+ Responder ao Tópico



  1. Infelizmente a gente também nunca sabe quando um político vai fazer algo de verdade. O duro é que agora muitos estã prometendo internet grátis e não tem como sabermos quem realmente vai fazer isso.

    Preciso investir em infra-estrutura em um dos provedores que trabalho e vamos ter que esperar, porque o pessoal esta prometendo muita coisa, o que inviabilizaria maiores investimentos de nossa parte. E, por outro lado, se eles não fizerem o que estão prometendo, nós teremos perdido uma boa oportunidade de expandir negócios.

    Uma decisão difícil. Aumentar o link com a operadora e "ganhar" um contrato de 36 meses ou esperar a decisão de um político sair do papel? rss

    Carlos

  2. Citação Postado originalmente por 1929 Ver Post
    Não é bem assim.
    Na verdade existe uma série de serviços que por lei são atribuições da autoridade constituida. Sáude, educação, saneamento, segurança e por aí vai.
    Agora, internet não é serviço essencial e portanto não cabe ao poder público intrometer-se no ramo, até porque existe uma regulamentação para o serviço e este é encarado pela própria Anatel, como de iniciativa privada.

    No entando, por alguma política de governo, medidas podem ser tomadas para facilitar o acesso de usuários. Mas estas medidas deveriam necessariamente passar pela iniciativa privada, dentro de alguns paramentros que poderiam ser definidos.
    Usar este instrumento com finalidade populista é pura demagogia.
    E concordo com outros que citaram que serviço público deixa a desejar, mas que atrapalha, atrapalha.

    A analogia com a Microsoft não é válida, porque ela e os desenvolvedores Linux estão todos na iniciativa privada.
    Veja o exemplo da Petrobrás, é outra visão do mesmo problema. Apesar do governo ser dono da metade da Petrobrás, eu não acho justo colocar no orçamento da União, verbas para expansão já que ela é uma empresa de iniciativa privada. E segundo as notícias supostamente a maior parte dos investimentos do PAC serão absorvidos pelo setor petroleiro.
    Cada um no seu galho é mais justo.
    Temo que esse tópico esteja caminhando para uma discussão que vai de nada pra lugar nenhum, portanto essa deverá ser minha última participação, a não ser que ocorra algum fato superveniente.
    Então vamos lá: Saúde, educação e segurança são obrigações constitucionais do Poder Público, cada qual em sua esfera, isso que dizer que se o Estado não as prover o administrador responsável incorrera em crime. Porém pelo fato de outros serviços não serem obrigações constitucionais não significa que o poder público não possa atuar no lugar da iniciativa privada, quando a situação assim o exigir. E havemos de considerar que muitos provedores de acesso prestam serviços de qualidade no mínimo duvidosa.
    O que parece haver nos posts que condenam o exercicio da atividade em questão pelas prefeituras é o preconceito contra o serviço público. Senão vejamos: Se uma pessoa, com capital financeiro, resolve, num ato de filantropia, constituir uma empresa sem fins lucrativos com a finalidade de fornecer acesso gratuito a internet em um município qualquer. Aí pode? Afinal trata-se de uma empresa privada. Ou os senhores tambem não iriam execrar tal empresário filantropo? O que eu vejo é basicamente uma demonstração de desespero por parte de muitos dos colegas, com medo de concorrencia das prefeituras. Volto a frizar: serviço de qualidade e com alta confiabilidade continuará sendo prestado pelo particulares.
    Com relação a comparação que fiz com a Microsoft, sua resposta confirma o que afirmei anteriormente: o problema, segundo os colegas, não é a gratuidade do serviço, mas tal serviço ser prestado pelas prefeituras.
    Com relação a Petrobrás, a Petrobrás não é uma empresa privada, é uma empresa de economia mista. Empresas de economia mista são pessoas jurídicas de direito privado e não se beneficiam de isenções fiscais ou de foro privilegiado. O Estado poderá ter uma participação majoritária ou minoritária; entretanto, mais da metade das ações com direito a voto devem pertencer ao Estado.
    As empresas de economia mista são S/As, e seus funcionários são regidos pela CLT e não são servidores públicos.
    São diferentes das Empresas Públicas, pois nestas o capital é 100% público. São diferentes tambem também das S/As em que o governo tem participação minoritária, pois nestas o controle da atividade é privado.
    Então o governo federal pode sim, consignar dotações orçamentárias para investimento na Petrobrás.
    Finalizando: são raros os casos, principalmente em municípios de pequeno porte, em que os provedores conseguem atingir 100% de cobertura, ou seja o cidadão que tiver um computador, mas morar em uma área da cidade onde não tenha visada para alguma torre do provedor (isso quando há mais de uma) estará condenado a exclusão digital, porque a empresa não vai investir em uma repetidora se o retorno do investimento for pequeno. Esse tipo de problema não poderá ocorrer no caso a prefeitura estar fornecendo o acesso, pois não há o objetivo de retorno financeiro e sim o da Inclusão Digital e social do cidadão.
    Última edição por GilneI; 12-09-2008 às 19:19.



  3. As prefeituras nem precisam de licensa scm porque eles podem operar na faixa de 4.9 frequencia destinada justamente para prefeituras e orgÃos de seguranÇa por exemplo.

  4. Citação Postado originalmente por luisteba Ver Post
    As prefeituras nem precisam de licensa scm porque eles podem operar na faixa de 4.9 frequencia destinada justamente para prefeituras e orgÃos de seguranÇa por exemplo.
    Mas aí vai haver incompatibilidades com as config dos usuários. Afinal todo mundo está em 2.4 ou 5.8.

    Mas depois que vi uma candidata a prefeita de São Paulo, ontem, fazer abertamente esta promessa numa propaganda na TV, já não duvido de mais nada.
    Mas ainda acho que ela não tem a menor idéia do que é distribuir sinal de internet.



  5. Solução própria

    É preciso obter na Anatel uma licença de Serviço de Rede Privado, na submodalidade Serviço Limitado Privado (SLP), considerado de interesse restrito. Esta opção é bastante recente. As normas foram aprovadas pela Anatel em março de 2007, especificamente para atender às demandas da municipalidade por serviços relativos a educação, cultura e informação via acesso a um portal da prefeitura.

    Esta alternativa surgiu dos estudos e análises técnicas feitas por especialistas da Anatel. Eles constataram que, em função do avanço da tecnologia sem fio, muitas prefeituras já vêm instalando sistemas de telecomunicação em freqüência de radiação restrita, ou seja, dentro de limites preestabelecidos, para oferecer a seus cidadãos não somente acesso à Internet, mas também a uma série de serviços municipais antes disponíveis apenas com a presença física.

    Agora, os serviços da prefeitura classificados como de uso próprio, e destinados à comunidade, podem ser utilizados tanto nos canais tradicionais – guichês, telefones, centros de atendimento, terminais de auto-atendimento, bibliotecas, telecentros, etc. – quanto via acesso remoto em computadores individuais. A licença do Serviço Limitado Privado (SLP) custa R$ 400 e tem algumas restrições: está condicionada à gratuidade do acesso e é válida apenas para os serviços da prefeitura e dentro do território municipal.

    Para mais informações sobre o SLP, consulte a Norma 13/97, do Ministério das Comunicações, e as Resoluções 365, 387 e 461 no portal da Anatel em Informações Técnicas > Biblioteca > Resoluções.

    Freqüências e licenças

    A prefeitura também precisa optar se irá usar sistemas de tecnologia baseados em faixas de radiofreqüência licenciadas, ou seja, vendidas pela Anatel a empresas privadas por meio de licitação, ou não-licencidadas,isto é, aquelas que não sofrem fiscalização direta deste órgão regulador na prestação de serviços ao usuário.

    Para cada serviço de telecomunicações, a Anatel destina uma determinada faixa de freqüência.
    Alguns serviços e suas respectivas faixas de freqüência precisam obrigatoriamente de licença da Anatel. Outros, que utilizam equipamentos de radiação restrita, ou seja, dentro de limites preestabelecidos, dispensam esta formalidade.

    Entretanto, mesmo para as faixas de freqüência não-licenciadas, é indispensável que os equipamentos empregados tenham um certificado de homologação da Anatel. Isto é necessário para assegurar que tais equipamentos estão de acordo com as regras internacionais para o oferecimento de serviços à população.

    Para mais informações sobre os equipamentos de radiocomunicação de radiação restrita, consulte a
    Resolução 365/2004 no portal da Anatel em Informações Técnicas > Biblioteca > Resoluções.

    No caso das tecnologias sem fio para banda larga, o quadro de freqüências e licenças é o seguinte:

    Serviço/Tecnologia Faixas de freqüência Licença da Anatel Wi-Fi 2,4 GHz
    5,0 GHz
    Não, exceto para localidades com população superior a 500 mil habitantes. Não Mesh 2,4 GHz
    5,0 GHz
    Não, exceto para localidades com população superior a 500 mil habitantes. Não WiMAX ¹ 2,5 GHZ
    3,5 GHz
    10,5 GHz
    Sim
    Sim (2)
    Sim (2)
    3G 1,9
    2,1 GHz
    Sim, exclusivamente para as operadoras de telefonia móvel, e ainda em licitação pela Anatel.






Tópicos Similares

  1. A legalidade de internet grátis pelas Prefeituras
    Por kleberbrasil no fórum Redes
    Respostas: 41
    Último Post: 16-08-2011, 22:21
  2. Respostas: 18
    Último Post: 27-09-2009, 20:52
  3. Internet gratis para pequeno municipio
    Por psilencio no fórum Redes
    Respostas: 16
    Último Post: 14-10-2008, 22:33
  4. Respostas: 3
    Último Post: 26-05-2007, 16:38
  5. Sinal de um provedor de internet a 8km? Como?
    Por rofegui no fórum Redes
    Respostas: 17
    Último Post: 20-02-2007, 19:26

Visite: BR-Linux ·  VivaOLinux ·  Dicas-L