• Muitos Pais não Sabem Lidar com Cyberbullying

    Através de um levantamento feito, foi constatado que 54 por cento dos pais que vivem no Reino Unido, não teria nenhuma idéia se seu filho estava sofrendo ciber bullying, destacando que a maioria dos pais são completamente mal informados e não sabe lidar e nem reconhecer esta ameaça crescente para as crianças. As práticas de cyber ​​bullying são cada vez mais fortes na Internet e envolvem o uso de telefones celulares ou computadores para intimidar, ameaçar ou aborrecer alguém. Quase 45 mil crianças conversaram com a ChildLine sobre o bullying que sofreram no ano passado e muitos especialistas acreditam que a maioria dos jovens ainda passará por essa experiência em algum momento da sua vida.


    No entanto, apesar de cyber bullying estar em ascensão, a pesquisa da ESET também revelou que 52 por cento dos pais não teria absolutamente a mínima idéia do que fazer se seu filho estivesse sendo intimidado no mundo cibernético. Em resposta às conclusões de um novo estudo, Mark James, especialista em segurança no ESET, disse: "Cyber ​​bullying é uma ameaça crescente para as crianças; no entanto, é um território relativamente desconhecido para a maioria dos pais, porque muitos não têm experiência anterior em lidar com o problema. Outras conclusões do estudo revelaram que, quando os pais foram questionados sobre onde seu filho estaria sendo intimidado e quem seriam as pessoas que estariam fazendo isso, as respostas foram as seguintes:

    - 45 por cento disse que a escola do seu filho era o palco das investidas;
    - 70 por cento disse que iria entrar em contato com o site onde seu filho estaria sendo vítima de cyberbullying;
    - 38 por cento disse deles que iria entrar em contato com a pessoa que estaria intimidando o seu filho.

    A verdade é que o cyberbullying tem um enorme potencial para fazer ainda mais vítimas que o bullying tradicional. Para isso, basta a publicação de uma foto ou um vídeo na Internet para virar motivo de piada ou de um perfil virtual falso. Alguém se passa pela outra pessoa e diz que aquela pessoa fez ou é coisas que não são verdade. No bullying offline, as principais vítimas costumam ser crianças tímidas ou com características fora do que se considera padrão (desempenho escolar melhor ou pior que o dos colegas, peso abaixo ou acima da média, por exemplo).


    Cuidados com as Crianças e Jovens no Mundo Cibernético

    A inexperiência com as ferramentas cibernéticas e a falta de malícia, acabam deixando os pequenos mais vulneráveis ao cyberbullying. Assim, é até bastante comum as crianças não tomarem os cuidados básicos, como não contar as senhas que utilizam e esquecer de fazer logoff de e-mail e em programa de mensagens. Por isso os adultos precisam orientá-los para que não venham a correr riscos ficando vulneráveis à investidas maliciosas. O medo do bullying não pode levar os pais a proibir que as crianças utilizem a Internet, pois ao invés de privá-las, as mesmas devem receber orientações e saber como conduzir casos de ofensas e agressões através da grande rede.


    Vítimas Devem Procurar a Justiça em Casos de Cyberbullying

    Alguém criou uma comunidade cibernética para zombar de seu filho ou está distribuindo e-mails que o ofendem. Neste caso, o que fazer? Caso seja uma comunidade ou perfil falso que esteja promovendo as ofensas, é preciso tirar um "PrintScreen" do conteúdo ofensivo e imprimir a imagem. O responsável pela vítima pode fazer uma denúncia em uma delegacia de polícia ou diretamente no Ministério Público. Além disso, é necessário fornecer o máximo de detalhes possíveis sobre o caso, como endereço do site que veiculou a ofensa, o dia e o horário em que estava no ar e o nome de quem publicou caso a vítima saiba, embora o agressor possa usar um nome fictício.

    A partir do momento em que a denúncia for feita, a Justiça exigirá que o site tire a página ofensiva do ar. O anonimato pela Internet é uma falsa impressão, uma ilusão, pois nada fica anônimo e nem deixa de ser descoberto. A Justiça brasileira consegue descobrir o autor da ofensa e encaminha o processo contra ele. Além do mais, o agressor pode ser processado e ter de pagar indenização para o ofendido. Se for menor de idade, a conta por ter praticado a ofensa pode pesar muito no bolso dos pais. Exatamente por esta razão, é preciso que haja todo um cuidado redobrado: os pais precisam verificar se o filho não sofre esse tipo de intimidação, já que muitos jovens têm vergonha de contar. Além disso, os pais também precisam verificar se o seu filho não é um possível autor de bullying contra outras pessoas. Portanto, o caminho para proteger os filhos das ameaças dos tempos modernos é procurar sempre conversar em casa, verificar se está tudo bem, analisar o comportamento dos filhos. A vítima de bullying sempre dá sinais de nervosismo, irritação, perde vontade de ir à escola, se afasta dos amigos. Já o autor do bullying costuma ter um comportamento violento, agressivo, estúpido e dotado de egoísmo.


    Jamais ser Conivente com Este Tipo de Comportamento

    Lógico que é muito mais fácil dar risadas quando você vê alguém chamando uma colega de um apelido muito feio, ofensivo, grotesco do que tomar partido e defendê-la, isso é fato. Porém, pare pra pensar: e se você estivesse no lugar dessa amiga que vive de cabeça baixa? Por isso, vale a pena enfrentar sim a pessoa que se acha imbatível, valente, que pratica o esporte de humilhar quem é mais quietinha. Ela só é valente até a hora que encontra alguém corajoso e mais audacioso que ela.


    Bullying Praticado por "Amigos" e Atitudes a Serem Tomadas para Intimidar o Agressor

    Certamente, sua turma toda percebe que o que essa pessoa faz é muito errado. Então, que tal criar coragem e dar um toque nela? Diga que pôr os outros pra baixo não é nem nunca vai ser algo legal. Pelo contrário, isso denota frustração, comportamento típico de quem se acha um lixo e tenta transferir para os outros suas próprias fraquezas e insucessos. Desestabilizar alguém que acha que pode desmerecer os outros, seja na vida real ou virtual, de maneira altamente covarde, é uma estratégia boa, inteligente e vai tirando as forças daquele agressor. Portanto, quando o bullying for praticado contra uma amiga ou um amigo seu: incentive a pessoa atacada a procurar ajuda de algum responsável (tanto no colégio quanto em casa). Se você ver que ela tem vergonha de fazer isso, converse você mesma com alguém que possa, de fato, ajudá-la; o que não pode é deixar a situação correr frouxa. É desse silêncio que se valem os agressores, por isso, nada de ficar quieto, como se nada tivesse acontecido. Para toda ação, deve existir sempre uma boa reação.


    Cyberbullying é Cybercrime

    As pessoas sabem que hoje em dia, ter suas contas em redes sociais zoadas de alguma maneira, não é nenhuma novidade. Afinal, a pessoa sem noção que faz isso, é tão "esperta" que acredita que nunca vai ser descoberta. Exatamente aí é que mora o engano pois o que muita gente valentona não sabe é que dá, sim, pra descobrir quem praticou a agressão através de rastreamento do computador. A vítima pode imprimir o material ofensivo, e denunciar o agressor nas delegacias especializadas em crimes de informática. Dessa forma, um perito pode perfeitamente descobrir a identidade do agressor, mesmo que ele se disfarce com um contato falso. Para evitar situações desagradáveis, não aceite amigos dos quais você nunca ouviu falar em nenhum site de relacionamento e bloqueie suas fotos nas redes sociais, caso estas ofereçam opções de privacidade; dessa maneira, só quem é seu amigo terá acesso a elas. Outro cuidado que é necessário ter é quanto ao uso de webcam: ao ligar, certifique-se antes se não mostrará nada que possa lhe comprometer. Além disso, evite postar fotos suas de biquíni, principalmente se estiver sozinha. Esse tipo de foto é um prato cheio para que os desocupados de plantão façam montagens. E quando for usar um computador que não é seu, não deixe nenhuma senha registrada, para não dar margem para uma possível violação de seus dados.


    Saiba Mais:

    [1] Net Security http://www.net-security.org/secworld.php?id=18118

    Sobre o Autor: Camilla Lemke


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