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  1. #13

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    Citação Postado originalmente por 1929 Ver Post
    Abelardo, me tira uma dúvida. Este supressor a gás é o mesmo usado em para-raios?
    Neste caso, li em algum lugar que o uso em para-raios não está mais dentro das normas técnicas porque ele queima quando passa a corrente por ele. É verdade?
    Não cara, ele não tem nada com para-raios, funciona entre o radio é a antena, no cabo coaxial. Tenho alguns aqui de 6ghz da Altelicom. Sinceramente, na minha opnião, um bom aterramento, antena em curto, e para-raios eficientes, são a melhores proteções.

  2. #14

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    Citação Postado originalmente por Josue Guedes Ver Post
    Não cara, ele não tem nada com para-raios, funciona entre o radio é a antena, no cabo coaxial. Tenho alguns aqui de 6ghz da Altelicom. Sinceramente, na minha opnião, um bom aterramento, antena em curto, e para-raios eficientes, são a melhores proteções.
    Eu tenho aqui o centelhador no cabo coaxial.
    Mas como este supressor de surtos li mais acima que é a gás, já imaginei que fosse semelhante aos usados em para-raios, que por sinal está condenado o uso. Mas eu não usei em para-raios.
    Pelo que li, o melhor sistema para para-raios é o captor Frankilin. Tenho instalado em duas torres e até agora tem aguentado. Em dias de chuva com raios é uma estalação só, mas não desligo os rádios. Tenho até medo de elogiar.



  3. #15

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    Estes protetores que estamos falando são da categoria de protetores da linha de RF. Ou seja, eles tem função de proteger os equipamentos de eventual surto que venha pela linha de RF (antena e cabo coaxial). Quando existe a formação de algum surto (normalmente gerado por um raio) a energia captada pela antena ou propagada no cabo coaxial pode chegar até os equipamentos e provar a queima de diversos componentes. Metade desta energia se propaga pelo condutor externo do cabo (a trança ou malha externa) e a outra metade pelo condutor central do cabo. A energia que se propaga pela malha pode ser desviada para o terra se aterrarmos a mesma, ou seja , é relativamente simples eliminar esta energia. O difícil é eliminarmos a anergia que se propaga no condutor central do cabo. É aí que entra o supressor ou o centelhador. Estes protetores tem um dispositivo que só funciona quando a tensão no cabo fica muito alta (o que ocorre na descarga de um raio) e faz com que condutor central do cabo entre em curto circuito com a malha e descarregue a energia pelo aterramento. O princípio de funcionamento destes protetores é o arco-voltaico, ou seja, 2 superfícies isoladas não conduzem energia , mas se a tensão elétrico subir muito surge o arco-voltaico que faz conduzir energia entre estas superfícies. A formação deste arco depende das condições do ar que será o condutor entre as superfícies. No centelhador o condutor é o ar, a velocidade de acionamento do arco ( e consequente eliminação do surto) depende se o ar está mais úmido ou mais seco. No protetor a gás a umidade não varia pois o gás está encapsulado. Assim no protetor a gás é mais previsível a tensão de ruptura (formação do arco). Então pode se projetar um supressor que atua mais rapidamente que o centelhador. Daí por que o supressor a gás é mais eficiente que o centelhador.

    Agora se o raio entrar pelo cabo coaxial, não tem protetor que resolva. Mas como esta hipótese é rara, nas maioria das vezes o protetor salva os equipamentos.