• Clientes não Confiam em Bancos, Operadoras de Telefonia e Mercado Varejista

    Através de uma pesquisa realizada com 2000 pessoas no Reino Unido, foi constatado que os bancos estão no topo da lista de organizações que menos tem inspirado confiança em relação aos seus dados pessoais. As operadoras de telefonia móvel e alguns varejistas também se saem mal aos olhos do consumidor, de acordo com um relatório feito pela Avaya e Sabio.


    Os centros de atendimento são identificados como uma "fonte particular de fraqueza", com 6 milhões de clientes, ou 10% da população do Reino Unido, tendo cortado qualquer vínculo com uma organização por causa de preocupações sobre a segurança em si. O relatório sugere que isto poderia ser facilmente corrigido através da melhoria do conforto e da qualidade do serviço oferecido ao cliente, além da utilização da tecnologia para reduzir o número potencial de fraudes.

    Na sequência, 46% dos consumidores disseram suspeitar de violações de alto nível relacionadas à segurança em instituições financeiras. Este número percentual é de 40% para as empresas de telefonia móvel e de 37% para os varejistas. O risco maior de segurança seria originário de dentro dos centros de atendimento, com quase metade (45%) da população citando este como o ponto de partida para a maior ocorrência das fraudes.


    Operações Bancárias e Fraudes nos Pagamentos

    As fraudes que ocorrem em pagamentos por meio de operações bancárias, através da Internet ou até mesmo em boletos bancários, são uma realidade que vem trazendo muitos prejuízos e transtornos para as empresas. Em ambientes externos, como gráficas, existem sim pessoas que lidam com impressão de documentos: elas adulteram os dados no código de barras. O que acontece é que a empresa recebe o boleto já adulterado, efetua o pagamento, mas o dinheiro cai na conta do falso cedente.

    Além disso, há uma variedade de delitos são conduzidos por quadrilhas que estão cada vez mais especializadas em crimes eletrônicos, recrutando crackers (muitos deles localizados fora do país) e que são financiados até mesmo pelo narcotráfico e organizações mafiosas de alcance internacional. Ou seja, o crime organizado é quem financia as fraudes eletrônicas. Na sequência desses crimes praticados, o canal mais vulnerável aos ataques são os call centers, que ainda têm condições limitadas para identificar os clientes: as identidades se baseiam em dados como endereço, data de nascimento e nome dos pais, que podem ser obtidos pelas quadrilhas.

    As fraudes mais comuns, no entanto, são por meio de grampos das ligações dos usuários, o que está fora do controle dos bancos e das empresas de call center. Houve ainda os ataques físicos aos caixas eletrônicos, que estão expostos a vandalismo e a explosivos.Apesar de existir um histórico maior de fraudes, o Internet Banking é hoje um dos canais mais seguros para as transações eletrônicas nos bancos, que investiram em tokens, que é um aparelho que emite senhas aleatórias e em uma série de cruzamento de dados para evitar ataques.

    A maior vulnerabilidade dos sites dos bancos, no entanto, são os ataques por sobrecarregamento de usuários, como os que tiraram do ar no ano passado os sites das principais instituições. O ataque não chega às transações propriamente ditas, mas às páginas dos bancos, que recebem milhões de acessos simultâneos a ponto de ficarem lentos ou inacessíveis por algumas horas.


    Saiba Mais:

    [1] Help Net Security http://www.net-security.org/secworld.php?id=14576

    Sobre o Autor: Camilla Lemke


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