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É oficial: estamos na era do Zettabyte. Você está preparado?

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Eu ainda me lembro quando estava no universidade e um amigo havia me dito que tinha comprado um novo computador com disco de 40 megabytes. Eu perguntei para ele: "porque isso tudo? O que você vai fazer com tanto disco?" Naquela é época (1990) não haviam câmeras digitais, scanners, MP3 e o link de Internet da universidade (USP) era de 1Mbps (para toda a USP).

Segundo um levantamento do IDC (empresa de consultoria internacional) este ano o mundo irá criar 1,8 zettabytes de informações, entre emails, arquivos, imagens da NASA, MP3, pirataria, imagens médicas, etc.

Para quem não sabe o que é um zettabyte, aqui vai a evolução, começando a partir dos mais conhecidos: um gigabyte são 1.000 megabytes (OK, são 1.024, mas eu prefiro arredondar par ficar mais claro). Um terabyte são 1.000 gigabytes. Um petabyte são 1.000 terabytes. Um exabyte são 1.000 petabytes. Finalmente chegamos ao zettabyte: são 1.000 exabytes.

No total um zettabyte são mais de um bilhão de terabytes.

Do outro lado nós temos o armazenamento, usualmente feito em discos rígidos, que hoje giram na casa dos 500GB aos 2TB e estão começando a surgir os discos de 4TB. O problema é que estamos chegando no limite da tecnologia dos discos magnéticos. Não é uma questão de dizer "a tecnologia sempre evolui, alguém vai encontrar uma solução". O problema é mais complicado que isso, tentar colocar mais que 4TB em um disco tão pequeno significa dedicar uma área muito pequena para cada bit, pequena o suficiente para - estatisticamente - poder ser modificada por coisas tão insignificantes como o campo magnético da Terra. Por outro lado os mecanismo de armazenamento em estado sólido estão demorando muito para cair de custo e sua capacidade é pequena.

O que isso tudo significa para nós? A resposta é: precisamos aprender a usar melhor os recursos de armazenamento. Hoje é muito comum se fazer backup completos, gerando várias cópias da mesma informação (ao invés de backups incrementais). Ou então o mesmo arquivo estar gravado em vários computadores (por exemplo um manual) de vários usuários. Por outro lado, como os dados são armazenados sem controle, não sabemos quando poderemos apaga-los (será que este backup do ano passado tem alguma coisa que eu ainda vou precisar um dia??).

Quando temos água em abundância, esbanjamos até ela se tornar escassa e dai passamos a usá-la racionalmente. O mesmo com energia, ar, meio ambiente. Com o armazenamento, não está sendo diferente, hoje estamos tratando os dados com displicência, guardando de qualquer maneira, sem organização e eles estão se acumulando como lixo nas encostas.

Não estou pregando que joguemos fora as faixas de "preserve o meio ambiente" e troquemos por "preserve o storage". Mas por outro lado toda mudança de mentalidade e comportamento toma tempo e sempre é melhor assimilada quando realizada com tempo e planejamento. Assim o que estou dizendo aqui a todos é que provavelmente esta é uma boa hora para começarmos a pensar em como gerenciamos os dados e já nos prepararmos para o momento aonde a nossa necessidade de armazenamento exceda a capacidade razoável (incluindo custo) dos sistemas disponíveis.

Existem ferramentas de backup que se dedicam em realizar cópias apenas das alterações. Empresas devem criar políticas de backup (por quanto tempo precisam armazenar um relatório? Em um PDF de manual de equipamento? E imagens da festa de fim de ano?) e usar softwares que apliquem essas regras. O sistema de armazenamento faz deduplicação? Ou dizendo melhor, o que é deduplicação???.

Ao contrário do meio ambiente, aonde não temos como automatizar a sua preservação, felizmente o mundo de TI e Internet pode contar com software e sistemas que ajudam a preservar espaço em disco, que vai se tornar cada vez mais escasso. No entanto esses software só funcionam se a empresa tiver uma política de gerenciamento de armazenamento e esse é o grande desafio: se preparar, aprendendo a criar uma política de gerenciamento de armazenamento e gradativamente criando as ferramentas para implementá-las.

Quem começar cedo, vai fazer com calma e tranquilidade...

Me acompanhe no Twitter: http://twitter.com/mlrodrig

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Atualizado 02-07-2011 em 20:08 por mlrodrig

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Comentários

  1. Avatar de MAJOR
    Rodrigo, perfeito o artigo.
    Acredito ter a mesma idéia. Devemos usufruir melhor dos recursos que já temos, ou seja tornar a tecnologia existente mais eficiente ai invés de buscar desenfreadamente novas tecnologias. E não estou dizendo que devemos parar o avanço tecnológico e sim melhorar a qualidade das já existentes.
    Um caso clássico, IPv4
    Quantos IPs estão perdidos ou sem uso?

    Enfim,

    Excelente artigo.
    Atualizado 02-07-2011 em 21:20 por MAJOR
  2. Avatar de darkhscosta
    Gostei do texto, achei instrutivo e assino em baixo no que diz respeito à boa e coerente utilização de espaço ao passo das redundâncias q acontecem devido à duplicação de arquivos e mal uso de espaço.<br><br>Parabéns pelo artigo.
  3. Avatar de BraZuky
    Muito Bom!!
  4. Avatar de ayrtongsz
    Também estou certo que as redes sociais irão contribuir e muito para que a era do "Zetabyte" passe rapidinho !

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