• Operação de Guerra e Formação de Profissionais de TIC Contra Risco Cibernético

    As Forças Armadas podem ser as precursoras para aumentar a qualificação em relação à tecnologia da informação, cujo déficit de profissionais tem assustado bastante o setor privado. Com certeza plena e absoluta, a Defesa atua primeiramente para preencher sua própria lacuna, entretanto, ela vai começar a ganhar escalapara a transição tecnológica pelo qual passam as três forças, conforme explicitado na última quinta-feira, dia 25 de outubro, durante a realização do 3º Seminário de Defesa Cibernética, do Ministério da Defesa. Sendo nacionalistas por vocação e estratégia, os militares já começaram a mover fornecedores brasileiros de equipamentos e serviços em TI. De forma notável, já foram quase R$ 6 milhões que o Exército investiu em um simulador de guerra cibernética, da carioca Decatron (R$ 5,1 mi) e no anti-malware (R$ 800 mil) desenvolvido pela Bluepex, de Campinas-SP. Isso é apenas uma parte.


    Reformulações Voltadas à TICs e Segurança da Informação

    As transformações também chegam às escolas e cursos preparatórios. "Os cursos da Escola de Comunicações está passando por um período de reformulação. De acordo com as explicações do comandante do Centro de Instituição de Guerra Eletrônica, tenente-coronel Márcio Souza Fava, "existe um novo conteúdo, com foco no planejamento e utilização de TICs e Segurança da Informação, atendendo as imposições do setor cibernético".




    Medidas drásticas estão sendo tomadas para que o Brasil esteja preparado para enfrentar um verdadeiro e amplo confronto cibernético

    Nesse contexto, há Imposições, inclusive, numéricas. A partir do ano de 2013, o Exército dará início ao que chamou de Curso de Capacitação em Massa, realizado totalmente à distância. O objetivo desse curso é gerar futuros especialistas em defesa cibernética, mas não há como fugir dos conteúdos de TICs, inclusive od avançados. O curso, de 250 horas, começa com um único módulo, de 90 alunos. Ainda de acordo com as considerações do tenente-coronel, "no ano seguinte já vamos passar para 7 ou 8 módulos”.


    Defesa Cibernética é Prioridade

    Em um total de mais de 500 especialistas por ano, a tropa tem a pretensão de selecionar a nata, em apenas única iniciativa. De forma paralela, segue a reformulação dos cursos tradicionais e estágios, além de acordos com universidades federais. O Exército está mais adiantado porque cabe a ele o vetor dessas mudanças, que é a defesa cibernética. Todavia, a Marinha e Força Aérea também estão interagindo fortemente nesse cenário. Na Marinha, que é a única das três forças que não conta com um instituto tecnológico associado, também há um novo formato nas parcerias firmadas com universidades. Segundo o contra-almirante Alípio Jorge da Silva, diretor de comunicação e TI da Marinha, os conteúdos mais relevantes estão relacionados aos bancos de dados, à Ciência da Computação, sistemas de criptografia e engenharia de software.


    Centros Computacionais em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília

    E relação à FAB, a transição possui um componente adicional. A Aeronáutica possui três centros de computação: um situado em São José dos Campos-SP, um no Rio de Janeiro e outro em Brasília – mas reconhece que as novas demandas vão além das capacidades que a equipe possui. Por esse exato motivo, há um plano de contratar a iniciativa privada para projetar, desenvolver, testar, validar e dar manutenção necessária às soluções que forem definidas internamente.

    Segundo revelações do brigadeiro Arthur Linhares, diretor de TI da Força Aérea, a FAB tem grandes limitações de pessoal e a demanda de TI é muito grande. Até há pouco tempo, os sistemas corporativos eram desenvolvidos in house, mas na nova orientação, serão todos contratados. Ele acrescenta ainda que não podemos utilizar a terceirização em Segurança da Informação e Defesa Cibernética, que serão os objetivos chave da formação.


    Saiba Mais:

    [1] Ministério da Defesa http://www.3cibermd.eb.mil.br/


Visite: BR-Linux ·  VivaOLinux ·  Dicas-L