• Kaspersky: Android é o Novo Windows

    As pragas tecnológicas estão se propagando de uma maneira tão veloz e astuciosa, que a situação da segurança no Android já se assemelha cada vez mais com a situação vivenciada pelos usuários no Windows. Esta é a opinião clara dos especialistas em segurança da Kaspersky, em seu relatório de malware divulgado para o primeiro trimestre de 2011. Os especialistas também se expandem em comentar que já existe uma "infinidade de dispositivos Android" com o software desatualizado, e que este software pode conter várias vulnerabilidades não corrigidas.

    A política de atualização de fabricantes que estão negligenciando esse quadro é criticada severamente (e com muita razão), porque esses mesmos fabricantes podem vender uma quantidade imensa de aparelhos com Android no mercado, e deixá-los vulneráveis ​​e com versões antigas do sistema em questão. O foco é a comercialização, é o lucro, deixando assim, a segurança como fator irrelevante.

    Além disso, pode haver pouco ou absolutamente nenhum interesse em apoiar modelos obsoletos de forma emergencial. "É possível discutir seriamente a segurança em situações como essas?" Eis a importante questão que consta no relatório. A partir de informações do próprio Google, mais de 95 por cento dos aparelhos que vem com o sistema Android não está executando a versão mais recente da plataforma móvel.


    Usuários Acham que Estão Isentos de Infecção por Malware


    A semelhança próxima com o Windows, é de que os usuários tendem a ignorar os alertas de segurança quando qualquer aplicativo for instalado ou iniciado pela primeira vez, dando-lhes privilégios como o SMS (através de rubber-stamping approval), sem que levem em consideração as suas reais e sérias conseqüências. Os dispositivos de maior risco foram, segundo relatou a Kaspersky, os que tinham sido desbloqueados (ou "rooted") para dar ao usuário o acesso de nível pleno de administrador no sistema.

    A Kaspersky também aponta que o malware móvel está se movendo com a pior das intenções de comandar e controlar redes, que ele acredita que levarão ao surgimento de botnets móveis. Toda essa situação exige uma ampla reflexão sobre o crescimento e o desenvolvimento do malware do Windows. Finalmente, a especialistas notam que, embora o Google tenha a capacidade de remover de forma remota os aplicativos "desonestos", os sistemas de controle podem ser ignorados.

    Diante dessas análises minuciosas e importantes conclusões, a Kaspersky acredita que a quantidade de malware móvel novo dobrará, passando de 500 no ano passado para pouco mais de mil neste ano de 2011, números que tornam-se alarmantes para a área de segurança.

    Embora a taxa de crescimento seja bastante rápida, ela está longe dos níveis incontroláveis ​​apresentados pelo Windows, mas ainda representa uma tendência preocupante como os dispositivos que são propensos a se tornar mobile wallets em um futuro próximo, e que já possuem uma grande quantidade de informações pessoais e profissionais. O importante é não subestimar os riscos e ter o cuidado máximo com as informações armazenadas em tais dispositivos.


    Links de Interesse:

    - Kaspersky Secure List

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