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  1. #41
    Eye
    Citação Postado originalmente por LenTu
    A TODOS Q DISCORDAM DO LULA

    É realmente inaceitável que brasileiros não ponham a "mão na consciencia" e reconheçam que foi de muito baixo calão a reportagem de jornalistas como esse americano que não quero nem citar o nome.
    Amigo, entendo seu ponto de vista. Mas não é questão de "baixar a guarda contra a Pátria Amada". A questão é ter tática e não ceder a pressão. O ataque foi uma pressão para desestruturar o país, que está com promessas de "renascer" politicamente...

    E o Lula aceitou. Era isso que eles queriam. Agora, além de suspeitarem que ele é um "bêbado", vão acusá-lo de militarismo e intolerância... Não fica pior?

    A corda sempre quebra para o lado mais fraco e infelizmente, o Brasil está deste lado. Temos que ser patriotas sim, mas realistas também...

  2. #42
    hez4el
    Para quem quiser ler a matéria perturbadora aqui vai:

    NY Times
    09/05/2004

    Hábitos etílicos de Lula se tornam preocupação nacional

    Já há quem pergunte se a bebida estaria atrapalhando as atividades do presidente

    Larry Rohter
    Em Brasília

    Luiz Inácio Lula da Silva nunca escondeu seu apreço por um copo de cerveja, uma dose de uísque ou, melhor, um trago de cachaça, o potente aguardente do Brasil. Mas alguns de seus conterrâneos começaram a se perguntar se a predileção do presidente por bebidas fortes está afetando sua atuação no governo.

    Nos últimos meses, o governo de esquerda de Lula tem sido atacado por uma crise atrás da outra, variando de um escândalo de corrupção ao fracasso de programas sociais cruciais. O presidente tem se mantido distante das atenções e deixado seus assessores fazerem grande parte do trabalho pesado. Isto tem provocado especulação de que seu aparente não envolvimento e passividade poderiam estar de alguma forma ligados ao seu apreço pelo álcool. Mas aqueles que o apóiam negam os relatos de consumo excessivo de bebida.

    Apesar de líderes políticos e jornalistas estarem cada vez mais falando entre eles sobre o consumo de álcool de Lula, poucos estão dispostos a expressar seus receios publicamente. Uma exceção é Leonel Brizola, o líder do Partido Democrático Trabalhista de esquerda, que foi companheiro de chapa de Lula na eleição de 1998, mas que agora teme que o presidente esteja "destruindo os neurônios em seu cérebro".

    "Quando eu fui candidato a vice do Lula, ele bebia muito", disse Brizola, atualmente um crítico do governo, em um recente discurso. "Eu o alertava de que a bebida destilada é perigosa. Ele não me ouviu e, segundo dizem, continua bebendo."

    Durante uma entrevista no Rio de Janeiro, em meados de abril, Brizola elaborou sobre as preocupações que expressou para Lula, mas que foi ignorado. "Eu lhe disse: 'Lula, eu sou seu amigo e camarada, e você precisa pegar essa coisa e controlá-la'", ele se recordou.

    "Não, não tem perigo, está sob controle", lembrou Brizola, imitando a voz do presidente, deste ter respondido. "Ele resistiu, e continua resistindo", continuou Brizola. "Mas ele tinha um problema. Se eu bebesse como ele, eu estaria frito."

    Os porta-vozes de Lula se recusaram a discutir o hábito de beber do presidente, dizendo que não dariam uma resposta formal a acusações infundadas. Em uma breve mensagem por e-mail respondendo ao pedido de comentário, eles consideraram a especulação de que ele bebe em excesso como "uma mistura de preconceito, desinformação e má fé".

    Lula, um ex-metalúrgico de 58 anos, provou ser um homem de apetites e impulsos fortes, o que contribui para seu apelo popular. Com uma mistura de simpatia e divertimento, os brasileiros assistiram seus esforços para não fumar em público, seus flertes em eventos públicos com belas atrizes e sua contínua batalha para controlar o peso, que disparou logo após ter assumido o governo em janeiro de 2003.

    Além de Brizola, os líderes políticos e a mídia parecem preferir lidar com o assunto de forma indireta. Sempre que possível, a imprensa brasileira publica fotos do presidente com olhos turvos e rosto corado, e constantemente faz referências tanto aos churrascos de fim de semana na residência presidencial, nos quais a bebida corre solta, e aos eventos de Estado nos quais Lula nunca é visto sem uma bebida na mão.

    "Dou um conselho para Lula", escreveu o provocador colunista Diogo Mainardi em uma edição de março da "Veja", a principal revista de notícias do país, desfiando uma lista de artigos contendo tais referências. "Pare de beber de público", ele aconselhou, acrescentando que o presidente se tornou o "maior garoto -propaganda da indústria do álcool" com seu consumo explícito.


    Uma semana depois, a mesma revista publicou uma carta de um leitor preocupado com o "alcoolismo de Lula" e seus efeitos sobre a capacidade de governar do presidente. Apesar de alguns sites se queixarem há meses de "nosso presidente alcoólatra", foi a primeira vez que imprensa nacional principal se referiu a Lula desta forma.

    Historicamente, os brasileiros têm motivo para preocupação diante de qualquer sinal de hábito de consumo excessivo de bebida por parte de seus presidentes. Jânio Quadros, eleito em 1960, era um notório consumidor de bebidas que disse certa vez: "Bebo porque é líquido". Sua renúncia inesperada, após menos de um ano no governo, durante o que dizem ter sido uma maratona de bebedeira, iniciou um período de instabilidade política que levou a um golpe em 1964 e 20 anos de dura ditadura militar.

    Se Lula tem realmente ou não um problema com bebidas, a questão penetrou na consciência popular e se tornou motivo de piada.

    Quando o governo gastou US$ 56 milhões no início do ano para comprar um novo avião presidencial, por exemplo, o colunista Cláudio Humberto patrocinou um concurso para dar um nome ao avião. Um dos vencedores, lembrando que o avião do presidente americano se chama Força Aérea Um, sugeriu que o avião de Lula deveria ser designado "Pirassununga 51", o nome da marca mais popular de cachaça.

    Outra sugestão foi "Movido a Álcool", uma brincadeira com o plano do governo para encorajar o uso de etanol como combustível para carros.

    A especulação sobre os hábitos de beber do presidente foi alimentada por várias gafes que ele tem cometido em público. Como candidato, ele ofendeu os moradores de uma cidade considerada paraíso dos gays ao chamá-la de "um pólo exportador de 'veados'", e como presidente, seus deslizes em público continuaram e se tornaram parte do folclore político brasileiro.

    Em uma cerimônia realizada aqui em fevereiro para anunciar um grande novo investimento, por exemplo, Lula se referiu duas vezes ao presidente da General Motors, Richard Wagoner, como presidente da Mercedes-Benz. Em outubro, em um dia em homenagem aos idosos do país, Lula disse para eles: "Quando se aposentarem, por favor, não fiquem em casa atrapalhando a família. Tem que procurar alguma coisa para fazer".

    No exterior, Lula também cometeu seus tropeços. Em uma visita ao Oriente Médio no ano passado, ele imitou o sotaque árabe falando português, com os erros de pronúncia e tudo, e em Windhoek, Namíbia, disse que a cidade parecia ser tão limpa que "nem parecia a África".

    Os assessores e simpatizantes de Lula respondem que tais deslizes são apenas ocasionais, que são esperados de um homem que gosta de falar de improviso e que não têm nada a ver com seu consumo de álcool que, a propósito, descreveram como sendo moderado. Eles dizem que ele está sendo comparado ao padrão diferente -e injusto- de seus antecessores, porque ele é o primeiro presidente do Brasil vindo da classe trabalhadora e que cursou apenas até a sexta série.

    "Qualquer um que já tenha estado em recepções formais ou informais em Brasília testemunhou presidentes bebericando uma dose de uísque", escreveu recentemente o colunista Ali Kamel no jornal "O Globo", do Rio de Janeiro. "Mas sobre o fato nada leu a respeito dos outros presidentes, somente de Lula. Isso cheira a preconceito."

    Lula nasceu em uma família pobre em um dos Estados mais pobres do país, e passou anos liderando sindicatos trabalhistas, um ambiente famoso por alto consumo de bebida. A imprensa brasileira já descreveu repetidas vezes o pai do presidente, Aristides, a quem ele mal conheceu e que morreu em 1978, como sendo um alcoólatra que abusava de seus filhos.

    São inúmeras as histórias de episódios de bebedeira envolvendo Lula. Após uma noite na cidade, quando foi membro do Congresso no final dos anos 80, Lula desceu do elevador no andar errado do prédio onde morava na época e tentou arrombar a porta de um apartamento que achou que era o seu, segundo políticos e jornalistas daqui, incluindo alguns que são ex-moradores do prédio.

    "Sob Lula, a caipirinha virou bebida nacional por decreto presidencial", disse no mês passado o jornal "Folha de S.Paulo", em um artigo sobre a ligação de Lula com o álcool e se referindo ao coquetel feito com aguardente



  3. #43
    hez4el
    Sério mesmo, se alguém falasse algo similar de mim, eu caia é pra porrada!!!

    Aqui tem um comentário do presidente do PT (José Genoino):
    http://noticias.terra.com.br/brasil/...EI1194,00.html

  4. #44
    Eye
    Acho que esta coluna expressou bem a minha preocupação perante a este fato:

    14/05/2004 - 08h03
    "The Economist" afirma que Lula imitou ditaduras
    da Folha de S.Paulo

    A decisão do governo brasileiro de expulsar do país o correspondente do "New York Times" Larry Rohter repercutiu ontem na imprensa internacional, que chegou a comparar a atitude com a maneira de agir de ditaduras.

    A revista "The Economist" e o jornal "Financial Times", dois veículos britânicos entre os mais prestigiados do jornalismo econômico mundial, criticaram a medida do governo Lula, tomada em reação à reportagem que afirma que o hábito de beber do presidente é preocupação nacional.

    A revista diz que dúvidas sobre a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm pouco a ver, na verdade, com os rumores sobre seu suposto hábito de beber, mas que a resposta dada por ele "imitou a forma de as ditaduras lidarem com seus críticos e o transformou de vítima em agressor".

    O texto da "Economist" começa relatando que a revista pretendia usar aquele espaço para tratar do combate ao crime no Rio, mas que foi obrigada a rever isso após a decisão brasileira de expulsar um jornalista. Com a medida, continua, Lula forçou a imprensa mundial a prestar atenção "numa história embaraçosa que, de outra maneira, teria sido esquecida".

    A atitude do presidente, define o texto, é "triste e irônica", já que Lula, como outros líderes de seu partido, combateu a ditadura militar, na qual ocorreu a última expulsão de um jornalista no país.

    A decisão, diz a "Economist", causou estardalhaço e veio num momento ruim, após uma derrota importante do governo no Congresso. Segundo a revista, o presidente pode rever a medida, mas o estrago já está feito. "A expulsão levanta mais dúvidas sobre a capacidade de julgamento de Lula do que qualquer coisa que o jornalista escreveu", justifica.

    Já o "Financial Times" afirmou que a decisão de expulsar Rohter transformou "o que começou como uma reportagem que foi quase universalmente ridicularizada" num "incidente diplomático". Para o jornal, foi um "tiro no pé".

    A medida, diz, gerou acusações ao governo de ser incompetente, paranóico e autoritário e de infringir a liberdade de imprensa.

    A reportagem, programada para ser publicada hoje, relata que o "NYT" defendeu seu jornalista e que, em encontro com senadores, Lula admitiu que poderia rever a expulsão se o diário se retratar.

    Nos EUA, o jornal "Los Angeles Times", um dos principais do país, fez um trocadilho jocoso, dizendo que o governo Lula já estava acostumado a críticas de que é pobre em experiência ("thin on experience"), em idéias ("thin on ideas") e em realizações ("thin on achievements"). Agora, é acusado de ser sensível ("thin-skinned").

    Na Argentina, o diário "Clarín" destacou as críticas do Departamento de Estado dos EUA à decisão brasileira de banir Rohter.

    xxx

    Lamentável.
    :?



  5. mas tipo.... ele não foi expulso... apenas não renovaram o visto dele que havia vencido, isto é um direito do estado. "Não ouve expulssão"






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