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  1. Citação Postado originalmente por joezaum Ver Post
    Aproveitando o espaço...como é as normas ai para você no Peru? Licença e valores?
    Em alguns aspectos é mais fácil e mais barato, em outros é mais burocrático e caro.

    Aqui nao tem outorga SCM, tem direto SVA, só que hoje o governo (via MTC - Ministério de Transportes e Comunicaçoes), só libera o SVA (para internet e para outros serviços) se você tiver rede própria, o qual só é possível se você é uma empresa de Telecomunicaçoes.

    Ai começa a burocracia (e os custos), pois é "obrigado" a abrir uma empresa S.A., S.R.L (responsabilidade limitada), S.A.C. (anônima cerrada - fechada), ou S.A.A. (como é a Telefónica, essa é aberta). Você é "obrigado" a montar uma sociedade, pois se for abrir como empresário individual (aqui tem o empresário individual de responsabilidade limitada, novidade ai na Terra Brasilis), você tem que comprovar que ganha 36000 nuevos soles por ano, e ganhou isso nos últimos 3 anos, ou seja, ninguém abre EIRL em Telecom hoje.

    Reuniu os laranjas, digo sócios, junte a grana e constitua a empresa com pelo menos 10 UIT (unidade impositiva tributária, espécie de UFIR e similares). Nao vale constituir a empresa com objetos porque nao demonstra ao governo capacidade de investimento, que é o que eles querem: investimentos.

    Constituiu a empresa? Bora preencher formulários e fazer o perfil técnico para pedir uma Concessao em Telecomunicaçoes por 20 anos para explorar o serviço de Portador Local (aproveita e pede Comutado e nao Comutado, senao você nao tem saida a internet).
    Feito isso, ingresse a papelada e já tenha engatilhado uma empresa que vá lhe vender o serviço e deixe você revender o serviço. Assine o contrato e pague o link quando for instalado (sem poder vender).
    O Trâmite é grátis, mas conforme vai desenrolando, você paga S/. 900.00 por direito de publicaçao (para sair no Diário Oficial), paga duas publicaçoes por sua conta em jornal de circulaçao nacional, sendo um deles o Diário Oficial (El Peruano - fundado pelo libertador Símon Bolivar - deus do Chavez).
    Aprovaram tua concessao depois de várias observaçoes? Paga 1 UIT por direito de concessao ou 0.25% do investimento, se o valor for maior que uma UIT (1 UIT é mínimo. 1 UIT = S/. 3650.00).

    Pagou o direito? Já vai no banco e pede uma carta fiança no valor de 15% do investimento inicial (o dinheiro fica congelado até o governo devolver a carta fiança).

    Saiu a concessao, assinou o contrato, corre e pede o SVA - Internet (que é o que interessa), aqui é grátis e sai em uns 10 dias (se eles nao errarem o nome do interessado no serviço), saiu corre para o abraço e vende. Paralelo já manda o contrato para Osiptel (misto de Anatel) aprovar e te regular.

    Quer vender equipamentos? Outro registro como Casa comercializadora e mensalmente enviar relatórios, mesmo que nao vendas nada.

    Resumindo, o custo total (fora consultoria, advogado, contador, notário e engenheiro) é S/. 5500.00 mais ou menos.
    O engenheiro só assina, nao precisa ficar responsável. Cumpriu os requisitos, trabalha por 20 anos e mensalmente envia relatórios ao governo e paga os aportes (2% do total do faturamento bruto em venda de internet).

    Se você trabalha sozinho e começa do 0 como eu, sao meses de prejuìzo na certa, e semanas sem vender, só fazendo relatórios).

    Como a gente mencionou organizaçao, hoje eu cumpri parte dos meus deveres, paguei parte dos aportes que tenho que pagar (para um dos aportes preciso que um contador colegiado assine, e nao tenho nenhum conhecido), preenchi os formulários de venda que estavam pendentes, e amanha colocar a mulher para fazer fila e entregar tudo. Essa semana preciso levantar toda minha estrutura, ver o que investi, etc. É trabalhoso mas é uma aventura, porque uma vez com a vida em ordem, é sair tirando os clientes da Telefónica. Meu maior logro é um hotel, cliente que tinha um link dedicado com a Telefónica e agora tem o link comigo. Leva 4 Mbps e paga quase a mesma coisa. Reclamaçao 0 dos hóspedes, e de quebra, para levar o contrato, sou obrigado a manter a rede interna funcionando.

    É isso ai, bem resumido, aqui o custo é menor, mas você tem que projetar um investimento forte, eu mandei S/. 40000.00 e me olharam feio, tive que rebolar para eles aprovarem, ai no Brasil ao menos qualquer pé de chinelo pode montar provedor, pois o governo nao exige que você invista milhares de reais, coisa que aqui te exigem.

  2. Putz! me deu um suador só de ler tudo isso. É "quase" desanimador.
    Meus parabéns pela perseverança.

    Mas uma coisa eu já observei que aí leva vantagem. Aquele distribuidor que você postou o link noutro tópico, deu para ver que tem opção de respeito com relação a equipamentos.

    Sem querer ofender os distribuidores nacionais, mas só um exemplo. A linha da L-Com neste distribuidor é bem ampla.
    Aqui só o básico do básico.



  3. Valeu. Dá trabalho, mas depois que consegue é mais fácil. Para mim é punk porque trabalho só com a patroa, se tivesse empregado ou mais sócios facilitava, porque ai dividiriamos a tarefa.

    A DigitalStore dessa vez trouxe uma boa linha, normalmente eles trabalhavam muito com a Airlive/Ovislink, cujos produtos eu nao gosto. Essa linha da L-Com foi uma surpresa, e se tivesse um protocolo TDMA seria um PtP maravilhoso, o ruim é que no preço que veio nao vai sair e eles nao vao trazer mais. Aqui um distribuidor trouxe Deliberant (esses Intelbras que o povo adora) e nao teve saida, resultado, nao trouxeram mais.

  4. Bom dia pessoal. Creio que seja difícil para todos, mas não podemos desanimar. Uma estrutura enxuta não quer dizer que não podemos crescer, pelo contrário sustentabilidade se resume em não darmos um passo maior do que a perna.
    Outro ponto que achei perfeito é a colocação de um cliente corporativo que gera uma receita diferenciada.
    Precisamos ter dentro de nossa carteira uma porcentagem de clientes corporativos (de 10 a 20%), SoHo (20%) e pessoa física (60%) sendo clientes horizontais e se possível na sua maioria verticais pelo menor custo na instalação e maior taxa de adesão. Como conseguimos isso ? Através de PDVs, panfletagem, ações de baixo custo que mostram que estamos a disposição do mercado.
    Não adianta esperarmos clientes caírem do céu devido a demanda reprimida, estas vendas tem que ser consideradas como passivas e não ativas, e ativas apenas saindo a campo com vendedores comissionados.
    Outro detalhe que observo no planejamento é saber qual a taxa de penetração que tenho em determinado POP em relação a demanda. Se por exemplo tenho 200 casas que eu possa atender com aquele POP e hoje atendo 20, vamos gastar sola de sapato, telemarketing e aumentar pelo menos para 60, este POP já está pago, evita-se ficar expandindo e deixando grandes áreas de vendas abandonadas ao relento.
    Determinar uma % naquele POP para passarmos para a próxima ação de vendas é interessante também.
    Não quero aqui ensinar ninguém a trabalhar, apenas uso do fórum para passar várias experiencias que tive em provedores, seja pequeno, médio ou grande, espero realmente poder ajudar.

    Um grande dia a todos e ótimos negócios !!

    Volpe






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