Citação Postado originalmente por Nilton Nakao Ver Post
Não conheço nenhum no-break que segure oscilações de rede elétrica

São os no break de dupla-convesão, ou online.

Como passam pra DC, e tem um banco enorme de capacitores (E o isolamento das baterias é com diodo, ou seja, é capacitor baixar um pouco a tensão que ficam no nível das baterias aí o inversor passa a consumir das baterias, sem esperar tempo de relé fechando), e só depois invertem pra AC, a saída fica 100% isolada da entrada.

No break dupla-conversão é a 8ª maravilha do mundo, tudo lindo, pode alimentar com um gerador a gasolina, aqueles 2T de 950W de R$ 400, com AC suja pra caramba, que ainda assim na saída terá uma onda senoidal perfeita, limpa e estável.

Pena que quando a gente vende os 2 rins pra comprar um no break dupla conversão a gente costuma morrer e não aproveita essa maravilha.

Mas o uso de 48V na telecom vem disso de tensão alta o suficiente pra ter baixas perdas por cabo. O "no break" dos anos 60 e 70 era só um trafo 2:1 passando de 110V pra 55V, que por coincidência é a tensão de flutuação de 4 baterias em série, era colocar um simples diodo (Daí vem o nome que os engravatados de escritório usam pra no break DC 48V, que é "retificador", como se fosse um simples diodo e não uma fonte chaveada complexa), como na entrada dos equipamentos sempre tinha filtragem nem era normal usar capacitor nesse "no break".

Essa tensão alta era perfeita pros transmissores da época, lembra dos amplificador de áudio? Antes dos CI's Sanyo e cia, amplificador potente pra casa ou show eram os transistorizados com transformador de 40V ou mais, os transistores sempre foram limitados em CORRENTE, mas podiam tolerar tensão mais alta, um 2N3055 da vida aguenta uns 10-15A, mas não é limitado a míseros 18 ou 20V, roda tranquilo a 55V! Vai operar com muito menos ruído/distorção com 40V e 2A (100W) que com 12V e 8,3A (100W também).

Criançada acha que pessoal nos anos 70 era burro, mas existia um motivo muito bom pra usar tensão alta nos transmissores e amplificador, era o jeito dos equipamentos não custarem caro (Por ter uma duzia de transistor com 12V quando um par com 40V daria conta) nem transformarem uma sala numa estufa (Uma duzia de transistores quentes fazem caixa fechada chegar fácil nos 80°C!). O mundo automotivo com seus 12V é que sempre foi ruim de rendimento elétrico (Motor de alta potência girando alternador de 40A tem energia que chega), mas o mercado de telecom via de regra nunca usou 12V, e sim DC muito mais alta. A era da válvula com suas altas tensões era um problema, mas quando chegou o transistor, e ficou claro que era só subir a tensão que eles davam conta, já que a corrente diminuía, na prática todo equipamento eletrônico virou DC, de TV de tubo a som 3-em-1. O apego a AC é reflexo dos profissionais leigos-em-eletrônica entrando na telecom e "microinformática", faz parte da popularização e especialização, mas de forma alguma é a melhor opção, é só a solução UNIVERSAL, e tudo que é universal tem problemas de preço e rendimento (Rendimento de 70% ao passar de 12VDCV pra 115VAC é um terror, é 1/3 da energia sendo desperdiçada!)