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Interatividade na web

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Um leitor anônimo escreveu:
Gostei muito de ler teu post " Uso de computador na escola: um engano?" através do site br-liinux.org e gostaria de parabenizá-la por essa "reação" ao estudo realizado na Unicamp. Aproveito então para perguntar sua opinião sobre o que se convenciona chamar de Web 2.0, uma vez que no final de seu texto pode-se ler que:
O computador não é uma varinha de condão, ele é uma ferramenta para ter acesso a uma infinidade de informações, desde informações úteis até aquelas que eu, ironicamente, chamaria de peçonhentas por seu conteúdo venenoso, ao passar informações erradas aos usuários.


Respondo:
A interatividade, tão cara à Web 2.0, é importante, mesmo que possa dar lugar à publicação de informações errôneas. Eu não deixo de acreditar nas iniciativas das pessoas no mundo real, como ONGs por exemplo, somente porque, afinal de contas, o mundo está cheio de safados que usam máscaras de credibilidade, às vezes das próprias ONGs, somente para benefício próprio. Eu não deixo de acreditar no potencial dos professores que atuam desde em escolas particulares construtivistas até escolas no meio do mato, em que as pessoas sentam-se em troncos e põem os cadernos encima das pernas, somente porque é sabido que muitos professores dão aulas como quem vende limão, sem qualquer comprometimento com o conteúdo, por motivos que vão desde baixos salários e péssimas condições de trabalho até ameaças de alunos armados ou mesmo problemas familiares, sem contar a política que estimula (pra dizer o mínimo) que se passe o maior número de alunos independente da qualidade do aprendizado.
Do lado do maníaco que oferece balas às crianças no caminho da escola, por motivos excusos, tenho o senhor que oferece doces para tornar suas vidas menos difíceis, pelo prazer de um sorriso.
Do mesmo modo, nos blogs, por exemplo, posso ter uma discussão preconceituosa contra a mulher ou ter uma discussão interessante como esta, a respeito de ensino e computador.
É importante perder a ingenuidade frente à máquina: quem está do outro lado, na internet, é um ser humano, passível de todas as vontades (patológicas ou não) que qualquer ser humano pode ter. E a perda dessa ingenuidade, sem dúvida, deve advir de pais, professores e amigos, desde a infância. Ou seja: todos somos responsáveis. A história do lobo mau e da chapeuzinho vermelho é muito antiga, tem séculos de idade, e ninguém precisou esconder o lobo atrás do computador para conseguir que o lobo enganasse a chapeuzinho.
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