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  1. #1

    Padrão Aterramento para protetor surto de equipamentos em torre

    Gostaria de uma resposta apenas de quem entende do assunto de elétrica e proteção, não desmerecendo a resposta de outras pessoas, porque entendendo que esse assunto não é tão simples, mas gostaria de instalar protetores de surto próximo da LAN de cada rádio na torre... Já temos protetores embaixo, próximo as LANs dos Switches e isso já salvou de mals bocados com raio...

    Tenho o conhecimento de que não se deve por exemplo misturar dois aterramentos com o mesmo sistema, por exemplo, temos cabos blindados aterrados num aterramento unico da rede eletrica, mas não temos uma linha de aterramento subindo na torre para que possamos ligar o fio de proteção do protetor de surto. Aterrar o protetor diretamente na torre em si, criaria um "loop" de aterramento que pode ser fatal num evento de raio ja que a torre nao tem ligação elétrica direta com o aterramento da rede...

    Nosso aterramento é único pra toda rede, mas não conseguimos botar a malha de aterramento do para-raios no mesmo potencial da malha do terra da rede elétrica, o que é uma boa prática segundo a ABNT, mas o terreno aqui não nos permite isso de forma prática...

    A minha dúvida é, posso subir um condutor de terra derivado da rede elétrica do local, isolando ele do metal da torre, pra ligar os protetores lá em cima? Os equipamentos dentro do rack correm algum risco? O rack está isolado eletricamente da torre, diga-se de passagem e cada lan protegida embaixo com protetores aterrados no terra elétrico geral da rede.

    A Mikrotik lançou recentemente um protetor que achei muito pratico:

    https://mikrotik.com/product/rbgesp#fndtn-downloads

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  2. #2
    Avatar de Nilton Nakao
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    Padrão Re: Aterramento para protetor surto de equipamentos em torre

    Nos últimos anos todas as torres que vi, seja autoportante ou estaiada são aterradas juntamente com o para-raio. Aqueles cabos que se usavam do alto da torre até embaixo isoladas não existe mais.
    Nas torres estaiadas o problema são justamente eles, os estais por que numa descarga atmosférica criara um campo eletromagnético e estático inimaginável; seria necessário aterrar todas as pontas dos estais, prática usada pelas distribuidoras de energia na zona rural, no meio urbano postes são intercalados em aterramento e logo todos deverão ser aterrados inclusive os consumidores.

    Infelizmente muitos eletricistas acham bobeira essa prática de aterramento, mas tomadas tipo C do padrão brasileiro pode provar isso desde que ligados corretamente mesmo que em seu ponto não tenha o fio terra ainda.
    Temos aí como na foto, um rack modelo 19 e uma caixa com protetor de surto, mas e a tomada? possui aterramento? estão ligados corretamente? F + N + T? Sendo F+ F menos exigente a respeito do aterramento mas requer certos cuidados e muitos dos nossos aparelhos não estão previstos para esse tipo de alimentação; costumo falar que nosso 220 é tipo falso por ser duas linhas de 110, apesar de serem muito eficientes em certas aplicações até mais do que F + N.

    Onde são instalados esses racks, ou servidores etc é imprescendível que tenha gaiola de Faraday mas isso não é nada barato; montei em minha oficina de eletrônica desse tipo, e acreditem influencia até no sinal de celular, wi-fi ou bluethoph uma perda média de 10 dBm.
    Fico imaginando uma switch de 48 portas, com 48 protetores desses, ocupará um espaço maior que esse rack rsrs, muito bom se for usar uma porta duas até 4 portas. Se for pensar na frente, pense no ambiente de instalação; No livro de O. Barradas traz um certa noção a respeito disso é a nível acadêmico mas em algumas bibliotecas públicas, universidades ou centros de pesquisa deve disponibilizar apenas para consulta e fins de pesquisa ou seja nada de imprimir.
    O que se acha no Google, é válido para nós como simples mortais; aplicações específicas fora de questão por isso contrate um engenheiro mas conheça a aptidão técnica dele. Algumas empresas, apesar de ser MEI, ao me chamarem já consultaram no ministério do trabalho, Defesa e no MEC por que num dos casos "vazou informalmente" e mesmo como autônomo não era raro isso acontecer; num dos casos não tinha nenhum profissional habilitado para uma simples visita técnica em 200 km. Infelizmente pessoas com formação e aptidão técnica não tem valor neste país, não é $$$$; casos como das barragens raramente teria acontecido e outros inclusive.



  3. #3

    Padrão Re: Aterramento para protetor surto de equipamentos em torre

    O meu problema é que a torre principal que queremos proteger está num quintal, o padrão de energia com aterramento está na frente da casa, o terreno e construção impede de "equalizar" as malhas do aterramento da rede e do para raio da torre. Eu sei que misturar essas duas malhas através do equipamento, dá merda! Por exemplo, os cabos de rede blindados estão aterrados no terra da rede elétrica que vem lá do padrão, se eu me meter a aterrar o protetor de LAN em outra malha, isso dá problema... Nesse caso eu queria subir o mesmo terra da rede elétrica, num cabo dedicado pra isso, só pra aterrar os protetores lá em cima, mas não sei se é viável e seguro fazer assim...

    Quanto a quantidade de protetores, numa torre nem é grande assim, não vamos ligar 24 ou 48 portas numa torre de rádio de provedor típica, no máximo umas 8 ou 10 portas do Switch, aqui protegemos o Switch com 10 protetores, fizemos um quadro dedicado, onde tem um barramento de terra, entra todos cabos de rede nesse quadro e daí passa nos protetores e vão pro Switch, não precisa necessariamente os protetores dentro do rack, na verdade no rack fica inviável mesmo! Mas lá em cima na torre não temos proteção alguma, além dos cabos blindados e ano passado tivemos queima duas vezes nos radios, mas embaixo tudo saiu ileso. Nosso rack é aterrado, mas ele fica dentro de um ambiente fechado de alvenaria...

    Aqui 220V não é FASE-FASE não, é FASE-NEUTRO. Alguns estados 220V é FASE-FASE, aqui temos uma rede toda 220V, (380V FASE-FASE) FASE-NEUTRO.

  4. #4
    Avatar de Nilton Nakao
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    Padrão Re: Aterramento para protetor surto de equipamentos em torre

    raumaster, fiz em minha bancada a seguinte configuração. Uma lâmpada incandescente de 60 watts por 127 volts( rede aqui é 127 volts), ligando um polo ao fio terra e outro ao aterramento, pode parecer incrível mas em 20 anos queimou três vezes. Em certas ocasiões notava a lâmpada levemente acesa nos dias de tempestade ou com ar muito seco até uns dois ou três anos atrás.
    Ficou provado que o meu aterramento era melhor do que o Neutro da distribuidora, as chaves desarmavam com frequência( 75 KVA trifásico), nunca queimou um aparelho por conta disso dos vizinhos sim. Na média sempre fica em torno de 2 volts entre o terra e neutro com 1 ferro de passar ligado, use receptáculo de qualidade, alguns desses vagabundos chegaram a derreter sem que a lâmpada acenda. Estatais como Telemig, Telesp, Telerj e outras faziam isso por que 30 anos atrás achar um protetor de surto era mais difícil do que comprar um Pen-drive de 2 GB hoje em dia. pen-drive é mais difícil kkkkk. até 10 anos atrás usava starter de lampadas fluorescentes para minimizar hoje sem aterramento não dou mais garantia dos meus serviços no meio rural ou pelo menos a banirem as tomadas " T ". Se o aparelho exigir fio terra normalmente é PT, minha TV se foi mesmo em 220 com F + F só que não foi só comigo mas minha rede interna estava com problema contribuindo para isso( 2 anos e não consertei ainda).



  5. #5

    Padrão Re: Aterramento para protetor surto de equipamentos em torre

    Uma coisa é dar 1 a 2 volts de diferença entre neutro e terra, outra coisa é dar milhares de volts durante os microsegundos de uma descarga, pior ainda se eu aterrar o protetor num terra separado e o cabo de rede estar aterrado em outra malha, a DDP entre essas malhas numa descarga é destrutiva! Basicamente o que queria fazer é pegar meu aterramento geral, que uso pra tudo (menos para-raios) e subir um cabo de 6 ou 10mm na torre até lá em cima, perto dos rádios, pra aterrar os DPS lá em cima da torre, o que me tá me gerando dúvida é se esse cabo levado lá pra cima, não pode captar alguma descarga de raio direto no para-raios e causar outros danos!

  6. #6
    Avatar de Nilton Nakao
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    Padrão Re: Aterramento para protetor surto de equipamentos em torre

    raumaster, sim criará um enorme campo eletrostático entre eles podendo fazer um enorme estrago nos equipamentos eletrônicos. Um televisor de tubo injeta em seu anodo cerca de 30 KV até mais; vela de ignição a mesma coisa para provocar uma faísca na queima de combustível, imagina um raio que são muito mais do que isso.

    Engana-se quem pensa que um para-raio protegerá seus equipamentos; elas preservam vidas, se o equipamento não queimou é apenas um efeito secundário. Existe inúmera batalhas judiciais onde empresas não querem assumir culpa por acidentes fatais e lesões além de materiais causados pelos raios, além disso caindo um raio na torre raramente queimará os equipamentos.
    Um para raio devidamente instalado, o raio de ação é o dobro, torre de 40 metros terá uma ação de 80 metros mas infelizmente se tiver um raio secundário a 90 metros este virá pelo solo ou por fios queimando o equipamento. Não é raro cair um raio em uma torre sem uma nuvem sequer, basta ter um dia quente e logo em seguida um vento úmido e isso vi acontecer algumas vezes.

    A maioria dos DPS comerciais, são circuitos indutivos e capacitivos, ou seja casa haja pulsos poderá multiplicar a voltagem podendo piorar ao invés de melhorar. As teles usam centelhadores a gás ou tipo uma balara de revólver estas explodem caso atinja 3 KV, os centelhador começa com 600 V, conforme a necessidade. Distribuidoras de energia começa com 50 KV, quando a chave desarma muitas vezes é por que teve um pico acima dessa tensão.

    Vim uma vez num microondas uma placa com circuito de proteção "RLC" com centelhador a gás, varactor, fusíveis projetados para 20 A enquanto os protetores comercias na extensão são projetados para 6 A os famosos "klamper" 10 A ; de toda forma na eficiência
    diria uns 20%, 50% está na sua instalação, 20% por fatores externos e apenas 10% devidos a chuvas que eu acho que pode ser bem inferior a isso na prática. Para as distribuidoras não chega a 1%, mas tendo milhões de consumidores a conta pode ser alta se não tiver um excelente investimento.
    Muitos me pedem para fazer um laudo, sem conhecer a instalação eu não faço; aos clientes costumo pedir para que troquem suas tomadas e liguem corretamente F + N, alguns até me agradeceram por que o consumo no final do mês caiu. Em minha casa já troquei a metade das tomas num total de 25, na minha oficina é mais complicado que foi 20 num total de 70; normalmente sua vida útil é de 10 anos, mas alguns tem mais de 30 e 2 delas uns 40 anos mas é pial-lengrand e quebrei parte delas acidentalmente. Tive duas que se incendiaram no ano passado, que com certeza foi o que aconteceu no alojamento do Flamengo.

    Sou um cara azarado, em todas as casas a primeira coisa que tive de fazer foi consertar a parte elétrica, mesmo de aluguel nunca pedi reembolso, e mesmo no imóvel próprio não foi diferente; 8 anos atrás revisei a parte elétrica da casa, na oficina parcialmente no ano passado e o consumo deste caiu 10% em kw. Agora imagine setiver uma descarga elétrica ou um curto( nisso estou sossegado, chave de distribuição é metade ou menos conforme a necessidade do medidor)