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  1. muitos usuários tem medo, outros tem preguica mental mesmo. Por exemplo, a minha empresa migrou um departamento de POS GRADUACAO, o coordenador de lá é um entusiasta com o software livre (ficou assim depois que usou o kurumim) e decidiu que os usuários iriam ter um sistema dual, podendo optar pelo Linux ou Windows. Instalamos o Openoffice em ambos os sistemas, e em uma reuniao para discutir melhorias/mudancas no sistema um usuário (DOUTORANDO EM ENGENHARIA) levanta a mao e dis que nao conseguiu usar o openoffice porque ficou meia hora procurando procurando como juntar duas células de um planhila, porque o icone é diferente no msoffice e no openoffice. Existem também os lugares que trabalham com softwares tao específicos que só vao rodar no windows, e em uma versão também específica, o que torna inviavel a migração. acho que o grande problema são os usuários mesmo, pq na grande maioria das vezes o pessoal de chefia (os mínimamente inteligentes, pelo menos) podem ser convencidos com argumentos razoáveis, como estabilidade, seguranca, portabilidade, flexibilidade, custo de manutenção e etc, mas tem uns oreias que se vc simplesmente sussurra a palavra "mudança" caem duros de costas. Falta muito uma cultura de diversidade, mesmo entre os usuários GNU/Linux.
    Agora, tocando na ferida, acho que a grande dificuldade dos usuários que evita que o GNU/Linux e outros SO open source proliferem é a configuração. Por mais que algumas distribuições "amigáveis" tentem fazer com que os usuários nao tenham jamais que digitar uma linha de comando, ainda assim NÃO é possível alterar o sistema sem isto, diferente do Windows. Por mais que pessoas comecem a me xingar depois deste post, eu afirmo que o usuário mediano que simplesmente que navegar na internet e ver um videozinho ou outro e editar texto NÃO vai migrar sem um motivo forte, como por exemplo a obrigação por parte da empresa, que nao migra porque o usuário já conhece o sistema, porque já trabalha com ele desde de sempre, porque na empresa anterior também já usava.... A migração implica em um custo relativamente alto, de forma que muitas empresas não tendem a observar isto como um investimento a médio e longo prazo, e sim como um custo. Empresas que fazem uma grande troca de equipamentos costumam estar mais dispostas a fazer migração, uma vez que não há o incomodo de mudar o sistema, mas ainda assim é necessário um período de adaptação e treinamento dos usuários, onde o rendimento dos fucionários diminui por estes não saberem o que estão fazendo.
    depois deste texto que mais parece discurso do Fidel Castro, acho que o problem é mesmo cultural, de enxergar o software livre como um novo modelo de negócios, e não como uma brincadeira de caras esquizitos que mexem com o computador.

  2. #12
    soulinux
    Temos que ser sério. Acreditar que vamos trocar windows por linux a torta e a direita?
    Não existe sistema operaciol bom para tudo. Cada um no seu e fazendo que faz de melhor levando em consideração a usabilidade, flexibilidade, retorno...
    O usuáiro deve ser levado a sério. Nos temos que ter solução e não problemas. Qual o ramo da empresa? O que é indispensável neste setor? Quais servidores podem ser trocados? Veja: um setor contabil, com programas especificos.
    Podem convertê-los para linux? Este não iráaõ fazer apresentação profissional, então openoffice neles. Imagina uma licença de msoffice para o cara abrir uma apresentaçãozinha de vez em quando? Ja vi empresa que o camarada liga o micro e ja cai na tela do que ele precisa e só. Navegar, ler email, etc... só em casa.
    Assim, faz um levantamento criterioso de setor por setor, o que é vital em cada um. Um cara diz, não veja filme pois não tenha windows media player. Por acaso o filme diz respeito ao seu trabalho? Você trabalha na Drean Works? Esta criando um longa animado e precisa ver como está?
    Lembre que não basta mudar, tem que ter retorno rápido. Já fizeram muitas besteiras por ai e tiveram que voltar atrás devido a turma do vamos que dá.



  3. #13
    soulinux
    Não podemos esquecer: Estação de trabalh é para trabalho. Sou da área de suporte e maior parte dos problemas surgem pela interferencia do usuário, ou seja, instalação de programas indesejados.
    Depois de levantar setor por setor, personalise uma estação de trabalho, par a um. Afirme ao seu superior por exemplo: no setor de cobrança, função é utilizar os programas especificos da área. Para que lotar o micro com jogos, visualisadores de imagens e videos? A compra que fulano faz na internet é para a empresa? O extrato bancario é da empresa?
    É aí que vamos conquistando o nosso espaço. Para o trabalho da empresa a gente corre atrás, para o mero capriclho do usuário que assuma os riscos.
    Para o serviço: Personalisar a area de trabalho: email, impressora, programados indispensáveis a atribuição do empregado, etc. O que sair disso não é por nossa conta. Com um clique e tudo estará pronto.

  4. #14
    leysen
    aeh pesssoal , é verdade que os custos com softwares livres é quase inexistente na questão de aquisição, mas, quanto ao treinamento ... trabalho com implantação de lans e wans e percebo a dificuldade dos usuários para imprimirem um arquivo na impressora da rede. também trabalho com automação comercial e percebo que quase não existem softwares linux para essa fatia do mercado. a questão da migração de plataformas é muito importante também !



  5. #15
    eclaudin
    Tenho algumas experiências em migração de servidores, todas elas bem sucedidas. Acredito que a saída para uma aceitação maior, infelizmente passa pela obrigação forçada(com pleonasmo e tudo) do uso da estação de trabalho do cidadão. Brasileiro tem medo de perder o emprego. Acredito que se depois de convencido a Diretoria que a mudança será boa para o bolso da empresa, e a migração for bem planejada, e que tenha um bom treinamento nas ferrementas incluso no pacote, a mudança feita, desmistifcados alguns mitos através de palestras, o pessoal vai aceitar melhor o linux e suas ferramentas. Mas claro que isso tudo não deve ser um choque traumático, só tem que ser imposto. Primeiro muda-se de ferramentas, msoffice pelo openoffice, internet explorer e seus clientes de email pelo mozilla e mozilla mail ainda em plataforma windows, treina-se o pessoal. Depois migra-se a plataforma. Mas tudo imposto, e se o camarada não aceitar, ele que mude de emprego. Na empresa, não se pode confundir estação de trabalho com estação de diversão, porque o linux está suficientemente maduro como estação de trabalho. Agora não acredito numa empresa 100% opensource, por causa de softwares bancários e afins e aí está outra grande jornada que ainda não começou.






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