• Triunfo dos Aplicativos na Web Móvel

    Inicialmente, a grande proposta da Web era ser uma plataforma para todos, aberta e totalmente desprovida de regras. Até que por um tempo foi assim, mas hoje tornou-se a base de grandes empresas de renome na Internet, como é o caso da Amazon, do Facebook e o Google, e de certa forma, da Apple e da Microsoft. Entretanto, o processo evolutivo da Web concretizou-se principalmente nos bastidores, no back-end, entre servidores e data centers. No front, no navegador da Web, o processo de evolução da tecnologia da Web para a programação e apresentação tem sido ofuscado nos últimos anos por aplicativos nativos, por vários tipos de software escritos principalmente em Java ou Objective-C para sistemas operacionais Android ou iOS, e não em tecnologias abertas como HTML, CSS e JavaScript.



    Processo de Evolução da Web

    Tudo isso pode ser constatado desde o surgimento da Mozilla e sua luta recente para conquistar relevância. A culpa é dos dispositivos móveis, que acomodam a interação baseada no toque em aplicativos nativos mais elegantes do que as aplicações da Web. Além disso, a Web evoluiu para acomodar a interação baseada no teclado e no mouse dos computadores de mesa, os ambientes desktop, antes de ser integrada à utilização a partir dos telefones celulares. E apesar de frameworks JavaScript para dispositivos móveis terem deixado seu forte registro nessas questões, o legado desktop da Web ainda fica no caminho.


    Percentuais Comparativos de Acesso à Web

    De janeiro a março deste ano, de acordo com empresa de métricas on-line Flurry, o uso de aplicativos é responsável por mais de 80% do tempo médio do consumidor móvel dos EUA, um número que corresponde em média a duas horas e 19 minutos por dia, e representa um aumento de 6% em relação ao ano passado. Em relação ao tempo utilizado para acessar a Web a partir de dispositivos móveis durante este período, ele caiu para 14% contra 20% no mesmo período em comparação ao ano de 2013.


    Preponderância dos Dispositivos Móveis

    De acordo com declarações de Simon Khalaf, CEO da Flurry, "os dados contam uma história clara de que os aplicativos, que foram considerados um mero modismo há alguns anos, estão dominando completamente o universo mobile, enquanto o navegador tornou-se somente uma aplicação de acesso a uma diversidade de aplicativos". O ponto de inversão, medido pelo eMarketer, outra empresa de métricas, veio em agosto do ano passado, quando o tempo gasto em dispositivos móveis ultrapassou o gasto em relação a notebooks e computadores.


    Gastos, Aplicativos, Comunicação e Entretenimento

    Os consumidores gastaram a maior parte do seu tempo (32%) interagindo com aplicativos de jogos, um percentual que se manteve o mesmo desde o ano passado. Aplicativos sociais e de comunicação, incluindo Facebook, corresponderam a 28% do tempo dos usuários, um aumento de 24% no ano passado. Aplicativos de entretenimento e utilidades mantiveram sua participação de 8% do tempo dos usuários, enquanto aplicativos de produtividade tiveram seu uso dobrado, chegando a 4% do tempo total gasto em dispositivos móveis.


    Publicidade Móvel e Tempo Utilizado para Conexão

    Levando em consideração o mercado móvel em sua totalidade, Khalaf enxerga muitas oportunidades, lembrando que o Facebook e o Google recebem menos de um quarto da atenção dos consumidores móveis nos Estados Unidos, a partir do total que foi apresentado. Ele também destaca números da ComScore, que indicam que as dez maiores empresas online absorvem menos de 40% da atenção do consumidor.
    Khalaf observa que enquanto a participação do Facebook na receita de publicidade móvel corresponde ao tempo que os usuários passam na rede, a participação do Google nas receitas de publicidade móvel será desproporcionalmente maior, se for mensurada contra o tempo que usuários móveis passam em aplicativos do Google.


    Percentuais das Receitas Publicitárias

    Na sequência das informações, muitos outros aplicativos não estão recebendo uma parte dos gastos com publicidade móvel, que é proporcional ao tempo gasto pelos usuários em tais aplicativos. Ainda de acordo com o especialista, esses apps são responsáveis por comandar mais de 65% do tempo gasto, mas só recebem 32% das receitas de publicidade. Ele também disse que isso representa uma grande oportunidade para as aplicações, incluindo aplicativos de jogos, que ajuda a rentabilizar através da publicidade.

    No entanto, o apelo de aplicativos nativos através da web móvel é principalmente, sobre a promessa do oferecimento de uma experiência superior ao usuário. Conforme afirmações do escritor e blogueiro John Gruber, que foram feitas no ano passado em seu site Daring Fireball, os aplicativos da Web são a melhor maneira de alcançar o máximo possível de pessoas com o mínimo de esforço; além do mais, os apps nativos são o melhor caminho para criar a melhor experiência possível nessa questão.


    Saiba Mais:

    [1] ITWeb http://itweb.com.br/112585/a-vitoria...-na-web-movel/

    Sobre o Autor: Camilla Lemke


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