• Cibercrime: Crackers Estão Levando Vantagem

    Durante a RSA Conference, realizada nos Estados Unidos no período de 27 de fevereiro até o dia 02 de março, os profissionais de segurança de tecnologia tiveram um contato mais estreito com o lado negro da situação, pois conheceram vários presidentes-executivos, cujas empresas sofreram ataques de crackers. Gregory Roll, que foi ao evento em busca de orientações para comprar um bom software de segurança para seu empregador, classificou a situação da segurança mundial coomo "bastante desanimadora".

    Roll trabalha em um banco renomado, mas se recusou a dizer o nome da instituição, porque não estava autorizado a falar. Segundo ele, a batalha contra as práticas cibercriminosas é constante, mas parece que os crackers estão levando vantagem nisso. A conferência ocorreu no momento em que o Congresso dos Estados Unidos, vota sobre novas legislações com o intuito de proteger melhor as empresas situadas no continente norte-americano, de cyberataques desencadeados por espiões, criminosos e demais "ativistas". Se a proposta de lei sugere que crackers estão tendo sucesso ao atacar todo e qualquer tipo de empresa, o conjunto de palestrantes considerou o assunto como uma perspectiva de cunho pessoal.

    Art Coviello, conselheiro da patrocinadora da conferência e vítima de ação maliciosa, comandou a palestra de abertura, definindo o tom com a música dos Rolling Stones "You Can't Always Get What You Want", que em português significa "Você nem sempre consegue o que quer". Em 2011, a empresa teve um e-mail com um anexo infectado, que havia sido aberto por um funcionário. Isso funcionou como uma grande porta aberta, para que os crackers tivessem acesso à rede corporativa. A partir daí, eles surgiram com informações sobre como a RSA calcula os números mostrados em Tokens SecurID, que em seguida foram utilizados em um ataque a Lockheed Martin, o qual não passou de uma tentativa frustrada.

    Conviello disse que esperava que as mazelas da empresa, ajudassem a criar um sentido de urgência devido a situação adversa, especialmente governos estrangeiros, que estão sendo auxiliados pela crescente indefinição das fronteiras entre atividades online, sejam elas profissionais ou pessoais. Além disso, cerca de 70% de inquiridos em uma pesquisa que ele citou, admitiram subverter regras corporativas com a intenção de conseguir acesso a outros recursos por meio de redes sociais e smartphones, fazendo com que a segurança se torne ainda mais difícil. É preciso constância, maior conscientização e um alerta ainda maior no desenvolvimento de práticas, que deem um freio nessas atividades maliciosas. Parece que estamos sim, muito próximos, da eclosão de uma grande guerra cibernética.


    Saiba Mais:

    [1] Reuters Technology http://www.reuters.com/article/2012/...8E2A5A20120302

    Sobre o Autor: Camilla Lemke


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