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  1. O GLOBO (RJ) • INFORMÁTICA • 26/6/2006
    Máquinas da Mega-Sena

    Nós só vemos a ponta do iceberg de um grande processo tecnológico quando vamos, tranqüilamente, a uma casa lotérica e preenchemos um volante da Mega-Sena ou da Quina. Por trás dessa simples aposta, gira um universo gigantesco de tecnologia espalhado por todo o país — mais especificamente, em mais de 3.600 municípios dos 5.500 que o Brasil tem. Estamos falando de 25 mil computadores (chamados TFLs, ou terminais financeiros lotéricos) instalados em nove mil casas lotéricas. Somente no ano passado, esses terminais geraram 3,3 bilhões de movimentações, entre apostas nas loterias diversas e outros serviços (pagamentos de contas, recargas de celular etc). Aproximadamente 2,2 bilhões dessas movimentação eram referentes a apostas. O recorde num único dia foi de 20 milhões de transações.
    E agora a Caixa vai tirar do controle da Gtech todo esse universo de bits e bytes e assumir tudo sozinha, como manda o figurino de segurança no mundo bancário da TI. Aliás, desde 2003 isso está sendo planejado. A vice-presidente de tecnologia do banco, Clarice Coppetti, comanda um processo mastodôntico de reformulação tanto do processamento geral, interno, dos serviços, quanto da troca de máquinas nas próprias casas lotéricas.

    Novo sistema é baseado na distribuição Debian do Linux

    Para o usuário, não vai mudar muita coisa. Vamos continuar fazendo sossegados nossa fezinha. Para os operadores da casa lotérica, no entanto, tudo mudou. O novo terminal bolado pela Caixa é “muderníssimo”, com uma tela baseada no toque em botões virtuais. É muito mole operar: de um lado, botões designando cada tipo de pagamento e serviços diversos; de outro botões para as loterias. Basta ao operador tocar em um, digitar os números/opções feitas pelo apostador e mandar registrar. Simples assim. Se for uma teimosinha, então, a máquina tem um leitor prontinho para registrá-la em segundos. Aliás, por falar em segundos, o tempo de operação de uma aposta ou transação deverá cair pela metade (de oito para quatro segundos, em média).
    E tudo isso, explica Clarice, movido a duas coisas: uma xícara e um pingüim. Isto é, a linguagem de programação Java e o sistema operacional de código-fonte aberto Linux.
    — Todas as máquinas funcionam com Linux embutido, numa distribuição Debian que a própria equipe de tecnologia da Caixa personalizou — conta, orgulhosa, Clarice. — E decidimos trabalhar com o Java por ser uma plataforma robusta, padrão e facilmente portável, ainda mais que vamos trabalhar em rede usando o protocolo TCP/IP, o da internet. Com todas as medidas de segurança implementadas. Com criptografia, por exemplo.
    O banco não poupou esforços. Só na parte de loterias, além de licitações para o desenvolvimento das soluções, a Caixa gastou sozinha R$ 100 milhões. Não é para menos. O sistema arrecada bilhões de reais todo ano. Só no ano passado, foram R$ 4,3 bilhões arrecadados com as loterias (boa parte repassada a Ministério dos Esportes, INSS, fundos do governo para a cultura e construção de penitenciárias, Comitê Olímpico Brasileiro e um longo etc) e R$ 90 bilhões com os outros serviços. E só a migração da base histórica de tecnologia da Caixa consumiu quase dois terabytes.
    Vinte e sete mil pessoas para treinar nas lotéricas
    Até agora já foram instaladas dez mil máquinas em 3.616 casas lotéricas no país. Para trocar as 25 mil máquinas de todas as nove mil lotéricas, vai demorar um pouquinho. O prazo termina no dia 14 de agosto.
    — São 27 mil pessoas para treinar, e nem sempre a aceitação da troca é imediata. Houve operadores tocando a tela touchscreen com a caneta, por medo de sujá-la com os dedos — conta Clarice. — Mas vamos cumprir o prazo.
    Resta saber se o novo sistema dará mais sorte ao bolão da redação do GLOBO, que nunca acerta os números...


  2. #7
    Fosknet
    Finalmente me responderam! Vlw pelas respostas...

    Bem que imaginava que o sistema era Linux com aplicativos Java (desenhadinho, coloridinho e fresco neh... :-D).
    Como um jovem usuário aí em cima disse sobre os equipamentos, eu acredito que sejam por conta deles (os equipamentos) que o sistema está lento e não por conta do Sistema.
    Acredito também que os aplicativos Java são tão robustos a ponto de, infelizmente arrebentar com o próprio sistema... só de meros aplicativos simples em Java "arrebentarem" com um mero sisteminha instalado em um K6, eu já perco minha confiança neles.

    Bom, fiquei sabendo que o sistema Debian personalizado, na verdade é um Kurumin personalizado pela Caixa Econômica.

    É, graças a Deus vocês me esclareceram algumas coisas aqui...
    Agora só cabe a mim inventar uma desculpa básica sobre o Linux pra um amigo meu que trabalha em lotérica :-P

    Vlw galera e desculpem pela demora!






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