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  1. 1929, tem sentindo sim, em parte. O efeito da gaiola de Faraday não é pelo fato de está aterrado, e sim de está formando uma gaiola mesmo na parte interna da Torre. Exemplo é um avião, que apesar de não estar aterrado (seria um pouco complicado aterrar um avião em vôo - ) forma uma gaiola de Faraday e tem sua eletrônica protegida mesmo depois de atingido por um raio. Porém não adianta proteger os cabos de descida numa gaiola se não proteger todo o circuito desde o rádio (caixa hermética), cabo de RF e a descida do cabo utp. Trocando em miúdios, para uma proteção decente você deve blindar tudo dentro de uma gaiola de Faraday e qualquer saída pro "mundo externo" dessa gaiola deve ser dotada de protetores de surto (tipo Clamper). É por ali que entra a indução de um raio. Se não proteger fim-a-fim, nada adianta. Qualquer descontinuidade nessa Gaiola, é um ponto de entrada de indução. Você vai ter uma proteção psicológica se não fizer a proteção fim-a-fim. Mais uma vez, pára-raios e NBR5419 não protegem equipamentos eletrônicos de raios e sim protegem as estruturas e as pessoas de danos físicos (incêndio, destruição, etc....).

    A antena não precisa está protegida dentro da gaiola. Nesse contexto que expliquei acima, a antena está (e deve estar) fora da gaiola. Com isso, na descida do cabo de RF (entrada da sua gaiola que você criou) deve ter um protetor de surto.

    Resumo de como ficaria tudo:

    Antena -> cabo de RF -> protetor de surto -> Aqui começa sua gaiola. Blinde a caixa hermética com folhas de cobre (ou use uma caixa metálica) -> o cabo de descida UTP deve estar contido dentro de uma blindagem (tipo um cano de 1/4) de ferro que deve está completamente em contato com a blindagem da caixa hermética (de preferência estanhado, não pode haver descontinuidade). Desça com essa blindagem até o equipamento de Rede. Se esse equipamento estiver dentro de um rack fechado metálico, melhor ainda. Da mesma maneira que a caixa hermética o cano de descida deve fazer contato pleno com o rack fechado. Assim você vai ter uma gaiola fim-a-fim e na saida do mundo "externo" dessa gaiola, vai ter protetores de surto.

    Em 2008 fiz um curso com o Sr Panicali (http://www.target.com.br/portal_new/...enteCodigo=100) , que é autoridade máxima nesse assunto no país e essa é a filosofia que realmente protege equipamentos contra descargas atmosféricas.

    Isso tudo que eu falei pode ter um custo elevado e depende do que você quer proteger. Pode não compensar, uma vez que existe uma boa probabilidade de nunca não cair um raio na sua instalação.

    Não sei se fui claro nas idéias, mas espero ajudar.

    Abç

    Citação Postado originalmente por 1929 Ver Post
    Esta idéia da bucha é muito boa.
    As antenas setoriais da TSM são extremamente leves e não devem causar problemas de oscilação.
    Hoje, conversando com um amigo que tem rádio AM a muitos anos, eu perguntei para ele sobre torres serem o próprio pararraios. Ele me disse que não há problema. Funciona tranquilo.
    Agora, juntando esta sua idéia da bucha já dá para fazer um raciocínio prático do sistema de fixação.
    Uma coisa que ele me disse: nunca fixe o cabo de descida por fora da torre. Como a torre estará aterrada, ela funcionará como uma gaiola de Faraday. Então, coloca tudo, que puder por dentro da torre. Caixa hermética e a descida do cabo de rede. Assim, indução no cabo ou cartões não serão sentidas. Só fica a antena de fora da gaiola.
    Mas se fizer uma estrutura simples de ferro redondo 1/4 que fique por fora da antena e fixada na torre, a própria antena ficaria dentro da gaiola de faraday. No entanto esta estrutura não pode ser muito fechada ou muito aberta, para não coincidir com os multiplos de comprimento de onda da frequência, para não bloquear o sinal da antena.
    Alguém já pensou nisso ou concorda com esta idéia dele?
    Última edição por motacosta; 14-08-2010 às 10:36.

  2. Realmente, a função de para-raios é fazer o raio cair no para-raios pra não cair no que ele está protegendo. Mas a frase não pode ser resumida em "A função é fazer o raio cair". É "para o caso de cair" (Ou subir)

    Por isso insisto na necessidade de isolar o GND das antenas, ainda que o ddp entre os gnd das antenas/equipamentos e o ferro da antena não seja grande, a terra promove um resistencia, em locais que o terreno favorece ela é menor, é menor na hora de conduzir surtos do para-raios para o gnd dos equipamentos, mas também é menor na hora de dissipar a descarga atmosférica, é um divisor resistivo... algo passa, mas é só "algo" e não "tudo".

    Quanto ao principio das pontas, geralmente é explicado nos mesmos princípios da ionização por HV, descrevendo massas de terra com maior ou menor carga, e de ambas das polarizações. Não sei se a prática diz que ambos os casos são iguais como são em teoria, mas tenho a impressão que não. Digo, pra ionização tem que haver um ddp muito grande e pontas, já raios... não precisam de pontas, em HV em geral há a opção pelo menos trajeto, mas não necessariamente pontas. O efeito visual é mais visivel (Se fosse audivel...) quando há pontas porque os eletrons se aglomeram numa area menor, e sem pontas eles se espalham numa grande area, as vezes dissipando uma grande parte no ar.
    (Parecido com a descarga estática do nosso corpo pelos pelos do braço, e a descarga pela ponta do dedo com faísca e estalo antes de encostar em maçaneta)

    Agora, se por isso, é correto ou não deduzir que, não havendo pontas não haveriam raios, não sei, mas acho incorreto, ou anti-prático, porque pontas existem em arvores e construções, a propria torre tem cantos e não é tão grande. Inclusive sempre lí sobre os protetores por ionização que não tem pontas, e sim uma cupula tipo um guarda-chuvas, aí já não conheço a proteção efetiva, mas a "falta" de pontas creio que não é um problema.



  3. Também não disse que você disse... que era pro Kiko falar pra Dona Florinda que o Seu Madruga mandou o Kiko falar pra Dona Florinda que...

    Bom, em tese, pro equipamento ter fuga substancial pro ar a ponto de ser danificado, ele teria que ter uma bela area exposta, acho que uma area maior que as setoriais tem (Area de contato direto com o ar, sem plastico na frente). Eu me preocupo mais com os escape de alta tensão atraves dos centelhadores do que com esse escape terra-ar atraves dos equipamentos, e também vejo risco no primeiro caso que citei: Os cabos, e lóbulos de antenas, se comportarem como indutores, de modo que apesar de uma antena e um radio estarem com o GND comum a ferragem da torre, ainda assim haja alta tensão na via central do cabo (Os cartões com a saída em curto me dizem que isso ocorre, eu mesmo quase só tenho cartões pifados com curto na saída, e provindos de torre com aterramento meio boca e sem antenas isoladas).

    Outra coisa que me diz que os cabos se comportam como bobinas/indutores perigosos é o imenso numero de placas de rede/hubs/switches/routers/ap's com o trafo-driver aberto (Porta lan queimada). Os CPE's tipo NanoSation/Bullet sofrem muito com isso por ficarem do lado de fora com um cabo torcido (Uma espira (Volta) é suficiente pra se carregar com muita tensão quando um campo eletromagnético potente passa por perto (Tipo os que acompanham raios))). Num cabo RGC ou LMR, mesmo em pigtail de 1m, mesmo que haja "curto" na antena, esse 1m representa um possível indutor, de que valor não sei, mas como existem cartões queimados nesse uso, é de valor suficiente pra "captar" varios KV que serão jogados no cartão, digo "varios KV" porque são cartões que dizem suportar "alguns KV".

    Pensando bem, nesse caso do cabo virar indutor perigoso mediante um campo tão poderoso por perto, não adianta aterrar equipamento mesmo, precisaria ter o radio o mais proximo possivel da antena, e uma antena com elemento irradiante pequeno pra este também não se comportar como indutor (A antena é o "elemento irradiante" nos livros, na prática temos o elemento irradiante e o refletor ou guia-ondas).


    Quanto a torre bloquear a emissão se não calcular as dimensões de uma gaiola ao redor, essa filosofia poderia ser usada pra bloquear interferencias em digamos 900MHz, ou em 2472MHz (Frequencial default dos ap's domesticos, um canal a ser evitado a meu ver), ok, bloquear o canal 11 é suicídio porque a reflexão tem banda muito mais larga que uns 200MHz, imagina só bloquear uns 20MHz num nível (dB) consideravel. Mas enfim, acho que só há problema com o casamento coincidentemente exato da frequencia com a distancia dos paineis para com a torre, o casamento com objetos na lateral ou frente das antenas que eu saiba não é um grande problema se não ficar nuns 12, 24, 36, 48cm, etc, confere? A vantagem é que com frequencia alta é só mecher 2cm nas distancias que tudo se ajeita, e ajuste de 2cm não é difícil numa gaiola ou suporte de antena.



    ===========================
    Edit:
    Estou chegando a conclusão que entramos numa sinuca de bico: Se aterrar tudo junto atrais mais descarga que devia. Se aterrar equip. e para-raio separado ainda há a queima por estática ou descargas não visíveis. E se não aterrar nada, corre-se o risco do DDP recair sobre o que estiver aterrado ou ligado ao neutro, que seria o roteador, ou algum switch no caminho do cabo de rede...

    A solução totalmente efetiva provavelmente seria não aterrar a torre nem equipamentos, mas construir uma torre suficientemente distante e suficientemente alta com para-raios. Por exemplo, se a torre tem 40m, precisa fazer uma torre com para-raios de 90m de altura a uns 50m de distancia...
    Última edição por rubem; 14-08-2010 às 21:24.

  4. Aldo, o lance é estatístico mesmo e depende do custo do que se quer protejer. Uma coisa é proteger o enlace que atende seu Zé das Cocadas. Outra coisa é proteger a automação do Operador Nacional do Sistema Elétrico, que pode apagar o país. Ninguém paga 100 mil reais num seguro de um Fusca. Proteção dos equipamentos eletrônicos de transientes eletromagnéticos segue essa filosofia. Sobre a gaiola de faraday, sim, mesmo usando a gaiola essa não bloqueia 100%, mas pode bloquear 99,99999%. Não esqueca que atenuar 50 dB são 100000 vezes menor. Num transiente típico de 5 kA, equipamentos passam ilesos. Não existe proteção 100% eficiente em 100% do tempo. Veja um estudo sobre raios na amazônia. A grande maioria das descargas são da casa de 5 kA: http://www.labplan.ufsc.br/congresso...E2010-0177.PDF

    No site do Rindat tem outras informações legais, inclusive monitoramento on-line de raios no Brasil. Pena não ser pro território nacional full.

    http://www.rindat.com.br/

    ATERRAMENTO POR SI SÓ NÃO SALVA EQUIPAMENTOS DE SURTOS ELETROMAGNÉTICOS.

    Abç

    Citação Postado originalmente por JorgeAldo Ver Post
    Quanto aos protetores de surto e gaiola de faraday...

    Creio que isso so vale realmente a pena se estivermos falando de um Wavion 2400 (Alias, como proteger um treco desses ???)

    Aqui no nordeste na epoca de chuva é raio pra cacete...

    Eu antes ficava morrendo de medo. Agora já perdemos dezenas de rádios em dias de tempestade.

    Cheguei a conclusão que é mais prático e barato simplesmente deixar os rádios queimarem e troca-los.

    Lógico que devemos ter para-raios para proteger a estrutura, mas a proteção dos rádios nos deixamos de lado. Deixa o rádio queimar, troca e pronto.

    Quanto à gaiola de faraday. O principio de funcionamento dela diz que as correntes existirão na sua superfície exterior, mas, o pulso eletromagnético atravesa-la-á (sendo atenuado). Ou seja, ela bloqueia, mas não 100%

    Para ter um efeito grande você teria que ter várias gaiolas uma dentro da outra, de forma a que cada uma fosse subraindo DBs do pulso eletromagnético resultante do raio, certo ?

    No fim das contas o que vemos é que o lance é estatístico. Você coloca proteções, não pq vão funcionar 100% do tempo, mas por que elas vão te dar uma diminuição na proporção de equipamentos danificados, certo ?
    Última edição por motacosta; 14-08-2010 às 23:35.



  5. Concordo totalmente que o maior problema é descarga indireta, "estática". Raio direto acho que tem poucas chances de acontecer (Varia conforme o local, aqui acho que as chances são de 1 raio a cada 3 anos em cada torre, estimo isso porque nas diversas torres (Teve muita telefonia rural antes dos celulares, trabalhei com isso também) costumam ficar uns 3 anos sem raios).

    Na minha adolescencia queimei umas 8 vezes radios AM em uns 2 anos de tempestades, aquelas "queimadas" que significam estourar transistor, ou algum circuito integrado rachado. Quando fiz antena quadra cubica, com aterramento (A antena fica com resistencia bem baixa com relação ao terra), não queimou mais nada em radio, por um periodo até maior (Uns 3 anos, mesmos radios). Não sei se posso aplicar essa experiencia as radios nas antenas. Mas... sempre coloquei antena dentro de casa, debaixo do telhado, e nunca teve raio numa distancia menor que uns 300m...

    Em fazenda já ví radio AM queimando com raio a 400m, e era aparelho apenas com a antena telescopica original de uns 60-80cm. Até raio a 2 ou 3Km, mas que percorreu alguma cerca, já ví causar um bom dano (Em parabolica, que tem uma massa de ferro externa sem aterramento).

    Nesses casos específicos, pra quem perdia muito radio assim, era só aterrar e pronto.

    Torre tem esse fator de ser a 'ponta' da ionização. Mas mesmo tendo terra virtual, que no fim tem, o DDP entre o GND e o neutro da rede AC pode ser só -12V, mas entre o neutro da rede AC e o terra debaixo da torre pode ser bem diferente (O que lembro de ver na prática foi maximo de 50V, COM CARGA). A transferencia ar>torre, se ela não tiver aterramento, poderá carregar ela de modo que numa inversão de polarização a torre fique com DDP altissimo com relação ao ar (Ou alguma nuvem passeando perto), ou seja, mesmo sem aterramento pode haver descarga na torre letal pros equipamentos.


    Ah, uma coisa que notei a pouco: Lembro de varias torres de operadoras de telefonia, aquelas torres desde antes das privatizações ou novas, tem aterramento bom, com captor de franklin no alto, e a fiação telefonica fica com terra virtual, tem raios proximos a ela que pifam aparelhos telefonicos aos montes, mas não pifam os equipamento na central de telefonia. Não são protetores de surto comuns, do que "abrem", se é que tem algum centelhamento, mas creio que são divisores ou protetores passivos, deve ter proteção similar ao custo de alguns dB pra colocar na saída dos cartões e portas lan.






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