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  1. Para registrar um domínio, você precisa ter um IP fixo, de preferência um link dedicado. Muitas tarefas como, por exemplo, rodar um servidor de e-mails ou mesmo hospedar um site importante não podem ser feitos com confiabilidade numa linha ADSL, por isso o ideal mesmo é usar um servidor dedicado.

    Mesmo assim, você pode usar seu ADSL ou cabo para tarefas mais simples, ou mesmo para acessar seu micro remotamente. Você pode resolver o problema do IP dinâmico usando um serviço de DNS Dinâmico (dynamic DNS).

    Nestes serviços você instala um programa "dedo-duro" no seu micro, que periodicamente entra em contato com os servidores do serviço e atualiza automaticamente o redirecionamento. Você recebe um endereço no estilo "seu-nome.alguma-coisa.com" que aponta sempre para seu endereço IP corrente.

    Um dos que testei e tem funcionado bem ao longo dos anos é o http://www.no-ip.com. Eles oferecem um plano gratuito, onde basta preencher o cadastro, em que você fornece um endereço de e-mail para contato e escolhe o nome do seu domínio.

    Depois é só ir na seção de downloads e baixar o update cliente. Estão disponíveis versões para Windows, Linux e OS X. Ele deve ficar sempre aberto, a atualização do IP é feita de meia em meia hora ou sempre que você abrir o programa.

    Se você compartilha a conexão entre vários micros, não é necessário mantê-lo instalado no servidor, basta mantê-lo ativo em qualquer um dos micros da rede interna para que ele faça seu serviço. Lembre-se de que, ao compartilhar a conexão entre vários micros, todos acessam a internet utilizando o mesmo endereço IP.

    Em alguns planos de banda larga (como por exemplo no Speedy da Telefonica), a porta 80, junto com algumas outras portas são bloqueadas, justamente para dificultar o uso de servidores. Neste caso, você deve configurar o seu Apache para utilizar uma porta diferente (1080, por exemplo) e orientar os visitantes a incluírem a porta no endereço, como em: Under-Linux.Org O Portal do Administador de Sistemas.

    Para instalar o cliente for Linux do noIP, os passos são os seguintes:



    • Baixe o cliente for Linux na área de downloads e descompacte o arquivo. Dentro dele, existe uma pasta chamada "binaries", com o arquivo "noip2-Linux". Este é o executável que faz a atualização do IP. Para usá-lo, copie-o para a pasta "/usr/local/bin":

    $ tar -zxvf noip-duc-linux.tar.gz$ cd noip-2.1.1/$ cd binaries/
    # sudo cp -a noip2-Linux /usr/local/bin

    • O próximo passo é executar o noip2-Linux, usando a opção "-C -c" (create config), que cria o arquivo de configuração. Você pode indicar onde o arquivo será criado, basta indicá-lo no comando. Nesta etapa ele pedirá o login de usuário e o domínio registrado no site:

    # noip2-Linux -C -c /etc/noip.conf

    • Com o arquivo de configuração criado, inicie o noip2-Linux usando o comando abaixo. Inclua o comando no final do arquivo "/etc/rc.d/rc.local" ou "/etc/init.d/bootmisc.sh" para que ele seja executado durante o boot. Não se esqueça de adicionar o "&" no final do comando, ele faz o programa rodar em background. Sem ele, o comando bloqueia o terminal, paralisando a inicialização do sistema. Note que agora usamos apenas o segundo "c", que indica que ele deve usar o arquivo de configuração anteriormente criado:

    # noip2-Linux -c /etc/noip.conf &
    Além do No-IP, existem dezenas de outros serviços semelhantes. Fornecer domínios virtuais é um serviço muito menos custoso do que fornecer webmails, por exemplo, por isso muitas empresas oferecem o serviço gratuitamente como uma forma de divulgação ou buscando cobrir os custos com anúncios. Estes são alguns links:

    http://www.dyndns.org
    http://www.da.ru
    http://hn.org
    http://www.myip.org
    http://www.dyndsl.com
    http://dns2go.com
    O DNS reverso é um recurso que permite que outros servidores verifiquem a autenticidade do seu servidor, checando se o endereço IP atual bate com o endereço IP informado pelo servidor DNS. Isso evita que alguém utilize um domínio que não lhe pertence para enviar spam, por exemplo.
    Qualquer um pode enviar e-mails colocando no campo do remetente o servidor do seu domínio, mas um servidor configurado para checar o DNS reverso vai descobrir a farsa e classificar os e-mails forjados como spam.
    O problema é que os mesmos servidores vão recusar seus e-mails, ou classificá-los como spam caso você não configure seu servidor DNS corretamente para responder às checagens de DNS reverso. Chegamos a um ponto em que o problema do spam é tão severo, que quase todos os servidores importantes fazem esta checagem, fazendo com que, sem a configuração, literalmente metade dos seus e-mails não sejam entregues.
    O primeiro passo é checar os arquivos "/etc/hostname" e "/etc/hosts" (no servidor), que devem conter o nome da máquina e o domínio registrado.
    O arquivo "/etc/hostname" deve conter apenas o nome da máquina, como em:
    servidor
    No Fedora e em algumas outras distribuições, o nome da máquina vai dentro do arquivo "/etc/sysconfig/network".
    No arquivo "/etc/hosts" deve conter duas entradas, uma para a interface de loopback, o 127.0.0.1, e outra para o IP de internet do seu servidor, que está vinculado ao domínio, como em:
    127.0.0.1 localhost.localdomain localhost
    64.234.23.12 servidor.kurumin.com.br servidor
    A partir daí, falta adicionar a zona reversa no bind complementando a configuração do domínio, que já fizemos. Começamos adicionando a entrada no "/etc/bind/named.conf" ou "/etc/bind/named.conf.local":
    zone "23.234.64.in-addr.arpa" {
    type master;
    file "/etc/bind/db.kurumin.rev";
    };
    No nosso exemplo, o endereço IP do servidor é 64.234.23.12. Se retiramos o último octeto e escrevemos o restante do endereço de trás pra frente, temos justamente o "23.234.64" que usamos no registro reverso. A terceira linha indica o arquivo onde a configuração do domínio reverso será salva. Neste caso indiquei o arquivo "db.kurumin.rev", mas você pode usar qualquer nome de arquivo.
    Este arquivo "db.kurumin.rev" é bem similar ao arquivo com a configuração do domínio, que acabamos de configurar. As três linhas iniciais são idênticas (incluindo o número de sincronismo), mas ao invés de usar o "A" para relacionar o domínio e cada subdomínio ao IP correspondente, usamos a diretiva "PTR" para relacionar o endereço IP de cada servidor ao domínio (é justamente por isso que chamamos de DNS reverso .
    No primeiro arquivo, usamos apenas os três primeiros octetos do endereço (a parte referente à rede), removendo o octeto final (o endereço do servidor dentro da rede). Agora, usamos apenas o número omitido da primeira vez.
    O IP do servidor é "64.234.23.12", removendo os três primeiros octetos ficamos apenas com o "12". Temos também o endereço do DNS secundário, que é 64.234.23.13, de onde usamos apenas o "13". Relacionando os dois a seus respectivos domínios, o arquivo fica:
    @ IN SOA servidor.kurumin.com.br. hostmaster.kurumin.com.br. (
    2006040645 3H 15M 1W 1D )
    NS servidor.kurumin.com.br.
    NS ns1.kurumin.com.br.
    12 PTR kurumin.com.br.
    13 PTR ns1.kurumin.com.br.
    Caso você não esteja usando um DNS secundário, é só omitir as linhas referentes a ele, como em:
    @ IN SOA servidor.kurumin.com.br. hostmaster.kurumin.com.br. (
    2006040645 3H 15M 1W 1D )
    NS servidor.kurumin.com.br.
    12 PTR kurumin.com.br.
    Depois de terminar, reinicie o Bind e verifique usando o dig. Comece checando o domínio, como em:
    # dig kurumin.com.br
    Na resposta, procure pela seção "ANSWER SECTION", que deverá conter o IP do servidor, como configurado no bind:
    ;; ANSWER SECTION:
    kurumin.com.br. 86400 IN A 64.234.23.12
    Faça agora uma busca reversa pelo endereço IP, adicionando o parâmetro "-x", como em:
    # dig -x 64.234.23.12
    Na resposta você verá:
    ;; ANSWER SECTION:
    12.23.234.64.in-addr.arpa. 86400 IN PTR kurumin.com.br.
    Ou seja, com o DNS reverso funcionando, o domínio aponta para o IP do servidor e o IP aponta para o domínio, permitindo que os outros servidores verifiquem a autenticidade do seu na hora de receber e-mails provenientes do seu domínio.
    Lembre-se que seus e-mails podem ser classificados como spam também se seu IP estiver marcado em alguma blacklist. Você pode verificar isso rapidamente no robtex.
    Você vai notar, por exemplo, que praticamente endereço IP de uma conexão via ADSL ou modem vai estar listado, muitas vezes "preventivamente", já que é muito comum que conexões domésticas sejam usadas para enviar spam. É recomendável verificar periodicamente os IP's usados pelo seu servidor, além de verificar qualquer novo IP ou link antes de contratar o serviço.

  2. Mais uma consideração importante sobre a configuração do DNS reverso é que você precisa ter autoridade sobre a faixa de IP's para que a configuração funcione.
    Quando você aluga um servidor dedicado, é de praxe que receba uma pequena faixa de endereços IP, configurada usando uma máscara complexa, como a "255.255.255.248", onde você fica com uma faixa de 8 IP's diferentes, como por exemplo do "72.213.43.106" até o "72.213.43.113".
    Isso também é comum ao alugar um link dedicado, onde (dependendo do plano), você recebe uma faixa completa, com 254 IP's, ou uma faixa reduzida, com máscara "255.255.255.240" (16 IP's), "255.255.255.248" (8 IP's) ou "255.255.255.252" (4 IP's).
    Em qualquer um dos casos, o fornecedor deve delegar a autoridade sobre a sua faixa de endereços, para que a configuração que vimos aqui funcione. Sem isto, é o servidor deles quem responde pela sua faixa, retornando um erro qualquer, sem que seu servidor DNS tenha chance de fazer seu trabalho.
    Se você alugou um servidor ou um link dedicado e percebeu que a autoridade sobre a faixa não foi delegada, minha primeira sugestão é que você troque de fornecedor, pois esta é uma configuração básica. Se não fazem nem a delegação corretamente, é provável que o serviço deixe a desejar em outras aspectos. Se isso não for possível, entre em contato com eles cobrando a configuração.
    Alguns provedores preferem configurar eles mesmos o DNS reverso para seu domínio. Neste caso vão apenas lhe pedir a configuração e ativar o reverso no DNS deles. Esta solução não é ideal, pois você vai precisar entrar em contato com o suporte cada vez que precisar fazer uma alteração, mas é melhor do que nada. Esta é também a única opção em planos onde você recebe um único IP fixo, ao invés de uma faixa de endereços.
    No caso de planos de acesso doméstico, onde você recebe um único IP, quase sempre é impossível configurar o DNS reverso, pois você não tem autoridade sobre a faixa de IP's e a operadora não vai querer fazer a configuração para você sem que você pague mais um um plano empresarial.
    Esta mesma configuração pode ser usada para criar um servidor DNS particular, para a sua rede local. Com isso você poderá acessar todos os micros através de nomes de domínio, como na internet, ao invés de ficar decorando endereços IP. Isso pode ser um grande facilitador em redes de médio porte, onde já não é prático saber de cor os endereços de todos os micros.
    Neste caso, você pode "registrar" seus domínios da forma como quiser, seja criando um domínio fictício, ou usando um domínio registrado e atribuindo sub-domínios aos micros da rede.
    Seu domínio principal pode ser, por exemplo, "gdh" com cada micro recebendo um subdomínio, como em "administracao.gdh", "contabilidade.gdh" e "vendas.gdh". Deste modo, ao rodar o comando "ssh vendas.gdh", por exemplo, você se conecta ao PC especificado, a partir de qualquer um dos outros micros da rede, sem precisa especificar o IP.
    Para isso, você começa instalando o Bind no servidor da rede, ou (no caso de uma rede doméstica) em algum PC que ficará sempre ligado. Você pode usar o próprio gateway/firewall para mais esta tarefa.
    Configure todos os micros da rede interna para utilizarem o IP deste servidor como DNS primário e adicione a configuração dos domínios no Bind. Se, por exemplo, os endereços dos três micros são respectivamente 192.168.0.2, 192.168.0.3 e 192.168.0.4 e o servidor é o 192.168.0.1, a configuração ficaria:
    No final do arquivo "/etc/bind/named.conf" vai a configuração do domínio principal, ou seja "gdh". Como estamos trabalhando dentro da rede local, você pode utilizar qualquer nome, não é necessário seguir o padrão usado na Internet:
    zone "gdh" IN {
    type master;
    file "/etc/bind/db.gdh";
    };
    Falta agora a configuração dos subdomínios, que vai dentro do arquivo db.gdh:
    @ IN SOA servidor.gdh. hostmaster.gdh. (
    2006040656 3H 15M 1W 1D )
    NS servidor.gdh.
    gdh. A 192.168.0.1
    administracao A 192.168.0.2
    vendas A 192.168.0.3
    contabilidade A 192.168.0.4
    Temos aqui o "gdh", que é o próprio servidor, além do "administracao.gdh", "vendas.gdh" e "contabilidade.gdh", respondendo pelos endereços especificados. Note que excluí a linha "IN MX", pois ela é necessária apenas quando incluir um servidor de e-mails.

    Para registrar um domínio, você precisa ter um IP fixo, de preferência um link dedicado. Muitas tarefas como, por exemplo, rodar um servidor de e-mails ou mesmo hospedar um site importante não podem ser feitos com confiabilidade numa linha ADSL, por isso o ideal mesmo é usar um servidor dedicado.

    Mesmo assim, você pode usar seu ADSL ou cabo para tarefas mais simples, ou mesmo para acessar seu micro remotamente. Você pode resolver o problema do IP dinâmico usando um serviço de DNS Dinâmico (dynamic DNS).

    Nestes serviços você instala um programa "dedo-duro" no seu micro, que periodicamente entra em contato com os servidores do serviço e atualiza automaticamente o redirecionamento. Você recebe um endereço no estilo "seu-nome.alguma-coisa.com" que aponta sempre para seu endereço IP corrente.

    Um dos que testei e tem funcionado bem ao longo dos anos é o http://www.no-ip.com. Eles oferecem um plano gratuito, onde basta preencher o cadastro, em que você fornece um endereço de e-mail para contato e escolhe o nome do seu domínio.

    Depois é só ir na seção de downloads e baixar o update cliente. Estão disponíveis versões para Windows, Linux e OS X. Ele deve ficar sempre aberto, a atualização do IP é feita de meia em meia hora ou sempre que você abrir o programa.

    Se você compartilha a conexão entre vários micros, não é necessário mantê-lo instalado no servidor, basta mantê-lo ativo em qualquer um dos micros da rede interna para que ele faça seu serviço. Lembre-se de que, ao compartilhar a conexão entre vários micros, todos acessam a internet utilizando o mesmo endereço IP.

    Em alguns planos de banda larga (como por exemplo no Speedy da Telefonica), a porta 80, junto com algumas outras portas são bloqueadas, justamente para dificultar o uso de servidores. Neste caso, você deve configurar o seu Apache para utilizar uma porta diferente (1080, por exemplo) e orientar os visitantes a incluírem a porta no endereço, como em: Under-Linux.Org O Portal do Administador de Sistemas.

    Para instalar o cliente for Linux do noIP, os passos são os seguintes:



    • Baixe o cliente for Linux na área de downloads e descompacte o arquivo. Dentro dele, existe uma pasta chamada "binaries", com o arquivo "noip2-Linux". Este é o executável que faz a atualização do IP. Para usá-lo, copie-o para a pasta "/usr/local/bin":

    $ tar -zxvf noip-duc-linux.tar.gz$ cd noip-2.1.1/$ cd binaries/
    # sudo cp -a noip2-Linux /usr/local/bin

    • O próximo passo é executar o noip2-Linux, usando a opção "-C -c" (create config), que cria o arquivo de configuração. Você pode indicar onde o arquivo será criado, basta indicá-lo no comando. Nesta etapa ele pedirá o login de usuário e o domínio registrado no site:

    # noip2-Linux -C -c /etc/noip.conf

    • Com o arquivo de configuração criado, inicie o noip2-Linux usando o comando abaixo. Inclua o comando no final do arquivo "/etc/rc.d/rc.local" ou "/etc/init.d/bootmisc.sh" para que ele seja executado durante o boot. Não se esqueça de adicionar o "&" no final do comando, ele faz o programa rodar em background. Sem ele, o comando bloqueia o terminal, paralisando a inicialização do sistema. Note que agora usamos apenas o segundo "c", que indica que ele deve usar o arquivo de configuração anteriormente criado:

    # noip2-Linux -c /etc/noip.conf &
    Além do No-IP, existem dezenas de outros serviços semelhantes. Fornecer domínios virtuais é um serviço muito menos custoso do que fornecer webmails, por exemplo, por isso muitas empresas oferecem o serviço gratuitamente como uma forma de divulgação ou buscando cobrir os custos com anúncios. Estes são alguns links:

    http://www.dyndns.org
    http://www.da.ru
    http://hn.org
    http://www.myip.org
    http://www.dyndsl.com
    http://dns2go.com



  3. ola, muito obrigado pela resposta, amigo eu possuo link dedicado, com faixa de ips fixo, oq preciso é que apareça o nome da%
    Última edição por sergio; 21-07-2009 às 00:17.






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