• Bolware: Fraude Bancária de Enormes Proporções Causa Prejuízo Bilionário

    Um esquema cybercriminoso bastante poderoso de fraude bancária, tem como o alvo os correntistas de bancos brasileiros. Nesse contexto, especialistas da RSA, empresa de segurança da EMC, relataram na semana que passou, exatamente no dia 02 de julho, a existência de uma operação conduzida por elementos ligados ao cybercrime, e que podem estar envolvidos com o crime organizado no Brasil. Esta ação, de acordo com o que declarou a RSA entre fevereiro e maio deste ano, teria causado mais de 190.000 vítimas por meio da emissão de 495.793 transações de pagamentos realizados através de boletos bancários.



    Bolware é Responsável por Prejuízos que Chegam a "Casa" dos Bilhões

    Os boletos foram avaliados em R$ 8,57 bilhões, que é o equivalente a quase US$ 4 bilhões. Porém, não fica muito claro na reportagem do New York Times, qual foi o valor efetivamente roubado pelos bankers, uma vez que não existe um controle sobre quais boletos falsos foram pagos pelos correntistas.

    Além de tudo isso, a ação dos cybercriminosos aconteceu, explicam os pesquisadores, através de um worm chamado de "Bolware", que surge da união das palavras boleto e malware. Esta praga, é enviada por e-mail às vítimas usuárias do sistema operacional Windows, e assim, os criminosos se conectavam aos computadores infectados e interceptavam pagamentos feitos através de boletos, fazendo um redirecionamento para suas contas, por meio do código digitado.


    Pesquisadores da RSA no Brasil, Estados Unidos e Israel Analisaram Variantes de "Boloware"

    Em um período de três meses, pesquisadores da RSA no Brasil, Israel e nos Estados Unidos estudaram 19 variantes do Bolware, detectado pela primeira vez no ano de 2012, mas que só agora foi identificado como parte de uma aliança criminosa, passando a determinar o escopo de atividades bastante prejudiciais aos usuários. Os especialistas da empresa, também disseram que a operação criminosa está fortemente ativa, e se propuseram a ajudar a Federação Brasileira de Bancos, Febraban, que não quis se manifestar sobre esse assunto.


    Saiba Mais:

    [1] The New York Times - Technologyhttp://www.nytimes.com/2014/07/03/technology/cybercrime-scheme-aims-at-payments-in-brazil.html?_r=0

    Sobre o Autor: Camilla Lemke


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