• Governo Russo Investiga HP por Suposto Suborno

    Acreditem se quiser! Os escritórios da Hewlett-Packard em Moscou foram recentemente invadidos pelas autoridades russas, como parte de uma investigação sobre corrupção, evasão fiscal e lavagem de dinheiro. Ambos os governo alemão e russo acreditam que a empresa tenha efetuado subornos para conseguir um contrato na Rússia. O valor do suborno seria de US$ 11 milhões para vencer um contrato no valor de US$ 48 milhões, referentes a um contrato para um novo sistema de computadores para o gabinete do Procurador-geral daquele país.

    A história: alguns executivos da subsidiária da HP na Alemanha são acusados de subornar oficiais russos em US$ 11 milhões, para obterem os direitos de um contrato no valor de US$ 47 milhões. Atualmente os promotores estão investigando se a maior fabricante mundial de computadores pessoais teria realizado o suborno para a promotoria criminal da Rússia.

    O mais surreal de tudo, é que esse é o mesmo gabinete responsável pelas investigações sobre o suposto suborno, e outros crimes relacionados a corrupção no país. O acordo que resultou da denúncia e posterior investigação, é antigo. Ele remonta de de agosto de 2003, e na época, era para ter sido realizado através da subsidiária alemã da HP. Aparentemente tratava-se de uma série de empresas de fachada localizadas nos Estados Unidos, Reino Unido, Letônia, Lituânia, Áustria, Suíça e Nova Zelândia.

    Atualmente a HP tenta se livrar do problema, alegando que o mesmo ocorreu a muitos anos atrás, e que muitos dos funcionários supostamente envolvidos no suborno não estão mais presentes nos quadros da empresa. Aparentemente, parece que a polícia alemã já possui mandados de prisão para 10 suspeitos. O problema é que o contrato da época está ilegível, e que por isso está bastante difícil de se identificar o funcionário russo que assinou o documento.

    O presidente da HP na época era Carly Fiona, e esse não parece ser um bom momento para ela, já que está concorrendo a um cargo no Senado da Califórnia, nos Estados Unidos. A própria HP apenas afirma que a investigação está em curso, e não fornece maiores detalhes sobre o assunto.

    A companhia afirmou em um comunicado que "Esta é uma investigação de conduta que teria ocorrido a quase sete anos atrás, em grande parte por funcionários que já não estão mais na HP", e acrescentou "Nós estamos cooperando totalmente com as autoridades alemãs e russas, e iremos continuar a conduzir nossa própria investigação interna". Isso foi tudo que a empresa forneceu a mídia, sem maiores detalhes.

    Um oficial da comissão de investigação do escritório do procurador geral comentou que "as ações de investigação estão sendo realizadas como parte de um trabalho de assistência jurídica internacional, que vem de autoridades competentes da República Federal da Alemanha".

    A pergunta que fica é: por que somente agora? Depois de quase sete anos, não somente os funcionários envolvidos estão nos quadros da empresa acusada, como também são quase dois ciclos completos de governo em todos os países envolvidos. Seria esse um problema de envolvimento político? Ou algo mais? A preocupação é grande pois são dois governos europeus envolvidos no escândalo junto a própria empresa. Além disso, o alvo dos subornos foi justamente o gabinete federal responsável por investigações desse tipo em todo o país. Pelo jeito, se essa investigação realmente for para frente, muito mais "coisas" serão "encontradas".


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