• Novas Tecnologias: Maior Exigência nas Abordagens Organizacionais

    Os ambientes organizacionais de TI, vem sendo fortemente desafiadas a se manter atualizadas em relação às últimas tendências em tecnologias como cloud computing, mobilidade e big data, que muitas vezes não são exatamente a área de especialização tradicional das equipes. Alguns especialistas da indústria recomendam que sejam feitos investimentos em tecnologias mais abrangentes, já que os serviços de cloud, em particular, podem envolver vários setores especializados (como armazenamento, servidor e rede).


    Ofertas de Serviços, Inovação e Demanda de Negócios

    Também, muitas vezes, eles indicam a contratação de "gerentes de serviços" de TI com o objetivo de agrupar componentes de infraestrutura e fornecer ofertas de serviços. No entanto, algumas mudanças organizacionais podem reduzir o expertise da equipe, a prestação de contas e, ainda, dificultar a entrega de serviços. Então, como aumentar o expertise da organização para lidar com as novas tecnologias? E como se organizar para entregar demandas de negócios que propiciem um maior nível de inovação no desenvolvimento de produtos, além de um processo de entrega mais rápido, garantindo também a qualidade, a eficiência e a segurança?


    Diante das questões apresentadas, ao invés da aquisição de profissionais "generalistas" e de adicionar outros custos e processos de tomada de decisão para a sua equipe de infraestrutura, alguns elementos primordiais passam a ser considerados:

    Cloud Computing - a partir daí, será necessário designar arquitetos ou acionar engenheiros para se concentrar em software como serviço (SaaS, da sigla em inglês), e infraestrutura como serviço (IaaS), garantindo a existência de modelos robustos de estimativas e custos e, também, modelos sólidos de implementação e operação. Além disso, é necessário estabelecer um roteiro que aproveite as soluções de SaaS e IaaS, assegurando que não irá haver exageros ou mesmo fragmentação de um centro de dados.

    Para aplicações e nuvem privada, levando em consideração os seus múltiplos componentes de tecnologia, é melhor deixar que os melhores engenheiros de componentes aprendam sobre áreas adjacentes. Também é importante os chefes das organizações saberem da necessidade de formar equipes multidisciplinares, para que seja possível projetar e implantar essas ofertas. E o mais importante: não restringir a capacidade de engenharia da equipe, selecionando generalistas que precisam de profundidade em algum determinado ponto. Por muitos anos, a área de TI construiu sistemas complexos com componentes diversificados, ampliando equipes multifacetadas de especialistas, o que não deve ser diferente para a computação em nuvem.

    Mobile - Caso a tecnologia móvel ainda não seja considerada a interface mais crítica de uma organização, ela será assim considerada em menos de três ou cinco anos. Então, a mobilidade não deve ser tratada como uma questão para se refletir depois e ser adaptada a partir de interfaces tradicionais. Além disso, as organizações devem estar atentas para a importância de construir um centro de competência móvel, baseado em desenvolvimento, experiência do usuário e expertise em padrões.

    Sendo assim, o conhecimento deve ser distribuído para todo o time de desenvolvimento, enquanto mantém a equipe principal para ajudar com os tópicos mais difíceis. E, claro, continuando com uma arquitetura central e o controle da experiência do usuário. vale ressaltar que uma visão consistente em relação a esse setor deve seguir a essência da companhia, que consiste em um valor inestimável na interação com os clientes.

    Big Data - há dois aspectos-chave dessa onda tecnológica: os dados (e suas tradicionais utilizações analíticas), e a decisão por dados em tempo real, semelhante ao Watson da IBM. A partir daí, há a possibilidade de lidar com as análises de dados como sendo uma extensão do seu armazenamento de dados tradicional. No entanto, a tomada de decisão em tempo real tem o potencial de alterar dramaticamente como a organização especifica e codifica as regras de negócio.


    Alavancagem de Decisões e Análise de Negócios

    Levando em consideração a possibilidade de que 30% a 50% de toda a lógica comercial pode ser codificada em 3 ou 4 gerações de linguagens de programação, ao invés de ser decidida em tempo real, essa capacidade vai exigir novas habilidades de desenvolvimento e de análise dos negócios. Em virtude disso, é preciso cultivar uma equipe central com essas habilidades; enquanto o chefe da organização conduz e determina como alavancar a decisão por dados em tempo real, deve ser analisado também que será necessário semear mais amplamente, essas capacidades dentro das equipes de desenvolvimento.


    Demandas Concorrentes, Parcerias e Vantagem Competitiva

    De maneira global, as organizações de TI devem atender a várias demandas concorrentes. Isso envolve o trabalho com parceiros de negócios para oferecer vantagem competitiva; executar de maneira rápida, à fim de responder (e se antecipar) às demandas do mercado; proporcionar qualidade, eficiência e coerência ao proteger a propriedade intelectual, dados e clientes da empresa. Em resumo, há negócios e mercados que valorizam a velocidade, o conhecimento do negócio, a proximidade a um custo racional e o risco que possam valorizar a eficiência, segurança, qualidade e consistência.

    Dessa forma, devemos projetar uma organização de TI e uma abordagem de sistemas que atendam a ambos os conjuntos de drivers, e antecipe mudanças nos negócios da organização. A melhor solução é sistematizar a TI como uma organização híbrida, para entregar os dois tipos de habilidades. Normalmente, as funções que devem ser consolidadas e organizadas centralmente para fornecer escalabilidade, eficiência e qualidade são infraestrutura (especialmente redes, data centers, servidores e armazenamento), as operações de TI, desk services e tudo o que deve ser executado como uma utilidade para a empresa.

    As funções a serem organizadas ao longo de questões relacionadas a negócios (para promover agilidade e inovação), são o desenvolvimento de aplicações, incluindo Web e um desenvolvimento mais complexo da tecnologia móvel), data marts e Business Intelligence. Algumas funções, tais como database, middleware, testes e gerenciamento de projetos, podem ser organizadas de qualquer modo. Mas se elas não forem centralizadas, irão exigir um conselho para garantir que processos, instrumentos, medidas e templates estejam em consistência.


    Investimentos e Principais Questões Levantadas Sobre Big Data

    Agora que grand parte das organizações têm um conhecimento aprofundado sobre o que é realmente o Big Data e como ele pode transformar o negócio, com formas inovadoras e de alta rentabilidade, os invetsimentos começam a ser alavancados. As questões principais a serem levantadas mudaram para "quais são as estratégias e as necessárias para implantação" e "como é possível mensurar e ter certeza do retorno do que foi investido?".

    O que acontece é que muitas organizações ainda estão nos estágios iniciais, e poucas delas tem pensado em uma abordagem empresarial ou, ainda, percebido o profundo impacto que o Big Data terá em suas infraestruturas, organizações e indústrias. As empresas estão incorporando suas ações de Big Data em uma paisagem tecnológica que encontra-se em fase de mudanças constantes, com forças que produzem e demandam novos tipos de dados e de processamento da informação. Eles se voltam ao Big Data por dois motivos relavantes: necessidade e convicção.

    Além disso as organizações tem a total consciência de de que essas iniciativas são críticas, pelo fato de identificarem oportunidades de negócio óbvias e potenciais, que não podem ser atingidas com as fontes de dados, tecnologias e práticas tradicionais. Daí vem a necessidade de um elemento mai robusto e inovador.

    De acordo com Donald Feinberg, executivo de análise do Gartner, esse cenário faz com que os líderes de TI e negócios, demonstrem um maior interesse em estar à frente dos seus concorrentes, no que se refere ao lançamento das iniciativas de Big Data. Portanto, não há com o que se preocupar: idéias e oportunidades, neste momento, são ilimitadas e algumas das maiores delas vem da adoção e adaptação idealizadas por outras indústrias. Sendo assim, será um enorme desafio deixar de lado o "hype" ao avaliar tecnologias, abordagens e alternativas de projeto de Big Data.

    Vale ressaltar um ponto muito importante: os grandes executivos de TI e negócios, regularmente, dizem que a informação é um dos maiores ativos de suas empresas. E isso tem sido não apenas gerenciado, mas também implantado a informação de maneira mais efetiva. Entretanto, não com a mesma disciplina afiada da gestão que é aplicada a seus ativos materiais, financeiros ou outros elementos intangíveis. A aplicação de modelos de avaliação à informação formal, possibilitará à área de TI e aos líderes de gestão de informação e negócios tomarem decisões diferenciadas sobre o processo de gerenciamento da informação. Essa questão também inclui elementos como enriquecimento, segurança, riscos, compras, coleta, utilização, troca e venda.


    Saiba Mais:

    [1] InformationWeek http://www.informationweek.com/globa...=Jim%20Ditmore

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