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  1. Estamos chegando num consenso.
    O que eu havia entendido sobre o nivelamento, era exatamente sobre este processamento sobrecarregado. O Rogério usou uma expressão muito feliz, "chaveamento".

    Então, se entendi bem agora, o negócio é deixar todo mundo em B ou G e nunca B+G?

  2. Citação Postado originalmente por 1929 Ver Post
    Estamos chegando num consenso.
    O que eu havia entendido sobre o nivelamento, era exatamente sobre este processamento sobrecarregado. O Rogério usou uma expressão muito feliz, "chaveamento".

    Então, se entendi bem agora, o negócio é deixar todo mundo em B ou G e nunca B+G?
    Então,
    Em 2008 participei de uma discussão sobre isso nesse tópico: https://under-linux.org/f101348-banda-b-ou-g-2

    Só que nesse caso os meus testes foram em enlaces ponto-a-ponto, que não tinham o problema que estamos discutindo por que cada AP só teria 1 cliente (P-t-p) digamos assim. O somente G pra ponto-a-ponto foi 3x melhor.

    No caso de cobertura ponto-área, o pessoal testou, e faz sentido, que no modo somente G você perderá em cobertura por que OFDM (Modo G) trabalha com menos potência.

    Então qual o modo melhor, não sei dizer. Só você testando. O quanto a convivência de usuários em B e G num mesmo AP pode interferir na taxa por causa da troca de modulação eu também não sei dizer e confesso que fiquei curioso. Embora eu ache que isso também vá variar de lugar pra lugar (interferências, etc), de forma que eu acho que não existe uma "fórmula mágica", como o "lençol digital".

    A pergunta que eu faço é: Qual a capacidade média em Mbps que um AP tem de escoar tráfego em um ambiente rasoavelmente poluído em 2.4 GHz? Quantos clientes? Acho que esse é o X da questão que se tem que respeitar e saber que é o ambiente de interferência é imprevisível e há um limite de banda. Atacar em polarização horizontal ajuda bastante. Partir pra somente 5.0 GHz também, só que aí tem os custos...

    Sds,
    Última edição por motacosta; 02-10-2009 às 15:19.



  3. Citação Postado originalmente por motacosta Ver Post
    Ae Roger... estamos falando a mesma língua agora. O grande problema de se entender o que acontece com redes wireless é que temos muitas "variáveis variando" e todas elas interferem no rendimento.

    Concordo plenamente com o que você falou sobre o chaveamento das modulações (Acontece no modo B+G).

    Você tocou num ponto chave que é quando temos sistemas operando em B+G. O modo G opera com OFDM que uma modulação muito boa, porém exige sinais fortes e livres de interferências (ela é uma modulação mais "cheia de frescura", digamos assim). E ae no meio de vários clientes operando em G (com sinal forte e limpo), se você tiver um "patinho feio" com sinal fraco, o rádio sempre que for falar com ele vai trocar a modulação para o modo B que usa a modulação CCK ( que não tem tanta frescura quanto o OFDM). E ae contrariando até mesmo o que eu disse antes sobre o "egoísmo wi-fi", o "patinho feio" que tá com sinal fraco pode atrapalhar os outros clientes operando em G por causa dessa troca de modulação que o AP tem que fazer. Mas isso só ocore quando estamos no modo B+G, e esse atraso devido a troca de modulação só atrapalha a partir de um certo número de usuários/tráfego que eu não sei precisar qual seria.

    E isso tudo não tem relação nenhuma com manter os clientes num mesmo nível de sinal com +/- 3dB de erro. "Lençol Digital"? Folclore...

    Sds a todos,
    Lembrando que até mesmo dentro de apenas o padrao 802.11b existem 3 tipos de modulações:
    DQPSK/CCK (11 e 5.5 Mbps)
    DQPSK (2 Mbps)
    DBPSK (1 Mbps)

    Sendo assim, pro AP nao perder desempenho com a troca de modulação, o ideal é que o sinal seja bom o suficiente para ele trabalhar com txrate em 11 e 5.5 Mbps... sugiro até que se defina esses txrates no cartão, impedindo que ele trabalhe em 2 e 1 Mbps...

  4. Froyer, e demais, vejo que o problema é grande mesmo na transição de um para outro (B para G ou o contrário). Dentro de um mesmo padrão (B ou G) o recuo na modulação é mais tranquilo, por que envolve só a taxa (é bem simples mudar). Quando muda-se de B para G ou o contrário muda muita coisa (técnica de espalhamento espectral), aí que que tá o X da questão:

    Vejam o estudo nesse site: http://searchmobilecomputing.techtar...116650,00.html

    Foi feito um estudo comparativo em modo misto B + G com as seguintes configurações, e vejam o resultado:

    -- 22.1 Mbps: 10 G and 0 B stations
    -- 12.0 Mbps: 10 G and 1 B stations
    -- 9.4 Mbps: 10 G and 5 B stations
    -- 8.2 Mbps: 10 G and 10 B stations
    -- 5.9 Mbps: 0 G and 10 B stations

    Então vejam que apenas uma estação no modo B no meio de 10 outras no modo G sujou geral. Caiu em 10 Mbps a taxa (Caiu quase pela mentade a taxa).

    No fim do artigo a autora sugere um monte de coisa como:

    - Usar somente modo G (embora perca-se na cobertura). Nesse caso tem que investir em mais pontos de acesso (diminuiu a cobertura), mas melhora a qualidade do serviço prestado.

    -Não comprar mais equipamentos modo B.

    - No caso de haver clientes com placas em modo B, criar pontos de acessos exclusivos pro modo B em canais distintos dos APs em G (acho que nem é válido).

    Ou seja, modo B é furada. Embora eu ache que talvez seja complicado migrar repentinamente toda a rede para somente G. O pessoal tem de testar e ir migrando suas redes para somente G aos poucos (isso eu já havia dito em 2008 e quase fui linchado no forum devido ao mito que se espalhou de se usar somente B em outdoor).

    Sds,


    Citação Postado originalmente por froyer Ver Post
    Lembrando que até mesmo dentro de apenas o padrao 802.11b existem 3 tipos de modulações:
    DQPSK/CCK (11 e 5.5 Mbps)
    DQPSK (2 Mbps)
    DBPSK (1 Mbps)

    Sendo assim, pro AP nao perder desempenho com a troca de modulação, o ideal é que o sinal seja bom o suficiente para ele trabalhar com txrate em 11 e 5.5 Mbps... sugiro até que se defina esses txrates no cartão, impedindo que ele trabalhe em 2 e 1 Mbps...
    Última edição por motacosta; 02-10-2009 às 16:26.



  5. Vou dar minha pitada agora nessa discussão do lençol eletromagnético:

    Então vamos, preciso deixar todos os meus rádios na mesma faixa de sinal, certo? Por exemplo, todos entre -65 e -68 dBm. Quando vi isso pela primeira vez, achei interessante, mas logo pensei: "Como será que a Oi, Claro, TIM e outras operadoras de celular fazem isso?". Afinal, também é RF digital, correto?

    Se eu atender meu celular no meio da rua, a ligação estará boa. Quando eu entro no prédio onde fica o escritório da RG3, a ligação continua boa. Será que ao ficar entre quatro paredes o sinal caiu apenas 3 dBm? Se eu entrar no carro, que é meio que uma "gaiola" por causa da carroceria (o que provavelmente deve derrubar mais o sinal), o celular também funciona! E se eu sair dirigindo esse carro, me distanciando da torre, continuo ouvindo bem a pessoa do outro lado. Chega até o ponto de o celular trocar de torre (roaming) e eu nem percebo isso!

    Vamos supor que Gilvan dê sua aula pros engenheiros da Claro (operadora que eu uso). Eles vão me sugerir usar um "interferômetro" no meu celular pra eu ficar rodando um parafuso toda vez que atender o telefone em um ambiente diferente? Acho que não.

    Mesmo que quisessem, o pessoal das companhias de celular não poderiam controlar a potência de sinal que cada celular recebe ou transmite pra suas bases. Impossível! E aí, continuam acreditando em lençol digital?

    Vou fazer agora uma pergunta que também fiz ao Sr. Gilvan, mas ele não me respondeu. Ele exemplificou o lençol digital uma vez com uma historinha onde um técnico de TV atenuou a recepção de alguns aparelhos de TV em um prédio, pra que o sinal da antena do edifício chegasse com a mesma potência em todos os aparelhos. Somente assim, todos puderam ter um sinal bom. As TVs nesse caso são somente receptores. Aí perguntei o seguinte: "Então, suponha que eu esteja escutando uma rádio FM no meu radinho de pilha, a apenas uns 1000 m da emissora. Se alguém ligar seu radinho de pilha a uns 10 Km de distância da emissora, obviamente com o sinal bem diferente do que estou recebendo, isso poderia prejudicar minha recepção e fazer meu radinho de pilha chiar?"

    Quer dizer então, que as emissoras AM e FM também precisam fazer um lençol digital e se preocupar com o ganho de todas as antenas de todos os radinhos de pilha da cidade? Como isso seria possível?

    Pronto, plantei a semente da dúvida. Mas quero também plantar a semente do esclarecimento.

    Obviamente devemos nos preocupar com as questões de RF dos nossos sistemas de rádio. Porém, preocupem-se também com isso: 802.11a/b/g não foram feitos pra ambientes externos, foram feitos pra ambientes internos. O que nós fazemos (inclusive eu) é forçar rádios indoor pra trabalhar em outdoor (mesmo usando NanoStations ou outros rádios com design outdoor, eles usam protocolos indoor). CSMA/CA não foi feito pra disputar o meio com tantos outros rádios. Pra esses ambientes, existem outros protocolos ou técnicas como polling (usado pelo Nstreme da MikroTik e Terabeam) e TDMA (agora nos AirMax da Ubiquiti, celulares GSM e se não me engano nas Canopy da Motorola).

    Se preocupem também com RTS/CTS, CTS-to-self, bandas de upload dos clientes, isolamento entre eles, ocupação do canal, etc.






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