• Grupo Pro-ISIS: Investidas Cibernéticas Contra US CENTCOM e Provocações Extremistas de Cunho Religioso

    Indivíduos que se intitulam "hackers" e demonstram total apoio aos jihadistas e aos "Estado Islâmico", estiveram no controle das contas do Comando Central dos EUA (CENTCOM) no Twitter e no YouTube, de acordo com uma confirmação feita na segunda-feira que passou, pelo Departamento de Defesa. Durante a investida, os elementos envolvidos substituíram o banner principal para a conta do Twitter do CENTCOM por uma imagem de um homem mascarado junto com as palavras "CyberCaliphate" e "I love you ISIS".


    Fanatismo Religioso e Nacionalismo Exacerbado

    Os atacantes publicaram mensagens no Twitter e postaram no Pastebin, dizendo:

    "Você não verá nenhum infiel ser salvo pela misericórdia divina. O ISIS já está aqui; estamos em seus computadores, em cada base militar. Com a permissão de Deus, estamos no CENTCOM neste exato momento. Nós não vamos parar! Sabemos tudo sobre você, sobre suas esposas e filhos. Soldados dos EUA, estamos vigiando todos vocês".

    Os atacantes também postaram informações e detalhes sobre os militares assim como fotos deles, além de uma lista telefônica de oficiais. As mensagens postadas demonstram uma enorme rivalidade, um ódio exacerbado que nasceu através das diferenças políticas e religiosas entre o islamismo e o judaísmo, onde, sem partidarismos ou qualquer tipo de defensiva, observamos que o lado que apóia o islã, vive por um ideal nefasto de fanatismo, a partir do qual existe um juramento de morte em nome das causas que abraçam. O nome de Deus (Allah ou Alá) sempre é proferido, em uma justificativa insana para toda e qualquer investida contra pessoas, atividades e estabelecimentos que, aos olhos deles, não estejam de acordo com o que pregava o grande profeta Al-Qasim Muhammad, mais conhecido como "Maomé" ou qualquer coisa que não siga as diretrizes do islamismo.


    Comprometimento das Contas e Tomada de Medidas Cabíveis

    Conforme declaram os responsáveis pelo Departamento de Defesa, foi possível confirmar que o Twitter e YouTube em relação às contas que haviam sido tomadas, foram sim comprometidos na manhã de segunda-feira. Sendo assim, foram tomadas as medidas adequadas para resolver essa questão. As redes militares operacionais do CENTCOM não foram comprometidas e não houve nenhum impacto operacional em relação ao Comando Central dos EUA, de acordo com uma declaração de notícias que foi emitida no final do dia de ontem. Tudo o que está acontecendo, pode sim ser caracterizado como um caso extremo e preocupante de vandalismo cibernético.


    Enquanto isso, a avaliação inicial que foi feita, é que nenhuma informação confidencial foi publicada e que nenhuma das informações publicadas veio a partir de sites de servidor ou de mídia social ligados ao CENTCOM. Além disso, está sendo feita uma notificação destinada às autoridades do Ministério da Defesa e da aplicação da lei, adequadas sobre a libertação potencial de informações de identificação pessoal e que assim, tomarão medidas apropriadas para assegurar todos os indivíduos potencialmente afetados, para que estes sejam notificados o mais rápido possível.


    Suspensão, Posterior Recuperação da Conta e Campanha de Malware Direcionada

    A conta @CENTCOM no Twitter foi suspensa no momento da publicação, mas o Departamento de Defesa conseguiu recuperar o controle das contas comprometidas. "A conta comprometida foi monitorada a partir da publicação de documentos sensíveis no Pastebin, o que parece ter sido projetado para intimidar soldados norte-americanos", disse Trey Ford, Estrategista de Segurança Global da Rapid7, em uma declaração ao SecurityWeek. Além disso, existe uma coisa importante a ser observada: os "document dumps" da Sony foram atrelados a malware, e tudo indica que esses arquivos em questão também sejam parte integrante de uma ardilosa campanha de malware direcionada, visando analistas militares e suas respectivas famílias.

    Na sequência de todos esses acontecimentos, outra importante observação foi feita: este ataque parece ter como responsáveis, os mesmos autores que investiram contra o WBOC e Albuquerque Journal na semana passada. O palavreado usado pelos atacantes é o mesmo, assim como a maneira que eles se comportaram e as hashtags utilizadas, o que não seria uma simples coincidência. Grande parte desta ação parece ser, simplesmente, uma tática de intimidação; todos os documentos vazados são, de fato, de domínio público, tendo sido reformulados para que sejam interpretados como uma real violação de informações. Dessa forma, é possível concluir que os atacantes estão tentando torná-los com ares de legitimidade, ameaçando soldados e suas esposas, com a alegação de ter acesso móvel. Na verdade, eles provavelmente só roubaram uma senha, seja por meio de um esquema de phishing ou através de um ataque de força bruta.


    Benjamin Netanyahu Cita Extremismo Islâmico como Inimigo em Comum

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez um pronunciamento no último domingo dia 11 de janeiro, na Grande Sinagoga de Paris. O pronunciamento foi durante a cerimônia que homenageou às 17 vítimas dos ataques terroristas nos últimos dias. Ao fazer o seu discurso, o Netanyahu fez menção à humanidade, pediu que haja paz entre todas as crenças religiosas e senso de justiça. O primeiro-ministro disse que a sua intenção era expressar seus sentimentos para todas as famílias das vítimas dos atentados, e a todos os inocentes que são mortos todos os dias devido à intolerância e ao ódio disseminado. Netanyahu disse ainda que não podemos parar de lutar contra o antissemitismo e o terrorismo, sendo bem enfático em suas colocações.

    Além de tudo, Netanyahu fez referência indireta ao policial Ahmed, de origem muçulmana, morto no ataque ao Charlie Hebdo. Ele disse que fazia questão de lembrar também, de todos aqueles que morreram tentando salvar outras vidas. Na sequência, o primeiro-ministro israelense parabenizou a ação da França contra o antissemitismo e o combate ao terrorismo, e reforçou que não se trata de oposição ao Islamismo, e sim, ao radicalismo. Conforme declarou Netanyahu, o Islã não reconhece o extremismo. "Nosso inimigo em comum é o extremismo".

    O premiê reforçou a necessidade de combater essas práticas nefastas e que tem assolado as relações humanas, após manifestar seu "agradecimento" a Lassana Bathily, um funcionário muçulmano do supermercado kasher, onde aconteceu a tomada de reféns na sexta-feira passada. De origem malinesa, o jovem salvou vários clientes desse estabelecimento que foi alvo de ataques, e que fica localizado no leste de Paris. Dirigindo-se aos judeus, Netanyahu declarou que "todos têm o direito de viver em segurança, onde escolherem, em particular na França". Os quatro judeus mortos pelo jihadista Amedy Coulibaly em um mercado judeu na última sexta-feira, foram enterrados nesta terça-feira dia 13 de janeiro, em Israel. Após os ataques de sexta-feira, Benjamin Netanyahu pediu à França que mantenha um nível elevado de segurança em torno das instituições judaicas localizadas naquele país.


    Legislação Sobre Segurança Cibernética

    O presidente norte-americano Barack Obama, fez uma nova tentativa de impulsionar uma legislação relacionada à segurança cibernética, pedindo ao novo Congresso que ressuscite uma iniciativa que se manteve estagnada nos últimos anos. O pedido foi feito um dia depois de seguidores da organização Estado Islâmico (EI) terem invadido as contas no Twitter e no YouTube do Comando Militar Central dos Estados Unidos (Centcom). Obama disse ainda que o ataque contra a Sony, a intervenção na conta do Twitter (do Centcom) por elementos ligados à jihad islâmica, no dia de ontem, demonstraram, fortemente, o quanto é necessário fazer, tanto no setor público quanto no setor privado. Tudo com o intuito de fortalecer a segurança cibernética no mundo inteiro.

    A nova proposta faz uma enfática projeção à troca de informações relacionadas às ameaças cibernéticas entre o setor público e o setor privado. Além disso, a medida também penalizará a venda de toda e qualquer informação financeira roubada e poderá exigir que as empresas passem a notificar os consumidores sobre ocorrências de violação de dados. Obama disse ainda ter conversado com os líderes do Partido Republicano com representantes na Câmara e no Senado. A partir de tal conversa, o presidente declarou que eles chegaram a um acordo sobre esta ser uma área na qual é possível eles desenvolverem um trabalho em conjunto, concretizando uma legislação e garantindo que haverá uma real eficácia em proteger os americanos destes tipo de ataques cibernéticos, que se tornaram bastante comuns.

    Vale ressaltar que este plano, também poderia criminalizar a venda no exterior de informação financeira americana obtida através de roubo, como números de cartões de crédito e contas bancárias, ajudando as autoridades federais a impedir a venda de software espião usado para cometer roubos de identidade ou espionagem.


    Extremistas Islâmicos e Difusão de suas Atividades

    Quem são os extremistas islâmicos? Esses elementos podem ser considerados grupos que se opõem a todo e qualquer acordo de paz. Com o advento da revolução iraniana, quando o fundamentalismo foi instituído naquele país, ocorreu uma significativa difusão entre os povos do Oriente Médio. Na década de 80, houve o surgimento de alguns movimentos armados que buscavam, de maneira incessante, a destruição de Israel e a fundação de um Estado Islâmico Palestino. O movimento islâmico fundamentalista, Hamas, que surgiu no ano de 1987, atua fortemente na área política e também na área militar. Esse grupo combate Israel militarmente e ao mesmo tempo, disponibiliza serviços sociais, como creches, escolas e hospitais. Esse lado humanitário do movimento é o fator que ajuda a promovê-lo entre a população. Além do mais, o movimento tem como finalidade chave a destruição de Israel e a implantação de um Estado palestino controlado pelo código islâmico (Sharia).


    Jihad Islâmica

    A Jihad é uma organização bastante parecida com o Hamas, pelo fato de apresentar muitas características em comum. A diferença entre eles é que a Jihad tem uma expressividade menor. Entretanto, assim como o Hamas, a Jihad também recebe muitos incentivos e apoios do Irã. A organização em questão é limitada quanto ao número de integrantes; no entanto, isso favorece que haja u'a maior discrição do grupo perante as autoridades. Da mesma forma que o grupo citado anteriormente, seu inimigo número 1 é Israel. Por isso, os jihadistas tem como objetivo a destruição do Estado de Israel para que haja a implantação de um Estado islâmico.


    Saiba Mais:

    [1] Security Week http://www.securityweek.com/pro-isis...utube-accounts
    http://www.securityweek.com/white-ho...ersecurity-law

Visite: BR-Linux ·  VivaOLinux ·  Dicas-L