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  1. Houve um tempo que eu era praticamente um "noob" em redes sem fios. Estudei, arrisquei, testei, me ferrei e aprendi muita coisa.
    Uma coisa importante que eu aprendi é que uma infra-estrutura pode ser excelente, mas se o utilizador não tiver conhecimento suficiente para tirar proveito dessa excelência não servirá de nada. Do que adianta um roteador Cisco na mão de um formatador de computadores??

    Concordo com o Gustavo em um ponto: a Mikrotik ergueu o mercado de serviços de acesso à internet de baixa demanda (redes pequenas/médias). Os produtos que a empresa cria são complexos, lotados de recursos, configurações. O leque de oportunidades criadas pelo Router OS é incrível. Desconheço um sistema tão completo.

    O grande problema é a preguiça do brasileiro. O sistema é prático? NÃO, não é. Tem que queimar muito neurônio pra fazer o aparelho funcionar a contento. Mas é funcional, e MUITO. Tanto é que no quesito gerenciamento de redes Mikrotik é primeira opção.

    Ubiquiti revolucionou nos recursos de radio frequência. Pegaram o que tem de melhor em chipsetes de RF, que é Atheros, pararam de copiar o circo dos outros e fizeram um negócio totalmente novo (para o mercado de redes wireless). Revolucionaram porque os equipamentos são ótimos no que fazem. São simples de configurar, instalar, manter e até mesmo substituir. Enfim, cumprem com o que prometem, ou pelo menos agradam pelo resultado que geram.

    É a combinação perfeita na mão de quem sabe tirar proveito do que há de melhor em cada empresa. Não há porque entrar no mérito da questão superioridade. Cada empresa dedicou-se a um foco diferente, ainda que mantendo outras linhas de soluções. Então, cabe ao bom utilizador saber explorar os melhores recursos que lhe são necessários. Recursos existem...

  2. Sobre o Bullet.

    Quando comecei com redes wireless o XR2 já era uma lenda em 2.4, mas eu não tinha dinheiro para compra-lo. Meio descontente investi em uma RB411AH e cartão R52, tudo Mikrotik. Duas chuvas passadas, dois cartões queimados, e muita dor de cabeça. Na época também achei Mikrotik uma péssima escolha...

    Sem ter mais opções, arrisquei investir no tal do Bullet. Vocês podem achar engraçado ou até mesmo idiotisse da minha parte, mas o meu raciocínio foi o seguinte: se a Ubiquiti faz o XR2 com um chipset PERFEITO, porque o Bullet (que é feito pela mesma Ubiquiti) teria menos recursos que o cartão??

    Comprei e instalei. Repassei meus clientes pra ele e aguardei pacientemente pela chuva. Nesse tempo todo o aparelho já passou por chuva, granizo, temporal com ventos fortíssimos e raios caindo de kilo na volta dele... O Bullet já fez aniversário e continua lá, funcionando exatamente da MESMA MANEIRA que configurei ele quando montei na torre, segurando os 32 clientes que a ACL MAC dele permite. Claro, seguro morreu de velho e prevenido está vivo até hoje. Bom o aparelho é, mas não vou abusar da "bondade" dele.

    Depois de aprender algumas lições, as coisas que eu observo na hora de escolher um rádio são:

    - a sensibilidade de RF do equipamento; sensibilidade alta garante boa irradiação e captação do sinal de RF (eliminando a necessidade do uso de potências elevadas)

    - a construção do hardware, como capacidade de processamento, memória

    - os recursos de software, as possibilidades de expansão ou integração com outros equipamentos da mesma linha ou diferente

    - a análise dos limites físicos e teóricos do equipamento, comparando com minhas necessidades reais para chegar na conclusão quanto a viabilidade do uso do equipamento para o que eu pretendo, no cenário e situação onde pretendo utilizá-lo (não subutilizar ou sobrecarregar um equipamento, e consequentemente vir a julgá-lo posteriormente como ruim)

    - o histórico de uso do equipamento, as aplicações, limites práticos, os cases de sucesso, o custo/benefício


    Acredito eu que quem utilizar ao menos parte desses critérios não faz um projeto ruim. Extrapolar os limites condena o projeto e "queima" o nome dos equipamentos utilizados, SEJA O EQUIPAMENTO QUE FOR (Ubiquiti, Mikrotik, Wavion, Motorola, etc). Um exemplo disso é o uso de 900Mhz (quem diria há 5 anos atrás que a melhor alternativa para conexões NLOS seria com essa frequência, tão difamada e condenada ao esquecimento do wireless??).

    Passível de falha todo projeto é, obviamente. O objetivo é justamente atingir a melhor relação entre custo e benefício, respeitando todos os limites físicos impostos pelas características dos equipamentos e do cenário da aplicação. Repito: SEJA O EQUIPAMENTO QUE FOR, NO CENÁRIO QUE FOR. Cabe ao utilizador saber explorar os melhores recursos...



  3. Depois dos 2 post's do amigo Jadir, acho que o tópico já pode ser encerrado (brincadeira)...
    Disse tudo!!!

  4. Exagerado você, Flávio, kkkkk

    Mesmo assim, obrigado. Abração!



  5. podem fechar o tópico! sem mais adições!






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