• AT&T não tem Medo de Perder Exclusividade nas Vendas do iPhone

    A AT&T quer que os investidores saibam que a sua linha bem diversificada de smartphones irá amortecer o impacto da perda de exclusividade do iPhone, caso esse cenário venha a se concretizar depois de tantos rumores. Claro que o iPhone é o smartphone mais vendido pela AT&T, mas em uma 10Q (10 Questions, ou 10 Perguntas) feita na semana passada, a opera destacou sua "grande variedade de aparelhos" e sua "introdução contínua de novos modelos" como razões pelas quais os investidores não devem se preocupar com um futuro no qual a empresa não venha a ser a única operadora de um dispositivo em particular - no caso, o gadget da Apple.

    A implicação pela qual passa a companhia é que a perda de exclusividade do iPhone não transformará os negócios da AT&T em uma grande derrocada. No 10Q a AT&T chegou a afirmar que "nós acreditamos que oferecendo uma ampla variedade de aparelhos, conseguimos reduzir a dependência em qualquer handset, a medida que esses produtos evoluem".

    Porém, mesmo que a Apple não venha a iniciar as vendas do iPhone por uma operadora diferente dentro dos Estados Unidos, a AT&T também não espera um êxodo em massa de assinantes, já que mais de 80 por cento de seus assinantes estão em planos do tipo Family Talk, além dos planos voltados para a área de negócios para uma considerável parte de seus clientes. Ambos são planos de grupos com benefícios como roaming gratuito, e DDD, além da habilidade de extensão de minutos para cada plano. Então, aqueles que realmente quiserem mudar de plano terão de avaliar as ofertas do concorrente.

    É claro que a AT&T está se prendendo demais as garantias de "satisfação" de seus planos de grupos. Mas parece se esquecer (ou mesmo não querer afirmar isso em público), que o mercado de telefonia móvel é um mar infestado de tubarões. E isso em qualquer país do mundo. Então, se um concorrente direto da empresa entrar no mercado vendendo a mesma "menina dos olhos" da Apple, poderá forçar a AT&T a rever seus planos de contrato para não perder seus assinantes em massa, com promoções e oportunidades exclusivas para "roubar" seus atuais assinantes.

    Claro que isso não passa de uma especulação (e marketing) da empresa, depois de ser pressionada pela imprensa e mercado a se pronunciar. Afinal, ela precisa manter, antes mesmo de seus clientes, seus "patrocinadores". Empresas de grande porte como a AT&T não se podem dar ao luxo de ver suas ações despencarem em Wall Street por ações como essa. E, claro, ela ainda conta com a manutenção de sua exclusividade de vendas do iPhone, e tenta não dar crédito para os boatos sobre a Verizon. A companhia chegou a afirmar que "Caso esse acordo de exclusividade tenha um fim, nós esperamos poder continuar a oferecer esses handsets (baseados no histórico de pŕaticas industriais), e acreditamos que nossos planos de serviços irão ajudar nossos clientes, ao prover incentivos para que os mesmos não mudem de operadora".

    A AT&T também chegou a minimizar a viabilidade de longo termo dos acordos de exclusividade como um diferencial competitivo. A operadora reconhece que a expiração do termo de exclusividade poderia levar a uma maior rotatividade e baixo crescimento de clientes, mas afirma que esse cenário não iria impactar de forma material a companhia. Só nos resta esperar para ver. Caso os rumores sobre a Verizon se concretizem, como o mercado realmente reagirá, e principalmente, como a AT&T manterá seu mercado diante de uma concorrente que fará de tudo para roubar o maior número de clientes possíveis logo no início de suas vendas do iPhone 4.


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    Links de Interesse:

    - AT&T: Losing Exclusivity Won't Crater Our Business

    Sobre o Autor: saryshagan


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