissor de 80 e 40m em AM com duas válvulas 813 no tanque de saída... e 811 no estágio de modulação. Modulação super "aveludada". Parecia até de estúdio..
    Houve época que isso era o supra sumo para o radioamadorismo.
    Depois tive outro com AM e SSB com uma 8146 se não me engano.
    O Deltinha tinha a 6kd6, válvula mais barata mas que também fazia sucesso..
    Mas estas coisas não nos pertencem mais... Agora uns poucos que ainda tem. E fortes candidatos a museu...
    Tá fácil ter esse som com brilho e aveludado hoje:
    http://www.ebay.com/itm/Nobsound-MS-...-/251518804007

    Mas se usar só um pre-amp no caminho também dá um brilho legal:
    http://www.ebay.com/itm/Per6J1-Valve...-/322071444709

    Olha o amp de potência, 125 vendidos, só em 1 anúncio. Não chega nos 402 vendidos de um vintage fake, mas som valvulado tem mercado crescendo.


    Transmissor MW e SW moderno mesmo é com PWM modulando a transmissão , é frequência tão baixa que nem usam mosfet, é transistor mesmo, acho que apareceram lá por 2000, tipo: http://www.ebay.com/itm/am-transmitt...wAAOSw7XZXhek9 . Nos mais recentes o controlador é microprocessado e tudo. Mas... isso é coisa de provavelmente uns 10 a 15 anos pra cá, até 2000 ainda tinha muuuuuuito transmissor valvulado pra 3kV ou mais, até um de 500W com homologação da Anatel lembro que eram valvulados exatamente em 2000.

    FM já é frequência muito alta pra válvula, então quase todo transmissor FM é transistorizado provavelmente desde os anos 70, mas AM e OC usou válvula muito mais tempo pela durabilidade e baixo custo (Alias, sem PWM um transmissor transistorizado desperdiça energia pra caramba, é complicado fabricar algum que suporte 1kV então a corrente precisa ser maior, e corrente maior implica mais calor. Com válvula de alta tensão a corrente é menor e o desperdício é menor. Uma rádio que opera com 2kW valvulado no transmissor vai ter hoje uma conta de luz de uns R$ 2 mil por mês! Mudar pra um PWM moderno cortaria pela metade o gasto com eletricidade, faz diferença.


    E TALVEZ esse PWM dos transmissores dos anos 2000 (Não computadorizados como os de 2016) gere ainda outras intermodulações em equipamento wifi, já é ruim ter um sinal de 1MHz a 1kW do lado, mas imagina um PWM em frequência bem mais alta formando essa onda de 1MHz! Claro que tem filtragens na saída e tal, mas elas levam em conta geralmente o nível de sinal medido a 1m do emissor (Torre/antena), é tipo medir EMI de lâmpada compacta comum, a 1m dela não se detecta nada, mas a 1cm, colado nelas, tem EMI pra caramba.




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