• Prejuízos com Software Pirata Custarão R$ 10 Bilhões às Empresas Brasileiras

    De acordo com um estudo encomendado pela pela Microsoft à consultoria IDC e à Universidade Nacional de Singapura, os consumidores brasileiros irão ter um gasto em 2014 de cerca de US$ 700 milhões e 44,2 milhões de horas, para resolver problemas causados por infecções de vírus, que geralmente está intimamente ligado a pirataria de software. Em todo o mundo, esse valor poderá chegar a US$ 25 bilhões e 1,2 bilhões de horas neste ano. Os dados da pesquisa encomendada foram liberados na última quarta-feira, 19 de março, como parte da iniciativa global Play It Safe.


    Gastos para Recuperar Dados e Resolver Problemas Afins

    Segundo estimou a pesquisa, na esfera das empresas brasileiras, o gasto total que provem de questões como recuperação de dados e resolução de roubos de identidade causados por infecções em softwares ilegais, será de US$ 4,6 bilhões em 2014. No âmbito global, o custo para empresas será de US$ 491 bilhões, sendo US$ 364 bilhões para lidar com a perda de dados e outros US$ 127 bilhões por conta de questões de segurança.


    Além disso, a perda de dados, o uso de informações para transações não autorizadas ou atividades fraudulentas e a invasão de e-mails, redes sociais e contas bancárias, aparecem no topo da lista de maiores receios dos consumidores que foram ouvidos pela pesquisa. Esses itens foram mencionados por 60%, 51% e 50% das pessoas, respectivamente. Mesmo com todos esses perigos rondando, 43% dos mesmos entrevistados não se preocupam em instalar atualizações de segurança, deixando seus computadores ainda mais vulneráveis a investidas maliciosas.


    Violação de Segredos Comerciais Lidera Ranking das Preocupações

    A pesquisa também fez um mapeamento sobre os principais receios governamentais com referência às atividades de organizações crackers. Tendo sido mencionada por quase 60% dos entrevistados, a violação de segredos comerciais consta no topo do ranking de preocupações; em seguida, vem o receio relacionado ao acesso a informações confidenciais com um percentual de 55%, e ataques cibernéticos a infraestruturas críticas também com 55%.


    Práticas de BYOD Ainda são Complexas

    Já entre as empresas, o fenômeno do "traga seu próprio dispositivo" (Bring Your Own Device - BYOD, na sigla em inglês) tem se mostrado mais um desafio em relação à infecção de sistemas pirateados. De acordo com a pesquisa, um percentual de 27% dos funcionários instalam seus próprios softwares nos computadores do seu ambiente de trabalho, sendo responsáveis por quase 20% do total de softwares piratas presentes nas companhias. Vale ressaltar que a América Latina apresenta o maior índice de colaboradores que instalam sistemas ilegais em dispositivos corporativos, com um percentual equivalente a 38%.

    Devido aos altos índices de uso de softwares piratas, a região Ásia-Pacífico será responsável pela maior parte dos gastos tanto de empresas, quanto de consumidores. Nos países dessa região, os valores gastos em decorrência de infecções em sistemas ilegais serão de US$ 59 bilhões e US$ 10,8 bilhões, respectivamente.


    Considerações Executivas

    De acordo com as considerações de Vanessa Fonseca, gerente de propriedade intelectual e antipirataria da Microsoft Brasil, as gangues cybercriminosas estão tirando proveito de toda e qualquer brecha de segurança que encontram pela frente, provocando prejuízos a reputação das empresas além de danos financeiros devastadores para o público consumidor, empresas e governos. Nesse contexto, o uso de software ilegal surge como mais uma oportunidade para atuação dessas organizações criminosas.

    O estudo intitulado "A relação entre o uso de software pirata e brechas de segurança digital" ouviu 1,7 mil consumidores, profissionais de TI, executivos-chefe de tecnologia e oficiais de governo em 14 países. Dentre os países envolvidos, estão: Brasil, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Japão, México, Polônia, Rússia, Cingapura, Ucrânia, Reino Unido e Estados Unidos.


    Malware Encontrado em Vários Computadores em Diversos Países

    Com base em uma perícia realizada em 203 máquinas com software pirata embarcado, a pesquisa identificou um dado relevante, mostrando que 61% dos equipamentos estavam pré-infectados com malware, incluindo Trojans e outros vírus poderosos. Esses computadores, comprados em revendas e lojas de computadores em 11 países, incluíam mais de 100 ameaças discretas.

    No Brasil, o índice de computadores pré-infectados detectado pelo estudo foi de quase 50%, taxa maior que a de países como Estados Unidos e Turquia, porém menor que os registros de nações como China e Tailândia.


    Saiba Mais:

    [1] Convergência Digital http://convergenciadigital.uol.com.b...8#.UzCe8_ldWjE

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